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29 ago16:46

Encerramento da Jornight teve bate-papo e show do Pouca Vogal

Matheus Dalla Costa, Colaborador

Na quinta noite da Jornight, evento paralelo à Jornada de Literatura, o médico psiquiatra Jairo Bouer e o músico Humberto Gessinger se reuniram para um descontraído bate-papo mediado por Kleber Rocha, batizado de “Cova dos Leões”. Respondendo à perguntas diretas de fãs, a conversa passou por assuntos como política e futebol, sem deixar de lado o tema principal: a literatura.

- Meu início na literatura teve relação direta com a música – conta Gessinger, que passou a se interessar pelo autor Hermann Hesse graças à banda Steppenwolf, cujo nome é uma referência ao livro O Lobo da Estepe.

Para Jairo Bouer, livros como Ana Terra e Um certo capitão Rodrigo, ambos de Érico Veríssimo, estão entre os principais em sua estante. Para o doutor, que também apresenta programas de rádio e televisão e escreve para jornal, o gosto pela leitura desenvolvido durante a infância foi o responsável pela sua veia comunicacional.

- Minha mãe tinha o costume de ler histórias para mim – conta.

Ambos ainda responderam à questões relacionadas a seus livros. Jairo possui diversas publicações com temáticas educativas voltadas a adolescentes, enquanto o líder dos Engenheiros do Hawaii é autor de um livro biográfico de sua banda. Ao término das sessão de perguntas, Jairo Bouer ainda recebeu o troféu Vasco Prado como homenagem, e Gessinger deu um “até logo” para preparar sua entrada com Duca Leindecker, dando início à etapa musical da noite: o show do Pouca Vogal.

Um grande show da menor banda de rock
Ao ver “a menor banda de rock” – como se auto-denominam – subir ao palco, pode-se criar a falsa impressão de que o som tocado pelo Pouca Vogal é algo simples e modesto. Afinal, são somente duas pessoas. Mas basta que os primeiros acordes sejam soados para que se perceba a dimensão do espetáculo multifuncional que a dupla é capaz de proporcionar.


Gessinger, além de cantar e tocar violão, comanda simultaneamente a percussão e um baixo eletrônico com os pés e também opera um teclado e uma harmônica. Leindecker também canta, toca guitarra e um bumbo. O talento musical de ambos fica visível com tantos instrumentos sendo executados ao mesmo tempo e de forma impecável.

Em meio à uma música e outra, o público aproximou-se cada vez mais do palco, para que nos minutos finais, um número considerável de pessoas já se encontrassem sentadas no chão, acompanhando o show à uma distância muito próxima dos músicos – sem maiores problemas. Ao final, aos gritos de “bis”, a dupla gaúcha retorna para mais uma última cancão. A plateia, em pé, cantou “Infinita Highway” com os artistas, encerrando as atividades da primeira Jornight na Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo.
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29 ago14:47

“O segredo é ouvir de olhos abertos”

Por Rafael Zanolla e Fernanda da Costa


A busca pela valorização da arte independente teve seu espaço em Passo Fundo, durante a 6ª Jornadinha de Literatura. Em duas apresentações, a trupe d’O Teatro Mágico, levou a magia do circo, a rima de sua
poesia inteligente e o batuque dos ritmos brasileiros para um público de cerca de 5 mil crianças e adolescentes.

Pela primeira vez na cidade do Norte gaúcho,
o vocalista Fernando Anitelli conversou com o ClicRBS Passo Fundo, destrinchando um pouco da complexidade do grupo pouco antes de seguir rumo a Porto Alegre, onde a trupe apresentou-se no fim de semana.

clicRBS Passo Fundo: Fernando, o Teatro Mágico, aqui em Passo Fundo, tocou na Jornadinha, para um público quase que exclusivamente infantil. Como foi essa experiência?

