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Posts com a tag "Clássico"

Denis para o ataque do Avai e levanta o Figueira na Série B

01 de setembro de 2018 0

O Figueira construiu na Ressacada, diante do maior rival, uma das vitórias mais importantes da Série B, em clássico disputado sob chuva e com domínio amplo do Avai.

Estratégia

O técnico Milton Cruz não quis arriscar e deixou no banco os meias Betinho e Jorge Henrique, que voltam de lesão. Matheus Salles e Juninho ficaram com as vagas no time. Antes do intervalo o Figueira tentou atacar apenas pela esquerda, porém foi eficiente só uma vez. Aos 45s Juninho foi derrubado por Airton. João Paulo bateu o pênalti e abriu o placar.

Geninho, técnico do Avai, escolheu a formação com três zagueiros para começar a partida. Apostou nas subidas de Guga e Capa, que acionados por bons lançamentos de Judson, construíram alguns lances de perigo no primeiro tempo.

Primeiro tempo

Melhor em campo, o Avai insistiu bastante, teve várias finalizações, mas lance claro somente o pênalti que Guga bateu e não aproveitou. Nos lances fundamentais deu tudo certo para o Figueira. Desde o drible de Juninho no início, o pênalti de Airton, o gol de João Paulo, a consagração de Denis defendendo o pênalti de Guga e a lesão de Rodrigão, arma importante do ataque avaiano que acabou substituído por Beltran.

O drama do primeiro tempo foi na arquibancada. Um torcedor do Figueira caiu e precisou de socorro urgente. Um helicóptero desceu no gramado e interrompeu a partida por seis minutos. O Avai continuou melhor depois da interrupção.

Segundo tempo

Geninho mudou a estratégia e tirou um zagueiro. Com Matheus Barbosa no meio e Gabriel Lima , estreando no ataque, dominou, fez pressão o tempo inteiro e criou ótimas chances. Rômulo teve duas oportunidades, Renato e Beltram também, além de vários cruzamentos perigosos, mas quando Denis não pegava a bola passava perto.

Emoção e tensão dominaram o final do jogo com direito a gol de Matheus Barbosa no último lance, mas não confirmado pela arbitragem. Ele estava impedido.

O Figueira, fragilmente agarrado ao resultado, fechou o time com Pereira e Trevisan, mas não defendeu bem e não teve chance de gol. Restou o heroísmo de segurar o placar na ponta da chuteira ou, mais adequado, nas pontas dos dedos do Goleiro Denis.

Individuais

O Figueirense garantiu os três pontos com uma monumental atuação do goleiro Denis. O craque da partida. Zé Antônio e Cléberson também tiveram bom desempenho. Os Demais jogadores ficaram devendo melhor futebol, embora a luta.

Judson, Guga, Matheus Barbosa, Renato e Romulo apresentaram bom futebol no lado avaiano. Faltou o gol.

Apito

Arbitragem de alto nível. Marcelo de Lima Henrique e assistentes tiveram controle disciplinar absoluto. Os cartões foram corretamente aplicados e acertaram nos três lances fundamentais, os dois pênaltis e o gol não confirmado do Avai.

Rodrigão decide e Avai vence no Scarpelli

12 de maio de 2018 0

O Avai jogou com a mesma intensidade e inspiração o tempo inteiro, o Figueirense apenas meio tempo. O Figueira não aproveitou as chances quando estava melhor antes do intervalo, o Avai não deixou passar sem gol o domínio do segundo tempo. Estas foram as diferenças principais que pesaram a favor do Avai no clássico disputado no estádio Orlando Scarpelli.

Muitos lances

Os dois times entraram dispostos a atacar e criaram boas possibilidades para abrir o placar. Os goleiros Aranha e Denis não deixaram. Aranha salvou o cabeceio de André Luis e Denis parou o chute de Romulo.

Ferrareis perdeu duas chances para o Figueira e Romulo finalizou mal outra oportunidade do Avai. O Figueira distribuía bem com os volantes Zé Antônio e Betinho, além de João Paulo e Ferrareis girando pelos lados, mas sem efetividade na área.

O Avai explorava o lado esquerdo com Rodrigão caindo no setor e confundindo a marcação. Ele armou as principais jogadas do Avai no setor. Os zagueiros do Figueira estavam inseguros, principalmente Eduardo Bauermann, e quase comprometeram em alguns lances.

