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Montagem dos principais times Catarinenses para 2017 ainda longe do esperado

20 de dezembro de 2016 2

O Natal está chegando e a organização dos principais times do estado para a temporada 2017 continua em ritmo lento.

A tragédia com a Chapecoense, os rebaixamentos de Joinville e Figueirense , os atrasos de salários do Avai, além da crise econômica do país , travam as negociações nesta época do ano.

O que fica evidente é que este será o mais modesto início de temporada dos anos recentes no Estado.

O Avai perdeu dois destaques do acesso, Fábio Sanches e o goleiro Renan, e confirmou apenas o zagueiro Gustavo. Falta muito para ter um time de Série A. Além de goleiro, há carências de laterais, volantes e atacantes.

O Figueirense ficou sem os principais jogadores da campanha que levou ao rebaixamento e vai montando um time de Atletas rodados na Série B. Hélder, Juliano, Elias, Bill e Éverton são as principais contratações. Longe de ser um time que empolga o torcedor.

O Joinville, rebaixado para a Série C, tem a pior situação de todos. Apostou em Fabinnho Santos para iniciar a carreira de treinador e em Lúcio Flávio para liderar a garotada dentro de campo. Difícil acreditar que seja uma grande surpresa no campeonato Catarinense.

O Criciúma apostou no jovem treinador Deivid, não tem problemas financeiros, mas também não apresenta nenhum destaque nas contratações até agora. Alguns bons jogadores que ficaram deste ano, casos do goleiro Luiz e dos volantes Barreto e Dódi, minimizam a situação do Tigre.

A Chapecoense, apesar da tragédia, é quem tem mais condições de investimentos pelas competições que vai disputar. A exigência aumenta, porém, considerando a quantidade de jogadores que precisa contratar e o nível da Libertadores e Série A.

Há tempo ainda até a primeira semana de janeiro para contratações de impacto, mas não parece ser a tendência do momento.

O futuro começa agora no futebol Catarinense

05 de dezembro de 2016 8

A dor e o sofrimento não desaparecerão facilmente, mas é preciso seguir em frente, retomar um pouco a rotina, desencadear atitudes para sublimar o desespero dos dias recentes.

É pensando assim que a Chapecoense, a Federação Catarinense de futebol e nós da imprensa podemos encontrar o caminho da reconstrução, e os demais clubes retornarem á vida normal de treinos, viagens e jogos.

A Chape não vai enfrentar o Atlético-MG, mas os demais jogos serão realizados. É uma oportunidade para homenagear a Chape e evitar brechas que podem tirar a lisura do campeonato.

O título da Sul-Americana é da Chape e a isenção de rebaixamento na Série A também deve ser aprovado. Resta saber por quanto tempo. Estes gestos de solidariedade garantem bom resultado financeiro para a formação de um novo time. Isso facilitará todas as outras ações administrativas. A estruturação de uma nova equipe administrativa é a prioridade agora, desafio para o presidente Ivan Tozzo.

O momento é de reconstrução, mas que não sejam esquecidos os exemplos de generosidade, solidariedade e empatia, ( colocar-se no lugar do outro), que dominaram estes dias de turbilhão emocional. São valores que precisam ser incluídos no cotidiano e não apenas quando a tragédia bate à porta. Lições que vieram da Colômbia.

Que as torcidas organizadas, principais responsáveis por tumultos e mortes no futebol, absorvam os exemplos e transformem suas atitudes diárias.

Ferreira Gullar, que se foi ontem, deixou a frase que é uma inspiração para este momento: ” a arte existe porque a vida não basta”. Vamos continuar fazendo arte, escrevendo contos de fadas, através do futebol.

“O tempo não para” , (Cazuza).

A dor de uma tragédia no lugar do futebol

01 de dezembro de 2016 1

A fascinação do futebol é a capacidade que ele tem de representar, em todas as dimensões, a própria vida.

É alegria e tristeza, conquista e derrota, realidade e ficção, mágico e divino, negócio, lazer e diversão, drama e tragédia. Tudo ao mesmo tempo. É uma linguagem que todos deciframos sem ler porque basta sentir para entender.

A emoção é a maior expressão de todos os sentimentos e foi por causa dela que eu e você nos apaixonamos pelo futebol. E foi por ela que escolhi ser narrador. Dentro de estádios de todo o Brasil presenciei todos os sentimentos, narrei dramas e tragédias de muitos times, consequencias de uma jogada bem executada ou de uma falha decisiva. Resultado do imponderável desse esporte encantador.

Acostumado a narrar os caminhos da bola, nunca imaginei que assistiria a dor extrema de uma tragédia que parece ter saltado dos livros do realismo fantástico, porém, é uma dura e desconcertante realidade e, por coincidência, na terra de Gabriel Garcia Marques. Um fato que ninguém está preparado para descrever.

