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Posts com a tag "COPA"

Teve e foi um "copaço"

14 de julho de 2014 0

A Copa do Mundo foi um sucesso, dentro e fora de campo – tirando o desempenho da seleção – e mostrou a capacidade de superação dos brasileiros para enfrentar com inventividade as falhas de planejamento.

Os estádios ficaram maravilhosos, os aeroportos não apresentaram problemas, a mobilidade- apesar dos atrasos em várias obras – foi boa e a segurança teve como maior problema a invasão do Maracanã por torcedores chilenos, o que é insignificante diante da dimensão do evento.

Se o país terá retorno econômico e financeiro do que investiu, saberemos no longo prazo. Estudos indicam que o incremento do turismo costuma se estender por dez anos depois da Copa. O aumento de visitantes estrangeiros e o fechamento de mais negócios com o exterior vão ajudar a pagar a conta ou , ao menos, diminuir os prejuízos.

A viabilidade de algumas arenas é outro desafio. Em Cuiabá, Manaus e Brasília a gestão dos estádios terá de ser muito criativa para justificar os investimentos. Só o futebol destas cidades não vai dar conta.

Mas o legado de um evento como a Copa não pode ser medido apenas com a Régua econômica e financeira. A troca de experiências entre as pessoas, instituições, empresas e governos deixa conhecimentos que podem ser usados em todas as áreas para melhorar o pais.

Vamos saber usar no dia a dia o exemplo dos japoneses limpando o espaço que usaram no estádio? Vamos aprender com a simplicidade e capacidade de planejamento dos alemães ? Saberemos usar o “padrão FIFA” de organização para melhorar nossa educação ? E a melhora na segurança e transportes, verificada durante a Copa, pode continuar evoluindo?

As possibilidades de apreender são imensas, sem que o brasileiro perca sua alegria, espontaneidade, receptividade, criatividade e até o famoso “jeitinho”- desde de que seja para o lado bom – que encantam os turistas.

O orgulho da nação aumentou e este é um sentimento que faz bem a qualquer país.

A qualidade dos jogos completou um espetáculo que pode ser chamado de Copa das Copas.

A final da Copa

12 de julho de 2014 0

O Maracanã, um dos maiores templos do futebol mundial, recebe a decisão da Copa sem a presença brasileira, mas com o embate de dois gigantes. Vou assistir ao jogo interessado no espetáculo, esperando bom futebol, mas sem torcer por ninguém.

Vai ser um confronto de dois estilos de jogar futebol. A Argentina prefere ficar postada no próprio campo e jogar em função de Messi, o craque do time. Sabella montou a equipe de forma simples, mas eficiente. Mascherano lidera o sistema defensivo e Messi resolve no ataque. A experiência dos jogadores ajudou a Argentina a superar momentos ruins e atuações sem brilho para chegar á final.

A Alemanha se apóia no toque de bola, viabilizado por vários jogadores de bom nível técnico, mas sem um grande craque, joga de forma compactada. Os alemães defendem bem e atacam com a mesma eficiência. Nos jogos com o Brasil e Portugal a Alemanha impressionou, porém teve desempenhos medianos diante de Gana, EUA, Argélia e França. Experiência também não falta ao time alemão. A maioria dos jogadores disputou a Copa de 2010 e quatro estavam na Copa de 2006.

A única semelhança está no ataque. As duas seleções atuam com o chamado centroavante- função que para muitos acabou no futebol, no entanto, continua indispensável em equipes de todos os níveis- Klose e Higuaín são fundamentais na proposta de jogo de Sabella e Joachim Löw.

Os fatos extraordinários que já presenciamos nesta copa recomendam cautela. Nenhuma possibilidade pode ser descartada. Impossível apontar favorito.

Derrota na despedida

12 de julho de 2014 0

A Holanda aproveitou o desconcerto brasileiro e dois erros da arbitragem, abriu logo a vantagem de dois gols e jogou uma ducha de água fria na tentativa da seleção de terminar a Copa com uma vitória. O Brasil lutou, mas não teve força para descontar e acabou perdendo por três a zero.

Um jogo e um resultado que nada muda para o futuro da seleção brasileira. A campanha acabou na derrota para a Alemanha e as avaliações não precisavam do jogo de hoje.

O Brasil se despede de uma copa maravilhosa, mas com uma campanha apenas razoável e um resultado que entrou para a história como o maior vexame da história.

A seleção encara seus fantasmas em Brasília

11 de julho de 2014 0

O jogo desde sábado em Brasília, independente do resultado, não muda nada para o futuro da seleção brasileira e, muito menos, diminui um milímetro sequer no rasgo emocional provocado pelo vexame diante da Alemanha.