O Avai, apesar dos três zagueiros, não foi eficiente na bola aérea defensiva.

Só um time jogou

O Figueirense voltou sem Betinho, machucado, para o segundo tempo. Matheus Sales entrou, estreiou e não jogou bem . O Avai manteve o time e foi quase perfeito. A marcaçao ficou ainda mais ajustada em cima dos principais jogadores, caso de Jorge Henrique, por exemplo, e, sempre que recuperava bola, chegava na área e criava chances.

Repetindo o primeiro tempo, o Avai explorou a jogada pela esquerda com Rodrigão e Capa, onde construiu várias jogadas. Milton Cruz não corrigiu o problema e Diego Renan seguiu sendo envolvido. Foi assim no gol de Rodrigão, que aproveitou cruzamento de Capa, tentou duas vezes, embora em impedimento no toque final.

O Figueirense tentou reagir com as entradas de Maikon Leite e Felipe Amorim, mas parou na forte marcação e na própria incapacidade de criar e finalizar.

Ganhou quem jogou mais, embora o gol em lance irregular.

Individuais

Apenas o goleiro Denis e o volante Zé Antônio mantiveram bom desempenho no Figueira. Bauermann foi dos piores.

Na média todos os jogadores do Avai tiveram desempenho alto, embora Romulo ficou devendo melhor aproveitamento, mas Rodrigão foi o craque do jogo, porque, além de fazer o gol , armou as principais jogadas no ataque.

Torcida

13.175 torcedores foram ao Scarpelli. Bom público .

Apito

Apesar de algumas indecisões , o árbitro Rodrigo Tóski Marques fez boa arbitragem. O erro no gol de Rodrigão foi do assistente, ainda assim um lance difícil de identificar.

Empate no clássico coloca o Figueira mais perto da final e deixa o Avai vivo

11 de março de 2018 1

O Clássico, como quase sempre, foi marcado por muita discussão, erros da arbitragem, mas, também, com momentos de bom futebol e lances bonitos.

Pressão

O Figueirense partiu para cima no início da partida, fez pressão pelos lados do campo e chegou, também, com finalizações da entrada da área.

Logo a um minuto, na primeira falta, Jorge Henrique levantou e André Luis acertou o travessão. Nos lances seguintes o Avai também levou perigo, mas a pressão do Figueirense não parou. O árbitro errou ao dar falta de André Luis, que fez o gol de cabeça.

Os lances não pararam no ataque do Figueira e os defensores do Avai tiraram duas vezes quase dentro do gol, teve ainda a jogada de André Luis, que perdeu outra grande chance. Para vencer o goleiro Aranha, foi necessário um chutaço de fora da área, disparado por Jorge Henrique.

O Avai sentiu a pressão e a reação veio com uma agressão de Luanzinho em Betinho. O cartão vermelho provocou confusão, puxada pelo técnico Claudionei Oliveira, que incitou seus comandados á reclamação, provocou os adversários e, depois de expulso, ameaçou Betinho e se enroscou com Ivan Izzo e Milton Cruz. Atitude feia, que provocou reação do técnico Milton Cruz, que, também, acabou expulso. Marquinhos aproveitou a confusão e acertou um soco em Pereira. O pior momento do clássico.

Reação

A história foi diferente no segundo tempo, por que o Avai soube fechar os espaços e impediu o Figueirense de criar lances na área. Além disso, aproveitando as substituições pouco adequadas do Figueirense, esperou o momento para atacar e encontrar o lance para empatar a partida.

O Figueirense resolveu apostar na defesa, tirando Jorge Henrique para a entrada de Abuda, já o Avai sacou sua grande arma do segundo tempo. Quando Marquinhos entrou, o torcedor do Avai levantou e a torcida do Figueira perdeu confiança.

Marquinhos bateu o escanteio no último lance, Zé Antônio tocou para trás e o clássico estava empatado, sem tempo para reação.

O Avai teve o mérito da luta no segundo tempo, o Figueirense não soube garantir a vitória, em jogo que esteve sempre mais perto de vencer.

O Avai mantém as chances matemáticas, porém, cada vez mais, a final se encaminha para ser em Chapecó, entre Chapecoense e Figueirense.

Destaques

O jogador que mais produziu em campo foi o meia Jorge Henrique. As principais jogadas da partida do Figueirense passaram por ele, além do golaço de fora da área.

