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Estiagem

31 jan11:13

Governo deve desonerar ICMS e subsidiar compra de equipamentos no plano de incentivo à irrigação

Caio Cigana | caio.cigana@zerohora.com.br


Além da promessa de agilizar o licenciamento ambiental, o programa de irrigação em gestação pelo governo gaúcho incluirá a desoneração do ICMS do diesel usado nos motores que bombeiam a água até as lavouras e subsídios para investimentos em equipamentos, açudes e barragens.

A intenção é aumentar em 55 mil hectares ao ano a área que deixará de sofrer com as secas — hoje a extensão é de 105 mil hectares, incluindo soja, milho, feijão e hortifrutigranjeiros.

Das três frentes, em apenas uma ainda há dúvida sobre a implementação. A compra de equipamentos de irrigação e a construção de reservatórios poderá ser financiada com juros subsidiados ou com o Estado assumindo parte das parcelas.

— Se o produtor pega financiamento para pagar em 10 anos, com três anos de carência, das sete parcelas o governo poderia pagar uma ou duas. Isso está em análise — diz o secretário de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.

Também participam da elaboração do programa, além da Agricultura, outras secretarias estaduais, universidades e entidades. A perspectiva é que as medidas sejam lançadas em fevereiro.

— Todos estes incentivos vão ser compensados pela ampliação da arrecadação de ICMS, decorrente do aumento da produtividade. Em um ano normal se produzem cem sacas de milho por hectare. Com irrigação, vai a 200 — diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas, Claudio Bier.

A isenção de ICMS para o óleo diesel, por sua vez, foi a alternativa encontrada para a oferta insuficiente de energia elétrica no interior dos municípios para os motores que fazem o bombeamento da água.

Com o diesel, até a energia gerada pelos motores dos tratores, acoplados a bombas, pode ser usada para levar a água aos equipamentos de irrigação.

Para Reimar Carlesso, professor da UFSM, a possibilidade de usar tratores vai beneficiar pequenos produtores com até 40 hectares a irrigar. Mas a desoneração do diesel, sustenta, é um incentivo para médios e grandes produtores adquirirem motores estacionários movidos pelo combustível.

Os equipamentos devem integrar a lista de equipamentos subsidiados.

Segundo Mainardi, como a desoneração do diesel não ocorrerá na bomba, ainda não está definido como reembolsar a diferença ao produtor. Uma possibilidade é o depósito na própria conta corrente do agricultor.

O tripé da irrigação

1) DESONERAÇÃO DO ÓLEO DIESEL

Como é o programa em preparo pelo Estado:
- A alíquota, que hoje é de 12%, vai passar a ser zero. O limite será de 200 litros por hectare plantado. O motor a ser utilizado para gerar a energia necessária ao bombeamento da água pode ser o do trator da propriedade ou então de um motor estacionário.

2) INCENTIVO PARA INVESTIMENTO

- Investimentos em equipamentos de irrigação e construção de açudes e barragens terão juros subsidiados (até zero). Hoje, em média, são de 6,5% ao ano. Ou então terão de uma duas parcelas do financiamento pagas pelo tesouro estadual. A segunda opção, por enquanto, é a preferida. A subvenção será na primeira e na última parcela.

3) AGILIZAÇÃO NO LICENCIAMENTO AMBIENTAL

- A licença prévia para a construção de açudes de até 10 hectares e a outorga para o uso da água para irrigar até cem hectares passarão a ser automáticas. Para isso, basta o produtor procurar um técnico habilitado para elaborar o projeto, com o compromisso de que o local escolhido não seja uma área de preservação permanente.

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26 jan16:59

Emater aponta R$ 4,5 bilhões de perdas com a seca

Caio Cigana | caio.cigana@zerohora.com.br


A Emater divulgou hoje à tarde um novo levantamento sobre as perdas nas lavouras devido à seca e calcula que a falta de chuva já causou uma perda de R$ 4,55 bilhões no valor bruto da produção da soja, milho, arroz e feijão.

A estimativa para a quebra na safra de soja é de 22,33% em relação ao inicialmente esperado, com uma produção estimada de 8 milhões de toneladas. No levantamento anterior, divulgado há duas semanas, o percentual era de 14,99%. No milho, a Emater projeta uma redução de 41,89% na produção. O percentual anterior era de 37,56%. Com isso, o volumo colhido seria de 3 milhões de toneladas.

