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Posts com a tag "CHAPECOENSE"

Empate sem emoção no Orlando Scarpelli

14 de fevereiro de 2018 0

O encontro dos dois melhores times do campeonato até agora frustrou a expectativa no Orlando Scarpelli. Figueirense e Chapecoense ficaram devendo. O empate sem gols foi melhor para o Figueira, que continua invicto.

Cautela

A preocupação com a marcação predominou no primeiro tempo, principalmente do Figueirense, que mesmo jogando em casa esperou a Chape e buscou contra-atacar.

As ações de ataque da Chape ficaram concentradas no lateral Apodi. Do lado do Figueirense em Maikon Leite, os dois jogadores mais velozes em campo.

Embora com mais posse de bola, a Chape pouco criou. O lance mais perigoso foi um cabeceio de W. Paulista, que passou longe.

O Figueirense teve um chute perigoso de Maikon Leite, depois de linda arrancada pela direita.

Mas o que prevaleceu foi a marcação e o futebol de pouca qualidade e sem emoção.

Continuação

O segundo tempo não foi diferente, embora a Chapecoense tenha colocado força no ataque com a entrada de Bruno Silva e Guilherme. O time insistiu e aumentou o número de finalizações, porém terminou a partida sem criar um grande lance para fazer o gol.

O Figueirense limitou-se a defender o resultado, principalmente depois que Milton Cruz tirou Maikon Leite, único que tinha chance de uma jogada de velocidade no ataque, para a entrada de Henan. Restaram alguns lances de Ferrareis, mas não o suficiente para criar um lance sequer de finalização.

Jogo fraco tecnicamente, sem emoção e sem destaques individuais, mas com resultado melhor para o Figueirense que mantém a liderança.

Apito

Acompanhando os lances de perto, aplicando bem os cartões e interpretando corretamente os lances mais difíceis na área, Leandro Messina Perrone, fez ótima arbitragem.

O que esperar dos times catarinenses em 2018. Chape salvou 2017.

31 de dezembro de 2017 0

Na frente

A Chapecoense salvou o ano do futebol Catarinense em competições nacionais. Demostrando grande capacidade de reestruturação depois da tragédia de Medellin, remontou toda a diretoria e fez um time forte, que, mesmo vendendo dois destaques durante a Série A, – Rossi e Girotto- acabou conquistando vaga na pré-libertadores. Antes havia levantado a taça de campeã estadual e impressionado na Libertadores, só não avançando para a fase eliminatória, por um erro administrativo.

Pode melhorar

A Chape reúne as condições ideais para fazer mais uma grande temporada, embora a imprevisibilidade dos resultados. Fora de campo mantém os profissionais do futebol e conta com uma gestão sem dívidas e com dinheiro em caixa para investir. Dentro de campo manteve a maioria dos jogadores e vai reforçar com alguns nomes expressivos.

Sonho limitado

O Avai teve um ano de muita luta, mas faltou um pouco de ousadia para evitar o fracasso dos resultados. Jogando sempre no limite, acabou em segundo no estadual e rebaixado na Série A. Um pouco mais de qualidade no time poderia ter mudado a história, sem comprometer as finanças, que, aliás , terminam o ano desalinhadas, apesar da promessa do presidente, Francisco Battistotti, de pagar tudo em dia. O salário de novembro e o décimo terceiro não estavam depositados até o dia 29 de dezembro.

Mudanças

O ano de 2018 promete ser de mais aperto financeiro para o Avai, que perde a cota de Série A, R$ 24 milhões, e terá que se virar com R$ 6 milhões da Série B. O time perdeu o goleiro Douglas e o atacante Junior Dutra, destaques da temporada, mas vai ter sequência de trabalho com o treinador Claudinei Oliveira e já confirmou André Moritz e Martinuccio, bons jogadores para o meio-campo. O goleiro Rubinho também é boa escolha.

