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26 ago03:13

Livro Guerras e Tormentas, do jornalista Rodrigo Lopes, é lançado na 14ª Jornada

Leandro Becker | leandro.becker@zerohora.com.br

Com 320 páginas, a obra integra a série de jornalismo literário Front e Verso, da editora BesouroBox. O jornalista de 32 anos levou seis meses para escrever o livro e, na seleção do conteúdo, revela ter revivido momentos inesquecíveis da carreira profissional por meio de reportagens de jornal, blog, vídeos e fotos.

- Busco desmistificar a figura do correspondente de guerra e mostrar os dilemas, medos e desafios do dia a dia no front – revela Lopes, que é colunista de Mundo de Zero Hora, comentarista de notícias internacionais da Rádio Gaúcha e repórter multimídia do Grupo RBS.

Além da descrição de bastidores das reportagens, o jornalista revela detalhes inéditos da cobertura e faz reflexões sobre a rotina de um correspondente em situações de tensão, ansiedade e pressão em meio ao dilema entre trabalho ininterrupto e a luta pela própria sobrevivência.

- A emoção faz parte da reportagem e o objetivo foi contextualizar e refletir sobre fatos históricos – afirma o jornalista.

Entre os relatos apresentado pelo jornalista estão a catástrofe do furacão Katrina, que inundou New Orleans, no sul dos Estados Unidos, o terremoto no Haiti, que vitimou 200 mil pessoas, a posse do presidente Barack Obama, a morte do papa João Paulo II e a cobertura de guerras no Líbano, em 2006, e na Líbia, em 2011.

Durante a cobertura do resgate dos 33 mineiros no Chile, Lopes conta que a temperatura chegava a 40 graus durante o dia e desabava para 5 graus negativos à noite. Em meio à intensa variação térmica, a sola de sua bota descolou. Ao invés de lamentação, orgulho em gastar o sapato trabalhando.

- Gosto de pisar no barro e creio que o jornalismo precisa ser feito dessa forma – revela.

O livro, que não tem fotos para estimular a imaginação de cada leitor na construção dos ambientes relatados, também registra a façanha do enviado especial do Grupo RBS ao acessar a embaixada brasileira em Honduras e conversar exclusivamente com o ex-presidente daquele país, Manuel Zelaya.

Para Rodrigo Lopes, a cobertura mais difícil como correspondente internacional foi a do terremoto que dizimou o Haiti. Mas a preferida é a da guerra na Líbia, onde, curiosamente, o jornalista viveu um dos momentos mais tensos da carreira: ficou no meio do fogo cruzado entre os guerrilheiros. E gostou.

- Meu sonho de guri era ser correspondente de guerra. Foi o auge para mim – resume.


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26 ago01:23

A poesia tecnológica de Cid Campos

Priscila Dalzotto, Colaboradora

Cid Campos realizou uma conferência na 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, na noite de quarta-feira. O músico, compositor e produtor musical nasceu em São Paulo em 1958, é filho do poeta Augusto de Campos e desde criança já convivia com o bom gosto musical e artistico de seu pai, além de ter a possibilidade de assistir a shows particulares com Tom Zé e Caetano Veloso.

O poeta começou a produzir de vez seus trabalhos em 1993, quando montou seu própio estúdio em uma parcera com a USP que, na época, havia conseguido alguns aparelhos novos e precisava de alguém que conseguisse comandá-los, convidando-o à fazer parte do projeto. O MC2 Studio, onde seu trabalho como arranjador e compositor deu origem a diversas trilhas sonoras para filmes, vídeos, espetáculos multimídia e até mesmo instalações. Tudo isso com ênfase na arte experimental, como ele mesmo diz.

Em seu prórpio estúdio, finalizou produções de seu pai, em que ele mesmo as musicou. Além de trabalhos em parceria com Augusto de Campos, Cid também realizou projetos com poetas e músicos renomados como Adriana Calcanhoto, Caetano Velozo e Arnaldo Antunes.

- Criamos oralizações como cantos canônicos das palavras e realizamos produções diferentes do corriqueiro – revela.

Cid conta que se inspirou no movimento da Poesia Concreta que seu próprio pai criou e nomeou. A poesia concreta é um modelo de poesia visual, de caráter experimental e que busca conectar a poesia de um modo geral, com a tecnologia, a música e as palavras dispersas. Os poetas concretos e seus seguidores, segundo Cid Campos, são inspirados na questão do modernismo, buscando uma nova linguagem que sintetize e expressão poética, usando as palavras como forma de poesia. Ainda segundo ele, o movimento é considerado transformador de linguagem, abrindo diferentes caminhos e levando isso para outras dimensões.