— No milho não há mais recuperação. A soja também tem uma perda consolidada, mas ainda pode haver recuperação — disse o presidente da Emater, Lino de David.

As perdas calculadas no arroz são 6,62% e, no feijão, de 6,47%.

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25 jan10:56

Mesmo abaixo da média, chuva beneficia soja plantada até novembro

Roberto Witter | roberto.witter@zerohora.com.br


A chuva significativa dos últimos dias deu ânimo novo aos agricultores que plantaram soja até o fim de novembro. Às vésperas da fase de florescimento na maioria das lavouras, a projeção de técnicos e produtores é de que a planta cresça entre 15 e 20 centímetros em, no máximo, uma semana.

O salto na estatura significa esperança renovada para quem já projetava perdas de até 100%. Nos 1.080 hectares do agricultor Ricardo Brum, a chuva foi vasta e desigual. Em parte da área, a precipitação foi próxima dos 70 mm. Em outros locais, ultrapassou os 150 mm, em um período de apenas quatro dias.

— Até quinta, eu já imaginava perder tudo o que havia plantado. Mas essa chuva dos últimos dias deu um ânimo novo — conta Brum, com as canelas encharcadas pela água que atingia suas lavouras na terça-feira, em Cruz Alta.

Mas o produtor ainda faz ressalvas quando o assunto é a próxima colheita. Estima perdas em torno dos 50%.

— Foi um período muito grande de estiagem no crescimento da planta. Imagino colher 25 sacas por hectare. No ano passado, foi o dobro.

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20 jan15:49

Governador anuncia ações emergenciais para seca durante abertura de feira

Marielise Ferreira | marielise.ferreira@zerohora.com.br



Frente a mais de 200 agricultores que estão vivendo os prejuízos com a seca no norte do Estado, o governador Tarso Genro (PT) inaugurou a feira da agricultura familiar e Festa Di Bacco na manhã desta sexta-feira, em Erechim, anunciando ações emergenciais para a seca.

Conforme Tarso, a situação dos produtores atingidos será examinada caso a caso, em cada cidade, para tratar das questões emergenciais.

Os primeiros atos, conforme Tarso, são para enviar alimentos para quem precisa, água para consumo humano e animal e viabilizar sementes para os locais onde ainda é possível o replantio. O governador anunciou ainda que está sendo preparado um conjunto de ações estruturais relacionados com a irrigação.

— Agora fizemos distribuição igual de recursos para todos os municípios pelas prefeituras e quando ele nos prestarem contas dos investimentos e das respostas que tiveram com este dinheiro, poderemos responder com mais dinheiro para as regiões mais necessitadas — salientou.


No discurso de abertura da feira o governador disse que o governo deve se associar aos prefeitos para preparar o agricultor que perdeu a safra para reagir e voltar a produzir no próximo ano. Para isto, pediu que os prefeitos se unam para fazer solicitações regionais, para não apresentar demandas que não possam ser atendidas.


Apesar das dificuldades econômicas que o Estado poderá viver no próximo ano devido às perdas da estiagem, Tarso Genro garantiu que serão mantidos os investimentos em infraestrutura previstos para os próximos anos, de R$ 2,6 bilhões para o asfaltamento de estradas e construção de acesso asfáltico para todos os municípios que ainda não possuem. Para isto, segundo o governador, este ano o valor gasto mensalmente com infraestrutura passará de R$ 22 milhões para R$ 50 milhões, duplicando o investimento.


Depois de visitar a feira, provar vinho e suco produzidos pelas agroindústrias familiares, o governador seguiu viagem para Sarandi, onde inaugurava outra feira.

 



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20 jan14:00

Seca no Estado indica prejuízo nas exportações de soja em 2012

Erik Farina | erik.farina@zerohora.com.br


Motor das exportações gaúchas em 2011, a soja pode não ter a mesma força neste ano em razão da seca. Levantamento da Fundação de Economia e Estatística (FEE) mostra que os embarques do grão somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, salto de 66,1% sobre o período anterior.

Com as dificuldades que se anunciam na safra — com perdas estimadas de pelo menos um terço da produção —, especialistas e empresários alertam para os efeitos sobre a produção e os riscos de queda nas exportações neste ano. Com menos soja à disposição, poderá haver redução de competitividade da indústria, pois terá custo extra de transporte para trazer soja de outros Estados.

