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Lavoura

30 jan15:53

Lançamento revela uma Expodireto voltada para o mundo


O presidente da Cotrijal e da Expodireto Cotrijal, Nei César Mânica, fez a abertura do evento, na Sociedade Libanesa, em Porto Alegre, enfocando a satisfação da Cotrijal em realizar a 13ª edição. Fez referência às autoridades presentes e também falou sobre os preparativos para a exposição.

- Estamos trabalhando para realizar uma grande exposição no mês de março. Temos a confirmação de delegações de 70 países, o que torna a Expodireto Cotrijal uma feira ainda mais internacional – diz Mânica.

Ele também destacou a importância da nova área do parque em que o Pavilhão Internacional (International Point) estará localizado, dos avanços tecnológicos e dos mais diversos lançamentos que acontecerão durante a feira.

- Preocupados sim, com medo, não! Temos a oportunidade para mostrar a pujança do agronegócio e para isso temos a Expodireto, que é do cooperativismo e do Rio Grande do Sul – completou o presidente, chamando a atenção para o momento apreensivo que o setor está passando devido a estiagem.

A Expodireto Cotrijal 2012 será realizada de 5 a 9 de março, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Cotrijal

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28 jan16:30

Seminário discute manejo nutricional, fisiológico e de pragas na soja


A busca por altos rendimentos em soja foi o grande destaque no 1º Seminário sobre Fisiologia, Nutrição e Manejo de Pragas na Soja. Realizado pela Produtécnica Comércio & Representações, de Passo Fundo.

O evento teve como objetivo trazer novidades dessas áreas de pesquisa aos clientes da empresa. Aproximadamente cem pessoas ouviram três pesquisadores de renome nacional abordar de que forma a lavoura de soja deve ser conduzida na busca por altos rendimentos.

O primeiro palestrante foi engenheiro agrônomo Mauro Tadeu Braga da Silva, consultor do MIP Controle de Pragas. Ele apontou de que forma o inseticida responde da melhor forma na lavoura de soja dependendo da praga presente. O controle é diferente para percevejo, lagarta e ácaros. Ele ainda fez um alerta com relação a incidência da lagarta medideira nessa safra no Estado. Segundo Braga, as elevadas temperaturas a partir de 20 de janeiro, apontam aumento da população da praga no Rio Grande do Sul.

O professor da ESALQ/USP, doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Antônio Luiz Fancelli abordou estratégias de manejo para altos rendimentos em soja. Ele salientou a necessidade de reduzir os índices de alumínio no solo (responsável por impedir a penetração da raiz), defendendo assim as análises de solo de 10 a 20 cm. Além disso, ele aponta a ampliação da oferta de boro, cálcio, manganês, fósforo, cobre e nitrogênio nos diferentes estádios do desenvolvimento.

- Essas estratégias visam auxiliar a planta a expressar todo o seu potencial nos principais estádios fenológicos, garantindo que ela receba tudo que necessita para seu desenvolvimento – observou.

O engenheiro agrônomo Luiz Gustavo Floss, gerente da Floss Consultoria destacou as principais vantagens do uso do boro para altos rendimentos. Segundo resultados, o elemento atua no combate as adversidades do meio como estresse e doenças agindo de forma efetiva na nutrição, fazendo com que a cultura obtenha grande produtividade, vitalidade e resistência, essencial para a divisão celular em tecidos jovens e importante na polinização e na fixação dos frutos (vagens).

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27 jan11:57

Amora preta terá este ano primeira safra em Lagoa Vermelha


A produção de amora preta já é realidade em Lagoa Vermelha. Neste ano, no mês de dezembro, deverá ser colhida a primeira safra da fruta, cultivada por seis produtores rurais do município, numa área total de 3,25 hectares.

O incentivo ao cultivo da amora preta iniciou em 2011, através de parceria entre a secretaria municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Emater e empresa Morangos Rizzotto, de Vacaria. Antes de começar o processo, a Administração Municipal e a Emater, reuniram os agricultores para explicar algumas das vantagens de cultivo do produto. Em seguida, foi realizada visita aos pomares e a setor de produção da empresa. Do total de interessados, sete famílias decidiram investir na nova opção de renda da propriedade rural.

A secretaria Eronita Dalazen explica que a produção de amora faz parte do programa da atual administração, que incentiva a diversificação de produção das propriedades rurais. Entre as vantagens do programa está a assistência técnica permanente, baixo custo de produção, alta lucratividade e contrato que garante a compra de toda produção.

Conforme a secretaria municipal de Agricultura e Meio Ambiente, o cultivo da amora preta em Lagoa Vermelha deve render aproximadamente 20 toneladas por hectare. As primeiras mudas foram plantadas em julho de 2011 e alguns frutos já colhidos no mês de dezembro. Após o desenvolvimento da planta a produção total nas seis propriedades deverá ser de aproximadamente 60 toneladas. O preço médio do quilo pago ao produtor está cotado a R$1,20. O produto será utilizado pela empresa Morangos Rizzotto para produção de polpa in natura.


Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Lagoa Vermelha

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25 jan10:56

Mesmo abaixo da média, chuva beneficia soja plantada até novembro

Roberto Witter | roberto.witter@zerohora.com.br


A chuva significativa dos últimos dias deu ânimo novo aos agricultores que plantaram soja até o fim de novembro. Às vésperas da fase de florescimento na maioria das lavouras, a projeção de técnicos e produtores é de que a planta cresça entre 15 e 20 centímetros em, no máximo, uma semana.

O salto na estatura significa esperança renovada para quem já projetava perdas de até 100%. Nos 1.080 hectares do agricultor Ricardo Brum, a chuva foi vasta e desigual. Em parte da área, a precipitação foi próxima dos 70 mm. Em outros locais, ultrapassou os 150 mm, em um período de apenas quatro dias.

— Até quinta, eu já imaginava perder tudo o que havia plantado. Mas essa chuva dos últimos dias deu um ânimo novo — conta Brum, com as canelas encharcadas pela água que atingia suas lavouras na terça-feira, em Cruz Alta.

Mas o produtor ainda faz ressalvas quando o assunto é a próxima colheita. Estima perdas em torno dos 50%.

— Foi um período muito grande de estiagem no crescimento da planta. Imagino colher 25 sacas por hectare. No ano passado, foi o dobro.

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24 jan18:50

Governo anuncia anistia de R$ 24 milhões do programa Troca-Troca de Sementes


O governador Tarso Genro anunciou nesta terça-feira, no Palácio Piratini, algumas medidas para amenizar os efeitos para os agricultores. Entre elas, a anistia do programa Troca-Troca de Sementes, em que o Executivo deixará de cobrar R$ 24 milhões dos produtores. O anúncio foi feito durante reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS) para discutir os efeitos da estiagem no Estado.

Entre as novidades está a anistia de R$ 24 milhões do programa Troca-Troca de Sementes de Milho, abrangendo cerca de 250 mil produtores, além de contratações emergenciais de servidores para agilizar licenças ambientais para projetos que minimizam os efeitos climáticos, e garantia de abastecimento de milho ao valor de R$ 18,00 a saca. 

Até o dia de hoje, o total de recursos estaduais e federais para socorrer as populações dos 321 municípios em situação de emergência chegavam a R$ 55 milhões. Somados aos R$ 24 milhões do programa Troca-Troca, a soma alcança R$ 79 milhões. Os valores do Troca-Troca da Safra deveriam ser pagos pelos produtores até 30 de abril e os da Safrinha até 20 de junho. 

— Teremos política consequente de combate a seca — declarou Tarso Genro. 

Nova reunião do CDES-RS sobre estiagem está agendada para a próxima quarta-feira, às 9h, na sede da secretaria do Conselho, com o objetivo de dar andamento à formulação de políticas permanentes e programas estruturais para combater a falta de chuvas.

ZERO HORA, COM INFORMAÇÕES DO GOVERNO DO RS

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24 jan18:48

Triticultores ficam em alerta com importação de trigo da Rússia



O governo brasileiro iniciou negociações com o governo russo, na última semana, para tentar reverter o embargo da carne para aquele mercado. Em contrapartida, os russos querem apoio para exportar trigo para o Brasil. A medida deixa o setor produtivo em alerta.
Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) e da Câmara Setorial das Culturas de Inverno, se for estabelecida uma cota que não prejudique o mercado interno, a importação será normal, já que o Brasil é, tradicionalmente, importador do cereal. Mas Rui Polidoro Pinto salienta que o setor espera que o produto não chegue subsidiado no país.

- Não podemos permitir é que se tenha um produto com subsídio na origem e que crie uma competição aqui em desigualdade com nossos custos de produção e nossa comercialização. Isso não é permitido pelas nossas organizações que representam os produtores – diz.

>> Leia mais no blog Campo e Lavoura na Gaúcha


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20 jan15:49

Governador anuncia ações emergenciais para seca durante abertura de feira

Marielise Ferreira | marielise.ferreira@zerohora.com.br



Frente a mais de 200 agricultores que estão vivendo os prejuízos com a seca no norte do Estado, o governador Tarso Genro (PT) inaugurou a feira da agricultura familiar e Festa Di Bacco na manhã desta sexta-feira, em Erechim, anunciando ações emergenciais para a seca.

Conforme Tarso, a situação dos produtores atingidos será examinada caso a caso, em cada cidade, para tratar das questões emergenciais.

Os primeiros atos, conforme Tarso, são para enviar alimentos para quem precisa, água para consumo humano e animal e viabilizar sementes para os locais onde ainda é possível o replantio. O governador anunciou ainda que está sendo preparado um conjunto de ações estruturais relacionados com a irrigação.

— Agora fizemos distribuição igual de recursos para todos os municípios pelas prefeituras e quando ele nos prestarem contas dos investimentos e das respostas que tiveram com este dinheiro, poderemos responder com mais dinheiro para as regiões mais necessitadas — salientou.


