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Posts com a tag "Conselheiro Mafra"

Os (próximos) 100 anos da Conselheiro Mafra

15 de novembro de 2011 0

As manifestações de carinho e respeito pelo centenário da Escola Estadual Conselheiro Mafra, comemorado hoje em Joinville, mostram não só a identificação da cidade com o mais antigo grupo escolar público como também a valorização pela educação. Não se trata somente de nostalgia, mas sim de reconhecimento à qualidade de ensino do Conselheiro Mafra, uma constatação fácil de verificar ao longo das reportagens sobre a escola publicadas em “AN” nas últimas duas semanas. Se o passado foi reconhecido, está na hora de reforçar o presente e construir o futuro.

Interdições não deveriam ser necessárias em escola alguma. Enquanto há necessidade de qualificar o aprendizado, com aprimoramento das técnicas de ensino, volta e meia escolas públicas precisam se debruçar em demandas de estrutura física. Tais problemas se tornam ainda mais inaceitáveis em um estabelecimento da importância do Conselheiro Mafra.

Para romper com a rotina de problemas, é sabida a necessidade de reforma completa do prédio, providência perto de ser anunciada pela Secretaria de Estado da Educação. Joinville mudou muito nesses últimos cem anos. Mas ainda que o Conselheiro Mafra tenha ganho a companhia de dezenas de outros estabelecimentos de ensino ao longo dos últimos cem anos, continua sendo uma referência educacional em Joinville.

O bolo gigante dos 75 anos do Conselheiro Mafra

14 de novembro de 2011 2

Depois de alimentar as saudades e promover reencontros, agora é a vez de um ex-aluno do Conselheiro Mafra dar água na boca dos leitores e internautas de A Notícia. Wladimar Torquato nos mandou a imagem do bolo feito em comemoração dos 75 anos da escola hoje centenária! Deu até vontade de fazer parte dessa história também, né?

"Imagine para uma criança ver um bolo do tamanho do pátio. Foi a primeira vez que viámos um bolo desse tamanho. Esse é somente um dos vários momentos mágicos passados no Conselheiro Mafra. Lembro-me das brincadeiras nesse mesmo pátio, da merenda gostosa que era cozida pelo Sr.Valter e a dona Marta. Da minha primeira professora a dona Maria Aparecida,da professora Salvelina, dos livros da série vaga lume emprestados pela pela professora Edith. Todos esses momentos estão bem guardados em minha memória e que o Conselheiro Mafra permaneça por muitos anos, pois vira e mexe eu passo lá frente e um turbilhão de recordações voltam como um filme".

Conselheiro Mafra gera emoção em família

11 de novembro de 2011 2

Depois que publicamos aqui no blog a carta do ex-aluno da Escola Conselheiro Mafra, Drausio Luiz de Camargo, foi a vez da irmã dele, Jeanette Gonçalves de Camargo Garcia, nos escrever.

Veja a mensagem dela e também mande a sua!

"Que emoção experimentei ao ler o texto de meu irmão Drausio e às lembranças dele, acrescentar as minhas, agradecendo às professoras, diretoras e funcionários dessa excelente escola por haverem aberto caminhos éticos na vida de meus filhos, Adhemar Garcia Neto e Eduardo Tertuliano de Camargo Garcia."

Ex-aluno relembra os tempos de Conselheiro Mafra

11 de novembro de 2011 1

O leitor Drausio Luiz de Camargo, de Joinville, mandou um e-mail super especial para a repórter Gisele Krama, responsável pela série sobre os 100 anos da Escola Estadual Conselheiro Mafra, publicada todos os dias na contracapa do jornal A Notícia.

Na carta, contou sobre os anos em que sentou nos bancos da escola centenária, entre 1957 e 1960, e descreveu com emoção a boa lembrança que tem daquele tempo. 

Leia a carta dele na íntegra. E não deixe de nos escrever também.

"Gisele,
Parabéns pelo seu excelente trabalho sobre o Grupo Escolar Conselheiro Mafra. Também passei pelos bancos da velha escola. Aprendi a ler, escrever, fazer cálculos, somando, sem misturar, peixinhos, maçãs e bananas, conheci as unidades de medidas, que da ferramenta e da madeira podíamos construir coisas, que o sol nascia no leste e encerrava o dia escondendo-se nas montanhas a oeste, e que se eu apontasse a mão direta para aonde ele nascia e a esquerda aonde ia esconder-se, a minha frente estaria o norte e as costas o sul, a emocionar-me  cantando, sob a regência de D. Laura, a plenos pulmões com meus colegas, a Pátria amada mãe gentil, a ler as horas no relógio ganho no aniversário.

