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Posts de maio 2009

Segunda-feira, sensação térmica de 31

31 de maio de 2009 8

Esquentou. O céu abriu, o pôr-do-sol já é às 21h45, há centenas de pessoas desfilando pela rua com o corpo vermelho de um banho de sol descontrolado, e, nas praças, as que estarão com insolação logo mais estiram-se na grama e arregaçam os shorts já bem curtos. Existe, no entanto, em meio à alegria de um dia amarelado, de um piquenique na beira do Sena, dos cafés com portas-janelas escancaradas, um tipo de onda não-civilizada que paira no ar. Acabado o retraimento que o inverno obriga, o pessoalzinho às vezes perde a noção. Calor é barbárie, é impulso, agitação. Pegue qualquer metáfora, da mais refinada à mais babaca, e é isso que ela estará dizendo sobre o calor. Não é a toa que o terceiro mundo rodeia os trópicos. Por isso que eu digo, assim, de instinto – e cada vez o mundo me mostra que é isso mesmo: regula o termostato aqui de Paris para os 30 graus, durante uns 6 meses, e você no fim vai ter um Rio de Janeiro neoclássico (não me leve, leitor, tão a sério, mas me leve ao menos um pouco).
Dia desses era calor e um sol pegado e eu esperava para atravessar a rua, atrás do Georges Pompidou. Movimento intenso ali, três pistas, mais corredor de ônibus, mais as bicicletas de sempre, que triplicam na primavera-verão. O sinal estava fechado para pedestre, mas, ignorando qualquer dessas convenções, do tipo bonequinho verde e faixa de segurança, uma mulher pôs-se a atravessar, o que obrigou uma moto a frear bruscamente numa cena deveras incômoda. Essas que levam você a pensar que esteve a um passo de ver uma coisa horrível acontecer – e da qual você nunca mais poderia se livrar.
Pois não demorou mais de 30 segundos para a aleatoriedade dos movimentos de carros e motos e pedestres e ciclistas pôr em marcha outra coisa não quase horrível, mas horrível de fato, completa, e aconteceu de meus olhos acompanharem todo esse rápido movimento: uma moto, com duas pessoas, vinha em velocidade acima de bom-senso e, para desviar de uma bicicleta – com uma senhora – acabou se espatifando contra o muro baixo de um prédio que abriga uma piscina pública. A moto voou, os caras voaram, e um deles ficou estatelado no asfalto, inconsciente. O outro começou a xingar a senhora (mas a culpa era, na verdade, de ambos), possesso. A senhora, creio, estava em choque. Pessoas começaram a se aglomerar, e alguém certamente chamou a SAMU. Saí dali o mais rápido que pude.
Pois então. Esquentou. E as pessoas estão agitadas, meio fora de si, ânimos em chamas, com pressa de pegar um raio de sol, querendo comprar briga na noite fresca, essas coisas. Mas não pensem que eu estou reclamando e querendo a volta do frio. E só meu lado que gosta de criar teorias – às vezes sem muito sentido – querendo se manifestar.

Postado por Carol Bensimon

Temperando à francesa

26 de maio de 2009 17


Há uma grande variedade de saladas em qualquer cardápio de qualquer restaurante francês. E, caso você peça uma, pode ter a certeza de que ela já vai sair da cozinha temperada: nada de garçom largar na mesa cestinha com azeite de oliva, vinagre e assemelhados.
Inicialmente, muito me intrigavam as saladas: o que era afinal aquele molho, aquele tempero, que parecia ser uma constante, um típico molho francês para saladas? É verdade que havia mínimas variações. Às vezes parecia bem amarelado, outras vezes tendia um tanto para o marrom. Mas tudo isso dentro de um padrão bem perceptível.
Quando estive na casa de uma família francesa, finalmente descobri o segredo da misturinha típica, e adotei na hora. Eu, que sempre deixei a mostarda de fora dos cachorros-quentes, estava comprando uma mostarda forte. Eu, que nunca suportei vinagre, colocava na cesta de compras um vinagre balsâmico.
Mas vamos à receita, e antes de qualquer coisa, a dica é: faça a mistura no fundo do recipiente da salada, antes de colocar a própria, e depois, com a salada já no lugar, misture bem (se não, fogo sairá pela boca quando você chegar ao final).
A quantidade que vou descrever aqui vale para uma salada bem servida (acompanhamento para duas ou três pessoas, ou refeição para uma pessoa).

