Numa floresta, dona Centopeia ganha uma disputada corrida de insetos e lagartixas. Todos ficaram roxos de inveja da vencedora. Na hora de receber o prêmio, perguntaram se ela não se atrapalhava com tantas pernas. A vencedora respondeu que nunca havia parado para pensar sobre o assunto, mas iria refletir sobre a façanha.
Procurada um tempo depois para falar a respeito, os insetos se surpreenderam ao ver que a pobre centopeia estava paralítica: de tanto pensar sobre como conseguia andar, suas pernas travaram.
Na nossa vida, é igual. Às vezes, o que para nós é mole, aos olhos de outros, parece façanha. Infelizmente, isso é um imã para invejosos. Temos de nos virar nessas situações. Se entrarmos numa de que somos melhores ou a teorizar em cima do óbvio, ficaremos aleijados.
Temos de entender ao máximo o mundo que nos cerca, porém, não podemos deixar que isto nos trave. Conheço pessoas que eram extremamente batalhadoras e realizadoras, mas, depois que começaram a estudar ou se formaram, travaram a roda de tal forma que ficaram irreconhecíveis. Os invejosos bateram palmas.
O conhecimento deve nos libertar em vez de nos limitar. Não quero que minhas palavras sirvam de apologia da
ignorância, mas sim do bom uso do conhecimento para ampliar nossa sabedoria.
Nenhum conhecimento de livro é mais valioso do que nosso poder de realizar, de fazer acontecer. Conheço pessoas que teriam tudo para estar numa ruim por conta das poucas chances de estudo, mesmo assim, são verdadeiras referências de sucesso.
Temos de saber equilibrar nossa necessidade de saber com nosso poder de realização. Quem não sabe ler deve aprender, quem sabe tem de terminar o estudos, quem terminou tem de fazer sua faculdade, quem fez a sua pode
fazer outra e quem fez várias deve olhar para o horizonte e se perguntar se não está na hora de fazer o caminho de
volta para não perder suas raízes.
Às vezes, a melhor forma de fazer um guerreiro desistir é mostrar a ele como a luta será difícil. Não sejamos otários de cair nesse caô.


Olá Manoel,
Certamente, por conta de opiniões alheias nos deixamos cair na reflexão de nossa luta e ficamos como a centopeia do texto.
O conhecimento está em todo lugar, basta querer enxergar o que está em volta de nossa vida.
Acredito que toda luta é difícil, mas tem que se preparar e ter sempre a vontade de encarar os desafios, sem se importar com o que as pessoas vão dizer para a sua desistência.
Um grande abraço.
Carlos
Olá Manuel
Meu nome é Giselle, sou estudante de jornalismo do IPA. Estamos desenvolvendo um trabalho para a cadeira de Telejornalismo, cujo tema fala sobre ações sociais. Achamos que seu trabalho, desenvolvido pela CUFA, bem como suas pautas ligadas a divulgação da periferia é muito pertinente para o que estamos abordando. Precisamos saber que estaria interessado em nos conseder uma entrevista para nosso programa falando sobre sua atuação na CUFA, nas ações desenvolvidas por vcs bem como sua atuação na divulgação dos projetos feitos nas periferias.
Preciso de uma respostas bem como caso aceite de uma autorização por email de sua imagem para a materia. Temos que entrgar essa autorização na sexta quando defenderemos nosso projeto.
att
Giselle
92747049