Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Rebaixado na Vila

03 de dezembro de 2017 0

A tensão e a emoção prenderam o torcedor até o último instante, mas o Avai não fez a sua parte. O empate com o Santos não bastou e o Avai volta para Série B, novamente, e reafirma a condição de clube que não consegue fazer sequência na Série A.

O time lutou, acreditou, até comoveu a torcida pela disposição em campo, mas as limitações técnicas foram maiores.

Desde o início o Leão era forte candidato ao rebaixamento, porque enfrentou a principal competição do país com quase todos os jogadores da Série B, que, mesmo com o acesso, já era um time com limitações para uma segunda divisão, imagina a primeira. Neste caso, a menor reponsabilidade é do técnico Claudinei Oliveira, que fez bom trabalho.

O orçamento baixo é o argumento para menos investimento, fato que deve ser respeitado porque não aumenta o endividamento, mas o número baixo de acerto nas contratações também pesou, sem contar que havia possibilidade financeira de contratar mais dois jogadores antes do fechamento das inscrições e a diretoria não viabilizou.

O goleiro Douglas foi a única contratação da temporada que fez a diferença. Junior Dutra, embora o bom desempenho, ficou devendo gols em jogos na Ressacada, quando poderia ter decidido.

Outros contratados foram titulares, mas ficaram abaixo da necessidade. São os casos de Pedro Castro, Simião , Joel, Juan, Maurinho e Leandro Silva. O lateral Maicon, a principal contratação, entrou poucas vezes em campo. Muito por problemas dele, muito, também , por escolha inadequada do treinador.

O jogador com mais qualidade técnica também não teve aproveitamento completo. Marquinhos ficou várias rodadas fora de combate por lesão e muitas no banco por opção do técnico.

Entre os jogadores que deram sustentação e liderança, o zagueiro Betão foi o mais regular.

Os garotos Lourenço e Luanzinho mostraram potencial, mas não é deles que se deve cobrar soluções.

Resumindo, sobrou disposição, mas faltou qualidade para o Avai ficar na Série A.

É o terceiro rebaixamento em 9 anos, impedindo o clube de fazer sequência longa na Série A, mostrando que é fundamental acreditar mais em profissionalismo e times fortes e, menos em “sobre natural de Almeida” , reforçado sempre pelo bordão, ” esse Avai faz coisa”.

Maicon decide e Leão fica vivo para a última rodada

26 de novembro de 2017 0

O Avai soube encarar o jogo com o Atlético-PR, aplicando desde o início uma atitude de quem estava diante de uma decisão. O torcedor entendeu, não desistiu e
apoiou o tempo inteiro.

As movimentações iniciais mostraram o Avai determinado e procurando o ataque em velocidade, principalmente com Maurinho.

O gol, que deu mais confiança e começou a encaminhar a vitória, saiu de um toque de Pedro Castro para Maicon. Lembrando lances memoráveis de sua carreira, o lateral bateu bonito no ângulo e comemorou que nem um menino.

A partir da vantagem no placar o Avai travou um batalha incansável para garantir os três pontos e conseguiu, não sem muito sofrimento, característica do time atual , que é acostumado a sofrer, segundo o técnico , Claudinei Oliveira.

Quando Alemão perdeu o freio e o fez o pênalti, foi preciso contar com o chute errado de Fabricio para afastar o risco e ficar vivo.

Um jogo vencido com o coração na ponta da chuteira e que, combinado com outros resultados, deixa a porta aberta para a permanência na Série A.

Avai mantém a esperança em noite de sonho dos garotos da base

20 de novembro de 2017 0

O Avai voltou a vencer em casa e não precisou mudar radicalmente a estratégia de jogo, embora usando uma formação com mais atacantes, porque o Palmeiras adiantou a linha de defesa e permitiu sempre o contra-ataque.

O Palmeiras, embora tentando atacar, não teve muitas chances claras no primeiro tempo. No lance mais perigoso, Tchê Tchê acertou o travessão da entrada da área. Pedro Castro teve o lance mais claro do Avai antes do intervalo. Mas foi um tempo de bom futebol e muitas ações ofensivas do dois times.

O árbitro, Ricardo Marques Ribeiro, colaborou para ausência de gols ao deixar de marcar um pênalti para cada time.

A lesão de Junior Dutra , aos 35 min , influenciou no roteiro final do jogo. Luanzinho, que o substitui, deu passes perfeitos no segundo tempo e teve participação decisiva. Ele colocou Maurinho em condições para finalizar. O atacante foi derrubado pelo goleiro . Pênalti que Marquinhos bateu e abriu o placar.