- 1 colher de café de mostarda (a salada vai fracassar se você colocar uma mostarda amarelona, portanto use uma de boa qualidade, das que se usa para cozinhar).
- 2 colheres de sopa de azeite de oliva
- 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
- 1 colher de sopa de creme de leite (dê preferência para o fresco, mas, se o de caixinha estiver mais a mão, vai dar certo também)

Misture bem, com um garfo mesmo, até que fique marrom claro. Não se assuste, é isso mesmo (embora possa parecer um brigadeiro de panela feito com Nescau). O resultado é delicioso. Ah, um pãozinho junto com a salada vai bem. Aos portoalegrenses, eu recomendaria o pão italiano do Nacional, aquele pequeno e redondinho.
Quanto à salada propriamente dita, dá para inventar à vontade, mas eu costumo fazer a seguinte: várias e várias folhas verdes; presunto em cubinhos; algum tipo de queijo, que corto em cubos (o da foto era um queijo grego); tomates picados; cogumelos frescos (é preciso cozinhar antes os cogumelos, ou com manteiga e sal, ou com um caldo de carne ou verduras. Depois é só escorrer e jogar na salada).

Pesquisando na Internet, descobri que o molho é sempre esse, com pequenas variações. Os claros, por exemplo, obviamente não levam o vinagre balsâmico. Pimenta e sal podem aparecer em alguns. E iogurte às vezes substitui o creme de leite.

Postado por Carol Bensimon

Abrazos rotos e farofada

20 de maio de 2009 6

Logo mais saio para ver o novo Almodóvar, Los abrazos rotos, que estreou hoje na França. Não sei quando chegará ao Brasil, mas pelo jeito não agora, uma vez que deixei uma porção de gente com inveja ao comentar o fato no twitter. Sim, eu tenho twitter, faz algum tempo, mas nunca disse isso aqui. Para os que quiserem me seguir, eis. Quanto ao filme, tentarei tecer uns comentários depois.
Mudando radicalmente de assunto, faço uma recomendação de pub no Marais, embora eu tenha um certo preconceito com pubs em Paris (me dê algo típico, não uma atmosfera irlandesa. Do contrário, eu estaria em Dublin). Pois bem, esse, apesar de pub, e apesar dos bancos altos que são um pouco desconfortáveis caso você passe muitas horas no lugar, tem uma característica, no mínimo, pitoresca: os clientes podem levar a sua própria comida. Sim, é isso mesmo. Você pode ir com uma mochila abarratoda de porcaria, com sacolas de supermercado, enfim, e montar um piquenique lá. Ninguém se importa. É a regra da casa.
No mais, para quem não sabe, os bares em Paris sempre tem preços diferenciados no happy hour: tudo custa a metade do preço. Não que essa metade do preço seja baratésima, mas, bem, já é alguma coisa. A faixa do horário do happy hour varia de bar para bar. Nesse pub em questão, que se chama, esqueci de dizer, Le Pub Klein, o happy hour é bem elástico: das 16h às 22h.
Endereço do Le Pub Klein: 36, Rue du Roi de Sicile. Metrô Saint Paul.

