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Posts de abril 2010

Étoiles Filantes

26 de abril de 2010 6

Direto daqui desse lugar que pratica o bilinguismo indiscriminado, onde cafés são oversized, estudantes passeiam com moletons da McGill, jovens fazem charmosos garage sales e o sol bate enviesado nas sensacionais casas com escadas externas, recomendo dois vídeos.
O primeiro é de uma banda de Montréal chamada Lews Cowboys Fringats, que faz relativo sucesso no mundo francophone (em Paris, ao menos, já vi os caras anunciados em grandes salas). Essa música, Les Étoiles Filantes, é uma gracinha.
O segundo, que recomendo fortemente para quem fala francês: os episódios do Têtes à claques, série na qual os québécois tiram sarro de si mesmos, são engraçadíssimos justamente porque o sotaque impede QUALQUER compreensão. Nesse, os personagens estão em Paris reclamando dos cocôs de cachorro nas calçadas (justo).


Postado por Carol Bensimon

Montréal

19 de abril de 2010 8

Se a nuvem deixar, embarco para Montréal nessa quinta-feira, em decisão maluca de aceitar convite de amiga e finalmente colocar os pés na América do Norte (acho que Disney com 7 anos não conta no currículo de ninguém, conta?). Desde que decidi ir, fico antecipando esse momento de de repente estar numa dessas esquinas meio desoladas que desde cedo ocuparam um inexplicável lugar privilegiado no meu imaginário (isso me lembra um mail de uma amiga que, semana passada, ao terminar de ler o Sinuca embaixo d`água, dizia “te imagino bastante em algo meio kevin arnold tb, numa américa profunda de suburbios, mais que nas casas de morro de periferia regadas a samba). Alguém fará a ressalva de que Montréal é um pedaço de Europa cravado na América do Norte, mas não vamos nos enganar; parece o mesmo que dizer que Rio Grande do Sul é igualzinho à Europa. 
Além dos dias na cidade, já tenho duas noites garantidas em um chalé na beira de um dos milhares de lagos da região de Laurentides, ao norte de Montréal. Visitarei o Parc National du Mont-Tremblant, onde espero no mínimo ver um alce, e entenderei o processo de extração da seiva do bordo e sua consequente transformação no famoso maple syrup. O momento mais aguardado da viagem, no entanto, é aquele no qual vou sentar pra comer exageradamente uma refeição típica da região, banhada em gordura e xarope. O conceito all you can eat e as coisas aparentemente sem relação aparecendo na mesa me lembrou muito a ideia de café colonial da serra gaúcha.
Toda essa vivência de Canadá profundo estará registrado num ensaio-camisa-de- flanela. Avisarei data e veículo, não se preocupem.
Falando nisso, para aqueles desesperados por um pedaço de primeiro mundo pra chamar de seu, aviso que a província de Québec abriu o seu novo triênio de imigração. Isso quer dizer: firme na aula de francês, e vai preparando a roupinha térmica para muitos meses de neve e depressão. Eu tô fora, mas passear vai ser supééér.

Postado por Carol Bensimon

Frise auto-collante

14 de abril de 2010 5

Comentava ontem: nos fins desse setembro que logo mais está aí, vou encerrar essa minha etapa parisiense, e com ela minha vida de desapego material. Quer dizer, ainda que sempre sobre uns trocados para serem gastos na H&M, os livros eu não tenho juntado aos montes – há pouco lugar pra eles, de modo que 80% das leituras vem da biblioteca – e o que dizer então dos móveis ou objetos de decoração? Jamais comprei um detalhezinho que fosse, o que é tanto justificado pela falta de espaço quanto pela impermanência. É. Sobretudo pela impermanência.
O que não impede, é claro, que rolem os comichões violentos quando entro em uma loja de objetos bacaninhas. As compras dessa ordem, porém, são sempre postergadas, de modo que o pôster de Janela Indiscreta, a máquina de chicletes, as almofadas, ficam para ser adquiridos em uma data mais próxima da partida, para o futuro e um tanto subjetivo apartamento portoalegrense que, esse sim, será milimetricamente planejado ao gosto de seus moradores.
Na lista mental do que levar, adicionei ontem uma firula: trata-se de um friso de 4 metros representando uma grande cidade (as disponíveis até o momento são Paris, Roma, Berlim e Los Angeles).

Não sei onde poderá se encaixar coisa parecida. Fico pensando que ficaria ótimo dando a volta num banheiro minúsculo (e depois me lembro que não haverá, talvez, banheiros minúsculos no Brasil). Ainda não sei se é boa ou má ideia ter a presença constante de Paris na nova-vida-em-breve.
Quem fabrica as simpáticas faixas é uma empresa alemã chamada Extratapete (não ria). No site, custa 17 euros, sem as despesas de envio.

Postado por Carol Bensimon