Apito

Ramon Abatti Abel não aproveitou a chance de apitar um clássico pela primeira vez. Não confirmou um gol regular do Figueirense, se perdeu nas confusões, errou faltas e cartões. Ele foi tão mal que os dois times saíram reclamando.

Público

O clássico, novamente, mostrou sua forças teve o maior público do campeonato, até agora. Foram 13.555 torcedores.

Avai busca o empate três vezes, mas resultado do clássico foi melhor para o Figueira

28 de janeiro de 2018 0

O clássico, como sempre, não foi brilhante tecnicamente, teve até momentos de pouca qualidade, mas os últimos minutos valeram pelo jogo inteiro. A emoção tomou conta das duas torcidas a partir dos 34 min do segundo tempo, mas o resultado salvou todos.

Primeiro tempo

Os dois times entraram com formações ofensivas, mas quem procurou jogar no ataque o tempo todo foi o Avai, apesar de sofrer com os espaços que deixou na defesa.

O gol do Figueirense no início reforçou a ideia de jogo dos dois treinadores: Avai atacando e Figueirense no contra-ataque, mas faltou criatividade, embora o jogo não fosse truncado.

Apenas três chances claras de gol surgiram antes do intervalo. Uma do Figueirense, duas do Avai.

O Figueira aproveitou a única chance e fez o gol aos 10 min. Judson derrubou Felipe Amorim e João Paulo bateu o pênalti no canto para abrir o placar.

Romulo de cabeça quase empatou para o Avai, mas somente no último lance do primeiro tempo saiu o gol. A defesa do Figueirense se confundiu na marcação e Maurinho acertou o canto, sem chance para o goleiro Denis.

PRIMEIRO TEMPO

A estratégia dos treinadores não mudou no segundo tempo, mas nenhuma finalização perigosa foi disparada até os 34 min, quando o jogou mudou drasticamente. Martinuccio já havia entrado no time do Avai e Ferrareis no Figueirense.

Samuel esticou a jogada no ataque, o zagueiro Betão vacilou e Ferrareis, mais esperto, tocou na saída do goleiro para fazer o segundo. Demorou pouco a vantagem do Figueira.

Marquinhos, logo depois, bateu escanteio e Alemão acertou cabeceio perfeito no canto. Tudo igual, mas não estava decidido.

Falta para o Figueirense, bola na área, Alemão falha, Koslinski salva, mas Nogueira faz o terceiro, já sem goleiro. Faltando pouco tempo, parecia que o Figueira venceria, mas o Avai não desistiu e foi buscar o empate pela terceira vez no jogo.

Getúlio ganhou da defesa, driblou Denis e foi derrubado pelo goleiro. Marquinhos Bateu o pênalti e empatou nos últimos instantes.

Um final de jogo para matar do coração e um resultado adequado ao que os dois times fizeram em campo, o Figueirense pela vantagem que sempre teve no placar e o Avai pela atitude de buscar o resultado sem desistir.

Na tabela, melhor para o Figueirense que continua colado na Chape com 10 pontos, três a frente do Avai.

Destaques

O jogo não teve nenhum jogador decisivo, mas Marquinhos do Avai e Betinho do Figueirense foram dos poucos que mantiveram bom desempenho o tempo inteiro.

Apito

O árbitro Braulio da Silva Machado teve ótima atuação , acertando nos lances fundamentais, apitando próximo das jogadas e conduzindo bem o aspecto disciplinar, apenas errando em um cartão amarelo aplicado a João Paulo, quando ele tocou a bola e não o adversário. Os assistentes não foram muito exigidos, mas acertaram tudo.

Empate no clássico atrapalha a corrida do Avai ao título

09 de abril de 2017 0

O clássico foi bem disputado no Orlando Scarpelli e sobressaiu a parte técnica, fator, que na maioria das vezes, não aparece em jogos com tanta rivalidade. O público de 8.819 torcedores também surpreendeu.

Marcaçao forte do Figueira

Marcio Goiano surprendeu na escalação ao colocar Dudu adiantado pela direita e Weldinho na lateral. Índio entrou no ataque com Elias. O time ganhou em força, marcaçao e agilidade, jogou no ataque preenchendo bem a intermediária, mas com poucas infiltrações na área.

