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O futuro começa agora no futebol Catarinense

05 de dezembro de 2016 3

A dor e o sofrimento não desaparecerão facilmente, mas é preciso seguir em frente, retomar um pouco a rotina, desencadear atitudes para sublimar o desespero dos dias recentes.

É pensando assim que a Chapecoense, a Federação Catarinense de futebol e nós da imprensa podemos encontrar o caminho da reconstrução, e os demais clubes retornarem á vida normal de treinos, viagens e jogos.

A Chape não vai enfrentar o Atlético-MG, mas os demais jogos serão realizados. É uma oportunidade para homenagear a Chape e evitar brechas que podem tirar a lisura do campeonato.

O título da Sul-Americana é da Chape e a isenção de rebaixamento na Série A também deve ser aprovado. Resta saber por quanto tempo. Estes gestos de solidariedade garantem bom resultado financeiro para a formação de um novo time. Isso facilitará todas as outras ações administrativas. A estruturação de uma nova equipe administrativa é a prioridade agora, desafio para o presidente Ivan Tozzo.

O momento é de reconstrução, mas que não sejam esquecidos os exemplos de generosidade, solidariedade e empatia, ( colocar-se no lugar do outro), que dominaram estes dias de turbilhão emocional. São valores que precisam ser incluídos no cotidiano e não apenas quando a tragédia bate à porta. Lições que vieram da Colômbia.

Que as torcidas organizadas, principais responsáveis por tumultos e mortes no futebol, absorvam os exemplos e transformem suas atitudes diárias.

Ferreira Gullar, que se foi ontem, deixou a frase que é uma inspiração para este momento: ” a arte existe porque a vida não basta”. Vamos continuar fazendo arte, escrevendo contos de fada, através do futebol.

“O tempo não para” , (Cazuza).

A dor de uma tragédia no lugar do futebol

01 de dezembro de 2016 1

A fascinação do futebol é a capacidade que ele tem de representar, em todas as dimensões, a própria vida.

É alegria e tristeza, conquista e derrota, realidade e ficção, mágico e divino, negócio, lazer e diversão, drama e tragédia. Tudo ao mesmo tempo. É uma linguagem que todos deciframos sem ler porque basta sentir para entender.

A emoção é a maior expressão de todos os sentimentos e foi por causa dela que eu e você nos apaixonamos pelo futebol. E foi por ela que escolhi ser narrador. Dentro de estádios de todo o Brasil presenciei todos os sentimentos, narrei dramas e tragédias de muitos times, consequencias de uma jogada bem executada ou de uma falha decisiva. Resultado do imponderável desse esporte encantador.

Acostumado a narrar os caminhos da bola, nunca imaginei que assistiria a dor extrema de uma tragédia que parece ter saltado dos livros do realismo fantástico, porém, é uma dura e desconcertante realidade e, por coincidência, na terra de Gabriel Garcia Marques. Um fato que ninguém está preparado para descrever.

A viagem para a maior conquista do futebol catarinense acaba em maior tragédia do esporte mundial. Um mergulho cego nas montanhas de Medellin por causa de uma “pane seca”, provavelmente, impediu o jogo e matou um time, dirigentes e jornalistas. Tudo indica, uma irresponsabilidade movida á ganância, transformou em divino o conto de fadas construído no Oeste.

Apesar do sofrimento, dos corações destroçados e a dor sem fim, a Chape está viva. A ideia de um clube forte e organizado não morreu. O orgulho e o espírito guerreiro estão vivos e são os motores da reconstrução.

O mundo do futebol não tem negado solidariedade e a Chapecoense, com apoio de sua torcida, vai fazer a travessia para novas conquistas e muitas emoções positivas. Chapecó não está na solidão.

Força, Chape !!

Figueira observa garotos, vence o FLU e já olha para 2017

27 de novembro de 2016 3

O Figueirense fechou a temporada de jogos em casa vencendo o Fluminense por 1 a 0 , mas com futebol e presença da torcida de time rebaixado. O jogo foi muito ruim e o público de apenas 1.800 torcedores.

A observação de alguns garotos foi o que mais chamou a atenção no time do Figueira. Mas Dudu e Matheuzinho, que começaram a partida, embora mostrando potencial tiveram atuações discretas. O volante João Pedro, que entrou no segundo tempo, deixou melhor impressão, apesar de pouco tempo em campo.

Uma despedida melancólica, de um time sem qualidade e inspiração, e que ainda joga com o Sport domingo em Recife, já pensando em 2017.

