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Foi uma grande época

30 de agosto de 2010 4

Pois é, pessoal. Meses e meses de bolas de feno passando, e eu sem nem a decência de publicar um post de fechamento. Mas agora é pra valer: dia 20 de setembro (agregando significado à data, como não?) estou de volta ao pago, e portanto esse blog perderia, naturalmente, sua razão de ser. Paris será uma lembrança.
Foi uma grande época, e já dói caminhar pela cidade – sobretudo à noite – e sentir tudo o que se está deixando para trás, mas agora é preciso voltar para a família, os amigos, as casas com cômodos, a literatura brasileira.
Os arquivos do blog devem continuar disponíveis por aqui. No mais, sigo no limitado espaço do twitter (@carolbensimon) e publico uma coisa ou outra no meu tumblr.
Obrigada a todos que acompanharam o blog. Vocês foram uma companhia e tanto.
E bora para a nova vida no lugar de antigamente. Nos vemos por aí.

McFeijoada

14 de junho de 2010 5

(texto que escrevi pro Outlook desse fim de semana)

Esqueça os diplomáticos apertos de mão, a Copa do Mundo, o “obrigado, Brasil!” exclamado pelo rockstar suado. Esqueça o hino balbuciado em um pátio de escola e a bandeira de plástico (brinde do jornal) que decora o interior de um barraco: a plena afirmação de nossa identidade nacional passa pela criação urgente do McFeijoada. Isso mesmo, o McFeijoada.
Desde meados dos anos noventa, o fast food dos arcos dourados esforça-se em colocar um tempero local em seus cardápios, o que justifica a existência do Cuarto de Libra Guacamole (versão mexicana do Quarteirão), do McKebab israelense, do McRice das Filipinas (no qual o pão é substituído por duas estranhas camadas de arroz) e do indiano e retangular McCurry Pan, além de outras invencionices bizarras a nossos olhos. A política da rede, é claro, se justifica por uma demanda da clientela, que gosta de ver um pouco de comidinha-de-casa compondo com o menu internacional. Nas lojas brasileiras, no entanto, o sanduíche para chamar de nosso é nada mais nada menos do que o Cheddar McMelt, aquele do queijo tipicamente americano (embora inglês) e da cebola refogada no molho tipicamente japonês. Em resumo, a prova suprema de que somos dominados. E não se engane pelo tom de piada que reveste a teoria; sabemos que do McDonald’s nasceu o famoso “índice Big Mac”, criado pela The Economist em 1986, e até hoje levado a sério. Então por que não fazer também um pouco de antropologia?
A soberania de uma nação passa pelo menu do McDonald’s. Se em Portugal é possível degustar um caldo verde − além de outros tipos de sopas e cremes − em mesas de fórmica iluminadas por lâmpadas fluorescentes, o que falta para termos a nossa porção de McCoxinhas, nosso aipim frito substituindo as ordinárias batatas, sem contar o magnífico e imbatível McAcarajé? Por que deixamos nossa brasilidade na porta da lanchonete e entramos de cabeça no insosso melting pot, na lógica do “quanto menos Brasil, melhor”? A consequência meio patética disso é que acabamos revestindo de glamour uma rede que, para os primos ricos do hemisfério norte, é o suprassumo da chinelagem, a opção de quem tem os bolsos quase vazios.
Quase vazios como os meus. Sem nenhuma vontade de cozinhar esta noite, cruzo a Rue du Renard em direção a um McDonald’s. O McChicken está numa promoção eterna, a dois euros. Adiciono ao pedido uma fritas pequena. Total: três euros. Não que eu tenha alguma predileção por frango, mas é que os outros sanduíches custam duas ou três vezes isso e, embora eu more em Paris há um bocado de tempo, minha cabeça ainda converte euro para real (talvez porque eu ganhe em real e sobreviva em euro). A funcionária se atém ao essencial da comunicação; nos McDonald’s parisienses, não há obrigada-desculpe-a-demora-tenha-um-bom-dia. Somos iguais.
É saindo de lá que penso no McFeijoada. A democracia brasileira só teria a ganhar. Eu aceitaria até um McCaldinho de Feijão, até porque diminutivos são sempre ótimas estratégias de marketing. Só peço que não rechacem completamente o Cheddar McMelt. Mesmo com essa carinha de Judas, é meu sanduíche favorito.