Trágico

O Figueirense teve um ano trágico, consequênca de uma gestão marcada por trapalhadas desde o final de 2012, que endividou o clube e solapou os bons conceitos de fazer futebol. Restou se contentar em evitar o rebaixamento no estadual e Série B. Rebaixamento para a Série C, aliás, evitado depois da entrada dos novos parceiros, que, por enquanto, não mostraram totalmente a cara e chegaram fazendo lambança, muito evidente no caso Alex Bourgeois, além de vender revelações como Robinho, Dudu e Luis Gustavo, sem o proporcional investimento no time.

Promessas

As promessas são muitas para 2018, mas é bom ter cautela, porque o contrato com os investidores ainda não foi assinado. Ao menos um bom sinal na área de futebol com a manutenção de Milton Cruz como técnico, Fernandes na gerência e Felipe Faro como diretor.

Sofrimento

O ano foi de muito sofrimento para o torcedor do Joinville, ainda abalado com as pancadas de 2016. E o time não conseguiu se recuperar, passando com participação discreta no estadual e não avançando para fase decisiva da Série C. Até o presidente caiu, mas se mantém no cargo graças a um acordo com a oposição que vai até abril.

Esperança

Mas 2018 pode ser o ano da recuperação e há bons sinais. A diretoria vai mudar, o técnico escolhido, Rogério Zimermann, tem prestígio e o time mescla revelações como o goleiro Matheus, volante Roberto e atacante Marlyson, com jogadores experientes, casos de Renan Teixeira, Evaldo e Grampola. Para quem vai disputar a Série C é um bom começo.

Sem rumo

O Criciuma seguiu em 2017 o roteiro dos últimos anos, muitos negócios de jogadores, troca de técnico e diretores de futebol e menos time. Ficou no meio do caminho no estadual e Série B.

Nada indica que vai ser muito diferente em 2018. o treinador escolhido tem perfil de quem trabalha no curto prazo. Agitado, lembrando Argel, Lisca não costuma ter vida longa, principalmente começando um trabalho. As primeiras contrações também não empolgam. Eltinho, Sandro e Siloé, por exemplo.

Os Catarinenses no Brasileiro

13 de maio de 2017 0

O estadual é importante, mas chegou o momento da grande competição do ano para os times Catarinenses. Buscar o acesso de divisão ou se manter na Série A é a grande meta do ano para os principais times do estado.

Série C

O Joinville parece um “corpo estranho ” na terceira divisão, depois de acessos seguidos até a Série A em 2015 e demonstração de solidez financeira da gestão.

O jovem técnico Fabinho Santos fez bom trabalho no estadual e terminou a competição com o time organizado. A base está pronta pra o brasileiro. A mescla de jovens com jogadores mais experientes deu certo e o Joinville entra para ser protagonista na Série C.

Os garotos Matheus, Roberto, Kadu e Marlyson têm a companhia de atletas rodados como Lúcio Flávio, Bruno Rodrigues, Renan Teixiera e Max. As principais novidades são Éverton Junior do Tubarão, Eliomar do Brusque e Grampola do Bragantino.

A estreia é com o Ipiranga em Erechim. Mesmo fora de casa, fazer ponto é fundamental.

A chance de acesso é boa, mas a fase eliminatória é perigosa. Nem sempre o melhor vence nos confrontos diretos.

Série B

Tigre

A manutenção da base do time é o aspecto mais forte do Criciúma , considerando que não fez contrações expressivas para o campeonato brasileiro.

Mas o time do momento está no bolo dos dez com mais chances de acesso. O técnico David ainda precisa melhorar o trabalho, principalmente defensivo, para equilibrar a equipe.

O goleiro Luiz e os atacantes Fabinho Alves, Caio Rangel e Pitbull, além do meia Alex Maranhão, devem dar a sustenção ao grupo. Os jovens Marlon, Barreto e Douglas Moreira têm qualidade e vitalidade.

A estreia diante do Santa Cruz é jogo que vai exigir bastante, mas jogando em casa , precisa vencer para ganhar confiança.

O Tigre não é favorito, mas está na briga.

Figueirense

Também não começa como favorito, mas está entre os dez times com mais chances de acesso. Fez 15 contratações para o brasileiro e , assim, terá praticamente um novo time em campo.

