Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "saúde"

Cobranças nos PAs de Joinville

08 de maio de 2013 0

As deficiências apontadas pela Vigilância Sanitária nos três prontos-atendimentos (PAs) de Joinville precisam ser encaradas com a maior atenção possível pela Secretaria de Saúde de Joinville. O risco de interdição existe e, depois, não adianta se queixar do “rigor” da fiscalização, repetindo o comportamento verificado quando as escolas estaduais – neste caso, pelo governo do Estado – são fechadas. Ainda que a Prefeitura esteja planejando a transformação dos PAs em unidades de pronto-atendimento (UPAs), com consequentes adequações, as vistorias da Vigilância demandam ações mais imediatas.

Uma eventual interdição de PAs seria catastrófica para a rede de saúde de Joinville, em especial nas unidades do Leste (Aventureiro) e Sul (Itaum). Mas não é somente pelo risco de interdição que autoridades devem se mexer: as estruturas precisam de melhorias independentemente de eventuais sanções.

Na administração municipal anterior, o Ministério Público tentou ajuste de conduta para promover melhorias nos PAs, mas não houve consenso e a promotoria apresentou ações judiciais, ainda em andamento. Em se tratando de saúde, a Prefeitura nem deveria esperar pelas cobranças do MP e da Vigilância para providenciar as adequações.

A demanda do Hospital Infantil de Joinville

30 de abril de 2013 0

A contratação de mais serviços pelo governo do Estado junto ao Hospital Infantil de Joinville é mais um exemplo que confirma a demanda pelo atendimento na região Norte. Durante o longo processo de construção da unidade, entre 1997 e 2006, com várias paralisações, havia questionamentos se haveria tantos pacientes para justificar o pesado investimento. Pois a entrada em operação do hospital, com crescente avanço no número de atendimentos, mostra que a preocupação do passado era indevida – embora tenha, de certa forma, pela falta de um senso de urgência, contribuído para o atraso da obra.

Gerenciado por uma organização social desde a entrada em operação em setembro de 2008, o Hospital Infantil se transformou em referência em atendimento de qualidade pelo SUS na região Norte.

Em comparação com os outros dois grandes hospitais públicos de Joinville, o São José e o Regional, o estabelecimento está longe de enfrentar os mesmos problemas. Claro que há diferenças, os outros dois hospitais não têm perfil tão especializado quanto o Infantil e estão em funcionamento há muito mais tempo. Ainda assim, o Infantil tem se destacado, embora – como na maioria das unidades públicas – também enfrente dificuldades para evitar a formação de filas. E não é mais possível alguém imaginar que não haveria demanda na região Norte para um hospital especializado como o instalado na rua Araranguá.

Alerta de dengue em Joinville

15 de abril de 2013 0

O registro de um caso autóctone (quando a doença é contraída na própria cidade) de dengue em Chapecó, divulgado na sexta, é mais um alerta para Joinville reforçar a prevenção. A contaminação na cidade do Oeste é a primeira no ano em SC ocorrida em solo catarinense. Nos demais casos de pacientes catarinenses, eles contraíram a doença em outros Estados. Como o número de focos de larvas é recorde em Joinville, a atenção precisa ser redobrada. Ainda que a cidade do Norte tenha registrado um caso autóctone em 2011, até agora a luta contra tem sido vitoriosa. O esforço de tantos anos não pode ser desperdiçado.

No vizinho Paraná, são mais de 20 mil casos de dengue desde agosto do ano passado, com pelo menos dez mortes. No Rio Grande do Sul, não foram registradas mortes por causa da enfermidade, mas já são mais de 200 casos. A dengue não está longe. É incrível que após tanto tempo de exibição do tema na mídia e do corpo a corpo do pessoal de saúde pública, ainda proliferem situações de “incentivo” à dengue, em especial o indevido acúmulo de água. É uma ação de enfrentamento da dengue, mas também uma questão básica de higiene. Esse descaso exige constante vigilância das órgãos de saúde, um esforço que, dada a ocorrência elevada dos focos, precisa ser intensificado.

Joinville não pode baixar a guarda.