Postado por Carol Bensimon

Um dia e meio nas falésias

17 de maio de 2009 8

Como foi mesmo que eu conheci Étretat? Onde foi mesmo que eu vi pela primeira vez a tromba de elefante de milhares de anos entrando na Mancha? Em algum ponto de 2006 certamente, com um guia na mão planejando uma viagem solitária pelo interior da França, e uma coisa leva a outra, e uma coisa leva a outra. Étretat é um vilarejo normando de 1.615 habitantes. Superfície: 4km2. Portanto seria mais uma das cidades que se vê da estrada, com uma boulangerie e meia dúzia de casas em volta, não fossem as suas falésias branquíssimas que o mar moldou de forma a embasbacar Monet, Courbet, Flaubert, Guy de Maupassant, e os comuns mortais que no mínimo duplicam a população do lugar (ao menos no verão).
A maioria das pessoas que vêm pra Europa fazer turismo desdenha as cidades pequenas ou médias, decerto achando que mais vale um nome confirmado como Londres, Berlim, Viena ou Bruxelas. Uma espécie de garantia de ter muito o que ver. Mas viagem não é só uma sucessão de museus e igrejas e palácios, e é preciso criar um momento para um tipo de contemplação descompromissada.
Nesse 2006 que foi minha primeira vez sozinha na Europa, cruzei a França do norte ao sul e do centro a oeste (o leste ficou de fora). Do Canal da Mancha ao Mediterrâneo. Vichy, Marseille, Arles, Carcassonne, Albi, Toulouse, Blois, Mont Saint-Michel, Saint-Malo, e outras que devo estar me esquecendo agora. Étretat foi certamente meu lugar favorito.
Então voltei lá na semana passada, com a missão de mostrar alguma cidade do interior para a família do namorado. Deslumbramento então vezes cinco, de o-melhor-passeio ao nunca-vi-coisa-mais-linda. E isso mesmo com o tempinho ingrato, algo mais típico da Normandia que qualquer comida. Mas tudo bem, capa de chuva plástica nos irmãos Grando foi parte da diversão, e as ondas quebrando na praia de pedra faziam um barulho agudinho delicioso. E depois o dia seguinte nasceu claro e foi a hora de subir pelo outro lado das falésias (a cidade fica entre elas). Mas o melhor de tudo foi ter aproveitado a maré baixa para andar sobre os corais e os resquícios da Segunda Guerra (se não é verdade, a gente inventa) e depois entrar num buraco cavernoso que dá do outro lado da rocha, em nova praia.
Saí de lá com vontade de alugar um studio e dar um tempo lá. Dois, três meses. Será um plano a médio ou longo prazo. Porque tudo que eu queria, perto de ir embora, era sentar na grama, lá em cima, e fazer um piquenique.

Situação prática para aqueles que foram convencidos que vale a pena conhecer o lugar: o mais indicado é pegar um trem Paris-Le Havre. A estação de trem de Le Havre é colada  na “rodoviária”, portanto basta chegar lá e ver o próximo ônibus que sai na direção de Étretat (o ponto final dele é a cidade de Fécamp). São 28km entre Le Havre e Étretat, e a passagem de ônibus custa 2 euros.  O trem Paris-Le Havre custou 28 euros. Ah, quanto à estrutura da cidade, não se preocupe: boa opção de restaurantes, hotéis e lojinhas de quinquilharias e souvenirs. A única coisa a lembrar é que, como qualquer cidade do interior, o pessoal faz siesta e tudo fecha do 12h30 às 15h.


A cidade é praticamente isso que está aparecendo aí. Não, não tinha um sol assim quando fui (rouber essa do flickr). Por outro lado, estava tudo bem mais verde.


Vista do outro lado.


Muito discutimos sobre a formação das pedrinhas (que, às vezes, são enormes).

Os supostos restos da Segunda Guerra. Ao menos vale como piada interna.

Pessoal se divertindo com LES PONCHOS de 3 euros.


E brincando de foto promocional de banda de metal. Na maré alta, a água vai até a parte escura. Ao fundo, dá também para ver o buraco pelo qual se entra (depois ele fica mais estreito, até dar medão).