O técnico Márcio Goiano – que há sete anos não faz um bom trabalho na Série B , o último foi com o próprio Figueirense em 2010- precisa queimar etapas para não sofrer com a falta de entrosamento. Apenas Thiago Rodrigues, Dudu e Bruno Alves, titulares do estadual, foram mantidos na equipe.

São muitas caras novas, mas o perfil da equipe mudou. É um time mais leve, rápido e veloz, considerando as características dos principais jogadores.

A sustenção do time deve ser garantida por Bruno Alves, Dudu Vieira, Jorge Henrique, Luidy e Zé Love , que ainda está se recuperando de lesão.

O Goiás, adversário na estreia, é dos mais fortes da Série B.

O Figueira é um time que ainda precisa conquistar a torcida.

Série A

Avai

O Avai começa a Série A com limitações técnicas evidentes, principalmente na defesa e meio-campo. Também são limitadas as opções no banco de reservas. As novidades, até o momento, são o lateral Diego Tavares, volante Welington Simião e o zagueiro Airton.

A força está na determinação e entrosamento, porque mantém a base da Série B. Os atacantes Denilson, Romulo e Junior Dutra são a maior esperança de soluções para o time. Na defesa, Betão é a grande segurança e, no meio, a experiência de Marquinhos ainda é fundamental.

Se não acrescentar qualidade, vai ser “dureza” para o Leão se manter.

Jogar com o Vitória desfalcado de cinco titulares e na Ressacada, é uma boa oportunidade para vencer.

Chapecense

A Chape, apesar da reconstrução, ainda é a melhor equipe do estado, mas ainda falta muito para atingir o equilíbrio exigido para disputar a Série A sem sofrimento, como foi ano passado.

Os espaços que permite entre as linhas de marcação é o principal problema do sistema de jogo escolhido pelo técnico Wagner Mancini. Ele tentou fazer correções em alguns jogos com mais volantes e em outros com mais zagueiros, mas não deu certo.

A entrada de Jandrei no gol e as contratações do zagueiro Victor Ramos e do meio Seijas ajustam posições carentes e deixam a Chape mais forte para o brasileiro.

Tendência é de luta contra o rebaixamento, mas com boas chances de se manter.

A estreia diante do Corinthians é dos jogos mais dificieis do campeonato.

Chape vence na Ressacada e coloca a mão na taça

30 de abril de 2017 4

O jogo não teve brilho técnico e ficou devendo em emoção porque os dois times criaram poucas chances de gol.

Vermelhos

A estratégia da Chape foi mais eficiente desde o início porque bloqueava bem a entrada da área e os lados do campo, conseguindo, desta forma, evitar a pressão que o Avai pretendia fazer nos primeiros minutos.

A Chape já estava melhor em campo quando viu a situação ficar ainda melhor com a expulsão do lateral Capa. Um exgagero do árbitro, já que o lance merecia uma advertência com amarelo.

Com um jogador a mais em campo a Chape passou a atacar também , além de se defender com firmeza, e aproveitou o momento que estava em vantagem no número de atletas para abrir o placar com uma bonita virada de Luiz Antônio de dentro da área.

A expulsão de Girotto – outro exagero do árbitro – amenizou a complicação que foi o primeiro tempo para o Avai, mas não foi suficiente para mudar a história do jogo no segundo tempo.

Sem inspiração

O segundo tempo teve mais espaços, porém os dois times continuaram sem criatividade. Restou lutar e correr bastante para compensar a baixa qualidade técnica.

A Chape administrou a vantagem e fez alterações para fechar o time. O Avai arriscou mais pela necessidade de buscar o empate, mas o desempenho pouco melhorou. Apenas nos minutos finais surgiram dois lances de gol, mas Denilson e Romulo não aproveitaram.

No final, vitória da Chape e mais vantagem para o jogo na Arena Condá. Agora pode até perder por um gol de diferença.

Destaque

O volante Luiz Antônio foi o jogador mais lúcido em campo. Bem posicionado, deu bons passes e ainda fez o gol da vitória.

