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23 ago18:20

Elevar a valorização da literatura infantil e juvenil é proposta de Simpósio Internacional

Matheus Dalla Costa, Colaborador


Com o tema “Literatura para crianças e jovens:  por um novo pensamento crítico”, a primeira edição do Simpósio Internacional de Literatura Infantil e Juvenil teve a presença de uma escritora e três editoras para o debate acerca do mercado e a criação literária infanto-juvenil, sob e mediação de João Luís Ceccantini.

A autora Ieda de Oliveira deu início à conversa, citando a recorrente desvalorização da literatura infantil, vista meramente como fonte educativa, ao invés de um meio artístico de expressão com o mesmo nível de complexidade de uma obra direcionada ao público adulto.

Seguindo a mesma linha, as editoras deram sequência aos questionamentos. Maria Dolores Prades Vianna destacou a importância dos livros infantis no fenômeno de formação de leitores quando adultos, e a consequente responsabilidade envolvida no processo de seleção e preparação de obras de qualidade voltadas à públicos mais jovens. Outros pontos, como o papel  do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), principal agente de distribuição e avaliação de livros nas escolas da rede pública, e a chegada dos tablets e leitores de ebooks como desbravadores do mercado literário digital também foram dois dos focos centrais adotados pelas editoras Júlia Schwarz e Miriam Gabbai.

Ao final do evento, em espaço  aberto à participação do público foram levantadas questões como a falta de adaptações literárias para jovens com deficiência visual, e o incentivo à inserção precoce de adolescentes no mercado de trabalho literário. O encontro serviu para ilustrar o cenário editorial infantil sob uma perspectiva comercial realista, apontando suas virtudes, problemas atuais e perspectivas para o futuro.

O Simpósio Internacional de Literatura Infantil segue suas atividades durante todas as manhãs desta semana. Para quarta-feira, estão confirmados o professor Gustavo Bernardo Krause, o pesquisador Fanuel Díaz, além do autor e ilustrador Roger Mello para a abordagem do tema “A literatura além do verbal”.

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