Fernando Anitelli:
Na verdade uma vez já tínhamos feito algo parecido. Em certa ocasião nós fomos tocar em um teatro, onde entraram umas 400, 500 crianças correndo, e então a professora falou “Calma, que o mágico já vem!” (risos). Ficamos pensando: “Meu deus, tem um monte de crianças esperando um mágico!” (risos). O nosso trabalho não é exatamente para um público infantil, mas também, de certa forma, não deixa de ser. Nós conseguimos dialogar com as crianças e os mais jovens, que gostam da magia, da estética da coisa. Com os mais adolescentes, que gostam da crítica, da poesia. E com os mais velhos, que gostam das duas coisas. Então é interessante porque você consegue falar de coisas do cotidiano de maneira crítica, com política, com a festa que é poetizar o circo, e falar com famílias. Ficamos muito felizes de vir até aqui, participar desse evento, afinal, são trinta anos de literatura, sempre trazendo conteúdos interessantes. Sermos recebidos de forma tão carinhosa foi muito bacana, nos sentimos em casa.

clicRBS
:
E qual o segredo para que as crianças e os mais jovens também possam entender essas críticas, presentes em boa parte das letras das músicas da trupe?

Anitelli
:
O segredo é ouvir de coração aberto, ou talvez nem tenha segredo. Quando ouvimos as crianças falando, repetindo a palavra, elas são curiosas, querem saber o que é aquilo, o que significa. O jovem também é assim, e ainda mais o jovem universitário, que está cheio de hormônios, quer inovar, revolucionar… A começar por si mesmos. Acho que o segredo é ouvir com outros olhos as coisas que são apresentadas pelo Teatro Mágico. Tem sempre uma moral da história, um porquê. É dentro desse espírito que a gente apresenta o projeto.


clicRBS
:
O novo disco A Sociedade do Espetáculo tem o mesmo nome do livro de Guy Debord. Quanto de literatura existe e qual o poder dela, nas letras do Teatro Mágico?

Anitelli: O nosso novo álbum teve o nome inspirado no livro, mas o CD mesmo, não foi uma tentativa de traduzir o que o livro passa. Até porque o livro ainda é algo que eu preciso ler e digerir de maneira intensa, tem muito conteúdo interessante ali. É fundamental você não somente entreter as pessoas, fazer uma música dançante, mas você levar ao debate, à provocação, ao questionamento. Tudo isso, por incrível que pareça, quando você faz de cara pintada, é aceito de uma maneira muito mais tranquila pelas pessoas. O palhaço não tem tribo, ele consegue chegar a qualquer lugar, seja para o cara do reggae, do clubber, do roqueiro… Ele chega e traz o debate de forma acessível. Eu creio que é esse papel que a gente cumpre. Cada vez mais tentamos amadurecer a maneira como a gente escreve, para que faça sentido. Você tem um figurino legal, um arranjo de música legal, mas também uma poesia à altura, um questionamento, com conteúdo.

clicRBS: O Teatro Mágico se posiciona a favor da música independente, não paga “jabá”  para tocar em rádios e disponibiliza todas as músicas para download gratuito. Qual a opinião do grupo sobre a revolução da internet e a relação com o Ministério da Cultura?

Anitelli:
Estamos passando por um momento inédito. Hoje, com um celular, você aperta alguns botões e recebe fotos, vídeos e músicas. Não há razão para criminalizarmos quem baixa música, quem é interessado em descobrir novos sons, compartilhar coisas interessantes. A nossa ministra é um tanto quanto equivocada em relação ao Creative Commons, justamente uma oportunidade que você tem de editar seu próprio material, dizer se você quer que ele seja remixado, compartilhado, duplicado, que é o caso d’O Teatro Mágico. Você pode baixar e compartilhar nossas músicas da forma que quiser, só é necessário entrar em contato com a banda se for fazer uso comercial. É uma possibilidade de trabalhar com uma economia mais solidária, de cultura livre. Não perdemos o direito autoral e não deixamos de ganhar frutos econômicos, porque a música roda o país todo. O pessoal do estúdio já foi remunerado quando gravou o CD, todo mundo que é da produção já foi remunerado. A música é um bem imaterial. Devemos olhar com bons olhos para os 90% de músicos que estão por aí, numa “pindaíba danada”, tocando a troco de suco de laranja e misto quente e não somente para aqueles 10% de amigos que recebem sempre os mesmos editais e estão toda hora na mídia.


clicRBS:
Muitas músicas do grupo são inspiradas em criações literárias. Algum dos autores convidados para a 14ª Jornada Nacional de Literatura foi influência para vocês?

