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Posts de novembro 2008

Saudades do Zaffari

28 de novembro de 2008 13

É claro que eu tenho saudades do Zaffari, ora. E se tem coisa que posso falar com propriedade é dos supermercados daqui. Vou diariamente. Bem, antes de mais nada, é preciso dizer que o conceito de hipermercado só existe pra fora da cidade, por razões de falta de espaço. Então os mais próximos são pequenos e, por conseqüência, com pouca variedade. Costumo dizer que o melhorzinho deles é equivalente a meio Zaffari Bordini (não escondo meu bairrismo. Todo mundo sabe que a sina do portoalegrense é encaixar Porto Alegre em tudo, e assim vão se criando coisas lendárias, como um boteco de Parati que, durante sei lá qual FLIP [Festa Literária Internacional de Parati] foi batizado pelos gaúchos de Bambus de Parati, nome que cariocas, paulistas, baianos, repetiam, sem saber por quê).
A primeira coisa que se nota, que é extremamente francesa, eu diria, é certa sujeira, ou melhor, certa falta de pudor higiênico… como dizer? Os franceses não sentem a menor necessidade de esconder as imperfeições dos ambientes, mesmo quando se tratam de ambientes comerciais. Exemplifico: tudo é lindo e caro quando você entra nas Galeries Lafayette, mas, num passeio mais demorado, você vai encontrar certamente algum canto meio mofado, ou um balde jogado de qualquer jeito, ou uma parede mal pintada. Enfim.
Basta dizer que aqui no meu apartamento há uma antiga caixa de luz que continua na parede, simplesmente porque ninguém deve ter cogitado removê-la de lá. E qual não é minha surpresa quando descubro que há uma caixa de luz centenária e inútil no apartamento de um amigo também!
Mas voltemos aos supermercados. Nos supermercados, o princípio de não esconder o lado negro (por isso às vezes brinco que o capitalismo não chegou ainda aqui) impera. Desde um elevador de serviço exposto, e portanto não dos mais limpos, perto dos caixas, até as prateleiras com buracos de falta de reposição e o chão marcado de sujeira. Sem contar que, pela já citada falta de espaço, há em geral dois ou três caixas, e as filas, não tendo muito pra onde ir, se acumulam entre as prateleiras, o que quer dizer que é preciso fazer toda a volta de uma seção à outra pra entrar na fila. Carne? Se você chegar um pouco depois da hora do almoço ou da janta, corre o risco de não encontrar mais do que uma dúzia de bandejinhas mais do que manuseadas. Não preciso nem dizer que o conceito de açougue integrado ao supermercado não existe.
Esses supermercados, na verdade, se assemelham mais a mercadinhos da esquina. No entanto, são grandes redes com propaganda na televisão e tudo o mais. Elas se chamam Franprix e Ed. Há o G20 também, o já citado meio Zaffari Bordini, que é um pouco melhor. Mas o crème de la crème é o Monoprix. Esse é quase um Zaffari. Infelizmente, não dá pra ir a pé.

(Para não terminar tão negativa, cito um pequeno detalhe que muito me agrada: nas etiquetas com o nome e preço dos produtos, há sempre, além desses dados, o preço do quilo daquele produto. Isso quer dizer que não é preciso fazer cálculos mirabolantes de preços e tamanhos de embalagem para decidir-se pelo mais em conta.)

Postado por Carol Bensimon

A polêmica das peles

25 de novembro de 2008 13


A Fundação Brigitte Bardot colocou nas ruas uma nova campanha contra o uso de peles. São três anúncios que tentam sensibilizar as pessoas, pela via da crueldade (me parece que sempre tende a funcionar melhor), a não usarem casacos ou roupas feitas de pele de animais.
A indústria de peles francesas, aliás, já se manifestou repudiando a campanha, com o argumento de que é “violenta demais”. Algo meio cara-de-pau ao extremo, uma vez que “violento demais” é justamente o processo de fabricação dessas vestimentas. Convenhamos: a única coisa que a campanha da Fundação Brigitte Bardot faz é trazer isso à tona.

Todo ano, 5 milhões de animais são mortos para alimentar o mercado de peles. E isso que os coelhos, sabe-se lá por que, nem entram nessa conta. (atualização: são 40 milhões de coelhos por ano abatidos por causa da pele só na França).

E há mais: mês passado, a aduana francesa descobriu que 4.000 casacos importados da China haviam sido feitos com pele de gatos e peles de cachorros. Um escândalo que aumentou ainda mais a discussão, sobretudo porque os casacos traziam a etiqueta “Pele sintética”.


Tradução: “Olha como estou chique, isso vale o teu sacrifício. 1 casaco = 10 focas. Vestir-se com pele é vestir-se com a morte”.


Tradução: “Eu quero me vestir como meus amigos, e o azar é teu. 1 capuz = 1 lobo. Vestir-se com pele é vestir-se com a morte”.


