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14 dez16:37

História de Natal: O dia em que o Papai Noel se enganou

Erni da Rosa*

Luigi tem quatro anos, está matriculado na Escola de Educação Infantil Pergentino Dalmagro. Em meio às 106 crianças, tem olhos atentos ao que iria acontecer na tarde quente de verão. Sob a sombra de uma árvore, junto aos demais colegas, sentados em colchonetes, sua atenção está voltada ao grupo de pessoas que acaba de chegar: todos vestidos com uma camiseta igual. Ele ainda não sabe o que significa a palavra que está em destaque nela: Vida.

No entanto, ele sabia que algo diferente aconteceria nesta tarde. As palavras da Irmã Maria Pin, coordenadora da Cantata, falando sobre esta palavrinha tão especial, conseguiram atrair a atenção do pequeno Luigi. Cantos de Natal, falar sobre Vida, Jesus, Maria… Sim, tudo isto era importante para ele, julgam os adultos.

Mas, criança gosta mesmo, no Natal, é do Papai Noel e do que ele traz naquela noite mágica. Então, chegou o momento. A pergunta foi: agora, quem ainda está faltando para visitar vocês? A resposta foi uníssona: Papaaaai Noeeeeellll! Eis que, como em um passe de mágica, entra ele com sua roupa vermelha irradiante ao sol, com sua longa barba branca. Os olhos de Luigi enxergam o bom velhinho, o seu coração e a sua mente já vão mais longe: ambos remetem ao pedido que ele fizera em alguma noite na sua cama, sem que ninguém percebesse, muito menos soubesse.


O Papai Noel entra, distribui sorrisos, abraços, balas… e Luigi continua torcendo, torcendo muito para que o seu desejo se torne realidade. Desejo simples como simples é a vida dos moradores do Parque Farroupilha, em Passo Fundo. Sim, chegou a hora de o Papai Noel distribuir os kits que a Ação Social da Cantata Natalina oferece às crianças que, talvez, neste Natal, terão nele o único presente.

Eis que Luigi ganha o seu kit. Dentro dele, todos os componentes. Porém, o brinquedo era uma bola. Inconformado, Luigi reclamou a um dos voluntários que o Papai Noel havia errado o seu presente. Que ele não queria uma bola. Maríntia Vergutz, “ajudante de Papai Noel” nesta tarde, entende o sentimento do menino Luigi. Leva-o até o Papai Noel e, já com lágrimas nos olhos, refaz o seu pedido: “eu pedi um carrinho!”

O Papai Noel, que também se emociona, procura entre os kits aquele que tem um carrinho e realiza o desejo, o pedido, o sonho de Luigi. Os olhos do menino, atentos desde o início da movimentação de entrega dos kits, dão lugar a olhos felizes, deslumbrados, realizados. Sim. Ele não pedia nada demais, apenas um carrinho, não precisava ser eletrônico, nem com luzes que piscam, ele queria apenas um carrinho.

A história de Luigi é apenas uma. Para cada kit entregue, uma história como esta poderia ser contada. A comunidade de Passo Fundo ajudou e a Cantata Natalina ultrapassa os mil kits entregues. Ainda há muito mais por acontecer. Ainda há muitos Luigis a serem atendidos. Ainda há camisetas para serem trocadas por kits no Colégio Notre Dame e na Escola Notre Dame Menino Jesus.

*Coordenador da Assessoria de Comunicação e Marketing da Congregação de Nossa Senhora

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