Postado por Carol Bensimon

Étretat

14 de maio de 2009 4


Estive ontem, pela segunda vez, nesse lugar incrível. A primeira foi em 2006. Logo mais vou escrever sobre, mas já adianto: quem vem para a França PRECISA passar por essa experiência.

Postado por Carol Bensimon

Minha ideia de feminismo

09 de maio de 2009 24

Há três dias, não queria contar para meu namorado o que admito agora, e desenvolvo, publicamente: o fato de que andando de roller por Paris, andando bem de roller, eu estou contribuindo com a longa marcha pela igualdade dos sexos. Ok, parece piada. Mas vou corar rapidamente aqui no canto e prosseguir.
Pensei nisso, na verdade, não por egocentrismo latente, mas porque, quando estou de roller, vejo em muitas pessoas um olhar que mistura surpresa e admiração. Não é que eu seja o único exemplar do sexo feminino a andar com rollers pela cidade, mas, bem, pensar em porcentagens não tem a menor graça, os homens ganharão de forma esmagadora. Aliás, apenas para completar o quadro, não custa dizer que várias das mulheres de roller estão, ahn, acompanhando o namorado. Não tenho nada contra esportes como atividade do casal, mas em geral isso é só mais um elemento da recorrente despersonalização feminina (e uso o termo de forma gratuita, sem nenhum compromisso com psicanálise ou seja lá o que for).
Nunca levantei bandeira nenhuma do feminismo e, quer saber?, nunca li escritoras simplesmente pelo fato de serem mulheres. Acho que essa é a atitude errada a se ter, procurar valorizar algo só porque é feito por um grupo de pessoas (mulheres, negros, judeus, gays) e, portanto, ser bem pouco exigente no critério qualidade. Eu não tenho problema nenhum em dizer que acho quase todas as escritoras mulheres ruins. Por quê? Porque elas têm uma desvantagem histórica em termos de quantidade (como as praticantes do roller). E porque frequentemente estão presas a uma abordagem mulherzinha que me tira do sério.
Na minha infância, nunca me jogaram na cara um roteiro de como ser uma menina padrão, e eu agradeço aos meus pais por isso. Brinquei de Barbie, Moranguinho e Pequeno Pônei, mas também de Lego, Thundercats, Star Wars, e fingi ser detetive pelos corredores do prédio e mosqueteiro com minha espada amarela.
Aliás, lembro claramente de uma caixa das Lojas Americanas dizendo ao meu pai que a nave do Luke Skywalker que comprávamos não era coisa de menina. Essa foi uma das poucas vezes, durante muito tempo, que eu senti estar um pouco na contramão do que o mundo esperava de mim.
Enfim. Muita mulher por aí acha que a situação está resolvida e que vive-se feliz e contente e igual porque se tem uma carreira, mas, se você for olhar de perto, tudo o que ela quer é vestir a roupa certa, achar um marido bem-sucedido e ficar sendo eternamente uma sombra.
Abra uma revista feminina e chore: as questões que concernem às mulheres continuam sendo relacionamento, moda, culto ao corpo, maternidade (e um pouco de cultura rasa para ela ter o que falar com os homens, mas não muito). Não que o clichê masculino se comporte muito melhor, com carros, futebol e cerveja, mas já me parece tempo de cada um tomar as rédas da própria vida, ao invés de simplesmente receber de antemão os campos no qual deve distribuir sua energia.
Não dá para enganar-se: para saber muito, por exemplo, sobre moda (eu juro que às vezes gostaria), é preciso negligenciar alguma outra coisa. Faz-se escolhas, infelizmente, porque o tempo não dá conta. Eu não leio a Elle. Prefiro usar meu tempo com um romance, ou procurando uma nova banda pela qual eu possa me apaixonar. Ainda assim, não é uma questão de tudo ou nada: é de simplesmente decidir que porcentagem aquela coisa ocupa na sua vida.
A cor perfeita para os cabelos, o traço certo nos olhos, o exercício mais correto para as pernas e a barriga, o sapato adequado para tal evento, para tal estação, para tal blusa, os alimentos que são bons, os alimentos que são maus (hoje), a compreensão de todo esse universo certamente me tornaria uma escritora pior.