O bizarro McRice das Filipinas

Fifa Fan Fest

14 de junho de 2010 2

No Trocadéro, 10.000 pessoas foram ver o jogo mais sonolento da Copa. Engraçado foi que o povo acreditava DEMAIS que o gol rolaria depois da expulsão daquele uruguaio. E eu ali, bem sentada, tive que levantar na onda de ansiedade da galera, que ficou de pé só esperando pra comemorar. Não rolou. Meu segundo 0 x 0 entre França e Uruguai. O primeiro, em 2008, foi no Stade de France – e também a primeira (e decepcionante) vez que fui a um estádio de futebol.
Pelo menos foi um bonito pôr-do-sol. Quando a Torre Eiffel acendeu umas luzinhas de mau-gosto (ref. Shopping Praia de Belas), todo mundo sacou suas máquinas fotográficas. Essa foi instantes antes.

Um pessoal já andava com a bandeira da Argélia nas costas (mal esperavam que esse jogo fosse AINDA pior). Outros caprichavam no estilo parisien.

Todos os jogos estão sendo transmitidos lá. A má notícia para os bebedores é que não dá pra entrar com nada de álcool. Vi um cara na minha frente tocando um PACK de cerveja no lixo.

Provocações

20 de maio de 2010 14

Sábado passado estreei como colunista da seção “Provocações”, no caderno cultural Outlook do jornal Brasil Econômico. Reproduzo aqui a crônica. Devo aparecer lá uma vez por mês.

Direto ao point: o Brasil é melhor do que a França?


Eu ia de um mundo francófono a outro − França, pátria mãe, e Québec, essa aldeia do Asterix no continente norte-americano − quando fiquei face a face com meu próprio país: na entrada do avião, lá estava a última Le Point, uma espécie de Time à la française, cuja capa homenageava o Brasil, proclamando-o como “o novo eldorado”. Lembrando que eldorado é uma história da carochinha, prossigamos.
Com olhos azuis e um sorriso maroto, usando um vestido floreado (o Brasil é multicolorido, em oposição à Paris dos casacos pretos), a modelo Adriana Lima convida o francês de centro-direita a abrir a revista e conhecer esse país em 21 páginas. Preparando-me para a leitura, sorrio involuntariamente, enchendo-me de um orgulho besta: se colocam minha pátria no mapa, se a bandeira do Brasil encontra-se entre a dúzia de bandeiras na fachada de um hotel qualquer, já vejo aí motivo de alegria. Nada mais brasileiro que se contentar com pouco.
Percebo, de pronto, que a ode será enérgica: o Brasil esbanja uma “saúde insolente”, é “furiosamente otimista e descomplexado”, em oposição a uma Europa que se estagnou. Começamos por Lula, “o campeão do mundo dos presidentes”, passamos por animadores índices econômicos, mestiçagem, um milionário, chegamos a um bancário itinerante no coração da Amazônia, concluímos que a felicidade pode ser encontrada na favela e, por fim, um reconhecido cineasta nos dirá para não acreditarmos em tudo que se fala a respeito do Brasil.
Se índios abrem contas bancárias e compram geladeiras a crédito em plena floresta tropical, tudo parece estar bem. Se Lula abraça e beija o povo, que diferença com esse outro presidente de pouca altura, que, em caso de tempo ruim, não ousa segurar seu próprio guarda-chuva! Na reportagem sobre o morro de Santa Marta − essa favela pop que já recebeu Michael Jackson, Madonna e Beyoncé e cuja ocupação policial, desde novembro de 2008, a torna uma exceção entre as favelas cariocas − desconstrói-se a ideia de “inferno na Terra”. Fala-se em bondinho, iluminação pública, internet sem fio, fim do tráfico. O texto deixa um gosto amargo de otimismo exacerbado. É como se o futuro de todas as favelas fosse o de Santa Marta, ou no mínimo, é como se o futuro de todas as favelas pudesse ser, com relativa facilidade, o dessa favela-modelo.
Talvez o escárnio só escape quando se fala de Eike Batista, nosso milionário que ocupa um graúdo 8o lugar na lista da Forbes das maiores fortunas do planeta. Mas como não debochar de alguém que expõe uma Mercedes na sala? Como falar bem de quem possui um piano branco? Quem tem um piano branco nunca leu Proust, é certo. Ou seja: o fascínio pelo exótico tem limites. Admira-se, evidentemente, mas com uma certa superioridade europeia no canto da boca.
De qualquer modo, isso é mero detalhe, e o encantamento prevalece. Se o povo do hexágono possui um natural pessimismo, a tendência vira do avesso quando o Brasil é assunto: ao dizer de onde venho, o francês médio responde com um entusiasmado c’est un beau pays (é um belo país), mesmo que a maioria nunca tenha cruzado o Atlântico. A base de tanto otimismo é sem duvida o binômio natureza exuberante e simpatia o povo. Parece ingênuo, mas tente viver um inverno na Normandia, e tudo que você vai querer é abrir a janela e ver uma maritaca gritando sobre uma jaqueira. É como na célebre canção interpretada por Aznavour, cujo refrão exalta toda essa terra não-europeia banhada de sol: Emmenez-moi au bout de la terre / Emmenez-moi au pays des merveilles / Il me semble que la misère / Serait moins pénible au soleil (Leve-me para o outro lado do mundo / Leve-me para o país das maravilhas / Me parece que a miséria / É menos penosa ao sol).
Mas a principal razão para termos ido parar nas páginas da Le Point é, na verdade, econômica: um grande 6,8% em vermelho mostra o quanto o Brasil deve crescer em 2010, um motivo para lá de racional para fortalecer o mito (a previsão de crescimento da União Europeia é de apenas 1%). Na página oposta, sob as águas cristalinas de Fernando de Noronha, Lula faz um sinal de positivo.