— Isso poderá refletir no preço do produto final, mas neste momento de alto consumo é possível que o consumidor aceite o incremento — avalia Rafael Brun, gerente comercial do setor de Grãos da Camera, que compra 15% da soja gaúcha e exportou 400 mil toneladas de farelo para a Europa no ano passado.

Ainda é cedo para se conhecer a extensão das perdas no segmento, avalia Adriano Machado, da consultoria Safras & Mercado. No entanto, Machado acredita que dificilmente haverá impacto nos preços internacionais do produto, uma vez que é cotado na Bolsa de Chicago e não pela oferta local.

Em Santa Maria, o agricultor Clóvis Medina Coden tem uma expectativa ainda mais pessimista para a soja. Acredita que colherá apenas 20 sacas por hectare, um terço do esperado.

— Semana passada choveu, mas aqui não caiu uma gota — conta.

A soja representa 80% das exportações do agronegócio gaúcho. Seus derivados são igualmente importantes na pauta de embarques, com abundância de matéria-prima e forte demanda internacional, as vendas externas de óleos, farinha e gordura extraídos da soja cresceram acima de 45% no ano passado. Em 2011, o grão foi fundamental para as exportações gaúchas.

— O terceiro recorde seguido na safra de soja no Estado encontrou na China um mercado capaz de absorver a produção e pagar bons preços — explica Bruno Breyer Caldas, economista do Núcleo de Indicadores Conjunturais da FEE.

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19 jan20:13

Estiagem pode frear crescimento do PIB gaúcho em 2012, projeta Farsul

Caio Cigana | caio.cigana@zerohora.com.br


A Farsul indicou, em levantamento divulgado nesta quinta-feira, que existe “alta possibilidade” de que a estiagem que atinge o Estado possa frear o crescimento do PIB gaúcho em 2012.

— Temos uma possibilidade bastante alta de ter um (aumento do) PIB negativo este ano — afirma o economista da Farsul, Antônio da Luz.

De acordo com a entidade, a projeção é que o PIB do Estado seja 5,22 pontos percentuais menor do que o projetado. Em dezembro de 2011, a mesma entidade, em seu balanço anual, havia apresentado uma projeção de crescimento de 1,3% para o PIB gaúcho em 2012. Para efeitos de comparação, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul projetou, também em dezembro, crescimento de 3,3% (em cenário otimista) para a economia do Estado. Para o cenário moderado, a alta no PIB pode chegar a 2,1%. Já na projeção pessimista, a Fiergs espera retração de 0,4% na economia gaúcha.

A Farsul calcula quebra de 36% na soja, 54% no milho, 22% no fumo e 11% no arroz. Os dados foram levantados pela Farsul a partir de informações repassadas pelos sindicatos rurais filiados à entidade.

Essas perdas significam, de acordo com a Farsul, um impacto de R$ 14,28 bilhões no PIB gaúcho, incluindo o prejuízo em agropecuária, indústria e serviços. Já o prejuízo sobre o valor bruto da produção deve chegar a R$ 19,38 bilhões, na projeção da entidade.

— Em uma semana, se não acontecer uma chuva, teremos uma posição bem mais avançada — afirma o presidente da Farsul, destacando que as perdas estão aumentando progressivamente com o quadro de seca persistente.

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17 jan20:58

Apesar da chuva, potencial produtivo da soja está comprometido

REDE DA SECA
por Ruy de Araújo Pinto Jr
Engenheiro Agrônomo da Cotrijal em Almirante Tamandaré do Sul

Mesmo com a pouca chuva dos últimos dias, o potencial produtivo da soja está comprometido. O principal motivo está relacionado ao fato de as folhas da planta permanecerem murchas por um longo período do dia. Nos últimos dias, isso vem ocorrendo já pela manhã, por volta das 9 horas.
Foto: Queimaduras na face inferior da folha podem provocar a morte parcial ou total da mesma

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16 jan17:44

Mais da metade dos municípios gaúchos já decretou situação de emergência


A lista de municípios gaúchos em situação de emergência não para de crescer. Segundo balanço da Defesa Civil divulgado nesta segunda-feira 282, do total de 496 municípios gaúchos, já encaminharam seus decretos, e pelo menos mais uma prefeitura — a de Giruá — deve encaminhar em breve o documento.

Giruá está na lista de outras 16 cidades que encaminharam Notificação Preliminar de Desastre (Nopred) à Defesa Civil, mas o prefeito Fabiam Thomas anunciou o decreto ainda na semana passada, bem como um plano local de enfrentamento da situação.