A viagem para a maior conquista do futebol catarinense acaba em maior tragédia do esporte mundial. Um mergulho cego nas montanhas de Medellin por causa de uma “pane seca”, provavelmente, impediu o jogo e matou um time, dirigentes e jornalistas. Tudo indica, uma irresponsabilidade movida á ganância, transformou em divino o conto de fadas construído no Oeste.

Apesar do sofrimento, dos corações destroçados e a dor sem fim, a Chape está viva. A ideia de um clube forte e organizado não morreu. O orgulho e o espírito guerreiro estão vivos e são os motores da reconstrução.

O mundo do futebol não tem negado solidariedade e a Chapecoense, com apoio de sua torcida, vai fazer a travessia para novas conquistas e muitas emoções positivas. Chapecó não está na solidão.

Força, Chape !!

Figueira observa garotos, vence o FLU e já olha para 2017

27 de novembro de 2016 3

O Figueirense fechou a temporada de jogos em casa vencendo o Fluminense por 1 a 0 , mas com futebol e presença da torcida de time rebaixado. O jogo foi muito ruim e o público de apenas 1.800 torcedores.

A observação de alguns garotos foi o que mais chamou a atenção no time do Figueira. Mas Dudu e Matheuzinho, que começaram a partida, embora mostrando potencial tiveram atuações discretas. O volante João Pedro, que entrou no segundo tempo, deixou melhor impressão, apesar de pouco tempo em campo.

Uma despedida melancólica, de um time sem qualidade e inspiração, e que ainda joga com o Sport domingo em Recife, já pensando em 2017.

Projetando

Marquinhos Santos será o treinador ano que vem. Uma decisão polêmica. Ele fica pelo contratado assinado até o final de 2017 e por que largou o Fortaleza para assumir o Figueira, trocando um acesso por rebaixamento. É respeitado por trabalhos que fez no Coritiba e Fortaleza, porém nada acrescentou ao Figueirense na reta final da Série A. Vai ter a chance de mudar a história.

Branco, que vem morar em Floripa, ganha força e assume o futebol junto com Léo Franco. Uma escolha que coloca um olhar técnico no departamento de futebol, corrigindo uma falha da gestão de Brilinguer nos 4 anos recentes. Vai depender, porém, da competência de Branco para dar certo. O torcedor não esquece a passagem dele como treinador e o retorno este ano como assessor do presidente, trabalhos que não deram bom resultado.

Barca

A reformulação do grupo de atletas começou com as dispensas de Ayrton, Pará, Diego Torres, Ēlvis, Maurides e Rafael Silva. Todos mereceram a liberação. No mínimo mais 10 atletas devem ser dispensados. O problema vai ser evitar a saída de jogadores que poderiam ficar. Casos de Gatito, Werley , Ferrugem, Lins e Rafael Moura.

A festa dos avaianos na despedida da Série B

27 de novembro de 2016 0

O jogo de despedida do Avai na temporada, como esperado, foi um momento de comemoração e agradecimento pela conquista do acesso á Série A do campeonato brasileiro, tudo movido a sorrisos, lágrimas e emoção.

A grande presença da torcida e a entrada de Toshi com a tarja de capitão, divertiram o torcedor na Ressacada. O jogo ficou em segundo plano.

Houve ainda a solidariedade com o volante Renanzinho com participação comovente de todos.

O ano não poderia terminar melhor para a nação avaiana.

O Joinville na Série C

27 de novembro de 2016 0

O Joinville desce para a série C dois anos depois de ter retornado a Série A, provocando um grande abalo em sua apaixonada torcida, que viveu momentos de profunda decepção durante toda a temporada.

Aconteceram coisas inacreditáveis em alguns jogos, principalmente em casa, ficando como o maior exemplo a partida em que Jael perdeu dois pênaltis.

A saída de Nereu Martinelli da presidência foi um fator importante, mas o próprio Martinelli já caira no mesmo erro do atual presidente, Jony Stassun: tentar fazer futebol sem profissionais experientes na área. O Joinville subiu com a presença fundamental de nomes como Sérgio Ramires, César Sampaio, Ramon Menezes e Maringá – que chegou em um momento difícil, mas se pudesse continuar seria um nome adequado -, agora ficou tudo na mão dos treinadores e gerentes pouco experientes.

As avaliações inadequadas levaram a um grande número de contratações de jogadores e várias trocas de trinadores, uma tempestade perfeita para o fracasso.

Vai ser demorado, caro e doloroso, mas o Joinville tem potencial para se reinventar. Cabe å diretoria encontrar os caminhos da recuperação e remobilizar a torcida, fonte de todas as soluções como sempre, mas que só é lembrada nos momentos dramáticos.