Pelo hospital São José de Joinville

22 de março de 2013 0

A campanha Eu Abraço o São José não tem a pretensão de resolver todos os problemas do maior hospital de Joinville. Os organizadores também não criaram a mobilização porque consideram que o poder público não está fazendo sua parte. Nada disso. Mais ainda do que a busca de uma receita de pelo menos R$ 1 milhão para compra de equipamentos, uma providência importante – podem vir daí os computadores necessários para completar a informatização –, a campanha quer aumentar o comprometimento da sociedade com o São José, uma maior identificação de Joinville com seu principal hospital.

Enfim, fazer a cidade abraçar o tradicional Zequinha. Está aí o principal motivo para a participação na campanha. A busca de recursos é a face mais visível e prática. Mas buscar o maior envolvimento da população, o melhor conhecimento das condições e possibilidades do hospital, assim como a importância do São José para Joinville, é a meta principal da campanha da Acij.

Claro que os administradores devem continuar buscando oferecer um melhor atendimento. Afinal, são os próprios gestores os primeiros a afirmar que a gestão precisa melhorar, em ação mais importante do que a busca de mais recursos. Um trabalho cuja a campanha Eu Abraço o São José, pela mobilização que provocará, se tornará ainda mais urgente. Afinal, Joinville mostrará de vez sua vontade de ver um São José melhor.

Força da prevenção contra derrames e infartos

18 de março de 2013 0

A menor ocorrência de derrames e infartos entre a população atendida pelo Programa Saúde da Família, conforme estudo no qual se baseou reportagem na edição de fim de semana de “AN”, é mais um motivo para a ampliação do modelo em Joinville. A prevenção funciona, e o diagnóstico permitiu, inclusive, quantificar o impacto desse trabalho. A pesquisa, feita na cidade por especialistas locais, comparou o PSF (hoje rebatizado de Estratégia de Saúde da Família) com o desempenho dos tradicionais postos de saúde.

Tema sempre presente em campanhas eleitorais – em saúde, muitas promessas são feitas sem o devido conhecimento das capacidades e limitações do SUS –, a ampliação do Saúde da Família é uma necessidade antiga de Joinville. Afinal, a cobertura não chega a 40% da população. Mas a cidade conseguiu andar para trás no ano passado, com a perda do repasse mensal de R$ 830 mil do governo federal por causa da adoção de jornada mais curta. A carga horária foi adequada à exigência do Ministério da Saúde e agora a luta é pela retomada do recurso.

Com tantas demandas para atender a quem já está doente, a prevenção vai a segundo plano. Se Joinville ganhar mais equipes do PSF, com certeza a demanda da doença vai cair. Mas é preciso priorizar a prevenção, justamente para amenizar a pressão sobre o sistema.

Falta de remédios em Joinville é problema antigo

16 de janeiro de 2013 0

Com tantas intenções grandiloquentes, a saúde pública de Joinville ainda não consegue manter em dia o abastecimento de medicamentos nos postos de saúde. A distribuição de remédios pelo SUS aumentou exponencialmente nas últimas décadas, em uma das políticas públicas mais abrangentes do País, mas ainda assim o sistema de entrega passa por períodos de interrupção.

Em Joinville, tais falhas são observadas desde meados da década passada, com falta de medicamentos durante um certo tempo, até relativamente curto, mas inaceitável por se tratar de um serviço com demanda previsível. Será que é tão difícil manter um planejamento que impeça a interrupção do abastecimento de forma recorrente? Teria de se configurar uma situação muito excepcional para justificar a ausência de medicamentos, e não de forma tão recorrente como nos últimos anos.

As justificativas vão variando ao longo do tempo. Tem desde falta de matéria-prima para a indústria farmacêutica até transtornos causados pela greve na Anvisa no passado, com reflexos nas liberações dos lotes, passando pela burocracia das licitações, entre outros. O contingente de usuários dos medicamentos, boa parte formada por hipertensos e diabéticos, é grande demais para sofrer com esses problemas, ainda mais porque a saúde está em jogo. Foi por autoridades irem se acostumando com os problemas que muito deles viraram quase insolúveis.