Anitelli: Sem dúvida. O Maurício de Souza, os irmãos Caruso a Elisa Lucinda. Temos os textos do Maurício de Souza, que influenciam toda uma geração e a Elisa Lucinda com os textos de poesia. Acho isso fundamental. Eu consegui falar com a Elisa, com o Humberto Gessinger e com o Maurício de Souza. Para mim foi uma oportunidade muito bacana de poder tietá-los e ver o quanto é importante ser humilde e ter caráter.

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27 ago11:38

Bate-boca marca fim da Jornada

Carlos André  Moreira| carlos.moreira@zerohora.com.br


O clima esquentou ontem, no último dia da 14ª Jornada. Não só fora do Circo da Cultura, com o sol forte marcando o fim da festa, mas no próprio palco de debates, no qual os críticos argentinos Alberto Manguel e Beatriz Sarlo partiram para o confronto com a editora escocesa Kate Wilson por suas ideias com relação à tecnologia aplicada à leitura das crianças.











> O QUE ELES DISSERAM.


Foi no último debate da Jornada, que contou ainda com os brasileiros Fabiano dos Santos e Affonso Romano de Sant’Anna. Sant’Anna abriu a conversa com um relato de como o Brasil abraçou um projeto de desenvolvimento que separou leitura e educação e que não previu o incentivo à leitura. Manguel e Sarlo compararam a leitura à sexualidade, duas atividades pessoais e subversivas de ensino “muito mais complexas do que se pensa”.


– Alfabetizar alguém é diferente de torná-lo um leitor – disse Manguel.


A discussão se acalorou após a intervenção de Kate Wilson. A editora, que produz livros e aplicativos para leitura digital, apresentou números segundo os quais as crianças convivem cada vez mais com a tecnologia. É por meio da tecnologia, portanto, que deve-se buscar os novos leitores, defendeu. Quando concluiu a apresentação, Manguel imediatamente tomou o microfone e, em espanhol, promoveu um ataque frontal ao que havia ouvido:


– Achei que esta mesa falaria de formação de leitores, e não de deformação. Leitura não é comércio.


Kate Wilson respondeu dizendo que, embora não compreendesse espanhol, havia entendido aquilo. Manguel, que é naturalizado canadense, ofereceu-se para traduzir para o inglês. Ignorando o comentário, Kate Wilson afirmou:


– Não me importo com o que as pessoas leiam, desde que leiam. Como elas passam muito tempo diante de telas, se não levarmos a leitura às telas elas podem não ler mais.


– Esse tipo de raciocínio não forma leitor algum – retrucou Manguel.


– Quem você pensa que é para decidir isso? – perguntou a escocesa, curvando-se de indignação na cadeira.


Beatriz Sarlo também falou:


– Ninguém aqui trouxe livros próprios. Se você fez isso, deve estar aberta à crítica. Não vou criticar sua pessoa, mas seu trabalho. Esteticamente, seu livro é um retrocesso de 40 anos.


A plateia parecia querer que o circo pegasse fogo, metáfora apropriada para um debate sob uma lona: cada intervenção era recebida com aplausos acalorados, mesmo que defendesse o contrário da anterior. O chargista Paulo Caruso, sentado em frente ao palco, aproveitou para fazer desenhos nos quais Beatriz, Manguel e Kate são vistos num ringue de box, em confronto apaziguado por Affonso Romano de Sant’Anna (veja no alto da página).


