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Posts com a tag "São Francisco do Sul"

Cruzeiros no Norte: precisa reforçar a estrutura

19 de novembro de 2012 0

Precisa se ajudar. Entre os motivos da previsão de queda no número de escalas de cruzeiros nesta temporada em São Francisco do Sul está a dificuldade de mobilidade para os turistas. A duplicação da BR-280 é uma dessas demandas em estrutura viária. Também entra no pacote a falta de um píer de atracação mais adequado. A estrutura está em obras e a primeira fase será concluída em 2014, possivelmente a tempo de ser aproveitado pelos visitantes da Copa do Mundo. Se planos anteriores tivessem vingado, a estrutura já estaria pronta.

Em julho de 2005, o governo do Estado anunciou parceria com a Prefeitura de São Francisco do Sul para construção de um terminal turístico com o ousado objetivo de atrair dez navios de turismo por mês. Apenas para comparar, são cinco escalas programadas para a iminente temporada de veraneio. Mesmo que o terminal imaginado há sete anos estivesse pronto, não haveria garantia de captação dos transatlânticos. Há outras condicionantes, como o desempenho nacional do setor – reportagem de hoje de “AN” mostra queda no número de viagens na temporada 2012/2013. Mas com certeza São Francisco do Sul teria mais competitividade nessa disputa. A cidade conta com a natureza e a história como grandes aliadas na conquista do turismo. Se quiser ir adiante e explorar melhor suas vantagens, precisa reforçar a estrutura.

Vigilância para evitar nova decepção na BR-280

29 de setembro de 2012 5

 

 

“Nova esperança para a BR-280”. Foi com esta manchete estampada na capa da edição da última segunda-feira que “A Notícia” definiu o ato de lançamento do edital de duplicação de um trecho de 14 quilômetros da rodovia. Uma esperança principalmente de que a decepção não se repita. Afinal, se os planos originais do governo federal tivessem se transformado em realidade, pelo menos alguns dos trechos entre Jaraguá do Sul e São Francisco do Suljá estariam hoje com pista duplicada.

Como o prazo de conclusão dos três lotes – que totalizam 74 quilômetros – é estimado em três anos, hoje já seria possível transitar em pista dupla, ainda que parcialmente, se a promessa feita em maio de 2008 pela então ministra da Casa Civil e hoje presidente Dilma Roussef tivesse sido cumprida. Naquele mês, a então ministra participou de um “Painel RBS” em Joinville para discutir os gargalos de infraestrutura de Santa Catarina. E diante de lideranças empresariais e políticas que lotaram o Teatro Juarez Machado, comprometeu-se com a abertura de licitação até outubro daquele ano.

Naquele momento, seria de um pessimismo extremo imaginar que mais de quatro anos depois não haveria sequer uma máquina trabalhando na obra. A importância do empreendimento foi reconhecida publicamente, o projeto estava em elaboração e havia um cronograma, ainda que mínimo. Pois ganhou a aposta quem adotou uma postura mais cética e duvidou. A concorrência acabaria sendo aberta somente em 2010 – mas foi cancelada duas vezes por diferentes motivos.

Espera-se que o relançamento da concorrência, no auditório da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul, seja definitivo e para valer. Com o propósito de prevenir uma nova decepção, “A Notícia” conclama lideranças políticas, empresariais e sociais de uma região que concentra 20% do PIB de Santa Catarina a se manterem atentas e vigilantes mais do que nunca.

É preciso colocar um ponto final neste histórico de desilusões a respeito de uma estrada de uma região que produz 33% das exportações do Estado. Na solenidade da última segunda-feira, os ministros Paulo Sérgio Passos (Transportes) eIdeli Salvatti (Relações Institucionais) fizeram questão de mostrar o edital publicado no “Diário Oficial da União”.

Publicação oficial é uma garantia importante, mas nunca foi absoluta. É preciso, portanto, vigiar para que não apenas a concorrência do trecho entre Guaramirim e a BR-101 seja feita dentro do prazo; é fundamental garantir o lançamento dos editais dos lotes restantes até o fim do ano.

Também há necessidade de definição imediata em relação à ponte sobre o canal do Linguado, obra que também terá um edital específico. O Linguado envolve complexas questões ambientais, ainda não esclarecidas na ação do Ministério Público Federal que propõe a abertura do canal. É preciso estarmos atentos para evitar interrupções na obra mais adiante. A complicada conclusão do trecho Sul da BR-101 é um exemplo próximo e contemporâneo o bastante para ser ignorado.