No discurso de abertura da feira o governador disse que o governo deve se associar aos prefeitos para preparar o agricultor que perdeu a safra para reagir e voltar a produzir no próximo ano. Para isto, pediu que os prefeitos se unam para fazer solicitações regionais, para não apresentar demandas que não possam ser atendidas.


Apesar das dificuldades econômicas que o Estado poderá viver no próximo ano devido às perdas da estiagem, Tarso Genro garantiu que serão mantidos os investimentos em infraestrutura previstos para os próximos anos, de R$ 2,6 bilhões para o asfaltamento de estradas e construção de acesso asfáltico para todos os municípios que ainda não possuem. Para isto, segundo o governador, este ano o valor gasto mensalmente com infraestrutura passará de R$ 22 milhões para R$ 50 milhões, duplicando o investimento.


Depois de visitar a feira, provar vinho e suco produzidos pelas agroindústrias familiares, o governador seguiu viagem para Sarandi, onde inaugurava outra feira.

 



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20 jan14:00

Seca no Estado indica prejuízo nas exportações de soja em 2012

Erik Farina | erik.farina@zerohora.com.br


Motor das exportações gaúchas em 2011, a soja pode não ter a mesma força neste ano em razão da seca. Levantamento da Fundação de Economia e Estatística (FEE) mostra que os embarques do grão somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, salto de 66,1% sobre o período anterior.

Com as dificuldades que se anunciam na safra — com perdas estimadas de pelo menos um terço da produção —, especialistas e empresários alertam para os efeitos sobre a produção e os riscos de queda nas exportações neste ano. Com menos soja à disposição, poderá haver redução de competitividade da indústria, pois terá custo extra de transporte para trazer soja de outros Estados.

— Isso poderá refletir no preço do produto final, mas neste momento de alto consumo é possível que o consumidor aceite o incremento — avalia Rafael Brun, gerente comercial do setor de Grãos da Camera, que compra 15% da soja gaúcha e exportou 400 mil toneladas de farelo para a Europa no ano passado.

Ainda é cedo para se conhecer a extensão das perdas no segmento, avalia Adriano Machado, da consultoria Safras & Mercado. No entanto, Machado acredita que dificilmente haverá impacto nos preços internacionais do produto, uma vez que é cotado na Bolsa de Chicago e não pela oferta local.

Em Santa Maria, o agricultor Clóvis Medina Coden tem uma expectativa ainda mais pessimista para a soja. Acredita que colherá apenas 20 sacas por hectare, um terço do esperado.

— Semana passada choveu, mas aqui não caiu uma gota — conta.

A soja representa 80% das exportações do agronegócio gaúcho. Seus derivados são igualmente importantes na pauta de embarques, com abundância de matéria-prima e forte demanda internacional, as vendas externas de óleos, farinha e gordura extraídos da soja cresceram acima de 45% no ano passado. Em 2011, o grão foi fundamental para as exportações gaúchas.

— O terceiro recorde seguido na safra de soja no Estado encontrou na China um mercado capaz de absorver a produção e pagar bons preços — explica Bruno Breyer Caldas, economista do Núcleo de Indicadores Conjunturais da FEE.

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17 jan20:58

Apesar da chuva, potencial produtivo da soja está comprometido

REDE DA SECA
por Ruy de Araújo Pinto Jr
Engenheiro Agrônomo da Cotrijal em Almirante Tamandaré do Sul

Mesmo com a pouca chuva dos últimos dias, o potencial produtivo da soja está comprometido. O principal motivo está relacionado ao fato de as folhas da planta permanecerem murchas por um longo período do dia. Nos últimos dias, isso vem ocorrendo já pela manhã, por volta das 9 horas.
Foto: Queimaduras na face inferior da folha podem provocar a morte parcial ou total da mesma

>> Leia o post completo no blog REDE DA SECA

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17 jan18:58

Lavouras de soja em estágio reprodutivo são as que mais sofrem com a seca

REDE DA SECA
por Robinson Barboza
Engenheiro Agrônomo da Cotrijal

A chuva tão esperada da semana passada foi mal distribuída na região norte do Estado. Em Não-Me-Toque, por exemplo, nas áreas onde já havia um pouco mais de umidade, a chuva veio com mais intensidade – em torno de 60 mm. Já nas regiões mais afetadas com a estiagem, a chuva foi menor, chegando a apenas 25 mm.

A falta de chuva torna-se um problema ainda mais grave para as lavouras que já estão entrando em estágio reprodutivo – cerca de 60% delas. Com a baixa precipitação da semana passada e se não voltar a chover, o problema da falta de umidade para o desenvolvimento da cultura de soja deve voltar a se agravar já na semana que vem. 

>> Acompanhe relatos sobre a seca no RS protagonizados por produtores, técnicos e engenheiros agrônomos no blog REDE DA SECA

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