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Soja

28 jan16:30

Seminário discute manejo nutricional, fisiológico e de pragas na soja


A busca por altos rendimentos em soja foi o grande destaque no 1º Seminário sobre Fisiologia, Nutrição e Manejo de Pragas na Soja. Realizado pela Produtécnica Comércio & Representações, de Passo Fundo.

O evento teve como objetivo trazer novidades dessas áreas de pesquisa aos clientes da empresa. Aproximadamente cem pessoas ouviram três pesquisadores de renome nacional abordar de que forma a lavoura de soja deve ser conduzida na busca por altos rendimentos.

O primeiro palestrante foi engenheiro agrônomo Mauro Tadeu Braga da Silva, consultor do MIP Controle de Pragas. Ele apontou de que forma o inseticida responde da melhor forma na lavoura de soja dependendo da praga presente. O controle é diferente para percevejo, lagarta e ácaros. Ele ainda fez um alerta com relação a incidência da lagarta medideira nessa safra no Estado. Segundo Braga, as elevadas temperaturas a partir de 20 de janeiro, apontam aumento da população da praga no Rio Grande do Sul.

O professor da ESALQ/USP, doutor em Solos e Nutrição de Plantas, Antônio Luiz Fancelli abordou estratégias de manejo para altos rendimentos em soja. Ele salientou a necessidade de reduzir os índices de alumínio no solo (responsável por impedir a penetração da raiz), defendendo assim as análises de solo de 10 a 20 cm. Além disso, ele aponta a ampliação da oferta de boro, cálcio, manganês, fósforo, cobre e nitrogênio nos diferentes estádios do desenvolvimento.

- Essas estratégias visam auxiliar a planta a expressar todo o seu potencial nos principais estádios fenológicos, garantindo que ela receba tudo que necessita para seu desenvolvimento – observou.

O engenheiro agrônomo Luiz Gustavo Floss, gerente da Floss Consultoria destacou as principais vantagens do uso do boro para altos rendimentos. Segundo resultados, o elemento atua no combate as adversidades do meio como estresse e doenças agindo de forma efetiva na nutrição, fazendo com que a cultura obtenha grande produtividade, vitalidade e resistência, essencial para a divisão celular em tecidos jovens e importante na polinização e na fixação dos frutos (vagens).

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25 jan10:56

Mesmo abaixo da média, chuva beneficia soja plantada até novembro

Roberto Witter | roberto.witter@zerohora.com.br


A chuva significativa dos últimos dias deu ânimo novo aos agricultores que plantaram soja até o fim de novembro. Às vésperas da fase de florescimento na maioria das lavouras, a projeção de técnicos e produtores é de que a planta cresça entre 15 e 20 centímetros em, no máximo, uma semana.

O salto na estatura significa esperança renovada para quem já projetava perdas de até 100%. Nos 1.080 hectares do agricultor Ricardo Brum, a chuva foi vasta e desigual. Em parte da área, a precipitação foi próxima dos 70 mm. Em outros locais, ultrapassou os 150 mm, em um período de apenas quatro dias.

— Até quinta, eu já imaginava perder tudo o que havia plantado. Mas essa chuva dos últimos dias deu um ânimo novo — conta Brum, com as canelas encharcadas pela água que atingia suas lavouras na terça-feira, em Cruz Alta.

Mas o produtor ainda faz ressalvas quando o assunto é a próxima colheita. Estima perdas em torno dos 50%.

— Foi um período muito grande de estiagem no crescimento da planta. Imagino colher 25 sacas por hectare. No ano passado, foi o dobro.

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20 jan14:00

Seca no Estado indica prejuízo nas exportações de soja em 2012

Erik Farina | erik.farina@zerohora.com.br


Motor das exportações gaúchas em 2011, a soja pode não ter a mesma força neste ano em razão da seca. Levantamento da Fundação de Economia e Estatística (FEE) mostra que os embarques do grão somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, salto de 66,1% sobre o período anterior.

Com as dificuldades que se anunciam na safra — com perdas estimadas de pelo menos um terço da produção —, especialistas e empresários alertam para os efeitos sobre a produção e os riscos de queda nas exportações neste ano. Com menos soja à disposição, poderá haver redução de competitividade da indústria, pois terá custo extra de transporte para trazer soja de outros Estados.

— Isso poderá refletir no preço do produto final, mas neste momento de alto consumo é possível que o consumidor aceite o incremento — avalia Rafael Brun, gerente comercial do setor de Grãos da Camera, que compra 15% da soja gaúcha e exportou 400 mil toneladas de farelo para a Europa no ano passado.

Ainda é cedo para se conhecer a extensão das perdas no segmento, avalia Adriano Machado, da consultoria Safras & Mercado. No entanto, Machado acredita que dificilmente haverá impacto nos preços internacionais do produto, uma vez que é cotado na Bolsa de Chicago e não pela oferta local.