- Gosto do desafio de musicalizar a poesia e transformar uma frase em refrão. Isso contribui bastante nesse aspecto da intermídia, da conecção. Graças à tecnologia, tudo fica mais fácil, para os desenhos, montagens, fotografias e todos os programas que podem modificar a ajuda a arte, mas tudo tem que ter conteúdo – afirma Cid, quando questionado sobre poesia e modernidade.

O músico, compositor e produtor musical, além de mostrar seus diversos trabalhos solo e suas grandes parcerias, também explicou sua forma de trabalho e como gosta de realizar seus projetos, além de enfatizar e importância da tecnologia.

- A poseia entra na tecnologia e humaniza tudo isso, além de movimentar o acesso a elas, já que hoje a grande protagonista de tudo é a própria tecnologia e tudo isso vem para melhorar a nova geração – finaliza.

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25 ago19:12

Ao vivo: Conferência "A comunicação do impresso ao digital"

Acompanhe ao vivo a conferência “A comunicação do impresso ao digital”. Os convidados são: Roberto Dias (Folha de São Paulo), Rinaldo Gama (O Estado de S. Paulo),  Eduardo Diniz (O Globo) e Pedro Lopes (Zero Hora).

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25 ago18:47

Lendo a realidade fragmentada

Rafael Zanolla, Colaborador


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A literatura é existencialmente necessária para podermos ter, minimamente, a sensação de ser.

Estas são afirmações de Gustavo Bernardo, doutor em Literatura comparada e professor adjunto de Teoria da Literatura no Instituto de Letras da UERJ e participante do Simpósio Internacional de Literatura Infantil e Juvenil, incluído na programação da 14ª Jornada Nacional de Literatura.

- Infinitas vezes a literatura é questionada, em sala de aula. Os porquês de estudá-la e conhece-la são, geralmente, insuficientes.

O debate de terça, coordenado pelo professor João Luís Ceccantini, trazia o tema da “Literatura além do Verbal”, contou ainda com o desenhista e ilustrador infantil Roger Mello e com o crítico e pesquisador literário colombiano Fanuel Diaz. Cada um trouxe sua contribuição baseado em áreas ditas distintas, mas virtualmente entrelaçadas, para compreender a relação entre texto e imagem.

Uma parcela significativa das afirmações dos participantes entende-se pela afirmação de que, muitas vezes, a imagem supera o as palavras escritas.

- O texto não pode ser entendido sem as imagens. E as imagens possuem uma teoria própria. Pela posição das personagens em uma imagem, podemos apreender que elas são divinas ou fragilizadas – finaliza.

Para ele, mesmo elementos primeiramente irrelevantes interferem na compreensão do texto não-verbal.

- A própria cor, por exemplo, traz cargas emotivas. Ainda assim, cada cor é entendida de diversas maneiras, trazendo ainda mais significados para diferentes leitores – diz.

De acordo com Gustavo Bernardo, a literatura oferece diferentes perspectivas a cada nova leitura.

- Nunca podemos assegurar que um texto é bom ou ruim, a não ser por critérios pessoais. Literariamente, no entanto, eles são ruins quando lidos duas vezes e em diferentes momentos, eles nos dizem a mesma coisa.

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25 ago15:54

Jornalista Rodrigo Lopes lança livro Guerras e Tormentas na 14ª Jornada

Leandro Becker|leandro.becker@zerohora.com.br


O repórter multimídia da RBS, Rodrigo Lopes, lança nesta quinta-feira, na 14ª Jornada Nacional de Literatura, o livro Guerras e Tormentas – Diário de um Correspondente Internacional. A obra publicada pela editora BesouroBox relata os bastidores de coberturas internacionais em zonas de conflito. O lançamento será às 17h e será seguido de sessão de autógrafos.

Entre os relatos apresentado por Lopes estão a a catástrofe do furacão Katrina, que inundou New Orleans em 2005, no sul dos Estados Unidos, o terremoto no Haiti, que vitimou 200 mil pessoas, o resgate dos mineiros no Chile e a cobertura de guerras no Líbano, em 2006, e na Líbia, em 2011.


Além da descrição de bastidores das reportagens, o jornalista revela detalhes inéditos da cobertura e faz reflexões sobre a rotina de um correspondente em situações de medo, ansiedade e aflição diante do dilema entre o trabalho árduo e a luta pela própria sobrevivência.


Aos 32 anos, Lopes é formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), tem especialização em Jornalismo Ambiental, pelo International Institute for Journalism, de Berlim, e em Jornalismo Literário, pela Academia Brasileira de Jornalismo Literário. É colunista de Mundo de Zero Hora, comentarista de notícias internacionais da Rádio Gaúcha e repórter multimídia do Grupo RBS, onde trabalha há 15 anos.