Tradução: “Eu sou uma vítima da moda, exatamente como vocês. 1 colete = 20 coelhos. 1 bolsa = 4 coelhos. Vestir-se com pele é vestir-se com a morte”.

Postado por Carol Bensimon

Chegou o novo Beaujolais

24 de novembro de 2008 2

Então hoje é dia de lavar roupa e colocar o estendedor no meio do studio, e sentir por dois ou três dias (as coisas demoram a secar) que o apartamento fica ainda menor e quase intransitável. Mas agora abriu um bonito de um sol, e não seria exagero dizer que o tempo não estava assim desde aquelas fotos outonais que postei. Ok, salvo umas duas horinhas de sol no sábado. Esse bonito sol então me obrigou a tirar o estendedor de roupas da posição recomendada (que demorem mais a secar!) para que se abrisse um espaço para mim. Aham. Cara no sol, computador no colo, os raios desprendendo as substância necessárias para minha rápida alegria (uma nuvem será o fim de tudo, e ela não demora).
E o assunto de hoje é beaujolais nouveau (o novo beaujolais). Você já ouviu falar disso? Beaujolais é um vinho francês, produzido ao norte de Lyon, e massivamente exportado para o mundo inteiro. Pelo menos até aí iam os meus parcos conhecimentos de enologia, já que não bebo e que sempre me parece por demais engraçado quando pessoas falam em leves gostos amadeirados, sabor aveludado, aromas de framboesa e etc (embora eu seja afetada assim quando se trata de marcas de erva-mate). Enfim. Quinta-feira, no entanto, fiquei sabendo mais, e sem querer, sobre o beaujolais. No caso, o beaujolais nouveau. Era impossível ignorar: restaurantes, bares, todos avisavam que o novo beaujolais havia chegado, com letras coloridas que lembravam cartazes do McDonald`s ou da Coca-Cola. Mas por que diabos esse vinho está em todo o lugar?, eu me perguntava. A resposta veio de um amigo francês, no sábado. Mal sentou na nossa poltrona, colocou uma sacola de CDs recém-comprados no chão (música francesa) e perguntou: tem algum Monoprix aqui perto? [Monoprix é um supermercado]. Dissemos que era meio longe e coisa e tal. E ele: preciso provar o novo beaujolais.
E daí perguntamos a razão de tanto estardalhaço. Basicamente, a coisa toda tem um ritual muito elaborado: na terceira quinta-feira do mês de novembro, a partir da meia-noite (de quarta, portanto), a comercialização do beaujolais nouveau pode começar, e então todos os franceses saem enlouquecidos pelas ruas, pelos supermercados, pelos restaurantes, para provar o vinho recém-chegado.
Mas ele é bom?, perguntei ao amigo francês. Não, ele respondeu. E completou: é só uma razão para fazer festa. E, de ano em ano, a gente já esqueceu do sabor.
Pareceu-me um grande, e simpático, golpe de marketing.


Vinho, chapéus de palha e colar de havaiana no interior da França.

Postado por Carol Bensimon

Franceses são mais felizes dos 65 aos 70

21 de novembro de 2008 3

Deu na tevê e eu encontrei o artigo no site da M6, uma emissora daqui: a faixa de idade na qual os franceses são mais felizes é dos 65 ao 70 anos, ou seja, quando eles se aposentam (a visão que os franceses têm do trabalho não é das mais positivas, o que justifica então o resultado da pesquisa. Mas não deixa de ser estranho para nós, brasileiros, que tanto cultuamos a juventude).
Segue o artigo traduzido:

“Então, felizes? Sim, os franceses são, mas tardiamente. Segundo um estudo do Instituto Nacional da Estatística e dos Estudos Econômicos, que procurou traçar a curva da felicidade ao longo da vida, são os aposentados que se sentem mais felizes. Na verdade,  o sentimento de bem estar existiria aos 20 anos, declinaria aos 30, e, nos 40, quando perdem-se as ilusões e que às vezes as relações esgotam-se, atingiria os níveis mais baixos. Mas paciência! O ânimo reaparece graças à experiência e sobretudo à sabedoria. A partir dos 60, começamos a revisar as expectativas e a nos contentarmos com aquilo que temos, e é então, entre 65 e 70 anos, que os franceses são mais felizes. Um sentimento que infelizmente não dura, já que a partir dos 70, o ânimo baixa novamente pela perda da esposa ou do marido, ou por problemas de saúde.
Um estudo, portanto, um pouco deprimente: na verdade, nós passamos dois terços da nossa vida esperando a felicidade! Uma atitude, é claro, bem francesa: nosso país é o 62º no ranking mundial da felicidade, atrás da Dinamarca, mas também de países mais pobres, como a Colômbia e a Mongólia. O dinheiro não traz felicidade. Todos sabem, o que conta, é o amor….”