Projetando

Marquinhos Santos será o treinador ano que vem. Uma decisão polêmica. Ele fica pelo contratado assinado até o final de 2017 e por que largou o Fortaleza para assumir o Figueira, trocando um acesso por rebaixamento. É respeitado por trabalhos que fez no Coritiba e Fortaleza, porém nada acrescentou ao Figueirense na reta final da Série A. Vai ter a chance de mudar a história.

Branco, que vem morar em Floripa, ganha força e assume o futebol junto com Léo Franco. Uma escolha que coloca um olhar técnico no departamento de futebol, corrigindo uma falha da gestão de Brilinguer nos 4 anos recentes. Vai depender, porém, da competência de Branco para dar certo. O torcedor não esquece a passagem dele como treinador e o retorno este ano como assessor do presidente, trabalhos que não deram bom resultado.

Barca

A reformulação do grupo de atletas começou com as dispensas de Ayrton, Pará, Diego Torres, Ēlvis, Maurides e Rafael Silva. Todos mereceram a liberação. No mínimo mais 10 atletas devem ser dispensados. O problema vai ser evitar a saída de jogadores que poderiam ficar. Casos de Gatito, Werley , Ferrugem, Lins e Rafael Moura.

A festa dos avaianos na despedida da Série B

27 de novembro de 2016 0

O jogo de despedida do Avai na temporada, como esperado, foi um momento de comemoração e agradecimento pela conquista do acesso á Série A do campeonato brasileiro, tudo movido a sorrisos, lágrimas e emoção.

A grande presença da torcida e a entrada de Toshi com a tarja de capitão, divertiram o torcedor na Ressacada. O jogo ficou em segundo plano.

Houve ainda a solidariedade com o volante Renanzinho com participação comovente de todos.

O ano não poderia terminar melhor para a nação avaiana.

O Joinville na Série C

27 de novembro de 2016 0

O Joinville desce para a série C dois anos depois de ter retornado a Série A, provocando um grande abalo em sua apaixonada torcida, que viveu momentos de profunda decepção durante toda a temporada.

Aconteceram coisas inacreditáveis em alguns jogos, principalmente em casa, ficando como o maior exemplo a partida em que Jael perdeu dois pênaltis.

A saída de Nereu Martinelli da presidência foi um fator importante, mas o próprio Martinelli já caira no mesmo erro do atual presidente, Jony Stassun: tentar fazer futebol sem profissionais experientes na área. O Joinville subiu com a presença fundamental de nomes como Sérgio Ramires, César Sampaio, Ramon Menezes e Maringá – que chegou em um momento difícil, mas se pudesse continuar seria um nome adequado -, agora ficou tudo na mão dos treinadores e gerentes pouco experientes.

As avaliações inadequadas levaram a um grande número de contratações de jogadores e várias trocas de trinadores, uma tempestade perfeita para o fracasso.

Vai ser demorado, caro e doloroso, mas o Joinville tem potencial para se reinventar. Cabe å diretoria encontrar os caminhos da recuperação e remobilizar a torcida, fonte de todas as soluções como sempre, mas que só é lembrada nos momentos dramáticos.

Danilo garante a Chape na final da Sul-Americana

23 de novembro de 2016 3

A Chapecoense “fura a fila” dos times quase centenários de SC e , aos 43 anos de história, está na final de uma competição internacional, a primeira de um time do estado.

A vaga foi conquistada, muito pelo resultado do jogo na Argentina, porque hoje a Chape preferiu administrar a vantagem e só atacou em contra-ataques, porém pouco conseguiu finalizar. O São Lourenço demorou para se abrir, mas quando foi ao ataque obrigou Danilo a duas defesas importantes, além de acertar a trave. Teve ainda uma bola que Danilo tirou com o pé em cima da linha no último lance. O goleiro da Chape, mas uma vez, foi o cara do jogo.

No final, valeu mesmo a vantagem conquistada no primeiro jogo. Merecida festa da torcida do Oeste. A Chape é o orgulho do nosso futebol no momento e pode ir mais longe. Agora é aguardar o adversário da final.

Figueira carregou 100% Série B.

20 de novembro de 2016 7

O Figueirense entrou em campo praticamente rebaixado no Barradão, por isso, perder não seria surpresa, mas o time foi além e sofreu uma goleada por 4 a 0 do Vitória , time de Argel Fucks, que comandou a permanência em 2014 e teve rápida passagem no clube em 2016.

A queda, porém, já estava encaminhada havia muito tempo. A montagem e avaliação pouca adequadas do grupo de atletas foi o principal problema da temporada.