Postado por Carol Bensimon

Não vi um alce

06 de maio de 2010 5

Voltei ontem do Canadá, ou melhor, de Québec (simpatizo com os separatistas) e, por uma estranha configuração dos astros, daqui a duas horas pego um trem para Roma, de modo que quase não tive tempo de pôr as pernas na horizontal, como recomendam os angiologistas.
Na maior parte do tempo, vivi a vida de uma montréalaise (o que agradeço aos meus anfitriões, Julia e Nader); passei três dias explorando a região dos Laurentides, ao norte da cidade, onde havia NEVE INTENSA num dia e um maravilhoso céu azul no outro; e 24 horas foram bem gastas na simpática cidade de Québec.
Já coloquei algumas fotos no flickr. Vá lá.

Postado por Carol Bensimon

Étoiles Filantes

26 de abril de 2010 6

Direto daqui desse lugar que pratica o bilinguismo indiscriminado, onde cafés são oversized, estudantes passeiam com moletons da McGill, jovens fazem charmosos garage sales e o sol bate enviesado nas sensacionais casas com escadas externas, recomendo dois vídeos.
O primeiro é de uma banda de Montréal chamada Lews Cowboys Fringats, que faz relativo sucesso no mundo francophone (em Paris, ao menos, já vi os caras anunciados em grandes salas). Essa música, Les Étoiles Filantes, é uma gracinha.
O segundo, que recomendo fortemente para quem fala francês: os episódios do Têtes à claques, série na qual os québécois tiram sarro de si mesmos, são engraçadíssimos justamente porque o sotaque impede QUALQUER compreensão. Nesse, os personagens estão em Paris reclamando dos cocôs de cachorro nas calçadas (justo).