A prefeitura prometeu disponibilizar recursos e organizar, a partir desta semana, um programa de mutirão para construir redes de água para atender cerca de 300 pessoas. O plano também prevê o repasse de sementes para a formação de novas lavouras de milho e pastagem, além de assistência social para as famílias mais vulneráveis, entre outras ações.

Conforme os números da Defesa Civil, a seca já afeta diretamente 1.622.530 pessoas, o equivalente a cerca de 15% da população do Estado.

Municípios em situação de emergência, segundo a Defesa Civil:

Agudo, Ajuricaba, Alecrim, Alegria, Almirante Tamandaré do Sul, Alpestre, Alto Alegre, Amaral Ferrador, Ametista do Sul, André da Rocha, Anta Gorda, Aratiba, Arroio do Meio, Arroio do Tigre, Arvorezinha, Augusto Pestana, Aurea, Barra Funda, Barra do Guarita, Barra do Rio Azul, Barros Cassal, Barão do Cotegipe, Benjamin Constant do Sul, Bento Gonçalves, Boa Vista das Missões, Boa Vista do Buricá, Boa Vista do Cadeado, Boa Vista do Incra, Bom Princípio, Bom Progresso, Bom Retiro do Sul, Boqueirão do Leão, Bossoroca, Bozano, Braga, Cachoeira do Sul, Caibaté, Caiçara, Camargo, Campinas das Missões, Campinas do Sul, Campo Novo, Campos Borges, Candelária, Candiota, Canguçu, Canguçu, Canudos do Vale, Capitão, Capão do Cipó, Casca, Catuípe, Caçapava do Sul, Centenário, Cerrito, Cerro Branco, Cerro Grande, Cerro Largo, Chapada, Chiapetta, Ciríaco, Colinas, Colorado, Condor, Constantina, Coqueiro Baixo, Coqueiros do Sul, Coronel Barros, Coronel Bicaco, Cotiporã, Crissiumal, Cristal do Sul, Cruz Alta, Cruzaltense, Cruzeiro do Sul, David Canabarro, Derrubadas, Dezesseis de Novembro, Dilermando de Aguiar, Dois Irmãos das Missões, Dois Lajeados, Dom Pedrito, Dona Francisca, Doutor Maurício Cardoso, Doutor Ricardo, Encantado, Encruzilhada do Sul, Engenho Velho, Entre Ijuís,Entre Rios do Sul, Ernestina, Erval Grande, Erval Seco, Esperança do Sul, Espumoso, Estação, Estrela Velha, Eugênio de Castro, Fagundes Varela, Faxinal do Soturno, Faxinalzinho, Fazenda Vilanova, Floriano Peixoto, Fontoura Xavier, Formigueiro, Forquetinha, Fortaleza dos Valos, Frederico Westphalen, Garruchos, General Câmara, Getulio Vargas, Gramado Xavier, Gramado dos Loureiros, Guabiju, Guaporé, Guarani das Missões, Herveiras, Humaitá, Ibarama, Ibirapuitã, Ibirubá, Ijuí, Ilópolis, Imigrante, Independência, Inhacorá, Ipiranga do Sul, Irai, Itaara, Itacurubi, Itapuca, Ivorá, Jaboticaba, Jacuizinho, Jacutinga, Jaguari, Jari, Jóia, Júlio de Castilhos, Lagoa Bonita do Sul, Lagoa dos Três Cantos, Lagoão, Lajeado do Bugre, Liberato Salzano, Marau, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Marques de Souza, Mata, Mato Leitão, Mato Queimado, Miraguaí, Montauri, Mormaço, Nicolau Vergueira, Nova Alvorada, Nova Boa Vista, Nova Bréscia, Nova Candelária, Nova Esperança do Sul, Nova Palma, Nova Ramada, Novo Barreiro, Novo Cabrais, Novo Tiradentes, Novo Xingu, Não-Me-Toque, Paim Filho, Palmeira das Missões, Palmitinho, Panambi, Pantano Grande, Parai, Paraíso do Sul, Pareci Novo, Passa Sete, Passo do Sobrado, Paulo Bento, Pejuçara, Pinhal, Pinhal Grande, Pinheirinho do Vale, Piratini, Planalto, Ponte Preta, Pontão, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Pouso Novo, Progresso, Protásio Alves, Putinga, Quatro Irmãos, Quevedos, Quinze de Novembro, Redentora, Relvado, Restinga Seca, Rio dos Índios, Roca Sales, Rodeio Bonito, Rolador, Ronda Alta, Rondinha, Sagrada Família, Saldanha Marinho, Salto do Jacuí, Salvador das Missões, Santa Bárbara do Sul, Santa Clara do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Margarida do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santiago, Santo Antônio da Missões, Santo Augusto, Santo Cristo, Santo Ângelo, Sarandi, Seberi, Sede Nova, Segredo, Selbach, Senador Salgado Filho, Sertão, Silveira Martins, Sinimbu, Sobradinho, Soledade, São Domingos do Sul, São Gabriel, São Jerônimo, São José das Missões, São José do Herval, São José do Inhacorá, São João do Polêsine, São Leopoldo, São Luiz Gonzaga, São Martinho, São Martinho da Serra, São Miguel da Missões, São Nicolau, São Paulo das Missões, São Pedro das Missões, São Pedro do Butiá, São Pedro do Sul, São Sepé, São Valentim, São Valentim do Sul, São Valério do Sul, Tapera, Taquari, Taquaruçu do Sul, Tenente Portela, Tio Hugo, Tiradentes do Sul, Toropi, Travesseiro, Trindade do Sul, Três Palmeiras, Três Passos, Três de Maio, Tunas, Tupanci do Sul, Tupanciretã, Ubiretama, Unistalda, União da Serra, Vale Verde, Vale do Sol, Venâncio Aires, Vera Cruz, Vespasiano Correa, Vicente Dutra, Victor Graeff, Vila Maria, Vista Alegre, Vista Alegre do Prata, Vista Gaúcha e Vitória das Missões.