Apito

Os assistentes não cometeram erros, mas o árbitro, Héber Roberto Lopes, usou um critério muito rigoroso para a expulsão de Capa – não havia clima hostil entre os jogadores- poderia aplicar o amarelo. Depois compensou com a expulsão de Girotto, mas aí já havia interferido demais no andamento da partida. Ficou devendo melhor atuação.

Técnicos

O treinador, Wagner Mancini, não escalou Apodi, mas desta vez optou pelo volante Moisés, evitando a linha de três zagueiros com Nathan, opção utilizada diante do Nacional, quinta-feira, em Montividéu.

Também passou a orientação para Luiz Antônio avançar. Era o momento certo. Ele foi pra área e fez o gol.

No segundo tempo, com a vantagem no placar, soube fechar o time e segurar a vitória.

Claudinei Oliveira

O treinador do Avai não fez escolhas adequadas no momento de mexer no time. A primeira opção com a expulsão de Capa poderia ser não fazer alteração antes do intervalo, muito menos tirar Marquinhos e colocar o zagueiro Mauricio improvisado na lateral. Precisando vencer , o mais adequado era fazer duas linhas de quatro, adaptando Judson na lateral-esquerda até o intervalo e depois avaliar a situação para o segundo.

Depois do intervalo teve de tirar Mauricio, que substituiu Marquinhos, e colocou João Paulo para tentar a jogada de apoio ao ataque pela esquerda.

Além disso, escancarou a falta de sintonia com o capitão Marquinhos, que deixou claro seu descontentamento e criticou a decisão do treinador.

A decisão do Catarinense

28 de abril de 2017 0

Antes de começar a decisão boas vantagens estão do lado da Chapecoense. Além de ter uma equipe mais qualificada e mais opções no banco, joga a segunda partida em casa e, se ocorrer igualdade de pontos e saldo, fica com o título. A Chape pode ser campeã sem precisar vencer. Dois empates, por exemplo, bastam.

Quando se trata de decisão, porém, outros fatores entram em campo e podem equilibrar a disputa. A Chape vem de jogo desgastante com o Nacional pela Libertadores e pode sentir a parte física e emocional da derrota, apesar de ser uma situação difícil de medir. O Avai descansa há 10 dias.

Além disso, o quadro pode mudar bastante se o Avai vencer o primeiro jogo domingo e ficar ainda melhor para o Leão, caso vencer por dois gols de diferença ou mais.

Estratégias

A proposta de jogo dos treinadores é diferente. O Avai gosta de se fechar e buscar as saídas rápidas para o ataque. A Chape tenta jogar mais com a bola no pé e adiantar o time para trocar passes no campo adversário.

O Avai é forte na defesa e potente no ataque com Romulo , Denilson e Junior Dutra, porém tem fragilidade no meio-campo. Os volantes apenas marcam com eficiência e Marquinhos tem pouca mobilidade, que ele compensa pela qualidade técnica. As principais jogadas passam por Capa, Marquinhos, Denilson , Romulo e Junior Dutra.

A Chape tem força nas laterais, fragilidade nos zagueiros, mas é forte no meio-campo e ataque. As principais jogadas passam por Apodi, Reinaldo, Girotto, Luiz Antônio e Rossi.

Embora as diferenças, a disputa promete ser equilibrada.

Apito

Hébert Roberto Lopes apita na Ressacada. Acostumado com os principais jogos do país e América do Sul, tem confiança e competência para conduzir a partida com tranquilidade.

Torcida

A previsão é de estádio lotado, o que é mais um fator do lado Avai no primeiro jogo.

Chapecoense vence o Avaí e lidera

26 de março de 2017 2

A Chapecoense soube usar o fator local para pressionar e depois administrar o placar na Arena Condá, confirmando o momento de crescimento do time que já lidera na pontuação geral e no segundo turno.

Bafo

O Avaí foi envolvido no início do jogo pelas ações rápidas pelos lados do campo e não conseguiu controlar a Chapecoense, que criou três chances em seis minutos e abriu o placar com Andrey Girotto.

Rosssi comandou as ações pela direita com o apoio de João Pedro. Artur Caique e Reinaldo faziam a mesma coisa pela esquerda.

