Entre tantas visões diferentes – e frequentemente opostas – em Joinville sobre regras urbanísticas, há consenso sobre a necessidade de planejamento da cidade. A discordância pode se verificar em determinados aspectos, mas não há, entre os os participantes desse debate, quem despreze a importância de planejar Joinville. Com a volta do Conselho da Cidade, está de retorno o ambiente adequado para essa discussão. Há outras instâncias importantes, como a Câmara de Vereadores, responsável pela palavra final nessas matérias. Mas ainda que conselho não tenha poder deliberativo, seu amplo leque de representação pode, em tese, apontar soluções equilibradas entre os interesses em disputa. Um trabalho que certamente os vereadores saberão respeitar.
As pendengas envolvendo o antigo Conselho da Cidade e a própria Conferência da Cidade, responsável pela constituição do atual conselho atrasaram demais a análise e a votação de novas regras urbanísticas, da qual a Lei de Ordenamento Territorial (LOT) é a mais importante nesse tempo. Não vai aqui nem um juízo de valor, se deve ou não ser mantido o formado da LOT desenhado pelo Executivo – a decisão cabe ao Conselho da Cidade e à Câmara de Vereadores. Joinville precisa é que o regramento seja definido, que a cidade saia da incerteza reinante nos últimos anos.