Municípios que encaminharam Notificação Preliminar de Desastre (Nopred):

Aceguá, Carazinho, Coxilha, Erebango, Gentil, Giruá, Maçambará, Pedro Osório, Rio Pardo, Roque Gonzáles, Santo Antônio do Planalto, São Borja, Teutônia, Três Arroios, Tuparendi e Westfália.

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16 jan17:36

Silagem do milho ameniza prejuízos

REDE DA SECA
Por Fernando Cirolini
Engenheiro Agrônomo da Cotrijal

À esquerda espigas de milho normais e à direita as que estão sendo usadas para silagem

Na lavoura de milho, a silagem – que transforma a espiga em alimento para o gado – aparece como alternativa para amenizar as perdas ocasionadas pela estiagem. É a solução encontrada por produtores como Diógenes Mello Giovanella, de Santo Antônio do Planalto.

Tudo indicava que, no início da cultura, a produtividade da lavoura de milho seria alta em razão do clima excelente e da tecnologia de sementes e insumos usados na plantação.

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16 jan10:16

Chuva melhora nível dos rios e leva alívio a produtores da região

Caio Cigana e Marcelo Gonzatto
caio.cigana@zerohora.com.br | marcelo.gonzatto@zerohora.com.br


Com volume superior a 50mm na maior parte do Estado, a chuva registrada nos últimos dias trouxe alívio aos produtores rurais gaúchos na maior parte do Rio Grande do Sul. Na região de Passo Fundo, a chuva diminuiu a preocupação dos municípios com o abastecimento de água, porém as perdas na agricultura e na produção de leite e milho são irreversíveis.

Em Passo Fundo, que decretou situação de emergência na zona rural, choveu 76,4mm entre a madrugada de sexta-feira e às 10h de domingo, o que representa 53% da média do mês, de acordo com a Estação Meteorológica da Embrapa Trigo. Desde outubro, o município não registrava chuva tão significativa e uniforme.

A precipitação serviu para amenizar a situação dos açudes da região, mas não foi suficiente para reverter o quadro da seca na agricultura. Culturas como a do milho tiveram perdas irreversíveis, de 60 a 80% dependendo do município. A produção de soja já contabiliza 20% de quebra e a chuva trouxe esperanças de recuperação da safra.

— Algumas plantas estavam murchando ou até amareladas. Com a chuva o soja retomará o crescimento na época da floração, mas ainda precisaremos de mais chuvas, já que o período crítico da cultura será em fevereiro na região — explica  Cláudio Dóro, engenheiro agrônomo da Emater.

>> Confira a situação nas outras regiões do Estado na ZEROHORA.COM

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