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Um bate-papo com Morten Soubak, o dinamarquês técnico da Seleção Brasileira feminina adulta de handebol

28 de outubro de 2014 1

Até sábado, o complexo esportivo do Sesi será palco de uma fase de treinamentos da futura geração de talentos do handebol feminino verde e amarelo. Sob a supervisão de Morten Soubak (de camisa cinza na foto abaixo), o comandante da Seleção Brasileira adulta, 38 meninas entre 15 e 16 anos de diversas regiões do país, trabalham para se adaptar ao estilo de jogo e padrões táticos que o dinamarquês mais brasileiro que já conheci usou para levar o Brasil ao inédito título mundial de 2013, na Sérvia.

Crédito: Rafaela Martins/Agência RBS

Crédito: Rafaela Martins/Agência RBS

Aproveitei a passagem de Soubak por Blumenau para bater um papo com o atual campeão do mundo. Ele está na cidade desde sexta-feira e conheceu a Oktoberfest.

– Fiquei impressionado com a festa – disse, lembrando que tomou um chope e se deliciou com um prato de hackepeter.

Nos pouco mais de 20 minutos de entrevista, falou sobre a identificação que criou com o Brasil nos nove anos em que mora por aqui:

– Virei brasileiro e com orgulho. Me identifiquei com muitas coisas. Admiro muito o povo brasileiro. Aqui, estou em casa.

Soubak apontou ainda os planos para o Mundial da Dinamarca, ano que vem, e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Confira:

 

Qual a importância dessa fase de treinamentos das categorias de base para o futuro do handebol brasileiro?
É importante para ver como as meninas estão hoje e evoluíram desde a última vez que as vi. Algumas fazem dois anos que vi pela primeira vez. E começar a implementar algumas ideias da nossa filosofia de jogo para elas.

Que avaliação você faz da estrutura usada pelas meninas aqui em Blumenau?
É bem bacana. É muito bom, porque temos musculação, as quadras, alojamento e alimentação separados por um minuto. Normalmente você está num lugar e precisa de um ônibus para ir à academia, depois para ir treinar. Esses minutos que se perdem em outros lugares, aqui a gente usa para reuniões e outros trabalhos.

2015 será um ano movimentado para a Seleção Brasileira principal. Em julho tem Pan-Americano de Toronto, no Canadá, e ainda tem o Mundial da Dinamarca. Quais são os seus planos?
Está bem claro para mim e as jogadoras, que este ano não tivemos competições e nos reunimos para implementar novas ideias nos treinos visando a 2015. Tem coisas no ataque que vai demorar um pouco, e só deve funcionar para 2016. Temos que melhorar nosso ataque, mas vai demorar.

Como você está planejando a preparação para 2016, já que a Olimpíada será no Brasil? Como lidar com a pressão?
Com certeza que todo mundo vai sentir pressão. Todos brasileiros vão, porque todos nós vamos querer fazer o melhor. Já estamos trabalhando com a nossa psicóloga para que as atletas saibam lidar com a pressão. Como a Olimpíada vai ser na nossa terra mesmo, querendo ou não a pressão vai estar lá. Então, é melhor aceitá-
la e jogar com  ela.

Dá para sonhar com o ouro olímpico no Rio?
Soubak – Sim. Nós vamos em busca da primeira medalha olímpica da história do handebol do Brasil. Agora, vai ser muito difícil? Vai. São apenas 12 equipes. Nenhuma fraca.

Antes da Olimpíada, tem o Mundial da Dinamarca ano que vem. Por entrar como campeã e visada pelas demais, será diferente?
Sim. Será a primeira vez que vamos entrar em um Mundial sabendo que o último nós ganhamos. Agora, não estamos indo para defender. Não é nossa característica. Nossa característica é atacar e conquistar. É um novo Mundial, não tem nada a ver com o que já foi. Vamos entrar e brigar.

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comentários

Comentários (1)

  • isabela diz: 8 de janeiro de 2015

    eu acho para a sua defesa melhorar tem q pedi para sua pivô começar a roddar mais se mexer mais. sou pivô da minha escola e meu treinador sempre fala pra mim me mexer mais, pois mexendo mais vai confundi a defesa.

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