Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Uma gigante... de coração

25 de dezembro de 2013 0

O brilho dos olhos marejados e o sorriso sincero estampavam o rosto de Eduarda Amorim, a Duda, a nossa Duda, no saguão de desembarque do Aeroporto de Navegantes. A blumenauense eleita melhor jogadora do último Mundial de handebol trouxe para casa a medalha de ouro e encheu de orgulho aqueles que tanto torceram por ela.

Mesmo de folga no litoral, fui ao aeroporto reverenciar a melhor do mundo. Com a presença de jornalistas e inúmeras câmeras, dezenas de pessoas se aglomeraram na porta do saguão, à espera da atleta. Muitas nem sequer sabiam que ela era ou que esporte ela jogava, mas sabiam que estavam diante de uma celebridade.

- Handebol!? O que é handebol? É futebol com a mão? – perguntou um menino à irmã mais velha, que segurava um tablet nas mãos, esperando para enquadrar a jogadora.

Crédito: Lucas Amorelli/Agência RBS

Do alto dos seus 1m86cm, Duda atendeu um a um dos tietes. Posou para fotos e distribuiu abraços e sorrisos. Passada a sessão de fotos, conversamos rapidamente. Alheia à premiação individual, Duda fez questão de ressaltar o empenho e a garra de todo grupo. Em especial, o treinador Morten Soubak. Ela contou a forma bem criativa que o dinamarquês encontrou de motivar o grupo.

- Na preleção, ele entrou vestindo a camisa de uma jogadora da Sérvia que a gente não gostava e distribuiu medalhas de prata feitas com papel alumínio para gente, dizendo que a prata nós já tínhamos ganho. E que se estávamos satisfeitas com aquilo, que já podíamos ir embora. Aquilo motivou muito a gente – recorda.

O resultado da brincadeira a gente viu horas depois: o Brasil no alto do pódio.

Comente e compartilhe

comentários

Envie seu Comentário