Pedro Castro recuperou a bola, tocou para Maurinho, que deu toque perfeito para Lourenço , o garoto que acabara de entrar não vacilou e encaminhou vitória com belo chute no canto.

O Avai recuou mais ainda para segurar o placar, estratégia que funcionou com boas defesas do goleiro Koslinski, depois de o Palmeiras ter descontado com gol de Keno.

Foi um bom jogo e uma atuação equilibrado do Avai, que soube lutar contra a pressão da vitória para não cair antecipadamente. Luanzinho e Lourenço tiveram participação importante, já Maurinho foi decisivo e Marquinhos o comandante das ações ofensivas, além do gol de pênalti.

O Leão está vivo. Agora faltam duas vitórias para evitar o rebaixamento.

Livre do rebaixamento , Figueira precisa de clareza para reconstrução

17 de novembro de 2017 1

O Figueirense antecipou em dois jogos a permanência na Série B, – quando entrou em campo diante do Juventude já sabia que não cairia mais porque o Luverdense empatou com o Guarani-, e afastou o risco de fechar tragicamente um ano sem honra no Orlando Scarpelli.

O desfecho de uma gestão marcada por trapalhadas, desde o início, em 2012, sob o comando de Wilfredo Brilinger, foi quase colocar o time na Série C e lutar contra o rebaixamento , também, no estadual.

Há motivo para sentimento de alívio, nada a comemorar. O clube que foi modelo de gestão e referência nacional do futebol Catarinense em anos recentes encolheu, endividou-se, distanciou-se do torcedor, entrou em relações obscuras e envergonha as pessoas que clamam por transparência.

O ano mais triste da história recente do Figueirense culminou com uma parceria ainda cercada de mistérios e dúvidas. Quem são os investidores ? Como se aproximaram do Figueirense ? O que pretendem com o clube ? Quem vai falar com o torcedor ? Quem tem credibilidade para apresentar os projetos para 2018 ?

Os resultados de campo são incontroláveis no futebol, mas quando a derrota chega acompanhada de lambanças e dúvidas , fere de morte o sentimento de quem ajudou a construir uma história de quase cem anos.

A retomada do caminho das vitórias em 2018 vai exigir a presença forte dos dirigentes históricos do clube e da manifestação, sem rodeios, dos novos parceiros sobre o que vieram fazer em Florianópolis.

Avai empata em Minas e agora precisa de cem por cento para não cair

15 de novembro de 2017 0

O Avai passou a impressão de que poderia vencer, mas as falhas da zaga comprometeram a atuação diante do Cruzeiro no Mineirão. A arbitragem também inferferiu, mas errou para os dois lados, embora o lance contra o Avai foi muito claro.

No primeiro tempo as principais ações do Avai passaram por Maicon na lateral. Ele fez o passe para o pênalti em Romulo, que Junior Dutra bateu e abriu o placar, também evitou o gol de Rafinha – apesar de ter feito o pênalti – e, entre outras participações, colocou Marquinhos de frente para o goleiro, mas o chute do galego passou por cima.

Douglas também voltou a brilhar , fazendo boas intervenções e uma grande defesa, parando o chute de Thiago Neves de dentro da área.

O Avai, porém, mostrou que tinha resistência, novamente, apenas para meio tempo. O Cruzeiro voltou do intervalo mais ofensivo e não saiu do campo de ataque até virar a partida, muito por ajuda do árbitro Leandro Pedro Wuaden, que deu pênalti de Douglas em Robinho, depois de lance infantil de Alemão. O goleiro tocou claramente a bola.

Antes, o Cruzeiro havia empatado com Thiago Neves, aproveitando vacilo dos zagueiros quase na pequena área.

Tudo se encaminhava para a derrota, quando Caio Cēsar cruzou da esquerda e Junior Dutra acertou o cabeceio e empatou nos acréscimos. Um ponto é pouco, mas mantém a esperança nas rodadas finais.

Empate com o Vila Nova foi pouco para o Figueira

14 de novembro de 2017 0

O Figueirense deixou escapar mais uma chance para garantir a permanência na Série B, ao empatar por um gol com o Vila Nova no Serra Dourada.

O gol de Luidy aos 5min parecia indicar uma noite da primeira vitória fora de casa com o técnico Milton Cruz , mas o time diminuiu o ritmo, abandonou o ataque e foi castigado com o gol de Claudinei aos 44min.

O técnico Hemerson Maria abriu o time no segundo tempo, mas pouco criou e ainda deu muito espaço para o contra-ataque.

O Figueirense cresceu depois da entrada de Joãozinho e Ferrugem, saiu ao ataque em vantagem em vários momentos, mas não aproveitou porque errou o toque final.