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25 ago14:31

Ao vivo: Debate "Diálogos, mídias e convergências"


Acompanhe ao vivo o detabe “Diálogos, mídias e convergências”, que integra a aprogramação da 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo. Os autores convidados são Edney Silvestre, Eliane Brum e Nick Montfort.


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25 ago13:19

Poca Vogal conquista fãs na Jornada

Priscila Dalzotto, Colaboradora

Um dos momentos mais esperados pelo público jovem na 14ª Jornada Nacional de Literatura foi o show da banda gaúcha Pouca Vogal. Na noite de quarta-feira, Humberto Gessinger, conhecido como vocalista dos Engenheiros do Hawai, e Duca Leindecker, conhecido como vocalista da Cidadão Quem subiram ao palco principal do evento. 

O Circo da Cultura ficou lotado, com cerca de 5 mil pessoas. A dupla, que interagiu com o público em todos os momentos, tocou também grandes sucessos dos Engenheiros do Hawaii, como Pra ser sinceroRefrão de bolero, e da Cidadão Quem como Pinhal e O amanhã colorido, o que fez o público relembrar canções que marcaram época e fizeram parte da trilha sonora de muitas passoas, como confessa Emanuela Dalmolin.

A estudante de história, de 21 anos, que mora em Guaporé, relatou que já havia assistido ao show das duas bandas gaúchas, mas ainda não tinha tido a oportunidade de ver os dois fenômenos musicais juntos no projeto Pouca Vogal.


– Para mim, eles são os melhores cantores gaúchos. Esta união só podia ser um sucesso. Amei o show – revela a jovem.

Nesta edição da Jornada, Gessniger ainda participa como coautor da música tema do evento, Sagração da Palavra, em parceria com Paulo Becker. Quando a dupla cantou-a, o público os acompanhou, mostrando que sabia a letra. Os dois terminaram o show agradecendo ao público sem dar tchau, mas sim um “até logo”.

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25 ago10:08

Arte aborta respeito ao meio ambiente


Quem passar pela 14ª Jornada Nacional de Literatura também poderá conferir várias obras em cartoon, que se encontram expostas no Centro de Eventos da UPF. Dentre os trabalhos expostos, encontra-se a mostra Ecocartoon.

O Ecocartoon, criado em 2008, é um evento que conta com a participação de cartunistas do mundo inteiro. Eles traçam em seus desenhos um tema ambiental com o intuito de despertar na população os sérios riscos que o planeta terra enfrenta, com o objetivo de conscientizar as pessoas, de forma bem-humorada.

Em sua 4ª edição, o Ecocartoon recebeu mais de 500 trabalhos de desenhistas de 51 países. Os trabalhos foram julgados por um corpo de jurados, sendo que os melhores, 108 no total, compõem a exposição que faz parte da programação paralela da Jornada.

A exposição Ecocartoon ficará aberta ao público até o dia 26 de agosto, no Centro de Eventos, Campus I da UPF. A visitação é gratuita.

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Fonte: Assessoria de Imprensa das Jornadas Literárias

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25 ago09:48

A poesia prevalece

Fernanda da Costa | fernanda.da.costa@gruporbs.com.br

O universo onírico da banda O Teatro Mágico invadirá os sentidos do público adolescente da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura.  De composições influenciadas pela literaturado, performances teatrais e fãs apaixonados, a banda é uma grande defensora da música e da arte independente.

Depois de estrear com o trabalho”Entrada para raros”, conquistando fãs fiéis pelo país, a trupe musical de Osasco, São Paulo, vêm a Passo Fundo apresentar as músicas de seu segundo trabalho, chamado “Segundo Ato”. A literatura sempre esteve presente nas letras e nos shows da banda – que contêm trechos de poesias entre as músicas. No DVD do show “Segundo Ato” o cantor Fernando Anitelli, conta que compôs a música Sonho de uma flauta inspirado na poesia do gaúcho Mario Quintana e de Hermann Hesse.


O Teatro Mágico é a estória que contamos todos os dias, as escolhas que fazemos em busca dos melhores atos, das melhores melodias, dos melhores personagens que nos compõem, as peças que encenamos e aquelas que nos encerram”

É assim que a banda apresenta-se no primeiro DVD. Com duas apresentações previstas, eles sobem ao palco do Circo da Cultura nesta quinta e na sexta-feira, às 10h45min.

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24 ago19:52

Ao vivo: Encontro com os gêmeos

Gêmeos Caruso e Gabriel Bá e Fábio Moon 

 

 Gabriel Bá e Fábio Moon falarão sobre histórias em quadrinhos e Paulo e Chico Caruso sobre desenho, humor e música. Acompanhe ao vivo:



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