Postado por Carol Bensimon

Vitrines de Natal

19 de novembro de 2008 5


Seguem algumas fotos que eu fiz ontem das vitrines de Natal das Galeries Lafayette, no Boulevard Haussmann. As vitrines estão incríveis.



Postado por Carol Bensimon

Tudo por €29,99

18 de novembro de 2008 6


As coisas aqui são estranhas. Senta e ouve. Eu pago €29,99 por internet, telefone e tevê a cabo. Mesmo fazendo a conversão para reais, isso não passa de R$90,00. É muito barato (não vou nem dizer o quanto a soma desses serviços me custava no Brasil). E a cereja no topo do bolo é o seguinte: ligações ilimitadas para telefones fixos de 60 países. Brasil incluído.
No primeiro mês, quando eu contava, todos tinham a mesma reação: como assim tu tem um telefone que faz ligações ilimitadas para o exterior? Confesso que, até chegar a primeira conta, eu mesma pensava que de repente todas aquelas longas conversas telefônicas com família e amigos no Brasil iam se transformar numa quantia astronômica. Quer dizer, simplesmente me parecia irreal o fato de que, se estou em Porto Alegre e quero falar com um amigo em São Paulo, eu pago, e pago bastante, mas, de Paris para um fixo de São Paulo, isso me custava ZERO euros. Devia haver aquelas letras pequenas no final do contrato, e eu procurei, juro, em papel, na internet, e nada. Mas tem alguma coisa errada, eu continuava a pensar obsessivamente. Ou então vai ser assim: a ligação é ruim, tipo um walkie-talkie, ou nunca se consegue linha, sei lá. Mas a freebox (é esse o nome da empresa) chegou e tudo funcionava, e funciona, maravilhosamente bem. E a conta veio e, fora aqueles 29,99, tudo o que me cobraram foram uns minutinhos de ligações para celulares. Difícil de acreditar, né? Segue embaixo a fatura. Foram 66 ligações para o Brasil, em dez horas e três minutos de ligação.
Torço muito que isso apareça por aí, mas deve levar muitos e muitos anos. Enquanto isso, não param de aumentar o preço da telefonia no Brasil. Parece não fazer o menor sentido, no meio de toda essa inovação tecnológica de skype e etc.

Postado por Carol Bensimon

Paris-Alexandria

17 de novembro de 2008 11

Minha vó, meu vô e minha mãe em Alexandria, Egito.
Eu tenho uma bonita história de família que eu posso sair contando por aí, sabe, uma grande aventura, que é o seguinte: toda a minha família por parte de mãe morava em Alexandria, no Egito. E eu sei que os velhos leitores já estão cansados de tamanho exotismo e prazer em contar, mas vá lá, eu preciso me contextualizar para os outros, os recém-chegados. Então. A família morava em Alexandria, judeus em Alexandria em perfeita harmonia com árabes (eram os melhores amigos do meu vô, e até hoje ele diz que são os melhores amigos que alguém pode ter). E falava francês, a família, sobretudo pelo lado da vó. Estudaram no lycée français, minha vó virou professora, e Alexandria nessa época era o paraíso que molha os olhos dos velhinhos hoje. Confeitarias, grandes bailes, sol brilhando, a Europa transposta para o sul do Mediterrâneo. Óperas, espetáculos, tudo isso, segundo dizem, aparecia em Alexandria mesmo antes de Paris. Isso eram os anos trinta, quarenta, cinqüenta, tudo correndo tão bem, os bons empregos, os melhores sanduíches de falafel, a praia, quando Nasser assumiu o governo e queria o Egito para os árabes, Fora, estrangeiros!, Fora, judeus!, e lá embarcaram os Sevi, os Bensimon, os Levi, em 1957, rumo ao Brasil. Minha mãe tinha 4 anos.
Fizeram a vida no Brasil e, com medo de estragar as doces memórias, nunca mais voltaram à Alexandria.
O meu francês veio das tardes na vó jogando video-game e pega-vareta, do vô me buscando na escola com o Landau prata, da mãe no telefone, e as jantas com os tios e a gritaria e a bandeja passando sobre nossas cabeças na cerimônia de Pessach.
Então estar na França é um retorno, ou ao menos era o que dizia a minha psicanalista, mesmo que eles todos não tenham saído daqui. A língua às vezes é mais poderosa do que qualquer território.
Minha vó faleceu em dezembro do ano passado. Ela era fora de série.
Na semana anterior à minha vinda, eu estava na casa do meu vô e ele insitia muito que eu olhasse os armários à procura de alguma coisa para trazer. Algo para aguentar o inverno. Eu resolvi aceitar, porque ele estava entusiasmado em rever as roupas da vó, esse era o real motivo. Então abrimos os armários e eu encontrei um casaco muito bonito, até as coxas, de veludo preto.
E o casaco anda nos boulevares e tenho lembrado tanto da vó.