Postado por Carol Bensimon

Montréal

19 de abril de 2010 8

Se a nuvem deixar, embarco para Montréal nessa quinta-feira, em decisão maluca de aceitar convite de amiga e finalmente colocar os pés na América do Norte (acho que Disney com 7 anos não conta no currículo de ninguém, conta?). Desde que decidi ir, fico antecipando esse momento de de repente estar numa dessas esquinas meio desoladas que desde cedo ocuparam um inexplicável lugar privilegiado no meu imaginário (isso me lembra um mail de uma amiga que, semana passada, ao terminar de ler o Sinuca embaixo d`água, dizia “te imagino bastante em algo meio kevin arnold tb, numa américa profunda de suburbios, mais que nas casas de morro de periferia regadas a samba). Alguém fará a ressalva de que Montréal é um pedaço de Europa cravado na América do Norte, mas não vamos nos enganar; parece o mesmo que dizer que Rio Grande do Sul é igualzinho à Europa. 
Além dos dias na cidade, já tenho duas noites garantidas em um chalé na beira de um dos milhares de lagos da região de Laurentides, ao norte de Montréal. Visitarei o Parc National du Mont-Tremblant, onde espero no mínimo ver um alce, e entenderei o processo de extração da seiva do bordo e sua consequente transformação no famoso maple syrup. O momento mais aguardado da viagem, no entanto, é aquele no qual vou sentar pra comer exageradamente uma refeição típica da região, banhada em gordura e xarope. O conceito all you can eat e as coisas aparentemente sem relação aparecendo na mesa me lembrou muito a ideia de café colonial da serra gaúcha.
Toda essa vivência de Canadá profundo estará registrado num ensaio-camisa-de- flanela. Avisarei data e veículo, não se preocupem.
Falando nisso, para aqueles desesperados por um pedaço de primeiro mundo pra chamar de seu, aviso que a província de Québec abriu o seu novo triênio de imigração. Isso quer dizer: firme na aula de francês, e vai preparando a roupinha térmica para muitos meses de neve e depressão. Eu tô fora, mas passear vai ser supééér.

Postado por Carol Bensimon

Frise auto-collante

14 de abril de 2010 5

Comentava ontem: nos fins desse setembro que logo mais está aí, vou encerrar essa minha etapa parisiense, e com ela minha vida de desapego material. Quer dizer, ainda que sempre sobre uns trocados para serem gastos na H&M, os livros eu não tenho juntado aos montes – há pouco lugar pra eles, de modo que 80% das leituras vem da biblioteca – e o que dizer então dos móveis ou objetos de decoração? Jamais comprei um detalhezinho que fosse, o que é tanto justificado pela falta de espaço quanto pela impermanência. É. Sobretudo pela impermanência.
O que não impede, é claro, que rolem os comichões violentos quando entro em uma loja de objetos bacaninhas. As compras dessa ordem, porém, são sempre postergadas, de modo que o pôster de Janela Indiscreta, a máquina de chicletes, as almofadas, ficam para ser adquiridos em uma data mais próxima da partida, para o futuro e um tanto subjetivo apartamento portoalegrense que, esse sim, será milimetricamente planejado ao gosto de seus moradores.
Na lista mental do que levar, adicionei ontem uma firula: trata-se de um friso de 4 metros representando uma grande cidade (as disponíveis até o momento são Paris, Roma, Berlim e Los Angeles).

Não sei onde poderá se encaixar coisa parecida. Fico pensando que ficaria ótimo dando a volta num banheiro minúsculo (e depois me lembro que não haverá, talvez, banheiros minúsculos no Brasil). Ainda não sei se é boa ou má ideia ter a presença constante de Paris na nova-vida-em-breve.
Quem fabrica as simpáticas faixas é uma empresa alemã chamada Extratapete (não ria). No site, custa 17 euros, sem as despesas de envio.

