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Explicação saturada

17 de dezembro de 2010 20

Estive hoje na entrevista coletiva com o técnico Celso Roth e o jogador Tinga no estádio Zayed Sports City, local do jogo contra o Seongnam. O discurso saturado de Roth me deixa impressionado. Ele disse aquilo que vinha dizendo desde que assumiu no meio do ano: o time estava sendo prejudicado pelo grande número de jogos. Ninguém aguenta mais ouvir o técnico de um time como o Inter usar esse tipo de explicação toda vez que acontece uma derrota ou, neste caso, a perda de um título que ficará marcada para sempre na história colorada.

Celso Roth já havia dito que chegar ao Mundial era uma conquista para o Inter. Ora, um clube com a grandeza do Inter não pode ficar satisfeito com a simples participação em campeonato algum. O seu treinador dizer um absurdo desses causa a desmotivação do grupo de jogadores. Na coletiva de hoje Roth disse também que, apesar de ter perdido para o Mazembe, o Inter não encerra o ano como um perdedor. Para ele o ano foi vitorioso...

Essas palavras, dias após uma derrota como a de quarta-feira, beiram o ridículo.

Mundial tarde demais

16 de dezembro de 2010 6

Estamos nos últimos dias da cobertura do Mundial de Abu Dhabi. Com a final entre Inter de Milão e Mazembe, no sábado, termina tudo por aqui. Termina também o ano esportivo que começou em janeiro com o Gauchão, passou pela Libertadores, Brasileirão, Sul-Americana e agora o Mundial. A RBS vem fazendo uma grande cobertura da competição tão sonhada por todos os clubes do mundo e que teve o Internacional eliminado pelo time da República Democrática do Congo de forma inesperada.

Conversava hoje com o Alecsandro no saguão do hotel Rottana e o atacante observava, com razão, que se aquela bola do Sóbis tivesse entrado poderia ter aberto o caminho para uma goleada, assim como aconteceu com a Inter de Milão  sobre o Seongnam. Levando um gol no começo do jogo o time mais fraco fica obrigado a abrir a defesa e aí desanda a maionese. Mas aquela bola não entrou, o Mazembe conseguiu resistir graças ao seu goleiro e o resto você já sabe... Agora ficam as especulações de quem fica e de quem sai.

Celso Roth, por incrível que pareça, tem o voto de Fernando Carvalho para permanecer mesmo tendo fracassado no seu planejamento para o Brasileiro e para o Mundial. Roth confirma por todos os clubes que passa que vence durante um mês, dois, muito raramente três e depois não "segura". Sempre foi assim. Inclusive na Libertadores quando, como disse o Wianey, não teve tempo para perder.

É o ano que se vai. E, se não for no Inter, Celso Roth vai seguir sua carreira em outro clube ganhando um pouco e perdendo logo em seguida... Infelizmente, para o Inter, o Mundial veio tarde demais.

PAIXÃO CURTA

15 de dezembro de 2010 33

Em toda a minha de envolvimento com o futebol - primeiro como um aspirante de jogador, depois como narrador e repórter de rádio, agora nos últimos 22 anos como apresentador e narrador de televisão, portanto convivendo dia após dia com o futebol - aprendi e me acostumei com as vitórias e derrotas e as suas consequências.

Por exemplo: a vitória, é motivo de passeatas, festas, comemorações que duram horas e invadem madrugadas, independente do dia da semana que for - sábado, domingo, ou até mesmo uma segunda-feira. No outro dia, sobra uma grande ressaca, alguma flauta com o adversário que não tenha conseguido tal conquista e pequenas coisas mais.

Na derrota, pouca coisa muda. Depois do jogo contra o Mazembe, presenciei talvez a maior tristeza de torcedores e jogadores de futebol que jamais havia visto. Alguns dirigentes do Inter como o presidente Vitorio Piffero, o vice Fernando Carvalho, o futuro presidente Giovanni Luigi e jogadores como Tinga, Sobis, entre outros, beiravam o desespero. Torcedores que deixavam o estádio choravam desolados por horas.

Depois da noite de sono, na quarta-feira pós-jogo, a dor já havia diminuído, e muito. Os colorados que estão nos Emirados Árabes, e que aqui terão que ficar até o final de semana, trocaram a camisa do clube por roupas de passeio, prometeram não assistir nem mesmo o jogo que vale o terceiro lugar e vão aproveitar o que Dubai e Abu Dhabi oferecem. A derrota desesperadora agora é apenas uma lembrança de sofrimento num dia que se foi. Mas o amor pelo clube segue inabalável, eternamente. É assim o futebol, das vitórias e das derrotas, da alegria à dor, que passam, ou pelo menos amenizam, com uma boa noite de sono.

Tragédia Menor?

15 de dezembro de 2010 13

Conversei com vários torcedores colorados depois do jogo e nas primeiras horas desta quarta-feira em Abu Dhabi. Muitos deles desistiram do Mundial, e nem vão assistir a segunda partida do Inter no sábado, na disputada do terceiro lugar.

