Depois dos transtornos causados pelas série de interdições decretadas no final do ano passado, sem que fosse possível a recuperação de todos os estabelecimentos a tempo do início do ano letivo, a rede de ensino estadual enfrenta agora nova polêmica com a reenturmação.
Ainda que a medida venha a ser mostrar necessária, o momento escolhido é inadequado, dando razão às queixas dos professores e alunos: em vez de a providência ter sido tomada antes do início das aulas, efetivou-se durante o ano letivo, com evidentes possibilidades de prejuízos ao aprendizado. Assim como houve em relação às escolas interditadas, houve improvisação – seriam fechadas 54 turmas, mas logo depois a Secretaria de Estado da Educação, por meio de sua representação na SDR de Joinville, voltou atrás e reduziu para 28.
Nos últimos anos, a Secretaria de Educação de Joinville tem se queixado da municipalização forçada no ensino fundamental. Vagas estariam deixando de ser oferecidas nas primeiras séries, e os alunos estariam migrando para a rede municipal.
Agora, o polêmica da reenturmação se verifica no ensino médio, nível de atribuição exclusiva do Estado. Se a demanda está menor – as interdições não colaboraram com isso? –, até é natural a reenturmação para dar mais eficiência ao uso dos recursos públicos. Mas além de ser tomada antes do início do ano letivo (há flutuação de alunos nas férias, mas não ao ponto que não seja permitida uma previsão mínima que seja), a medida precisa ser amplamente discutida com os envolvidos. Não foi o caso.