Como um dos motivos responsáveis pelo atraso na reabertura da concorrência foi a exigência da presidente Dilma para que houvesse um projeto executivo da duplicação, espera-se que o detalhamento mais apurado da obra contribua para evitar percalços e ajude no andamento mais rápido dos trabalhos. Mas sem vigilância nem cobrança, o Norte catarinense corre o risco de enfrentar novos dissabores.

Vale lembrar que não fosse a mobilização política e empresarial de maio deste ano, quando uma comitiva da região participou de audiência no Ministério dos Transportes, talvez os editais só fossem para a rua em 2013. E a sonhada duplicação ficaria para uma data ainda mais distante. Com mais mortes em acidentes, mais prejuízos econômicos com atrasos de transportes de carga e mais obstáculos ao desenvolvimento do turismo da região.

Ainda neste ano, a BR-280 foi fechada momentaneamente em protestos contra atropelamentos em Araquari. Duplicação também é vida. Desde maio de 2008, quando foi feita a primeira promessa de duplicação, até este mês de setembro de 2012, o trecho a ser duplicado registrou nada menos do que 3.876 acidentes, com a perda de 88 vidas. Só isto já seria sufi ciente para sensibilizar o governo federal a honrar sua palavra.

A BR-280 duplicada será um reforço para o desenvolvimento turístico de São Francisco e Barra do Sul. A BR-280 qualifica a logística, a ligação com o cada vez mais fundamental Porto de São Francisco. Com mais uma pista na rodovia, tornam-se ainda mais importantes os investimentos nos berços de atracação e na ampliação do calado.

A BR-280 duplicada reforça um eixo de desenvolvimento, atraindo mais empresas para o Norte, região valorizada pelos investimentos da GM e prestes a receber a confirmação da BMW. É difícil encontrar outra obra de infraestrutura que hoje tenha mais relevância e seja capaz de trazer tantos benefícios para a região Norte do Estado quanto a duplicação da BR-280.

Repousa aí a unanimidade em torno da necessidade e urgência do investimento. Em tarefa alinhada à sua atuação comunitária, “AN” tem erguido a bandeira pela duplicação da BR-280. A cada lançamento de edital, mesmo sem deixar de lembrar as frustrações anteriores, este jornal festeja a esperança de que desta vez é para valer.

Foi esse o tom da cobertura da solenidade da última segunda-feira. E é com essa confiança que se espera o cumprimento dos prazos e o fim definitivo das pendências restantes. E que o lançamento dos editais de duplicação – tanto da BR-280 quanto da BR-470, na região do Blumenau – a duas semanas das eleições municipais não passe de uma simples coincidência do calendário.

Leitor: alunos estão sem aula de informática em São Francisco do Sul

12 de agosto de 2012 0

"A Escola de Ensino Básico Engenheiro Annes Gualberto, em São Francisco do Sul, tem uma sala de informática bem estruturada, com computadores. Em 2011, um profissional especializado dava suporte aos professores de sala de aula no desenvolvimento de projetos. Por ter sido admitido em caráter temporário, o contrato dele terminou no fim do ano.

No começo do ano letivo, em fevereiro, a direção da escola já havia pedido um profissional, mas a resposta da gerência de educação foi de que a escola não teria direito a professor de informática. E lá se passam oito meses e os alunos sem a sala de informática para desenvolver projetos e trabalhos.

Certas coisas não consigo entender. Não sei se falta é respeito, excesso de burocracia ou simplesmente falta de vontade política de resolver os problemas ligados à educação."

Marcelo Roberto Vieira Braga, de São Francisco do Sul

Criação de área de preservação em São Chico é apenas uma etapa

31 de julho de 2012 0

A reportagem sobre o Parque Estadual do Acaraí, em São Francisco do Sul, mostra que o decreto de criação de uma área de preservação é apenas uma etapa: é preciso dar outros passos para confirmar o status da unidade de conservação.

A medida mais importante, seja no Acaraí ou em qualquer outra área de preservação, é a definição do plano de manejo. É esse estudo que dirá quais atividades podem ou não ser realizadas no espaço. Claro que de nada adianta se as determinações não forem seguidas, mas o plano é uma bússola a orientar a preservação.