Leitor: biópsia é um recurso rápido e eficaz

20 de novembro de 2012 1

"A palavra biópsia assusta os pacientes, mas é importante saber que se trata de um recurso médico que fornece uma variedade de informações, como nome da doença, possibilidade de se repetir em outros familiares como doença hereditária ou ainda se é contagiosa. Consiste na retirada de um fragmento do corpo humano que é submetido a análise. A maioria delas é feita apenas com anestesia local, tornando-se um procedimento rápido e eficaz. O responsável pelo estudo é o médico patologista, que interage com toda a equipe médica e, a partir do estudo micro e macroscópico, emite um laudo. Com o resultado, é possível programar tratamentos, prever chances de cura, acompanhar a evolução de doenças previamente diagnosticadas e os efeitos das medidas terapêuticas. Muitos especialistas utilizam essa ferramenta como método diagnóstico. Cuidar da saúde e ter um diagnóstico precoce são pontos cruciais para se ter uma vida longa e saudável."

Leonora Pope, de Joinville

Saúde precisa passar por melhorias profundas e imediatas

02 de novembro de 2012 0

A crise na saúde pública em Joinville se tornou tão crônica, que agora se aproxima o momento em que as situações-limite, como estão ocorrendo agora, sejam a regra. Com a greve dos servidores da rede estadual, o Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, unidade que historicamente não consegue preencher seu quadro de funcionários, tem o atendimento ainda mais restrito, sobrecarregando a já pressionada rede municipal, em especial o Hospital São José e os prontos-atendimentos (PAs).

Há indignação da população, ações do Ministério Público, farpas entre políticos, muitas promessas em campanhas eleitorais, mas não chega a ser realizada uma mobilização mais consistente. Como a feita em defesa dos bombeiros voluntários. Até é citado vagamente o propósito de repetir ação semelhante, mas fica só na intenção. Se não é a saúde a merecer uma cobrança mais efetiva, não se sabe que outro tema o será.

Nos últimos dias, a situação se agravou – como a imprensa vem demonstrando de forma recorrente – e há preocupação sobre a capacidade de atendimento nos próximos dias, com o feriadão. Lamentavelmente, há impotência das autoridades em minimizar os problemas. Há esforços, há trabalho, mas o sistema público de saúde precisa passar por melhorias profundas e imediatas, o que ainda não é possível vislumbrar nem a médio prazo.

Integração na saúde de Joinville

27 de outubro de 2012 0

Os anos vão se passando, a cada campanha eleitoral se ouve a necessidade de interligar as redes e mesmo assim a integração entre as estruturas municipais e estaduais de saúde, inclusive as hospitalares, não é a ideal em Joinville. É preciso reconhecer que até a relação dentro da mesma esfera administrativa, como entre o Hospital São José e os PAs, por exemplo, também não é satisfatória. São recorrentes as queixas sobre as dificuldades dos usuários em buscar o atendimento na porta adequada, indo atrás dos já saturados serviços de emergência quando a necessidade não demanda atendimento tão complexo. Até agora, estão falhando os esforços para educar a população nesse sentido – até cartilhas já foram distribuídas em Joinville, hoje há um esforço de hierarquização do atendimento por meio do Protocolo de Manchester.

Prefeitura de Joinville e governo do Estado têm no Conselho Municipal de Saúde um fórum para debater a integração no atendimento, a ser mais bem definida entre as respectivas secretarias de Saúde. A distância, aparenta que outras demandas são mais urgentes e esse planejamento vai ficando em segundo plano. Sem isso, mais problemas continuarão surgindo.

Faltam profissionais para atender da saúde

26 de outubro de 2012 0

A cobertura de “AN” sobre a greve dos servidores estaduais da saúde em Joinville tem demonstrado uma situação peculiar que havia sido observada na paralisação do funcionalismo municipal no ano passado: a falta crônica dos profissionais traz mais prejuízos ao atendimento do que os movimentos paredistas, até porque os grevistas costumam manter escalas de plantão para os casos de urgência e emergência. Em Joinville, a demanda maior é na rede estadual.

O problema de carência não é novo, já são vários os concursos abertos sem preenchimento das vagas (até por isso, novas seleções são abertas continuamente).

As autoridades sabem disso, só não sabem como resolver. Depois de perder um grande número de profissionais, a Prefeitura de Joinville concedeu expressivo reajuste aos médicos e conteve a onda de demissões. A rede municipal ficou muito mais atraente em relação à rede estadual.

umentar salário pode ser uma solução emergencial, mas não há capacidade orçamentária para novos reajustes expressivos. No caso do Estado, a baixa procura pelos concursos é sinal de que os salários precisam ser melhorados. Ou o governo do Estado consegue identificar outra causa que impede o preenchimento de vagas, como ocorre há anos no Hospital Regional?