Destaque para a atuação de Dudu Vieira, que marcou forte e puxou vários contra-ataques, até mesmo o que acabou em gol no início da partida.

A agonia se mantém , mas de ponto em ponto o rebaixamento vai ficando distante.

O Avai foi impotente para surpreender o Corinthians

12 de novembro de 2017 0

O roteiro não fugiu da tendência indicada antes do jogo e o Avai perdeu para o líder Corinthians, empurrando o “timão” para o título e o Leão para o rebaixamento, na Arena de Itaquera.

O Avai, como sempre, apostou tudo na defesa. Tentou marcar forte e, até conseguiu no primeiro tempo, não permitindo muitas chances, mas pouco chegou ao ataque.

No início do segundo tempo a estratégia ruiu. Novamente no setor de Alemão o adversário acha o espaço e faz o gol. Kazim só deixou a bola bater em seu peito e abriu o placar.

O técnico, Claudinei Oliveira, tentou adiantar o time , fez alterações como as estradas de Maurinho e Caio César, mas faltou qualidade para chegar ao gol.

O Avai fica uma derrota mais perto da Série B, situação que vai ficando irreversível.

América-MG sobe e adia permanência do Figueira na Série B

11 de novembro de 2017 0

O América-MG interrompeu a sequência de vitórias do Figueirense no Orlando Scarpelli, garantiu o acesso á Série A e adiou a permanência do Figueirs na Série B.

O jogo teve boa disputa tática, possibilidades de gol semelhantes, mas os erros defensivos do Figueirense foram decisivos.

O América abriu o placar no primeiro minuto, gol de Rafael Lima, e fez o segundo no último minuto do primeiro tempo com Giovani. Lances que exploraram a fragilidade dos zagueiros e goleiro do Figueirense.

O Figueirense chegou a empatar a partida, gol de Jorge Henrique – que fez a melhor atuação com a camisa do Figueira – terminou pressionando, teve mais posse de bola , mas parou na forte organização do América.

A situação do Figueira ainda é boa, mas não está resolvida.

Marquinhos faz história, mas Avai perde e cola no rebaixamento

08 de novembro de 2017 1

A derrota começou na falta de aproveitamento das chances criadas no início do jogo, virou real com a falta incrível batida por Juninho, o crescimento do Bahia no segundo tempo e as substituições de Maicon e Marquinhos.

O Avai dominou o primeiro tempo e criou as melhores jogadas de ataque com Maicon, Romulo e Marquinhos comandando as ações pela direita. Em 5min Junior Dutra já havia perdido três gols, mas o time manteve a insistência e conseguiu abrir o placar.

Marquinhos bateu a falta por cima da barreira e celebrou emocionado um gol histórico. Agora ele é o maior artilheiro da história da Ressacada com 58 gols. Parecia uma noite mágica para o Leão, mas parou neste momento.

Ainda no primeiro tempo o volante Juninho bateu falta com perfeição. A bola tocou nas duas traves e no rebote Edgar Junio empatou.

A configuração mudou no segundo. O Avai baixou a intensidade e o Bahia cresceu com bom volume de jogo e chegadas perigosas, principalmente pela esquerda, com Mendoza e Allione.

Apesar da queda de rendimento o Avai ainda tentava o empate, mas tudo ruiu com a saída de Maicon e Marquinhos. Logo depois, aos 33 min, Allione fez grande lance em cima de Alemão e tocou para Edgar Junio virar o placar.

Abatido, o Avai ficou sem reação e perdeu mais uma em casa. O resultado afunda mais ainda o time no Z-4 e deixa a situação dramática na tabela de classificação.

Falhas individuais impedem o Figueira de vencer fora de casa

07 de novembro de 2017 0

O Figueirense, mais uma vez , chegou perto, porém, novamente, não conseguiu vencer fora de casa sob o comando do técnico Milton Cruz.

Mas o empate não é reponsabilidade do treinador, que organizou bem o time na defesa e fez as alterações adequadas. O que atrapalhou foram as falhas individuais.

Antes a expulsão de Guilherme Lazaroni, que, descontrolado, deu entradas com força desproporcional e prejudicou o time, depois a falha do goleiro Saulo – ele de novo – que aceitou o chute de longe de Mazinho e no meio do gol, foram fatais.

O Figueirense teve o jogo controlado quase todo o tempo, até mesmo quando ficou com um a menos e, mesmo assim, abriu o placar com André Luiz. Apenas nos 15 min finais o Oeste conseguiu pressionar e criar chances claras de gol.

Destaque para dedicada e produtiva atuação de Jorge Henrique.

Apesar de deixar escapar a vitória o ponto fora de casa é importante , porque vai aproximando cada vez mais o time do fechamento matemático para ficar na Série B.