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Posts do dia 8 agosto 2017

Os novos tempos do Figueirense

08 de agosto de 2017 10

O Figueirense é um clube acostumado a parcerias e terceirizações desde 2004 quando assinou o contrato com a Figueirense Participações, então liderada por Paulo Prisco Paraíso. É o único clube de porte médio do país que apostou nesta forma de gestão nos últimos anos, mas agora vai mais longe.

A parceria aprovada ontem pelo Conselho Deliberativo, por 85 votos a 2, vai ativar a SPE- Sociedade de Propósito Específico, criada em 2015 para atrair investidores, que ainda são anônimos, por se tratar de fundo de investimento e , também, por exigência do contrato.

Até o agora, os investidores conhecidos são os advogados Claudio Vernalha e Luis Gustavo, de Curitiba, além de Alexandre Borgoais, que é o gerente da empresa. Eles constituíram um fundo que tem outros investidores e está aberto a outros interessados. A cota mínima para entrar no fundo é de R$ 5 milhões.

A empresa assume imediatamente e já confirmou Milton Cruz como treinador. Um técnico sem história na função, embora o longo período de auxiliar tēcnico no São Paulo. Uma aposta, portanto. Há promessa de investimentos em todas as áreas para elevar o patamar do clube.

Ficou estabelecido um prazo de 150 dias para transição. Uma comissão com três integrantes do clube e quatro da empresa vai fazer a auditoria das contas e o levantamento patrimonial. Neste período, Wilfredo Brilinguer, continua na presidência e ainda com influência, mas depois, até o final do mandato em dezembro de 2018, vira figura decorativa, porque os representantes do Clube no Conselho de Gestão da empresa serão Luis Angelo Sombrio e Dario Ferreira, por exigência da maioria dos conselheiros.

O clube tem participação de várias formas nos lucros da empresa e proteções em caso de déficits. O Figueirense fica com 5% do lucro da empresa, 5% do capital social, mesmo se aumentado, com no mínimo R$ 50 e máximo de R$ 70 mil/mensais do valor pago pelos sócios e ainda 5% pelo arrendamento do estádio. Os conselheiros garantem, também, que o clube está protegido contra os riscos de rompimento do contrato, que foi assinado por 20 anos. A empresa assume ainda o pagamento da dívida, hoje, em torno de R$ 80 milhões, até o final do contrato.

As promessas são muitas e os desafios também. Não há motivo para empolgação, mas há sinais positivos de que, novamente, o Figueirense está saindo na frente no desenvolvimento da gestão esportiva em SC. Não é a única forma de gerir um clube, apenas uma escolha, que agora muito vai depender dos resultados de campo para ter boa aceitação.