Exatamente como aconteceu em relação à faixa de pedestres, bastou a Conurb fazer uma campanha específica para os corredores de ônibus de Joinville que o número de multas explodiu: a quantidade de infrações aplicadas neste ano já está perto de se igualar ao observado ao longo dos doze meses do ano passado.
A campanha consiste, essencialmente, em aumentar a fiscalização, colocar mais agentes de trânsito de olho nos motoristas de veículos não autorizados a utilizar as vias criadas para o transporte coletivo. O desrespeito à legislação é tamanho que basta a repressão mirar para um determinado setor e pronto, as notificações saltam. Quando a cidade ganhar mais radares, a expansão se repetirá.
O destino dos recursos das multas pode proporcionar extensos debates. Assim como a insuficiência dos investimentos em melhorias viárias que implica também mais segurança. São temas que merecem ser discutidos.
Mas eventuais falhas nessas duas situações não são suficientes para desmerecer a necessidade de fiscalização e consequente punição dos infratores. A educação é necessária, mas a repressão, infelizmente, não pode ser descartada. Sem ela, o trânsito de Joinville estaria em situação ainda pior.


