Embora o maior volume de jogo, as melhores chances apareceram em finalizações de fora da área , principalmente com Hélder, que fez bom primeiro tempo. O Avai pouco atacou e o goleiro Kozlinski mostrou insegurança.

Banco e preparo físico

O segundo tempo foi do Avai, que cresceu com a entrada de Denilson na vaga de Diego Jardel e terminou mais forte fisicamente. O lance mais perigoso do Figueira foi um chute de longe de Yago, que Kozlinski defendeu no canto.

O Avai, além de mais volume de jogo, teve chance com Marquinhos, mas Hélder salvou na pequena área, e duas com Denilson. Uma o chute dele desviou no braço de Weldinho e saiu para escanteio, na outra o goleiro Thiago Rodrigues salvou. Alemão também ficou na cara do goleiro , mas cabeceou para fora a cobrança de escanteio.

No final, o empate foi melhor para o Figueira, que vai se afastando da zona de perigo do rebaixamento. O Avai, praticamente sai da disputa do segundo turno e vai perdendo a chance de fazer afinal na Ressacada.

Individuais

No Figueirense, os destaques foram, Thiago Rodrigues- pela defesa no chute de Denilson- Dudu , pela marcação em Capa, e Hélder, tecnicamente o melhor do Figueira.

No Avai , os destaques foram, Capa- muito regular na marcação e apoio – Denilson, autor das jogadas mais agudas no segundo tempo , e Junior Dutra, tecnicamente o jogador mais lúcido em campo.

Apito

Os assistentes, Alex dos Santos e Kléber Lúcio Gil, não cometeram erros, mas o árbitro Willian Steffen foi bastante exigido e terminou sem erros crusciais.

O árbitro deixou de aplicar cartão amarelo a Hélder e Ermel, que deram carrinhos e acertaram os adversários, mas tomou a decisão mais adequada no polêmico lance do pênalti. Foi um chute forte, de pouca distância e que pegou de surpresa Weldinho, não caracterizando a infração.

Considerando que foi seu primeiro clássico, fez boa arbitragem.

Figueira foi melhor , mas empate beneficia o Avai

22 de fevereiro de 2017 4

O clássico na Ressacada agradou pela disciplina dos jogadores e bom número de chances criadas, longe da tendência de muitas faltas e reclamações , que costumam dominar o confronto. O Figueirense surpreendeu na atitude e posicionamento em campo, terminando o jogo com as melhores possibilidades de vencer.

Primeiro tempo

Marcio Goiano apostou no ímpeto dos jovens Ermel e João Pedro para melhorar a dinâmica e intensidade do time. Deu certo. O Figueira teve mais volume de jogo, abafando a saída de bola do Avai em vários momentos, mas falhando no momento da finalização. O Avai criou duas chances em cobranças de falta e sofreu para fazer a bola chegar ao ataque. O bloqueio ás jogadas dos laterais Capa e Leandro Silva e no meia Marquinhos travou o Avai.

Segundo tempo

O ímpeto do Figueirense recrudesceu no segundo tempo e não fosse Kozlinski o jogo não teria acabado sem gols. O goleiro avaiano evitou o gol em dois momentos, principalmente em cabeceio de Bill. Satisfeito com o empate, o Avai quase não chegou ao ataque. Novamente faltou o último toque ao Figueira.

Melhor para o Avai que continua líder, mas o Figueira indica que pode crescer sob o comando de Marcio Goiano.

O público, superior a 11 mil pagantes, é o maior do campeonato até agora.

O cara

Kozlinski, com três defesas difíceis foi o grande destaque do jogo. No Figueinrese, Dudu, Hélder, João Pedro e Bill fizeram bom jogo.

Apito

Héber Roberto Lopes teve excelente atuação. No único lance polêmico da partida, acertou ao aplicar amarelo a Bill e Betão, que trocaram ameaças.

A disputa pela liderança e o clássico esquentam a sétima rodada

10 de abril de 2016 1

A sétima rodada do segundo turno, que já teve duas partidas realizadas, esquentou a disputa contra o rebaixamento depois da vitória do Guarani e derrota do Camboriú.

A disputa pela liderança terá mais um capítulo importante. O Joinvillle, líder com 16 pontos, enfrenta o Inter em casa e não pode nem pensar em tropeço. A Chapecoense , que tem 14 pontos, joga com o Metrôpolitano em Jaraguá do Sul, e precisa vencer para depender de uma vitória diante do Joinville na oitava rodada e se aproximar do título.