O Avaí só reagiu a partir dos 20 min , quando Marquinhos perdeu a melhor chance para empatar.

No final do primeiro tempo, parecia que o pior tinha passado, mas Koslinski se encarregou de complicar tudo ao tomar um frango, em chute de Artur Caíque, antes da entrada da área.

Sem força para reagir

A Chape administrou a vantagem no segundo tempo e pouco foi incomada por causa da inoperância do ataque avaiano. O técnico Claudinei Oliveira contribuiu ao demorar para mudar a equipe. Vinicius Pacheco e Victor entraram apenas depois dos 40min.

Um resultado que coloca a Chapecoense como favorita para ganhar o segundo turno e deixa o Avaí com poucas chances de vencer o campeonato sem a final.

Apito

Excelente arbitragem de Bráulio da Silva Machado, elogiado até pelo técnico do Avai.

Romulo comanda a vitória folgada do Leão diante da Chape

08 de fevereiro de 2017 1

O equilibrio projetado não se confirmou no jogo mais esperado do campeonato Catarinense até agora. O Avai foi amplamente superior e a Chape parou na desorganização e falta de atitude individual.

Romulo

Os times não mudaram o estilo de jogo no primeiro tempo. O Avai esperou no próprio campo e a Chape tentou trabalhar mais adiantada, mas em chances criadas o jogo foi igual.

Os espaços apareceram na defesa da Chape e Capa aproveitou pelo lado esquerdo construindo as principais jogadas. Foi de um cruzamento dele que saiu o gol. Romulo dominou e deu um giro completo para abrir o placar com estilo.

Antes, o atacante Rossi, destaque da Chapecoense, tinha disparado belo chute, mas Kozlinski fez grande defesa. O Avai poderia ter ampliado depois de cobrança de escanteio. Luan e Betão chutaram da marca do pênalti , porém o goleiro Elias salvou duas vezes.

No final do primeiro tempo a Chape quase empatou em Chute de Fabricio Bruno que foi desviado pela defesa em cima da linha. A etapa terminou bem para o Avai.

Romulo II

O segundo tempo não poderia começar melhor. Logo no reinício, Denilson, goleador do campeonato, ampliou o placar e aproximou o time da vitória.

A Chaoecoense sentiu a pancada e se abalou em campo, deixando o Avai á vontade para jogar. O terceiro gol veio rápido. Aos 15 min Romulo fez o terceiro e carimbou a vitória. O restante do tempo foi apenas para cumprir a regra e esperar o final da partida.

Mais uma grande atuação do Leão, mostrando organização e boas jogadas, o melhor futebol do início do campeonato. A Chapecoense, que teve uma arrancada promissora , não evoluiu e está praticamente fora da disputa do turno.

Destaques

Romulo, com dois gols e boa movimentação foi o grande destaque do jogo. Mas o nível de atuação do Avai foi tão bom que o time inteiro teve desempenho acima da média.

Arbitragem

Apesar de inseguro em algumas ações , Rodrigo D’alonso Ferreira, fez boa arbitragem.

Pênaltis salvam o Figueira e a vacilada da Chape

05 de fevereiro de 2017 3

A vitória do Figueira diante do Inter e o empate da Chapecoense com o Almirante Barroso, em Chapecó, apenas confirmam as avaliações iniciais de que há muito ainda para fazer até reestruturar os dois times, sempre candidatos a título no estadual.

Zé Love

O Figueirense, que teve leve melhora em Joinville, voltou a fazer um jogo sem intensidade e organização, e precisou de dois pênaltis para vencer. Um deles, o segundo, em Zé Love, não foi falta.

Além das limitações técnicas, são poucos os sinais de evolução tática no time do Figueira. A lentidão e a ausência de variação de jogadas são os principais problemas da equipe montada por Marquinhos Santos.

Resta a esperança de melhora para se manter na disputa do turno. Objetivo ainda viável matematicamente, mas distante se depender do rendimento até agora.

Desatenção

O Almirante Barroso foi heroico ao arrancar o empate na Arena Condá e com um jogador a menos desde o primeiro tempo.