Boa escola aonde ricos, pobres e remediados sentavam-se lado a lado aprendendo a conviver, diminuindo as distâncias sociais, e criando laços que estenderam-se pela vida afora.  Vida que transformou ricos em pobres, pobres em ricos e remediados em magistrados. Escola aonde Cruz e Souza, poeta negro, catarinense, cujo singular talento e inteligência não foi suficiente para vencer o preconceito que o impediu de assumir na sociedade o lugar que conquistara pelos méritos , dava nome a minha primeira sala de aula.

Volto sempre, a cada eleição, a estar sob aquele teto, emocionado, a depositar meu voto, na esperança de que um dia este Brasil torne-se de fato aquele Brasil sonhado pelas pessoas que construíram  vidas naquelas simples salas de aula, que por este Brasil, Alices, Alícias, Marildas, Erys, Adys, Lelinhas, Marinas, Lauras, Irmas, Donaldas, Luizas e Jeanettes, docemente anônimas continuem, mais do que ensinando, criando o país que todos queremos, finalmente transformando esta terra na Pátria amada mãe gentil."

Ex-aluna procura: Onde está Dona Lelinha?

08 de novembro de 2011 5

Esta semana, o A Notícia recebeu uma bela carta, escrita pela leitora Mirtes Prachthäuser Fusinato, a mesma procurada por outro leitor nosso, do Rio Grande do Norte.

Nesta carta, ela procura por Dona Lelinha, uma professora que marcou a vidade muitos alunos da Escola Estadual Conselheiro Mafra. E fala da saudade do tempo "delicioso" em que passou por lá.

Leia abaixo o relato completo e emocionado de Mirtes.  E mande o seu também!

"Maravilhosas as reportagens sobre o Conselheiro Mafra
. Trazem muita saudade de um tempo delicioso da minha vida e de muita gente: o tempo de escola, de infância. Eu sou da geração que estudou na escola nos anos 60, mais exatamente de 1966 a 1969.

Mas a carta de um leitor na edição de quarta-feira trouxe ainda mais saudade, quando falou de sua primeira professora, dona Lelinha.

Ela também foi minha primeira professora, e eu a idolatrava. Então hoje fui procurar (e achei!) o meu “tesouro”: uma pasta com todas as “relíquias” que me levaram de volta a esse tempo lindo.
Encontrei os santinhos (alguém lembra o que é isso?) que ganhei durante o 1º ano X.


Eram o prêmio que a professora Lelinha dava mensalmente aos alunos que tinham as melhores notas. Tinham uma dedicatória e a classificação, 1º, 2º e 3º lugar, “ da Mestre e Amiga Lélia”.

Tenho também o prêmio que ela me deu como "recompensa pela aplicação” no final do ano, com data de 11.10.66: um livro de historinha, como se dizia na época, chamado 'O cãozinho delegado'.


Aliás, para mim, as melhores lembranças do Conselheiro Mafra são os livros de história que a gente tinha acesso uma vez por semana, na aula de leitura, quando a gente podia ler os livros da biblioteca. Era melhor do que a hora do recreio.

Tenho o “Álbum de Recordações”, uma coisa muito valiosa, que quase todas as meninas tinham na época: um livrinho (o meu é de capa dura vermelha) que entregávamos para as amigas e pessoas queridas escreverem uma mensagem, uma poesia.

Tenho a mensagem da professora Lelinha e das outras: dona Noeli C.Gomes (2º e 3º ano) e dona Astéria Schmidt (4º ano), bem como de muitas outras amigas. Cada página do livro era escrita na melhor caligrafia, com a melhor caneta e decorada com um desenho ou com um “decalquemania”, outra moda da época.

Tenho também meu primeiro caderno, escrito a lápis, onde cada tarefinha era corrigida pela dona Lelinha e colocada a nota: a mais esperada era o 10 com estrelinha! E o Caderno de Verificações, que era um cadernos de testes mensais, que o pai tinha que assinar para ficar ciente das notas.

O boletim do primeiro ano está um pouco danificado pelo tempo e manchado por um acidente doméstico(foi molhado pela fralda de um irmão menor), mas ainda dá pra ver todas as notas “10” ,  a média geral 10 e o nome completo da professora, Dona Lélia Fernandes Baptista. Assinado pela diretora Irma Terezinha Schmidt, claro!


Tenho ainda fotos daquelas que os fotógrafos iam fazer na escola, num pequeno cenário. Uma está numa capinha decorada e uma naquele tradicional binóculo, ou melhor, monóculo."
Hoje o coração transbordou de saudade!"