Postado por Carol Bensimon

Street hockey de quarta à noite

17 de março de 2010 15

Comecei a fazer aula de street hockey na semana passada, e a notícia surpreendeu os amigos. Parecia uma escolha totalmente aleatória e sem um histórico que a justificasse. Quem me conhece, no entanto, deveria ficar boquiaberto se de repente eu optasse por aula de tango ou ritmos caribenhos. Isso sim seria descabido.
Mas o hockey: em primeiro lugar, embora eu não pratique esportes com muita frequência, sempre fui algo entre mediana ou boa nos jogos com bola (ou, no caso, com disco) e, além disso, curto o aspecto lúdico da coisa. Em segundo, desde que o roller entrou na minha vida naquela modinha na metade dos anos 90 (pista no shopping de Capão da Canoa e outras lembranças dilacerantes), o hockey esteve ali, de canto, esperando companhia. E tanto é verdade que, na época, comprei um TACO na Traxart do Praia de Belas (a mesma que nunca teve um boné do Detroit Pistons pra vender, o que eu desejei por vários meses, por culpa do Mega Drive). Usei o taco talvez duas vezes, ou mesmo uma só, com um amigo de colégio e mais dois (?) carinhas da Zona Sul. E depois? Depois era eu patinando pela garagem do meu prédio com o taco na mão, conduzindo a bola. Aham, so much fun. E depois fim.
Mas isso do hockey ficou guardado, de modo que acabou aparecendo até no meu romance. Quando escrevi esse capítulo, fiz o mesmo exercício solitário de anos atrás, patinar e ir conduzindo a bola e eventualmente dar uma tacada, só pra saber como o corpo se comportava e quais eram os desafios que a situação apresentava.
Para quem não sabe, Paris gosta de se dizer “a capital do roller”. Durante boa parte do ano, é possível ver uma porção de gente usando os patins como meio de transporte e, nas sextas à noite, um tradicional passeio reúne milhares de patinadores, de modo que a ideia de jogar street hockey sempre foi mais concreta aqui do que em terra brasilis.
Como estou numas de tomar as rédeas da vida (esperando que não passe nunca) e realizar todos os desejos humanamente possíveis, lá fui eu me inscrever no tal curso de street hockey, oferecido pela loja Nomades, a maior referência parisiense do mondo sobre rodinhas.
Na véspera da primeira aula, fiquei imaginando que tipo de gente eu iria encontrar. Haveria turmas de MENINOS e turmas de MENINAS? Dificilmente. Seriam os caras violentos? Hm, provável que não. Intuí que todos iam estar lá simplesmente pela diversão e relaxei.
Minha chegada no local da aula, depois de vários imprevistos que merecem essa elipse, foi no mínimo curiosa: encontrei Thomas, o jovem professor, e 4 alunos (dois caras e duas mulheres), todos eles surpreendentemente mais velhos que eu, que já me tomava por antecipação como a titia da atividade. Num primeiro momento, foi um tal de criar afinidade com o disco. Num segundo, fiz alguns exercícios com a galere, alguns alunos de já ano e pouco. No terceiro, finalmente, o jogo. Total: DUAS HORAS E MEIA de intensa atividade física, que resultou em dores descomunais por dias. Mas, sim, tudo valeu a pena.
O hockey não parece intrinsecamente e intencionalmente violento, mas é verdade que o troço todo é dado a acidentes de toda a ordem, afinal você está com um PAU na mão e se movimentando sobre patins.
Fora isso, é preciso acrescentar que a aula acontece numa dita “praça”, mas que basicamente é uma espécie de largo numa das tantas saídas da Gare de Lyon (uma das estações ferroviárias da cidade), de modo que é comum sujeitos arrastando malas surgirem no meio da partida (um deles, inclusive, decidiu me pedir uma informação, ignorando as luvas gigantescas que eu ostentava nas mãos, assim como todo os outros apetrechos. Luvas, aliás, que seriam um capítulo à parte dessa história).
Para minha satisfação feminista, é preciso dizer que as duas mulheres jogam bem melhor que os dois homens, mas isso provavelmente é explicado pela diferença de idade (os homens são quarentões para cima, as mulheres trintonas). Uma delas em especial, Corinne, entra no jogo PRA MATAR, mas juro que não me intimidarei. Com exceção de Corinne, todos mostraram-se surpresos com meu desempenho e foram simpatissíssimos comigo, que no entanto ainda permaneço sendo a brasileira jogando hockey.
Hoje é a segunda aula. Não me peçam fotos.

Postado por Carol Bensimon

Apê

20 de janeiro de 2010 16

Fiz esse vídeo aqui apresentando meu studio e as bizarrices do prédio e as limitações de espaço e o simpático que há em tudo isso:

Postado por Carol Bensimon