As deficiências apontadas pela Vigilância Sanitária nos três prontos-atendimentos (PAs) de Joinville precisam ser encaradas com a maior atenção possível pela Secretaria de Saúde de Joinville. O risco de interdição existe e, depois, não adianta se queixar do “rigor” da fiscalização, repetindo o comportamento verificado quando as escolas estaduais – neste caso, pelo governo do Estado – são fechadas. Ainda que a Prefeitura esteja planejando a transformação dos PAs em unidades de pronto-atendimento (UPAs), com consequentes adequações, as vistorias da Vigilância demandam ações mais imediatas.
Uma eventual interdição de PAs seria catastrófica para a rede de saúde de Joinville, em especial nas unidades do Leste (Aventureiro) e Sul (Itaum). Mas não é somente pelo risco de interdição que autoridades devem se mexer: as estruturas precisam de melhorias independentemente de eventuais sanções.
Na administração municipal anterior, o Ministério Público tentou ajuste de conduta para promover melhorias nos PAs, mas não houve consenso e a promotoria apresentou ações judiciais, ainda em andamento. Em se tratando de saúde, a Prefeitura nem deveria esperar pelas cobranças do MP e da Vigilância para providenciar as adequações.