A Chapecoense, porém, além da falta de sintonia fina, normal neste momento, deixou a impressão de ter subestimado do adversário e, em vez de partir para a vitória, deixou o tempo passar e foi surpreendida. Vagner Mancini não mexeu bem no time e a superioridade individual desapareceu.

Um tropeço que pode embolar a disputa do turno e colocar o Avai e até o Criciúma em condições favoráveis.

Montagem dos principais times Catarinenses para 2017 ainda longe do esperado

20 de dezembro de 2016 2

O Natal está chegando e a organização dos principais times do estado para a temporada 2017 continua em ritmo lento.

A tragédia com a Chapecoense, os rebaixamentos de Joinville e Figueirense , os atrasos de salários do Avai, além da crise econômica do país , travam as negociações nesta época do ano.

O que fica evidente é que este será o mais modesto início de temporada dos anos recentes no Estado.

O Avai perdeu dois destaques do acesso, Fábio Sanches e o goleiro Renan, e confirmou apenas o zagueiro Gustavo. Falta muito para ter um time de Série A. Além de goleiro, há carências de laterais, volantes e atacantes.

O Figueirense ficou sem os principais jogadores da campanha que levou ao rebaixamento e vai montando um time de Atletas rodados na Série B. Hélder, Juliano, Elias, Bill e Éverton são as principais contratações. Longe de ser um time que empolga o torcedor.

O Joinville, rebaixado para a Série C, tem a pior situação de todos. Apostou em Fabinnho Santos para iniciar a carreira de treinador e em Lúcio Flávio para liderar a garotada dentro de campo. Difícil acreditar que seja uma grande surpresa no campeonato Catarinense.

O Criciúma apostou no jovem treinador Deivid, não tem problemas financeiros, mas também não apresenta nenhum destaque nas contratações até agora. Alguns bons jogadores que ficaram deste ano, casos do goleiro Luiz e dos volantes Barreto e Dódi, minimizam a situação do Tigre.

A Chapecoense, apesar da tragédia, é quem tem mais condições de investimentos pelas competições que vai disputar. A exigência aumenta, porém, considerando a quantidade de jogadores que precisa contratar e o nível da Libertadores e Série A.

Há tempo ainda até a primeira semana de janeiro para contratações de impacto, mas não parece ser a tendência do momento.

O futuro começa agora no futebol Catarinense

05 de dezembro de 2016 8

A dor e o sofrimento não desaparecerão facilmente, mas é preciso seguir em frente, retomar um pouco a rotina, desencadear atitudes para sublimar o desespero dos dias recentes.

É pensando assim que a Chapecoense, a Federação Catarinense de futebol e nós da imprensa podemos encontrar o caminho da reconstrução, e os demais clubes retornarem á vida normal de treinos, viagens e jogos.

A Chape não vai enfrentar o Atlético-MG, mas os demais jogos serão realizados. É uma oportunidade para homenagear a Chape e evitar brechas que podem tirar a lisura do campeonato.

O título da Sul-Americana é da Chape e a isenção de rebaixamento na Série A também deve ser aprovado. Resta saber por quanto tempo. Estes gestos de solidariedade garantem bom resultado financeiro para a formação de um novo time. Isso facilitará todas as outras ações administrativas. A estruturação de uma nova equipe administrativa é a prioridade agora, desafio para o presidente Ivan Tozzo.

O momento é de reconstrução, mas que não sejam esquecidos os exemplos de generosidade, solidariedade e empatia, ( colocar-se no lugar do outro), que dominaram estes dias de turbilhão emocional. São valores que precisam ser incluídos no cotidiano e não apenas quando a tragédia bate à porta. Lições que vieram da Colômbia.

Que as torcidas organizadas, principais responsáveis por tumultos e mortes no futebol, absorvam os exemplos e transformem suas atitudes diárias.

Ferreira Gullar, que se foi ontem, deixou a frase que é uma inspiração para este momento: ” a arte existe porque a vida não basta”. Vamos continuar fazendo arte, escrevendo contos de fadas, através do futebol.

“O tempo não para” , (Cazuza).