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Montréal

19 de abril de 2010 8

Se a nuvem deixar, embarco para Montréal nessa quinta-feira, em decisão maluca de aceitar convite de amiga e finalmente colocar os pés na América do Norte (acho que Disney com 7 anos não conta no currículo de ninguém, conta?). Desde que decidi ir, fico antecipando esse momento de de repente estar numa dessas esquinas meio desoladas que desde cedo ocuparam um inexplicável lugar privilegiado no meu imaginário (isso me lembra um mail de uma amiga que, semana passada, ao terminar de ler o Sinuca embaixo d`água, dizia “te imagino bastante em algo meio kevin arnold tb, numa américa profunda de suburbios, mais que nas casas de morro de periferia regadas a samba). Alguém fará a ressalva de que Montréal é um pedaço de Europa cravado na América do Norte, mas não vamos nos enganar; parece o mesmo que dizer que Rio Grande do Sul é igualzinho à Europa. 
Além dos dias na cidade, já tenho duas noites garantidas em um chalé na beira de um dos milhares de lagos da região de Laurentides, ao norte de Montréal. Visitarei o Parc National du Mont-Tremblant, onde espero no mínimo ver um alce, e entenderei o processo de extração da seiva do bordo e sua consequente transformação no famoso maple syrup. O momento mais aguardado da viagem, no entanto, é aquele no qual vou sentar pra comer exageradamente uma refeição típica da região, banhada em gordura e xarope. O conceito all you can eat e as coisas aparentemente sem relação aparecendo na mesa me lembrou muito a ideia de café colonial da serra gaúcha.
Toda essa vivência de Canadá profundo estará registrado num ensaio-camisa-de- flanela. Avisarei data e veículo, não se preocupem.
Falando nisso, para aqueles desesperados por um pedaço de primeiro mundo pra chamar de seu, aviso que a província de Québec abriu o seu novo triênio de imigração. Isso quer dizer: firme na aula de francês, e vai preparando a roupinha térmica para muitos meses de neve e depressão. Eu tô fora, mas passear vai ser supééér.

Postado por Carol Bensimon

Comentários (8)

  • Joelma diz: 23 de abril de 2010

    Olá Carol. Meio off topic: li o seu romance “Sinuca embaixo d`água”. Gostei da narrativa que vc empreendeu, mas não gostei da estória em si. Achei repetitiva. Espero pelo seu próximo livro. Beijos.

    Oi, Joelma. Puxa, pena mesmo. Talvez tu goste do próximo. Veremos. :)

  • Dani diz: 27 de abril de 2010

    Oi, Carol, Os contos são de Mavis Gallant, sua vizinha em Paris, mas originalmente de Montréal. É uma série de 6 contos sobre as memórias de uma mulher chamada Linnet Muir. Abs,

    Hm, obrigada. Vou dar uma olhada. Abração.

  • Liége Jorgens diz: 21 de abril de 2010

    Aproveite bastante Montreal. So acho o sirop d`erable bem deg.. mas de resto parece um cafe colonial brasileiro

  • Flávio diz: 19 de abril de 2010

    morro de vontade de morar em montréal, no québec, no canadá enfim, para fazer um doutorado, algo do tipo. tenho uma simpatia pelo québec que não sei explicar. só fugiria das refeições gordurosas, rs. escreva contando de montréal! morro de curiosidade. :)

  • Tiago diz: 21 de abril de 2010

    Bonjour Carol!
    Moro na França faz quase 2 anos e volto pro Brasil em dezembro. Mas ja estou pensando em morar no Canada. Vc tem mais informações sobre como conseguir visto de trabalho por la? Qq dica sera bem vinda. Parabéns pelo blog. A bientôt!

  • Dani diz: 21 de abril de 2010

    Avise mesmo! A minha tese foi sobre a tradução de quatro contos que se passam em Montreal, mas não conheço a cidade. Como no seu caso, lugares assim também têm um canto privilegiado no meu imaginário. O Canadá profundo, o Norte insondável. Boa viagem, esperamos o relato! Abs,

    Obrigada! Ah, e, por curiosidade: de quem são os contos?

  • alex de cassio diz: 26 de abril de 2010

    Olá Carol. Cheguei à Paris vindo de POA há três meses e por razões insondáveis não conhecia teu nome. Uma amiga de Curitiba me falou do blog. Pelos trechos disponíveis no site, fiquei bastante interessado em ler na integra os livros. Há como encontra-los por aqui? Beijos.

    Oi, Alex.
    Infelizmente, não há como encontrá-los.
    (por razões também insondáveis, uma vez apareceu um exemplar de Pó de Parede na biblioteca da Maison du Brésil, e só fiquei sabendo por mero acaso – pessoa que leu e me escreveu – mas, a essa altura, o livro já deve ter desaparecido).
    um beijo, e boa estadia.

     

  • Viagem » Arquivo » Montréal diz: 10 de setembro de 2010

    [...] Confira o post completo no blog Paris 75004: Montréal [...]

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