Postado por Carol Bensimon

Violência urbana? Não trabalhamos

16 de novembro de 2008 11


Sujeito pegando a internet wi-fi do Centro Georges Pompidou no meio da rua.
E em Porto Alegre, alguém já teve coragem de levar o seu laptop para a Redenção? Hahaha, jura.

Postado por Carol Bensimon

Senso de orientação

14 de novembro de 2008 9

Para me sentir bem no lugar onde eu estou, qualquer que seja esse lugar, eu preciso entendê-lo, domesticá-lo, ter a ilusão do controle, e isso tem a ver essencialmente com duas coisas. A primeira é ter uma imagem mental desse lugar planificado. A segunda é saber ao menos a direção das coisas básicas, e de que forma elas são distribuídas na cidade. Tenho certeza que isso está no centro do meu desconforto com São Paulo. O caos, o descontrole, o não saber o que há além do que posso ver, e ter a nítida sensação de que ninguém entende mesmo a cidade (alguém aqui já pediu uma informação e conseguiu ser atendido?) me fez criar uma inevitável antipatia com São Paulo. Já o Rio, bem, eu tenho o mapa do Rio bem nítido na minha cabeça. O Rio é simples, é lógico, é perfeitamente compreensível.
Com Paris, a coisa se passa da mesma forma. E ainda o Sena corta a cidade ao meio, o que torna tudo ainda mais fácil: há a rive droite (margem direita), ou seja, a metade superior, e a rive gauche (margem esquerda), a metade inferior.
Mas o mais importante, anote aí, viajante, são as vinte unidades que dividem o município de Paris, e que a maioria dos guias de viagem e derivados tendem a ignorar. Elas são chamadas de “arrondissements”, e datam de 1860. Os arrondissements funcionam numa espécie de caracol, como mostra o mapa abaixo (optei por uma versão com pontos turísticos, para que o leitor com mínima experiência parisiense possa se situar melhor).

O número do arrondissement é sempre um ótimo ponto de referência: uma vez em Paris, é provável que o endereço de um lugar que você queira ir tenha um número do lado, do tipo: 25, rue du temple – 75004. 75 é o código de Paris, invariavelmente. E os dois dígitos finais referem-se ao número do arrondissement.
Cada uma dessas unidades possui as suas próprias características, que a gente vai pegando com o tempo. O 16º, por exemplo, é o lugar de gente de muitos tostões (leia-se “Paulo Coelho”, e caminho para territórios ricos além do município de Paris, como Neuilly, de onde saiu o Sarkozy; e perdões pela rima inevitável). No 13º, há uma altíssima concentração de chineses. No 18º, está o lendário bairro de Montmartre, aquele do Sacre Coeur e da Amélie Poulain e das muitas subidas (quase lombas portoalegrenses), mas também uma zona, digamos, “sensível”, que é o eufemismo francês para “perigosa”.
É no 4º que fica o Marais, bairro descolê que já foi rico, e que depois foi pobre pra dedéu.  “Marais” quer dizer “pântano” em francês, então acho que não preciso explicar porque o lugar não é o mais bem servido em estações de metrô (eu, felizmente, estou próxima a uma delas).


A famosa Place des Vosges fica no Marais. Victor-Hugo morou num dos deses prédios. Chico Buarque tem um apartamento noutro. É, parece que tem brasileiro ganhando bem por aqui.

Postado por Carol Bensimon

Acordei com sol

13 de novembro de 2008 8

Eu estava afiando a minha língua para um post, e coletando mais dados e dados, como
sobre fumantes no Brasil versus fumantes na França (todo mundo fuma aqui), e também sobre as bicicletas quase gratuitas que a prefeitura disponibiliza. Mas acontece que abriu um bonito de um sol hoje, e tudo ficou pra depois. Tudo ficou pra depois, trabalho no romance incluído, e e-mails a responder, e telefonemas de anivesário a dar.
Sabe, não abria sol, não fazia céu azul, desde terça, dia 4 de novembro. Eu me lembro bem. E de lá pra cá tudo cinza, e é verdade que a gente vai ficando instrospectiva e mal-humorada. Que o digam aqueles que vivem aqui há mais tempo, e que nem por costume deixam de sofrer com o inverno.
Mas ainda não é inverno. As árvores não estão raquíticas. Há folhas secas, ainda penduradas, ou já no chão. O chão estala quando se caminha na beira do Sena.
Então o que eu podia fazer com esse dia especialmente ensolarado de outono? Andar de roller pelo bairro e tomar chimarrão na Ile Saint-Louis, é claro (se ao menos eu tivesse um trabalho, se ao menos eu ganhasse uns tostões…). E tirar umas fotos.




Postado por Carol Bensimon