Clássico

Figueirense e Avai, como sempre, é o jogo diferente do campeonato. Apesar da situação distante da liderança , a rivalidade não deixa que seja um jogou qualquer.

Além de ainda manter chances matemáticas no segundo turno , uma vitória vai dar mais segurança ao técnico, Vinícius Eutrópio, de que o time está no caminho certo, visando o início da Série A.

Ao Leão, além de afastar o risco de rebaixamento, vencer signfica estancar a sequência negativa de sete jogos e a conquista da tranquilidade para tocar o projeto da Série B e fazer a transição da presidência, que deve ficar vaga com a renúncia de Nilton Macedo Machado.

Apesar das ausências de Carlos Alberto, Éverton Santos e Rafael Moura o Figueirense tem uma equipe superior individualmente, mas isso não garante resultado. No clássico, normalmente, prevalece a superação e a coragem para vencer a pressão. É por este caminho que o Avai pode equilibrar o jogo.

Dribles

A polêmica fora de campo ficou por conta dos ingressos. O Figueirense driblou um ajuste de conduta para fazer a promoção de R$ 10 reais ao seu torcedor. Notificado pelo PROCON, deu mais um drible ao disponibilizar apenas 100 ingressos promocionais ao torcedor avaiano. Picuinhas que nada acrescentam.

Apito

Hébert Roberto Lopes vai apitar o clássico. O jogo está em boas mãos, como estaria se fosse Sandro Meira Ricci, que também entrou no sorteio.

Avai soube decidir o clássico

26 de fevereiro de 2016 16

O Clássico não foi um jogo de muitos lances de gol e belas jogadas , ou especial pela disputa tática.

Foi , como sempre, polêmico em torno da arbitragem, que quase estragou a partida, ao deixar de marcar dois pênaltis.

O Avai sempre peocurou ter a iniciativa de jogo , tentando trabalhar a bola , mas em saídas rápidas com os atacantes, o Figueirense foi mais perigoso no primeiro tempo .

Rodrigo Biro sofreu pênalti, que o árbitro Ronan Marques da Rosa não marcou. Depois Dudu acertou o travessão em grande lance individual.

O Avai chegou em uma grande jogada de Caio César . Ele tocou para Willian , que foi derrubado quando ia fazer o gol. Mais um pênalti não marcado.

No segundo tempo o Avai ganhou o meio-campo, setor traumático do Figueira , evitou os contra-ataques e aproveitou uma das poucas chances que surgiram.

Willian mostrou , mais uma vez, a inspiração de artilheiro para fazer a diferença no jogo.

O Avai ainda reclamou de mais um pênalti , mas desta vez , o árbitro acertou. O zagueiro Marquinhos abriu o braço para subir e Willian desviou a bola contra o zagueiro que não tentou tirar proveito da situação.

Melhor para o Avai , que vence ao retornar para casa , melhora na tabela e ganha confiança para sequência.

O Figueira , com cinco pontos na tabela , já está dando vexame e , se não arrumar o meio-campo, não terá chance no segundo turno.

Clássico "emPAZtado"

14 de junho de 2015 35

Água

A chuva inibiu muitos torcedores e o público ficou em torno de 8 mil pessoas na Ressacada, pouco para a importância do jogo. A água no gramado atrapalhou o desempenho dos jogadores e impediu a apresentação de futebol com mais qualidade técnica. O respeito prevaleceu dentro e fora de campo e , até agora, não se tem informação de tumulto com os torcedores.

Bola parada

Sem criatividade e encaixe de contra-ataque restou ao Figueirense apostar nas jogadas de bola parada. Na primeira chance o zagueiro Marquinhos antecipou-se ao goleiro Vagner e abriu o placar. O Figueira largou na frente , mas o Avai era melhor em campo e já tinha criado duas oportunidades.

Chutaço

Não demorou muito a reação avaiana. Anderson Lopes arriscou de longe e acertou o ângulo. O goleiro Alex Muralha não teve como chegar. Golaço. O Figueirense não se intimidou e conseguiu equilibrar a partida antes do intervalo.

Em cima

O Avai voltou melhor para a segunda etapa e tentou pressionar, mas criou pouco. O salseiro ocorreu com frequência na área alvinegra, porém faltou a conclusão. O Figueira fez apenas um ataque perigoso já final, quando Thiago Santana chutou na lateral da rede.