Postado por Carol Bensimon

Coralie Clément

04 de maio de 2009 3

Não acho excepcionalmente bom, mas vá que alguém goste. De qualquer maneira, não dá para discordar que a garota é forte candidata a musa, dentro do típico fenótipo da mulher linda francesa: olhos claros com longos cabelos castanhos, lábios carnudos, maçãs do rosto salientes e blá blá blá (pelo menos a minha teoria foi até esse ponto).
E outra: há um ukelelê na música, e ukelelês estão super na moda.

Postado por Carol Bensimon

Trabalhos e cigarros que não fumo

02 de maio de 2009 2

O sumiço se justifica por um trabalho de tradução que eu peguei, e a futura entrevista que vou fazer com o mais-célebre-e-midiatizado-filósofo-francês. Por conta desse segundo trabalho, comprei um gravador, estou lendo um livro com um pênis gigante na capa, e minhas crenças ganham argumentos cada vez mais fortes (ateísmo, abaixo aos modelos tradicionais de relações amorosas, etc). Não é que sou altamente impressionável: o cara é que é mestre.
Mudando de saco para mala, uma recomendação aos fumantes de passagem: comprem seus cigarros antes das oito. Bares não costumam vender cigarros, a não ser que sejam bares-tabacarias, facilmente reconhecíveis pelo prisma vermelho escrito tabac (não, não é uma rede, é só uma convenção). Também não é no postinho que vai ter e, aliás, nem lembro a última vez que vi um posto de gasolina por aqui. Na muvuca central dos prédios coladinhos e dos apartamento de 15m2, o que se encontra são bombas de gasolina assim, no meio da rua. Encoste no meio-fio e encha o tanque.
Isso para dizer que um fumante de passagem estava em chamas – trocadilho proposital e gratuito – por um cigarro, e nada de ter lugar aberto. Não era mais de dez da noite, e íamos em direção à Bastille (a.k.a aonde a juventude está) cantando sucessos do passado ou músicais gaudérias, com a pouca pressa de quem para e dá uns gritos de ordem na frente de um batalhão de choque, já que o primeiro de maio é mais um dia de manisfetações. El pueblo unido jamás será vencido. E depois continua na direção da Coluna de Julho com a estátua dourado lá em cima, reluzindo dia ou noite, parando para sentar e tirar foto num sofá descartado no meio da rua.
Segundo vez que alguém vem nos oferecer droguinhas. A primeira foi aqui perto de casa, chocolat, que é o código para haxixe. A segunda então foi na Bastille, mais especificamente na Rue de Lappe, a qual carinhosamente chamamos de Lapa. A coisa toda parece, como diriam aí pelo sul, meio chave de cadeia: uns sujeitos parados na entrada de uma rua sem saída, com muita cara de que estão pro crime. Se você diminuir o passo por uma razão ou outra, a abordagem vem sem sutilezas, cocaïne, 50 euros, blá blá blá. Não, obrigada, passar bem.
Fato é que esse ar primaveril é perfeito para pequenas folias. Basta uma bandana, ou a música certa, ou uma situação embaraçosa no metrô, ou finalmente conseguir comprar a tal de carteira de cigarro do fumante de passagem, para ter momentos delícia.
Andar de roller no fim de tarde também tem sido incrível. Não é exagero dizer que é uma das coisas mais massa daqui, ou talvez a mais massa entre todas as coisas massa. Falarei mais sobre isso depois. Cultivar o ar blasé não é definitivamente a pedida da estação.

Postado por Carol Bensimon