O futuro não começa a ser construído neste jogo, por que muitos nomes não estarão mais na seleção nas próximas convocações e para amenizar os efeitos do “Mineirazo” serão necessários muitos anos e muitas conquistas. Nenhuma teoria sobre a seleção será confirmada ou desmentida diante da Holanda.

Por isso, pouco importa se vai ter choro ou vaia, sorrisos ou aplausos e se Felipão vai mudar ou não a equipe. Este jogo não é o da recuperação e nem o da abertura de um novo tempo.

Porém, é um jogo de Copa do Mundo, valendo premiação milionária e com os símbolos nacionais envolvidos. A camisa, o hino, a bandeira e os torcedores exigem respeito. É pela honra e dignidade que a seleção deve entrar em campo motivada para buscar a vitória, apesar da sensação de pisar em ruínas.

Não é a despedida da Copa que os brasileiros sonhavam, mas a seleção estará em campo e, quando isto acontece, ninguém que gosta de futebol fica indiferente.

Argentina na final

09 de julho de 2014 1

O medo de perder foi maior do que a vontade de ganhar e Holanda e Argentina fizeram um jogo com escassos lances de área e poucas finalizações. O zero a zero refletiu bem o que os dois times fizeram no tempo normal e prorrogação.

Robben e Messi foram anulados por seus marcadores e o jogo ficou sem brilho. Restou a cobrança de pênaltis para colocar emoção.

Brilhou o goleiro Romero, que defendeu duas cobranças e mandou a Holanda embora.

A Argentina vai decidir o mundial com a Alemanha, duas seleções que estavam na lista de favoritas antes do inicio da copa, mas que fizeram campanhas instáveis.

A Argentina sobreviveu de um lance de Messi a cada jogo e a Alemanha, antes de arrasar o Brasil, sofreu para empatar com Gana, vencer os EUA e escapar da eliminação diante da Argélia.

É o confronto de dois estilos de jogar futebol. A mobilidade alemã e a marcação postada no próprio campo da Argentina. Apesar do melhor momento alemão, não duvidem da Argentina.

Ninguém será Neymar

08 de julho de 2014 1

O impacto técnico da ausência de Neymar é inegável e difícil de medir, mas é grande. Sem Thiago Silva a seleção tem mais um prejuízo significativo.

Para a vaga de zagueiro entra Dante e não há polêmica, porém para substituir Neymar está aberto um verdadeiro debate nacional. Usar três volantes ? Optar por um meia ou atacante?

Considerando que a proposta tática de Felipão deu certo na Copa das Confederações e vem conquistado os resultados na Copa do Mundo, não mudaria a estrutura da equipe, apesar de não existir o substituto ideal de Neymar. Ninguém no grupo se aproxima do que ele faz. Com Paulinho ficaria mais defensivo, com Willian tem mais articulação e menos agressividade, com Bernard perde articulação,mas ganha velocidade e jogadas pelos lados do campo.

Neymar, mais do que ajudar na armação é atacante,por isso, minha preferência por Bernard. As jogadas agudas pelos lados do campo, ponto forte do Brasil, seriam preservadas, exatamente onde a Alemanha tem fragilidade. Em vez de compactar o meio, setor forte da Alemanha, o Brasil alargaria o campo tirando o toque de bola alemão e , com isso, teria mais espaços para jogar. Foi assim que o Brasil venceu a Espanha na Copa das Confederações e os alemães jogam de forma parecida com os espanhóis.

Oscar ficaria mais centralizado, como fez diante da Colômbia, Hulk jogaria aberto e Fred pode ser beneficiado com mais cruzamentos. Ele pode ser decisivo.

Porém, mais importante do que a escolha dos nomes é o posicionamento e a atitude em campo. A seleção não pode perder o seu maior pilar sob o comanda de Felipão que é a blitz de marcação no setor da bola e , preferencialmente, adiantada. Se melhorar um pouco o toque de bola pelo meio fica perfeito.

O equilíbrio prevalece, mas o fator local dá leve vantagem ao Brasil.

Goleiro gigante salva a Holanda

05 de julho de 2014 2

A Costa Rica foi heroica e levou a decisão da vaga para os pênaltis diante da Holanda em Salvador, mas não conseguiu superar o gigante Tim Krul, goleiro que entrou apenas para as cobranças das penalidades.

A Holanda dominou o jogo, acertou três bolas na trave e finalizou vinte vezes, porém, tomou vários sustos nos contra-ataques da Costa Rica. Teve até reclamação de pênalti na área holandesa. Não ficou claro.

A Holanda e o Brasil são as seleções com os melhores desempenhos da Copa, até agora, mas chegam com problemas á semifinal. O Brasil perdeu o capitão e o craque do time e a Holanda vai desgastada pela prorrogação.