Lesão

Paulo Roberto saiu – mais uma lesão muscular – e foi substituído pelo zagueiro Saimon. Argel Fucks apostava na defesa. Gilson Kleina tirou Pablo e colocou Willian, apostando no ataque. O treinador do Figueirense tentou melhorar o ataque com Thiago Santana no lugar do meia Yago. Pouco mudou.

Último lance

A bola foi levantada na área. Dener abraçou Eduardo Costa e caiu com ele. Pênalti. O árbitro Wagner Reway, que tinha bom desempenho, estragou a arbitragem.

Com o empate os dois times somam e continuam com aproveitamento razoável no campeonato.

O cara

O zagueiro Marquinhos , além de fazer o gol, tirou quase todas as bolas da área e evitou o gol em alguns momentos.

Destaques

Paulo Roberto, outra vez, sustentou quase sozinho o meio-campo do Figueira.

Anderson Lopes, muita luta e um golaço. Entra para a história do clássico.

Nino Paraíba , perturbou a defesa do Figueirense com muitos dribles e ganhou a disputa com Cereceda.

Renan, o garoto pegou forte na marcação e tentou iniciar algumas jogadas com eficiência.

O clássico e o caso França

14 de junho de 2015 14

O clássico de SC pela Série A é coisa rara, tanto que este é apenas o jogo de número cinco na elite do futebol brasileiro, envolvendo Avai e Figueirense. Sempre é uma partida especial, agora mais ainda.

Não há favorito, nem vantagem expressiva. Os dois vivem bom momento depois das vitórias na rodada anterior e a pontuação no campeonato, mas o Avai tem a chance de abrir uma vantagem de seis pontos, caso vencer, o que não é pouco em se tratando de Série A.

A grande novidade do Avai é Willian. No banco ou começando a partida é uma opção que havia muito tempo o ataque não contava. Nas demais posições é o time que vem jogando e apresentando bom futebol, exceção a partida com o Atlético-MG.

A ausência de Carlos Alberto, provavelmente, é a grande perda do Figueira. O meia fez a diferença em dois jogos no Orlando Scarpelli e não há substituto com qualidade próxima. Com os problemas no meio-campo o Figueira, como sempre, vai apostar na marcação forte, correria e bolas aéreas.

E é no meio-campo que o jogo pode ser decidido. Hoje o Avai tem mais qualidade no setor e pode controlar as ações e determinar o ritmo com toque de bola.

Jogo quente , mas , espera-se, conduzido com respeito e tolerância dentro e fora do campo. Que sejam todos profissionais e torcedores de verdade.

França

Assunto chato , desgastante, mas inevitável. Quem me acompanha sabe que considerei adequada a decisão do presidente do Figueirense em 2014, quando perdoou França duas vezes por lambanças na noite. Todos , ainda mais um jovem e com talento, merecem mais de uma oportunidade na vida. Quem não erra ?

Todos sabem, também, que há limites para a indisciplina e quando isso acontece providências devem ser tomadas. No episódio do Kobrasol França foi muito além de qualquer limite tolerável, porém , em vez de afastá-lo o presidente, Wilfredo Brilinguer e o técnico , Argel Fucks, decidiram mantê-lo no time e para isso justificaram com o ridículo discurso de que ele foi provocado.

Pensando apenas no custo financeiro, desrespeitaram o valores do clube, o torcedor de verdade e deixaram a porta aberta para o fiasco que vemos agora nas redes sociais. Presidente e técnico deveriam ter sido advertidos pelo Conselho Deliberativo e França nunca mais vestir a camisa do Figueirense F.C.

A decisão de não escalar França, portanto, deveria ter saído do próprio clube. Como isso não ocorreu, veio por um caminho torto.

A decisão da justiça – um juiz – é burra e inconstitucional. Contra a constituição por cercear o direito de ir e vir, de trabalhar -França não foi condenado – e burra por que , ao contrário da campanha realizada a semana toda, acirrou novamente as discussões. Foi como jogar gasolina no fogo. Alguém acredita que aquela turma que aparece com o França nos vídeos vai deixar o Marquinhos jogar o próximo clássico no Orlando Scarpelli sem provocar confusão?

E aqueles torcedores que apareceram prometendo mandar França de volta para São Paulo num “paletó de madeira” poderão ir ao jogo hoje ?