Em Santa Maria, o agricultor Clóvis Medina Coden tem uma expectativa ainda mais pessimista para a soja. Acredita que colherá apenas 20 sacas por hectare, um terço do esperado.

— Semana passada choveu, mas aqui não caiu uma gota — conta.

A soja representa 80% das exportações do agronegócio gaúcho. Seus derivados são igualmente importantes na pauta de embarques, com abundância de matéria-prima e forte demanda internacional, as vendas externas de óleos, farinha e gordura extraídos da soja cresceram acima de 45% no ano passado. Em 2011, o grão foi fundamental para as exportações gaúchas.

— O terceiro recorde seguido na safra de soja no Estado encontrou na China um mercado capaz de absorver a produção e pagar bons preços — explica Bruno Breyer Caldas, economista do Núcleo de Indicadores Conjunturais da FEE.

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17 jan20:58

Apesar da chuva, potencial produtivo da soja está comprometido

REDE DA SECA
por Ruy de Araújo Pinto Jr
Engenheiro Agrônomo da Cotrijal em Almirante Tamandaré do Sul

Mesmo com a pouca chuva dos últimos dias, o potencial produtivo da soja está comprometido. O principal motivo está relacionado ao fato de as folhas da planta permanecerem murchas por um longo período do dia. Nos últimos dias, isso vem ocorrendo já pela manhã, por volta das 9 horas.
Foto: Queimaduras na face inferior da folha podem provocar a morte parcial ou total da mesma

>> Leia o post completo no blog REDE DA SECA

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17 jan18:58

Lavouras de soja em estágio reprodutivo são as que mais sofrem com a seca

REDE DA SECA
por Robinson Barboza
Engenheiro Agrônomo da Cotrijal

A chuva tão esperada da semana passada foi mal distribuída na região norte do Estado. Em Não-Me-Toque, por exemplo, nas áreas onde já havia um pouco mais de umidade, a chuva veio com mais intensidade – em torno de 60 mm. Já nas regiões mais afetadas com a estiagem, a chuva foi menor, chegando a apenas 25 mm.

A falta de chuva torna-se um problema ainda mais grave para as lavouras que já estão entrando em estágio reprodutivo – cerca de 60% delas. Com a baixa precipitação da semana passada e se não voltar a chover, o problema da falta de umidade para o desenvolvimento da cultura de soja deve voltar a se agravar já na semana que vem. 

>> Acompanhe relatos sobre a seca no RS protagonizados por produtores, técnicos e engenheiros agrônomos no blog REDE DA SECA

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23 nov11:26

País rumo à liderança na produção de biodiesel

Leandro Becker | leandro.becker@zerohora.com.br


É a partir do avanço da produção gaúcha de biodiesel, que ganha capacidade com a nova processadora da BSBios em Passo Fundo, que o Brasil mira a liderança mundial na produção de combustíveis verdes no próximo ano. 

O complexo inaugurado na terça-feira vai consumir mais soja de produtores e cooperativas de 60 municípios do Estado. Para chegar ao topo, só plantar e colher não basta. Líderes do segmento pedem a criação de um novo marco regulatório para os próximos 10 anos, maior fomento à agricultura e, ainda, mecanismos e incentivo a investimentos que agreguem valor.

– O programa ( de biodisel) é um sucesso e tende a crescer. Temos um pré- sal verde – resumiu Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBios.

Apostando no futuro das energias renováveis, a empresa, na qual a Petrobras Biocombustíveis tem participação de 50%, investiu R$ 130 milhões em um complexo de alta tecnologia com 31,7 mil metros quadrados para completar o ciclo produtivo de biodiesel.

A esmagadora de soja tem capacidade para produzir 158,4 mil toneladas por ano de óleo para produção de biodiesel e 660 mil toneladas por ano de farelo de soja para ração animal. Com geração de 120 empregos diretos, a empresa ambiciona faturamento de R$ 1 bilhão.

>> Leia mais em Zero Hora


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22 out06:32

Semeadura da soja inicia na região Passo Fundo

Marielise Ferreira | marielise.ferreira@zerohora.com.br

O compasso das plantadeiras em campo, espalhando a semente de soja, é um prenúncio de boa safra.As variedades precoces já são lançadas ao solo em regiões de Cruz Alta, Santa Rosa e Passo Fundo. Se o bom tempo continuar, até o domingo, 250 dos 550 hectares da propriedade de Eloi Zanatta, em Passo Fundo, devem estar semeados.


Fiel há 30 anos ao plantio direto, Zanatta espera repetir a produtividade entre 50 e 60 sacas por hectare, graças aos cuidados com o solo e ao investimento de R$ 320 mil em insumos.


Os bons resultados da safra passada foram incentivo para não reduzir a área, como outros produtores que deram preferência ao milho por causa do preço.