Mais ex-alunos do Conselheiro Mafra dividem memórias

07 de novembro de 2011 3

Desde que a série sobre os 100 anos da Escola Estadual Conselheiro Mafra começou, não param de chegar e-mails na redação de A Notícia. Jane Alves dos Santos Ignacio estudou por oito anos por lá e nos enviou fotos tiradas em 1974. Veja as que ela dividiu com a gente!

A imagem abaixo mostra uma homenagem à Bandeira, que era feita todos os sábados. De pé, à esquerda, está Jane ao lado da colega Shirley.


Esta outra é do grupo folclórico, se apresentando internamente. Este mesmo grupo se apresentava também no Festival Municipal de Joinville. Jane aparece ao lado de Paulo.


Abaixo, leia outros depoimentos dos leitores, que nos escrevem diariamente sobre os tempos de escola:

"Além da inesquecível diretora Terezinha Schmidt, lembro o nome de três professoras dos anos 1960: Irecê Bernardo, Astéria Schmitt Belloni e Anésia Voss. Outro detalhe que ainda está na lembrança é de que nós tínhamos aulas também aos sábados, quando declamávamos poesias e cantávamos o Hino Nacional. Também havia audição de piano. Que diferença brutal para os dias de hoje. É desanimador quando entramos em um colégio público. Agora pergunto: onde está a memória do Conselheiro Mafra? Onde estão os livros com os nomes dos alunos? Isto se perdeu?"
José Eduardo Monteiro, de Joinville

"Fui aluno da Escola Conselheiro Mafra. Formei-me lá e tenho muitas saudades desta época. Foram muitos professores. Uma, em especial, eu me lembro, que foi professora dona Edith. Foram anos muito bons. Meu irmão e minha irmã também se formaram. Cuidem deste patrimônio de Joinville."
Mauricio Fernando da Rocha, de Joinville

"Tenho maravilhosas recordações do Conselheiro Mafra. Minha mãe, hoje com 66 anos, estudou no lá. Eu e meus três irmãos também estudamos no Conselheiro Mafra. Meu pai foi durante muito tempo presidente da APP. Temos várias fotos do decorrer de nossa trajetória estudantil, inclusive uma de 1986, do bolo de 75 metros que preencheu todo o pátio interno da escola."
Wladimar G. Torquato, de Joinville

Ex-alunos do Conselheiro Mafra se encontram por causa de série especial de AN

07 de novembro de 2011 0

Se lembram do internauta do Rio Grande do Norte, à procura de sua amiga Mirtes? Este blog publicou o pedido dele e ela apareceu. Mirtes Prachthäuser Fusinato nos mandou um e-mail, dividindo suas memórias (e fotos) dos tempos de Conselheiro Mafra.

Ela conta que, desde o início das publicações da série sobre os 100 anos da escola, o assunto tem dominado as conversas em família. A mãe dela, Renata (na época de sobrenome Wolff), e os irmãos Tania, Luiz Fernando e Kátia Prachthäuser estudaram lá.  Kátia até teve um texto publicado recentemente, na sessão de artigos do AN, sobre a escola.

Mirtes também se impressionou com o alcance da série, graças à internet. "Fiquei muito surpresa ao ser informada por minha irmã Kátia, que mora atualmente em São Paulo, que há uma pessoa me procurando, através na edição digital do jornal.  Fiquei muito feliz e vou entrar em contato, já que ele deixou um endereço". Tomara que ela realmente encontre o José Eduardo.

O A Notícia se orgulha de promover este contato. E espera que muitos outros leitores se encantem com as histórias do Conselheiro Mafra, tanto quanto nossa equipe.

Se você também tem histórias e memórias, escreva pra nós. Basta clicar neste link!

Ex-aluno do Conselheiro Mafra procura amiga

02 de novembro de 2011 2

A série que o jornal A Notícia está publicando desde o dia 30 de outubro sobre os 100 anos da Escola Estadual Conselheiro Mafra está mexendo com a memória das pessoas - do Brasil todo.

Depois de um leitor do Rio Grande do Sul nos enviar foto e mensagem sobre a época em que estudou lá, agora um do Rio Grande do Norte dividiu suas lembranças dos tempos de escola.

O internauta Ademir Loureço Lopes, de 54 anos, escreveu para o AN nesta quarta-feira e lembrou de uma professora e da diretora da época em que estudava lá e também de uma saudosa amiga. Será que Mirtes virá esse recado carinhoso do amigo Ademir?

Confira a mensagem dele, na íntegra.