Danilo garante a Chape na final da Sul-Americana

23 de novembro de 2016 3

A Chapecoense “fura a fila” dos times quase centenários de SC e , aos 43 anos de história, está na final de uma competição internacional, a primeira de um time do estado.

A vaga foi conquistada, muito pelo resultado do jogo na Argentina, porque hoje a Chape preferiu administrar a vantagem e só atacou em contra-ataques, porém pouco conseguiu finalizar. O São Lourenço demorou para se abrir, mas quando foi ao ataque obrigou Danilo a duas defesas importantes, além de acertar a trave. Teve ainda uma bola que Danilo tirou com o pé em cima da linha no último lance. O goleiro da Chape, mas uma vez, foi o cara do jogo.

No final, valeu mesmo a vantagem conquistada no primeiro jogo. Merecida festa da torcida do Oeste. A Chape é o orgulho do nosso futebol no momento e pode ir mais longe. Agora é aguardar o adversário da final.

Figueira carregou 100% Série B.

20 de novembro de 2016 7

O Figueirense entrou em campo praticamente rebaixado no Barradão, por isso, perder não seria surpresa, mas o time foi além e sofreu uma goleada por 4 a 0 do Vitória , time de Argel Fucks, que comandou a permanência em 2014 e teve rápida passagem no clube em 2016.

A queda, porém, já estava encaminhada havia muito tempo. A montagem e avaliação pouca adequadas do grupo de atletas foi o principal problema da temporada.

Acreditando que tinha ótimo elenco, a diretoria transferiu o problema para os treinadores. Escolheu cinco comandantes e nenhum resolveu. Foi o primeiro grande erro. Havia tempo para ajustes, principalmente no meio-campo, mas as providencias não foram tomadas. O presidente preferiu contratar Branco, um assessor que mora no RJ e sem função clara. O relacionamento de vestiário era complicado e ninguém soube “aparar as arestas”. Carlos Alberto, o craque do time, foi liberado quando mais podia e queria jogar, depois de o clube esperar por ele o ano inteiro.

Não é de hoje que o Figueirense faz futebol precário, o preço paga agora.

Acostumado a disputar a Série A – foram 12 participações em 15 edições – o torcedor está com o orgulho ferido. O clube não acaba, mas o impacto emocional e financeiro vai ter reflexos nos próximos meses.

Cabe a diretoria encontrar soluções e fortalecer o futebol, mas as primeiras ações não empolgam. Léo Franco, que tem pouca experiência como “montador” de time, é o responsável pelas contratações na próxima temporada.

O Leão voltou

19 de novembro de 2016 6

O Avaí levou ao extremo a sua proposta de jogo e garantiu o retorno á Série A com uma atuação sustentada pela defesa no estádio do Café.

No único ataque eficiente, Capa deu lindo passe para Diego Jardel colocar no ângulo e fazer o gol do acesso diante do Londrina. Renan se encarregou de garantir o resultado com boas defesas.

Foi uma campanha maravilhosa e surpreendente no segundo turno que empurrou o time para o sucesso.

O retorno de Marquinhos, a chegada de Betão, a entrada de Joceli do Santos no futebol e a contratação de Claudinei Oliveira ajudaram a transformar um time desacreditado em quase imbatível, apesar da limitação técnica.

Uma conquista com a marca das incríveis defesas de Renan, dos gols de Romulo, o toque de classe de Marquinhos, a bicicleta de Renato, os gols decisivos de Diego Jardel, mas, acima de tudo, de muitos guerreiros e grande dose de superação.

Mérito também ao presidente Battistotti que teve a coragem de assumir o cargo contra a vontade da maioria da torcida e conselheiros em um momento difícil antes do campeonato brasileiro.

Mais um momento histórico que eleva o padrão da equipe e abre novas possibilidades de crescimento.

Comemora Leão, que o momento é teu.

Figueira coloca os pés na Série B

16 de novembro de 2016 1

O Figueirense não está rebaixado por que falta o fechamento matemático, mas é inevitável a disputa da Série B em 2017.

A situação já estava dramática antes do jogo, mas depois do empate com o Corinthians se torna irreversível.

Não há como apostar em uma equipe que tenta se fechar e não sabe defender, procura atacar apenas depois de sofrer o gol e quase nada consegue criar. O Figueira é um time destruído em todos os fundamentos.

O empate com o Corinthians foi conquistado apenas no final, com um gol quase acidental de Rafael Moura. O Corinthians abriu o placar com Camacho no primeiro tempo, mas não jogou bom futebol, acompanhando o nível do Figueira.

Jogo fraco e noite dolorosa para a torcida do Figueira, que vê o time caindo por antecipação e sem mostrar capacidade para jogar bom futebol e lutar pelo resultado.