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26 ago21:09
26 ago21:07

Norte-americano une literatura e tecnologia em obras de ficção

Leandro Becker  |  leandro.becker@zerohora.com.br


Da literatura fantástica aos fascínios da leitura na era digital, o conceito de conexão move a obra do escritor Christopher Kastensmidt. Radicado há mais de uma década em Porto Alegre, o norte-americano se destacou na 6ª Jornadinha por unir leitura e tecnologia nos bate-papos com crianças e adolescentes em Passo Fund
o.

Tão logo chegou ao Brasil, o escritor trabalhou como diretor criativo da empresa de videogames Southlogic Studios e fez do mergulho no universo dos jogos de ação e aventura a inspiração para suas obras. Nas histórias, ele usa elementos da cultura tupiniquim e conceitos de desenvolvimento de games. 

Os contos de Kastensmidt já foram veiculados na Dinamarca, Escócia, Grécia, Polônia e República Tcheca. O autor ainda foi finalista da categoria melhor noveleta da edição 2010 do Prêmio Nebula, uma espécie de Oscar da literatura fantástica, e acaba de lançar o segundo volume da série Duplo Fantasia Heroica, pela editora Devir.

Para ele, a balança da literatura pende para o mundo eletrônico diante da revolução provocada pelo hipertexto. Segundo o escritor, interligar conteúdos abre um leque amplo para conciliar conhecimento literário e aprendizado escolar. Por outro lado, afirma que o livro impresso sempre manterá um charme imensurável.

— O autógrafo manuscrito pelo autor é insubstituível, mas o digital é tendência ao unir texto, som, imagem e interação — observa.

Os desafios da transição entre impresso e digital foram tema de conferência na quinta-feira à noite com jornalistas que atuam nos principais meios de comunicação do país. Os debatedores destacaram o papel da interatividade, mas ponderaram que a tendência não é de disputa, mas de integração por um conteúdo de qualidade.

— A tecnologia é um caminho sem volta e traz benefícios, mas precisamos descobrir quais são os melhores canais para essa transformação — resume Kastensmidt.

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26 ago21:04

Jornada registra venda de mais de 15 mil livros

Leandro Becker  |  leandro.becker@zerohora.com.br


Sacolas plásticas carregadas de livro disputando espaço entre os dedos das mãos. A cena se repetiu rotineiramente na Jornada de Literatura com a venda de mais de 15 mil livros. As obras preferidas do público foram justamente a dos autores que vieram a Passo Fundo: Maurício de Souza, Elisa Lucinda e Edney Silvestre.

— Conheço muitos eventos literários pelo mundo, mas a Jornada superou a expectativa — afirma Arcangelo Zorzi, diretor da Livraria do Maneco.

Há 41 anos no mercado, ele disse ter se fascinado com a diversidade de leitores, desde crianças até professores, intelectuais e escritores brasileiros e estrangeiros. De olho na próxima edição, Zorzi planeja ampliar a seção de literatura internacional. Para o livreiro, a Jornada cresce ao criar um ambiente de estímulo à leitura.

As editoras também tiveram sucesso nas vendas. Na Editora Paulus, os negócios cresceram 15% em relação à edição passada. Diante da procura intensa, algumas obras da Editora Paulinas esgotaram. No estande da Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (Corag), o destaque foi a participação dos professores.

— Mais que o aumento nas vendas, percebemos o interesse do público por literatura de qualidade — observa Irmã Jurema Andreolla, da Editora Paulinas.

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26 ago21:02

Exposições encantam público com novas formas de leitura

Leandro Becker  |  leandro.becker@zerohora.com.br


Arte para ler, ver, ouvir e tocar é o que oferece o cardápio de 20 exposições na programação paralela da Jornada de Literatura. Com projetos que vão do humor à história e pitadas de sustentabilidade e inovação, as mostras atraíram um público predominantemente jovem em busca de um olhar contemporâneo.