A costa Rica foi eliminada, mas deixou o país orgulhoso pela dedicação.

A Copa é maravilhosa, os árbitros nem tanto

05 de julho de 2014 0

A FIFA sempre orienta os árbitros para protegerem o talento contra a violência física, em qualquer campeonato, mais ainda nas Copas do Mundo. Os cartões, amarelo e vermelho, são as armas que o árbitro deve usar.

Não é o que vemos na maioria dos jogos desta Copa. As faltas em série e a pancadaria é menos combatida do que as simulações, característica dos latino americanos. E não é só contra o Brasil. Além de Neymar e Messi, os mais caçados, todos os outros jogadores talentosos sofrem com a dureza da marcação, sem a recomendada advertência. A arbitragem prefere conversar, mesmo quando a ação do jogador ultrapassa os limites permitidos pela regra.

A impressão que passa é que a FIFA, por causa da Copa no Brasil, está mais preocupada com a “malandragem” que engana o árbitro do que com a violência explícita dentro de campo.

Os julgamentos da comissão disciplinar também seguem esta linha. A mordida leve de Suárez, algo mais bizarro do que agressivo, mereceu uma punição de 9 jogos, quatro meses fora do futebol e multa. Em outras copas, cotoveladas que mandaram jogadores para o hospital, foram punidas com quatro jogos. Um exemplo é o do lateral Leonardo nos Estados Unidos.

Não há como afirmar que a lesão de Neymar seria evitada caso os árbitros fossem mais zelosos desde o inicio da Copa, nem atribuir intenção a Zuniga, mas que o rigor em jogos anteriores o deixaria menos agressivo na dividida, é possível especular.

O certo é que Felipão tem razão: os árbitros foram frouxos com a caçada a Neymar desde o jogo com a Croácia.

Alemanha avança sem impressionar

04 de julho de 2014 0

O clássico das quartas de final não foi o jogo eletrizante e dramático que se esperava. Prevaleceu a estratégia bem calculada da Alemanha que abriu o placar no primeiro tempo e administrou o resultado até o final.

A posse de bola foi o ponto forte da Alemanha no primeiro tempo, mas sem muita velocidade na transição e agressividade no ataque, criou pouco. A França optou pelo contra-ataque e , aproveitando o posicionamento em linha da defesa alemã, levou perigo em vários momentos. O goleiro Neuer, que foi libero em vários lances, salvou duas vezes.

A França tentou partir para cima na segunda etapa e pressionou em alguns momentos. A Alemanha preferiu ficar mais na defesa e nos contra-ataques teve as melhores chances. Porém, no último lance, Neuer evitou o gol de Benzema.

Faltou a intensidade de outras partidas desta copa. Prevaleceu a qualidade e o equilíbrio da seleção alemã.

A Cumbia desafia o samba

03 de julho de 2014 0

A tensão, companheira inseparável das decisões no futebol não dá trégua, mas é preciso conviver com ela para atravessar os obstáculos traiçoeiros colocados no caminho de quem quer o título mundial. O obstáculo brasileiro do momento é a Colômbia.

O Brasil, apesar das dificuldades no jogo anterior, chega mais forte para encarar as quartas de final da Copa. Diante do Chile o Brasil foi ao inferno emocional e voltou, experiência que fortalece qualquer pessoa, qualquer grupo. A seleção está mais “cascuda” e isso tende a facilitar a fluência do bom futebol.

Psicologicamente fortalecida, sentindo menos a obrigação de ser campeã, a seleção brasileira deve melhorar o desempenho individual e corrigir a falta de toque de bola no meio-campo, problema dos jogos anteriores. Oscar, Neymar e até Hulk precisam se revezar na ocupação do espaço pelo meio para equilibrar o sistema de jogo. A pressão na saída de bola adversária também precisa ser mais constante para facilitar a compactação ofensiva.

A novidade é o retorno de Paulinho e a tendência é ele não sair mais. Felipão não deve fazer outras alterações para começar o jogo – acho correto por que este time já mostrou que pode render mais – porém, se alguma coisa não der certo, não há mais tempo a perder.

A Colômbia não tem a força de marcação e o estilo guerreiro do Chile, porém, é mais talentosa e James Rodrigues é quem dá o toque de qualidade ao time. Cuadrado é outro jogador perigoso e precisa ser acompanhado de perto.

Deve ser um jogo tecnicamente de alto nível, se prevalecerem as características de toque de bola das seleções.

Com choro ou não, chegou o momento de o Brasil voltar a mostrar o futebol que empolgou a torcida na Copa das Confederações. Se isto acontecer a Cumbia vai sambar.