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"Essa pausa do handebol me deu mais fôlego e fome de bola", diz Eduarda Amorim sobre o retorno às quadras

03 de novembro de 2015 0

 O dia 28 de novembro de 2014 não traz boas lembranças para a blumenauense Eduarda Amorim, a Duda. A melhor jogadora de handebol do mundo sofreu uma dura lesão no joelho esquerdo durante um amistoso com a Seleção Brasileira. Passado quase um ano, muitas sessões de fisioterapia e tratamento intensivo a camisa 18 está recuperada e voltou à ação pelo Györ, da Hungria. E recentemente voltou a ser convocada para a Seleção.

Foto: Instagram/Reprodução

Foto: Instagram/Reprodução

Faltando pouco mais de um mês para o Mundial da Dinamarca, entre 5 e 20 dezembro, Duda se prepara para ajudar o Brasil a brigar pelo bi e mostrar que a conquista na Sérvia, em 2013, não foi sorte. Antes, ela e as companheiras da Seleção desembarcam em Brasília, entre 27 e 29 de novembro, para disputar um torneio preparatório que contara ainda com Argentina, Eslovênia e Sérvia.

Em entrevista por telefone, Duda falou ao blog sobre a recuperação, a volta às quadras, a preparação para o Mundial e muito mais. Confira na entrevista a seguir:

 Como você está se sentindo fisicamente, depois de tanto tempo afastada das quadras?

Uma tartaruga, para afalar a verdade (risos). Estou voltando à forma física devagar. Já estou melhor de quando comecei a treinar com o time essa temporada, mas ainda tenho que recuperar bastante. Nesse início não posso forçar muito, tenho que evitar estar muita cansada, por isso, a forma vai voltar mais lentamente. Sem problema. O importante é estar evoluindo.

A sua contusão foi séria. Psicologicamente você sente que sofre alguma limitação? Trava algum movimento, no instinto de evitar uma nova lesão?

Sim. Existem alguns medos ainda. Às vezes a cabeça trava, às vezes o corpo trava também. Mas é um processo supernatural depois de uma lesão. Sinto que estou vencendo medos todos os dias. E cada dia faço meus movimentos com mais coragem. Com muita paciência, vou voltar ao meu normal.

Você viveu grandes emoções nos últimos anos: conquistou a Liga dos Campeões da Europa (das vezes), casou, sagrou-se campeã mundial com a Seleção Brasileira e foi eleita a melhor jogadora do mundo na temporada passado. Todos esses momentos servem de motivação para voltar com tudo?

Lógico que os títulos e a busca por eles sempre será uma grande motivação. Mas no momento minha motivação maior é voltar a jogar meu alto nível. Essa pausa do handebol me fez muito bem, fez com que eu tenha fôlego e fome de bola para o resto da minha carreira.

Falta pouco mais de um mês para o Mundial da Dinamarca, entre 5 e 20 dezembro. Como você analisa que está a preparação da Seleção Brasileira? Diferentemente dos campeonatos anteriores, agora o Brasil chega como campeão. O grupo está preparado para ser encarado como o time a ser batido?

Acredito que sim. A vontade de repetir o sucesso é grande. Muita gente fala que foi sorte esse título. Então, queremos ganhar mais um para mostrar que se ganha um jogo por sorte e não um campeonato. Sem contar que será o nosso maior treino também para as Olimpíadas. Temos que aproveitar.

Neste mês a Seleção disputará um torneio no Brasil, preparatório para o Mundial. Além da questão técnica, dá para dizer que a competição serve para motivar o time e aproximá-lo do torcedor brasileiro?

Sim. Vai ser uma experiência legal, pra aproximar mesmo a torcida do handebol. Pra trazer mais torcedores pra um esporte que está fazendo sucesso. Muitos vão vir a saber que tem um Mundial apenas depois desse torneio, então teremos mais gente na frente da TV no Mundial mandando energia pra gente. Por mais que pra nós, atletas, seja cansativo, por causa da viagem e fuso horário, vai valer a pena se conquistarmos alguns torcedores a mais!

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