— A proposta foi apresentar a leitura em várias linguagens e mais de 1,8 mil visitantes marcaram presença só no Circo da Cultura — revela Mariane Loch Sbeghen, coordenadora das exposições.

Da sátira política à preservação ambiental, os cartuns deram o ar da graça na Jornada pelos traços de ícones como Chico Caruso e pela sensibilidade das 108 obras do 4º Ecocartoon. Outro destaque foram as exposições QR-Comms e QR-Poema, de Giselle Beiguelman, que aliaram literatura a novas tecnologias multimídia

A releitura de obras textos clássicos como o de Machado de Assis, feita por artistas plásticos do grupo A flecha, também atraiu o público. As mostras fotográficas Escolas de valor, da Editora Moderna, e Infinitos Nós, do Grupo da foto de Passo Fundo, apresentaram novas formas de leitura visual.

A história de três décadas das Jornadas Literárias foi retratada por uma exposição com memórias das edições anteriores e, ainda, pelo olhar ousado do grupo Bando de Barro, que homenageou a movimentação literária com formatos diversos e a possibilidade de tatear as obras.

As exposições fora do Circo da Cultura também convenceram, como a mostra de trabalhos feitos por alunos na Pré-Jornadinha, que vai até domingo no Zaffari Bourbon Shopping. Mas engana-se quem pensa que o término da Jornada põe fim às mostras. Algumas delas prosseguirão até setembro.

É o caso do projeto Arte e rede no Largo da Literatura da Praça Armando Sbeghen e da trinca Poesia da Imagem de Jener Gomes, vídeo Lapsos e série fotográfica Fulgores no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider. Ainda há o projeto Jornada em Ação, que rodará o campus da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Entre tantas novidades, uma história curiosa. A mostra de objetos pessoais do autor homenageado Josué Guimarães, um dos idealizadores das Jornadas Literárias, fascinou o público. O local se transformou em sala de aula com professores apresentando a máquina de escrever para crianças que nunca haviam visto uma de tão perto.

— Cada obra de arte tem a sua linguagem, até mesmo o que parece ser algo comum — observa Mariane.

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26 ago19:27

Ao vivo: Conferência "Leitura entre nós: 30 anos de Jornada"


Tania Rösing encerra a 14ª Jornada Nacional de Literatura com uma conferência sobre a história da mobilização literária. Acompanhe ao vivo  “Leitura entre nós: 30 anos de Jornada”.

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26 ago13:17

Ao vivo: Debate "Formação do leitor contemporâneo"


Na última tarde de debates da 14ª Jornada Nacional de Literatura, Affonso Romano de Sant’Anna, Alberto Manguel (Argentina), Beatriz Sarlo (Argentina) e Kate Wilson (Inglaterra) discutem o tema “Formação do leitor contemporâneo”.

O mediador do debate será Fabiano dos Santos, diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura. Acompanhe ao vivo. O debate inicia às 14h.

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26 ago09:57

Documentário homenageará Josué Guimarães

Fernanda da Costa | fernanda.da.costa@gruporbs.com.br


Um grande destaque da 14ª Jornada Nacional de Literatura  é a homenagem ao escritor Josué Guimarães, parceiro fundamental de Tania Rösing na idealização da mobilização literária
. Um documentário que aborda a vida do autor e sua contribuição para o sucesso do evento estreia na manhã desta sexta-feira, durante a programação do 3º Encontro Estadual de Escritores Gaúchos.

- O Josué fez da Jornada algo “abensonhado”, porque ele viabilizou o sonho que tive. Foi graças a ele que grandes escritores como Millôr Fernandes e Otto Lara Resende desafiaram-se em participar nas primeiras edições – conta Rösing.

Foi Josué quem teve a ideia de tornar o evento bianual e nacional, em 1981.

- Achei a proposta bastante ousada, mas como gosto de desafios topei – lembra Rösing.

Luís Augusto Fischer, Luiz Antônio de Assis Brasil e Miguel Rettenmaier – coordenador do acervo literário do autor – participarão da homenagem.

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