Acreditando que tinha ótimo elenco, a diretoria transferiu o problema para os treinadores. Escolheu cinco comandantes e nenhum resolveu. Foi o primeiro grande erro. Havia tempo para ajustes, principalmente no meio-campo, mas as providencias não foram tomadas. O presidente preferiu contratar Branco, um assessor que mora no RJ e sem função clara. O relacionamento de vestiário era complicado e ninguém soube “aparar as arestas”. Carlos Alberto, o craque do time, foi liberado quando mais podia e queria jogar, depois de o clube esperar por ele o ano inteiro.

Não é de hoje que o Figueirense faz futebol precário, o preço paga agora.

Acostumado a disputar a Série A – foram 12 participações em 15 edições – o torcedor está com o orgulho ferido. O clube não acaba, mas o impacto emocional e financeiro vai ter reflexos nos próximos meses.

Cabe a diretoria encontrar soluções e fortalecer o futebol, mas as primeiras ações não empolgam. Léo Franco, que tem pouca experiência como “montador” de time, é o responsável pelas contratações na próxima temporada.

O Leão voltou

19 de novembro de 2016 6

O Avaí levou ao extremo a sua proposta de jogo e garantiu o retorno á Série A com uma atuação sustentada pela defesa no estádio do Café.

No único ataque eficiente, Capa deu lindo passe para Diego Jardel colocar no ângulo e fazer o gol do acesso diante do Londrina. Renan se encarregou de garantir o resultado com boas defesas.

Foi uma campanha maravilhosa e surpreendente no segundo turno que empurrou o time para o sucesso.

O retorno de Marquinhos, a chegada de Betão, a entrada de Joceli do Santos no futebol e a contratação de Claudinei Oliveira ajudaram a transformar um time desacreditado em quase imbatível, apesar da limitação técnica.

Uma conquista com a marca das incríveis defesas de Renan, dos gols de Romulo, o toque de classe de Marquinhos, a bicicleta de Renato, os gols decisivos de Diego Jardel, mas, acima de tudo, de muitos guerreiros e grande dose de superação.

Mérito também ao presidente Battistotti que teve a coragem de assumir o cargo contra a vontade da maioria da torcida e conselheiros em um momento difícil antes do campeonato brasileiro.

Mais um momento histórico que eleva o padrão da equipe e abre novas possibilidades de crescimento.

Comemora Leão, que o momento é teu.

Figueira coloca os pés na Série B

16 de novembro de 2016 1

O Figueirense não está rebaixado por que falta o fechamento matemático, mas é inevitável a disputa da Série B em 2017.

A situação já estava dramática antes do jogo, mas depois do empate com o Corinthians se torna irreversível.

Não há como apostar em uma equipe que tenta se fechar e não sabe defender, procura atacar apenas depois de sofrer o gol e quase nada consegue criar. O Figueira é um time destruído em todos os fundamentos.

O empate com o Corinthians foi conquistado apenas no final, com um gol quase acidental de Rafael Moura. O Corinthians abriu o placar com Camacho no primeiro tempo, mas não jogou bom futebol, acompanhando o nível do Figueira.

Jogo fraco e noite dolorosa para a torcida do Figueira, que vê o time caindo por antecipação e sem mostrar capacidade para jogar bom futebol e lutar pelo resultado.

Uma vitória com jeito de Série A

13 de novembro de 2016 0

Os pontos mais fortes do time do Avai estiveram ainda melhores no momento da “decisão” com o Náutico na Ressacada, que esteve abarrotada de avaianos.

O goleiro Renan e o sistema defensivo estiveram quase perfeitos, apesar de alguns sustos no primeiro tempo. O meio-campo teve marcação, brilho e saídas rápidas, o que facilitou o trabalho de Romulo, único atacante, e dos outros jogadores que chegavam de trás.

Renato, Romulo e Diego Jardel foram alguns destaques, mas foi dos pés de Marquinhos que saíram os lances decisivos antes do intervalo. Foi uma tarde que tudo conspirou a favor do Leão, até mesmo os erros do árbitro Diego Real, que marcou falta e pênalti para o Leão em lances polêmicos, e que acabaram nos gols de Marquinhos.

O gol de Romulo, em lance de contra-ataque puxado por João Felipe que tocou para Renato cruzar, liquidou a partida. Tudo ficou mais fácil depois da expulsão de Maylson.

Uma vitória com jeito de Série A. Agora faltam dois pontos para o acesso sem depender de outros resultados.