— Peças, insumos, tudo dobrou de preço. Espero que a soja renda bem este ano — afirma o sojicultor, que, otimista, aposta em R$ 50 a saca.


>>> Leia a reportagem completa na Zero Hora deste sábado


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01 jul18:52

Plano Safra 2011/2012 é lançado em Passo Fundo

Janice Santos | janice.santos@rbstv.com.br


Foi lançado hoje em Passo Fundo o Plano Safra 2011/2012. Uma das novidades este ano é que o Banco do Brasil vai disponibilizar aos produtores de soja um seguro agrícola.

O seguro protege o produtor contra as catástrofes causadas pelas condições climáticas, como granizo ou seca. O seguro cobre ainda os prejuízos causados pela variação do preço do produto.

O Rio Grande do Sul conta com mais de  R$ 7 bilhões para financiamentos na agricultura empresarial e familiar. Já os produtores rurais da região contam com mais de R$ 1 bilhão para financiamentos de crédito rural.

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16 jun16:47

Mais da metade da soja é negociada

Leandro Becker | leandro.becker@zerohora.com.br


Com produtividade recorde e bons preços, a comercialização da safra de soja gaúcha surpreende, supera a média dos anos anteriores e atinge 52% dos estimados 11,6 milhões de toneladas. Mas o melhor pode estar por vir.

Para o segundo semestre, a tendência de valorização internacional do grão associada à dificuldade climática dos Estados Unidos gera perspectiva de bons negócios.

O atual momento da comercialização é quase o dobro dos 31% de média dos últimos cinco anos. A melhora nos preços do grão e o aumento da demanda, especialmente internacional, são fatores que contribuem para a alta. Neste cenário, a venda escalonada se fortalece na busca do melhor momento para incrementar a rentabilidade da safra.

– O mercado interno oferece opções como o biodiesel, e as exportações avançam favoravelmente.

O momento é confortável – afirma o analista de mercado Farias Toigo.

A disparada do preço também garante tranquilidade. Em abril, o preço médio da saca para venda em lote fechou em R$ 44,50 na região de Passo Fundo, segundo a Capital Corretora. Em maio, subiu para R$ 46. Na primeira semana de junho, alcançou R$ 47,50. Ontem, estava em R$ 46. Apesar da pequena queda, há otimismo para que o preço possa atingir até R$ 50 nos próximos meses.

Aos 50 anos, o agricultor Péricles Ferlin atingiu a maior produtividade da vida na safra atual: a média chegou a 60 sacas nos 700 hectares no interior de Marau. Um terço da colheita foi vendido em contratos futuros por R$ 50 a saca. Com excedente de produção, está de olho na alta do grão para aumentar o lucro e expandir a propriedade.

– A soja é a moeda da gente. Temos de saber a hora de arriscar – destaca.

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09 jun12:53

Perspectiva aponta para avanço da soja


O nono levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento ( Conab), que valida a produção recorde no Estado de 28,6 milhões de toneladas em 2010/ 2011 – 12,5% acima da anterior, dá fortes indicativos dos rumos da nova safra.

Especialistas já arriscam projeções para o plantio 2011/ 2012 no Estado e apontam aumento na área de plantio de soja e milho, em contraste com redução na de arroz.

Impulsionada pela alta no mercado internacional, a soja deverá ter uma expansão na área cultivada no Rio Grande do Sul de até 4%, o que representa um total de 4,2 milhões de hectares. Embora estime esse crescimento com base na manutenção das cotações internacionais do grão, o gerente de Desenvolvimento de Suporte Estratégico da Conab/ RS, Ernesto Irgang, ainda acha precoce uma previsão mais concreta para a próxima safra. No atual ciclo, os produtores gaúchos comemoram a colheita recorde de 11,6 milhões de toneladas, cerca de 8% maior do que a do período passado.

Compartilha da mesma opinião o consultor Carlos Cogo, que também observa que a soja deve representar um alto crescimento em produtividade no Estado devido à valorização do produto e ao índice de rentabilidade ao produtor, que poderá chegar a 65%.

– O valor da saca da soja está em R$ 45, um acréscimo de 47% ante igual período de 2010 – salienta Cogo.

Como o milho também segue valorizado e o aumento em um ano chegou a 90%, a perspectiva é de que o grão esteja entre as apostas de produtores que decidirem remanejar as áreas de cultivos de verão.

Em relação ao arroz, apesar da fartura de 8,8 milhões de toneladas – 21% acima da anterior, existe a tendência de uma redução de 5% na área de plantio. A explicação para a queda – estimada tanto por Cogo quanto pela Conab/ RS – está na oferta abundante, que puxa o preço para baixo. De junho de 2010 a junho deste ano, o valor da saca de arroz caiu 30%.

ZERO HORA

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