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A demissão de Espinosa no Metropolitano, uma decisão surpreendente

25 de fevereiro de 2016 0

Uma decisão surpreendente. Assim defino a demissão de Valdir Espinosa do Metropolitano. O experiente treinador era a figura central de um projeto baseado em muitas apostas. Veio para liderar um grupo recheado de garotos e atletas desconhecidos e teve uma passagem curta por Blumenau. Foram sete jogos em que o comandante e o torcedor viveram uma montanha-russa de emoções: do sonho com o título do turno, há duas rodadas, ao atual sexto lugar e fora da zona de classificação para a Série D do Brasileiro.

Várias situações levaram à diretoria a rever a aposta no treinador de 68 anos: as constantes mudanças na equipe (foram sete escalações diferentes em sete partidas, como o blog já havia destacado), a falta de padrão tático, a oscilação de rendimento da equipe e o distanciamento de Espinosa com os membros da comissão técnica são as principais. A última delas teve peso preponderante na decisão dos dirigentes. Tornava o ambiente insustentável, na avaliação dos cartolas.

Crédito: Sidnei Batista, Divulgação

Crédito: Sidnei Batista, Divulgação

A demissão é uma medida polêmica, que divide opiniões. Assim que publiquei a informação nas redes sociais, muitos torcedores se manifestaram. Alguns de acordo, outros criticando a ação da diretoria. Eu esperaria pelo menos o fim do turno (ou seja, até a próxima quarta-feira).

Se a medida foi acertada ou errada, o tempo e os resultados em campo dirão. Certo é que a duas partidas do fim do turno do Campeonato Catarinense, o Metrô precisa reagir. Perdeu terreno na briga pelas vagas na quarta divisão nacional (veja a tabela de classificação), que é questão de sobrevivência para o clube. A troca no comando pode resultar nessa reação que o clube necessita.

O elenco tem suas limitações e por conta delas sofreu as últimas duas derrotas. Mas diante da Chapecoense, mostrou que mesmo sem Léo Moura e Rafinha, tem condições de jogar de igual para igual com qualquer adversário. Não fossem as falhas de Luan e Everton, que resultaram em dois gols da Chape, provavelmente a equipe retornaria do Oeste com outro resultado na bagagem. E o treinador, que sempre chamou a responsabilidade para si e nunca apontou heróis ou bandidos (como costuma dizer), provavelmente não seria demitido.

Recuperar os jogadores que estão no Departamento Médico e fazer com que o time reedite os bons momentos por mais tempo durante as partidas, a começar contra o Criciúma no domingo, é a missão de Caco Espinosa, sobrinho de Valdir e auxiliar técnico, que assume o comando do Verdão interinamente.

Por fim, tenho que registrar a educação, humildade e bom humor de Valdir Espinosa. A cada entrevista ou bate-papo com ele, era um aprendizado. Sem falar no carinho com que ele recebia cada torcedor que comparecia aos treinos do Metrô, pedindo fotos e autógrafos.

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