O estudo sobre a área de proteção ambiental Dona Francisca, em Joinville, por exemplo, não trata a área como única, com regras de uso iguais: dependendo do setor e de suas características, varia o modelo recomendado de ocupação. Pode ser restrição total, pode ser permissão para várias atividades econômicas. O mesmo valerá para o Parque do Acaraí, para os morros de Joinville e tantos outros sistemas.

O necessário é contar com o diagnóstico ambiental e não imaginar que o trabalho de preservação está concluído com a edição do decreto de criação da área de preservação. Sem as medidas complementares – e o acompanhamento periódico –, o esforço legal pode ser em vão

AN lança série de reportagens sobre eleições na região

26 de julho de 2012 0

Em série de reportagens iniciada hoje, com duração até domingo, “A Notícia” traça um perfil dos candidatos a prefeito e também das prioridades das cidades de abrangência da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville. É um material útil para análise dos planos e desejos de sete cidades vizinhas do município de maior população do Estado.

Cada município apresenta suas peculiaridades. O turismo e as atividades portuárias predominam evidentemente nas cidades litorâneas. Quem consegue juntar os dois segmentos, como São Francisco do Sul e Itapoá, ganha vantagens. A proximidade com Joinville tem contribuído para a expansão empresarial em Araquari.

O Porto Itapoá também ajuda Garuva, interessada em ampliar os espaços reservados para a instalação de empresas. Balneário Barra do Sul poderá entrar em novo patamar se ganhar o sonhado asfaltamento da ligação com a BR-101. A contínua instalação de empreendimentos ao longo da rodovia federal é uma das esperanças de Barra Velha e, também, em menor escala, de São João do Itaperiú.

O horizonte de desenvolvimento para as cidades da região é promissor. Boa parte desse futuro pode ser construído no debate proporcionado pelas eleições municipais. A oportunidade não pode ser desperdiçada.

Joinville também ganha com o novo hospital de São Francisco do Sul

04 de julho de 2012 0

A inauguração do novo hospital de São Francisco do Sul não é motivo de comemoração apenas para a comunidade da cidade. Claro que o município litorâneo é o mais beneficiado, recebendo uma estrutura moderna e com capacidade de atendimento capaz, em princípio, de atender à demanda local.

Mas ganha também Joinville e cidades vizinhas, pois o município-polo terá menos sobrecarga e ampliará a capacidade de atendimento também para pacientes de outras localidades. A condição de polo regional leva Joinville a prestar atendimento a pessoas de outras cidades, até pelo fato de ser referência em determinadas especialidades (não é possível manter centro de referência em todas as cidades).

Mas tal status não desobriga as demais cidades de também oferecerem serviços de saúde além da baixa complexidade. Pelo porte, São Francisco do Sul demanda atendimento de alta complexidade. Outras cidades da região precisam avançar na média complexidade.

Os municípios também deveriam ampliar a regulação do sistema de forma que as unidades trabalhassem em conjunto. Dentro da Amunesc, a experiência de consórcio deve ser ampliada. Essa atuação metropolitana pode colaborar para dar mais eficiência na utilização dos recursos. Inclusive de unidades importantes como o novo hospital de São Francisco, a ser inaugurado hoje.

Um píer para São Francisco!

01 de novembro de 2011 0

O investimento na construção do píer de atracação em São Francisco do Sul é um exemplo da necessidade de os municípios fazerem o dever de casa. Os atrativos naturais e históricos da cidade são inegáveis, mas o potencial só será totalmente explorado – em especial, evidentemente no caso, pelos cruzeiros marítimos – se houver infraestrutura adequada para a demanda. São Francisco já faz parte da rota. Mas para atrair mais embarcações e, principalmente, a cidade se manter como destino, é preciso avançar em estrutura.

O desafio do píer ainda está no começo. Neste momento, está sendo selecionada a empresa para a construção da ponte de acesso, uma despesa de R$ 2,5 milhões. Só esta é apenas a primeira das três etapas do empreendimento. O pacote inteiro vai consumir mais de R$ 20 milhões, recurso ainda não garantido. Em contato com o Ministério do Turismo, a Prefeitura de São Francisco foi aconselhada a convencer deputados e senadores catarinenses a apresentarem emenda ao Orçamento da União. Com isso, facilita a conquista do recursos federais, considerados fundamentais para o píer.

A competividade no turismo é crescente. O setor não permite vacilos. São Francisco demonstrou competência em atrair os cruzeiros, um setor turístico em expansão em boa parte do mundo. Se apressar a construção do píer, a cidade poderá dar um salto competitivo. A natureza e a história são parceiras nessa empreitada.