"É enorme a satisfação que tenho ao lembrar do meus primeiros dias de aula no Conselheiro Mafra, lá pelos idos 1963/1964. Tenho 54 anos. Minha primeira professora foi Lelinha e nossa eterna diretora Terezinha Schimidt. Hoje moro em Natal, no Rio Grande do Norte, mas com certeza absoluta o Conselheiro Mafra foi pra mim um alicerce para a construção da minha caminhada. Infelizmente não tenho nenhuma foto, mas se alguem tiver, gostaria de compartilhar. Me lembro muito bem de uma grande amiguinha da época chamava-se Mirtes (é só o que eu sei). Mirtes, se por acaso ler minha mensagem, por favor me escreva. Meu email é instrutorlopes@hotmail.com. Um grande abraço para todos".

Se você também tem histórias e memórias, escreva pra nós. Basta clicar neste link!

Leitor de Porto Alegre escreve sobre Escola Conselheiro Mafra

01 de novembro de 2011 3


O jornal A Notícia está publicando desde o último domingo uma série sobre os 100 anos da Escola Estadual Conselheiro Mafra, de Joinville. E abriu aqui no blog um espaço para que leitores e internautas mandem suas fotos e histórias de quando passaram pela escola centenária.

Nesta segunda, um leitor de Porto Alegre, RS, enviou um e-mail ao AN contando que estudou lá entre 1964 e 1968. E considerou o período "maravilhoso". Leia o depoimento de José Eduardo Monteiro.

"É uma pena o descaso do estado com o Conselheiro Mafra. Estudei lá de 1964 a 1968 e foi um período maravilhoso da minha vida. Era um colégio conceituado na época e muitos que lá estudaram são profissionais reconhecidos no mercado brasileiro, alguns morando inclusive no exterior. Essa foto de 1966, foi tirada na caixa d'água, atrás da antiga fábrica da Antarctica, num passeio promovido pela direção da escola".

Se você também tem memórias e lembranças dos tempos que passou na escola, escreva e mande sua foto para nós!

Os 100 anos da Escola Estadual Conselheiro Mafra

30 de outubro de 2011 21

Na edição de 17 de agosto, “A Notícia” registrou o protesto de pais e alunos contra o descaso que levou à interdição da Escola Estadual Conselheiro Mafra, um dos principais patrimônios educacionais e afetivos de Joinville. Ao lado da reportagem, o jornal publicou uma carta de desabafo da psicóloga Katia Prachthauser, joinvilense que hoje vive em São Paulo e que ficou chocada e indignada ao saber da situação do palco de suas melhores recordações de infância. Katia encerrou sua mensagem com um apelo para que eternos alunos da escola, como ela, ajudassem-na a virar aquela página triste.

Na edição de domingo, dia 30 de outubro, a Conselheiro Mafra volta às páginas de “A Notícia”.

Desta vez, para abrir uma série de reportagens que vai até a celebração do centenário. Até o dia 15 de novembro, o texto detalhista e sensível da repórter Gisele Krama vai reconstruir, por meio de pesquisas e entrevistas, um passado que andava meio escondido pelos dissabores do presente.

E já começa com a nostalgia de dois simpáticos octogenários que por lá passaram: seu Ozório Ferreira (Entregador de Mensagens) e dona Jutta Hagemann da Cunha (A menina que gostava de brincar), assídua colaboradora da seção de Memória de “AN”.

Que as recordações de dona Jutta e de seu Ozório ajudem a reforçar o apelo de Katia por um novo (e melhor) capítulo na história deste símbolo joinvilense.

Participe dessa história e envie também suas lembraças e fotos!

>> Confira aqui todas as matérias da série. Este post será atualizado todos os dias, trazendo as histórias centenárias dessa escola. Não deixe de acompanhar!

Segunda-feira, 31/10:  O filme que a escola nunca teve

Terça-feira, 1/11: Escola como inspiração

Quarta-feira, 2/11: Tudo começou com um padre

Quinta-feira, 3/11: O lado B da história

Sexta-feira: 4/11: Relíquia em forma de folhetim

Sábado: 5/11: Outras épocas, outras matérias

Domingo, 6/11: Na memória de três gerações

Segunda-feira, 7/11: Problemas de ontem e de hoje

Terça-feira, 8/11: No palco, com os figurões

Quarta-feira, 9/11: Colegas célebres do colégio

Quinta-feira, 10/11: Na disputa pelo reinado

Sexta-feira, 11/11: Cada aluno, um mestre preferido

Sábado, 12/11: Corrida para fazer o centenário

Domingo, 13/11: Ideias para os cem anos que vêm

Segunda-feira, 14/11: Momentos de festa para o colégio

Terça-feira, 15/11: No coração e na história de Joinville