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Quatro décadas depois do fim, os Beatles continuam gerando notícias

07 de novembro de 2010 1

Mesmo 40 anos depois do fim dos Beatles, o fenômeno da beatlemania continua. Como explicar que a coletânea 1, lançada em 2000, tenha sido, ao final de 2009, o disco mais vendido da década nos EUA, com 11,5 milhões de cópias?

No princípio, era a histeria. Hoje, é a obsessão: é impossível ter tudo, mas vá convencer um beatlemaníaco disso.
Uma rápida pesquisa por “Beatles” na loja virtual Amazon. com indica mais de 31 mil itens (entre eles, 5
mil discos e 4,5 mil livros).

E assim a banda se reinventa – ou é reinventada. Depois de estimados 600 milhões de álbuns vendidos na história, os rapazes chegaram também ao videogame. O jogo The Beatles – Rock Band, lançado em 2009, superou em quatro meses a marca do primeiro milhão de unidades vendidas. Para marcar o lançamento, a empresa Harmonix, responsável pelo jogo, criou controles que imitam os modelos de instrumentos usados por eles, como o baixo Hofner (de Paul McCartney), as guitarras Rickenbacker (John Lennon) e Gretsch (George Harrison) e a bateria Ludwig (Ringo Starr). Além da seleção de 45 músicas, estão disponíveis extensões com os repertórios dos álbuns Rubber Soul (1965), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) e Abbey Road (1969).

O game acompanhou o lançamento do catálogo completo dos álbuns remasterizados, o maior projeto de recuperação do som original das gravações desde 1987. Ao contrário da primeira versão em CD, criticada pela suposta perda de riqueza com relação aos LPs, o trabalho foi um esforço meticuloso de técnicos do lendário estúdio
londrino Abbey Road. Resultado: 5 milhões de unidades vendidas (200 mil no Brasil). Na ocasião, surgiram rumores de que as canções dos Beatles passariam a ser disponibilizadas também para download pago pela internet, mas até agora não houve acordo entre a gravadora EMI, a Apple Corps (que cuida do catálogo dos Beatles) e a Apple Inc.,proprietária do distribuidor de músicas iTunes.

A cada pacote, a história da banda é retomada. Em 1995, foi ao ar o documentário Anthology (posteriormente
lançado em DVD), acompanhado por três CDs duplos que tinham como carro-chefe uma gravação inédita, Free As a Bird. O material deu origem a um livro homônimo de 2000 (lançado no Brasil no ano seguinte), com a história da banda contada por meio de depoimentos em primeira pessoa do quarteto e de pessoas ligadas a ele.

Desde então, a sequência de novidades tem sido vertiginosa. Em 2003 saiu Let it Be… Naked (reedição do álbum sem os controversos arranjos do produtor Phil Spector). Em 2005, foi a vez da biografia da banda escrita por Bob Spitz, que se tornou referência, e no ano seguinte apareceu o álbum Love, remixagem de diversas músicas que serviu de trilha para um espetáculo do Cirque du Soleil.

Mas o apetite dos beatlemaníacos é insaciável. O presidente do fã-clube paulista Revolution, Marco Antonio Mallagoli, guarda raridades como um baixo autografado por Paul no show de 1993 em São Paulo e fotos assinadas pelos quatro integrantes:

– Para mim, tudo que tenho é raro e foi difícil de conseguir. Não tenho, e nem quero ter, ideia de valor, pois não vou vender nada. Recebo sempre e-mails e ligações de pessoas que precisam de dinheiro e resolvem vender algo
da coleção dos Beatles. Entendo a posição delas, mas por que não vendem os discos dos Rolling Stones, do Eric Clapton etc.?

Após tantos lançamentos, que novidades ainda estão por vir? O engenheiro de áudio Marcos Abreu aponta o formato SuperAudio CD, que representaria uma evolução em fidelidade de som semelhante à do Blu-ray em comparação com o DVD. – Existem gerações inteiras de fãs consumindo Beatles a cada novo lançamento – observa Abreu.

Estão voltando ao mercado, em edições remasterizadas, as coletâneas 1962 – 1966 e 1967 – 1970 (conhecidas como“disco vermelho”e“disco azul”), além de trabalhos das carreiras solo de Paul McCartney (o álbum Band on
The Run, de 1973, com a banda Wings) e de John Lennon (diversos álbuns e a John Lennon Signature Box). Há pouco menos de um mês,a EMI Brasil começou a investir em merchandising oficial dos Beatles, como camisetas, chaveiros e canecas oficiais. A vida é breve, mas a beatlemania é eterna.

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