Porém, alguns buscam em outros fatos a diminuição da tragédia, da amargura e do sofrimento. Para eles, uma derrota da Inter de Milão contra o Seongnam nesta quarta, às 15h (horário do Brasil), forçaria um confronto, fora de lugar, entre os dois Inter, o Italiano e o gaúcho. E mostraria que o Mundial foi todo errado. Foi de zebra total, e não teria um campeão que fosse o melhor time de todos os que aqui estão.

É este o pensamento dos torcedores. Pelo menos de uma pequena parte deles. A grande verdade é que o Inter desde o empate com o Bahia, com a perda do título do Campeonato Brasileiro de 89, em pleno Beira-Rio, não sentia uma "pancada" tão grande. Pela movimentação de torcedores - aproximadamente dez mil no estádio -, a cobertura da imprensa e a mobilização geral em todo o Estado a derrota para o Mazembe dificilmente vai ser digerida. E por muitos e muitos anos vai martelar na cabeça dos colorados do mundo inteiro.

Últimos preparativos

14 de dezembro de 2010 3

Estamos no gramado do Mohammed Bin Zayed Stadium.

Valquer da Rosa e Daniel Musa preparando tudo.

A hora é agora

13 de dezembro de 2010 5

Conversei hoje com o Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol.  Ele disse ter assistido a dois jogos do mundial. Na opinião do amigo Noveletto, os "outros" times que estão em Abu Dhabi , fora o Inter de Porto Alegre e o de Milão, podem ser comparados a times do interior do nosso Rio Grande.

Aí perguntei se ele achava mesmo que o Santa Cruz e o Caxias são melhores que Mazembe e Seongnam. Noveletto respondeu que não, ele se referia a dois times da segundona gaúcha. E estava falando sério! Claro que houve um certo exagero do Noveletto, mas me pôs a pensar... Acho que ele não estava tão fora da realidade assim.

O Al Whada por exemplo, onde jogam os brasileiros Magrão, Hugo e Fernando Baiano, treina apenas em um turno. E à noite. Não tem o mínimo preparo físico e mesmo os brasileiros que tecnicamente sao razoáveis, não são mais atletas.

Então, a hora do Internacional é agora. A hora de passar por cima do Mazembe, da República Democrática do Congo, e chegar a tão sonhada final contra a poderosa Inter de Milão que igualmente não deverá encontrar dificuldades maiores contra os sul-coreanos.

Mas futebol é futebol, e não convém vacilar, achar que tem jogo jogado. O Pachuca do México que o diga. Sempre é bom ter seriedade durante os 90 minutos, até para evitar algum acidente jamais imaginado...

A visita dos jogadores

13 de dezembro de 2010 1

Recebemos hoje, na base de operações do Grupo RBS aqui em Abu Dhabi, a visita de alguns jogadores do Inter. Na foto, Sóbis, Renan, Alecsandro e Lauro.

O centroavante Alecsandro aproveitou para ler a Zero Hora, distribuída em aqui Abu Dhabi e também lá em Dubai.

Confiante mas cauteloso

13 de dezembro de 2010 2

Entrevistei o vice-presidente de futebol do Internacional Fernando Carvalho no Bom Dia Rio Grande, poucas horas depois de ele ter anunciado que vai comandar o futebol do clube até o final da libertadorees da américa do ano que vem. Sobre o mundial que começa amanhã para o Inter, Carvalho disse que o respeito dos adversários pelo colorado gaúcho ja é bem outro, ao contrário de 2006 quando o Inter era zebra contra o poderoso Barcelona.

Carvalho estudou como poucos o Mazembe, adversário de amanhã, e disse que é um time rápido e que é muito firme na marcação. Um pouco de razão tem o dirigente do Inter, pois esta firmeza na marcação, pode se desfazer completamente com um carrinho inocente dentro da própria área, isso se não for uma tesoura, originando um pênalti decisivo no jogo e no mundial.

Mas todos sabem que o Internacional é bem superior, que o respeito pelo adversário é mais uma questão de cautela, de respeito, afinal é assim que se faz futebol. Perguntei se o Inter tinha alguma esperança de não enfrentar a Inter de Milão na final, Carvalho contou que ainda não pensa nos italianos mesmo a gente sabendo que eles dormem e acordam com Lucio, Maicon, Sjneider e Eto'o na cabeça.

A hora do fico

12 de dezembro de 2010 1

A tão falada, discutida e aguardada permanência de Fernando Carvalho no comando do futebol do Internacional no ano que vem, foi anunciada na noite deste domingo em Abu Dhabi, em clima de emoção. E foi em momento de grande repercussão, pois estamos às vésperas do primeiro grande jogo do Mundial. Não poderia haver hora mais apropriada.

O mais vitorioso dirigente colorado dos últimos anos, anuncia aos jogadores, em um momento de profunda concentração, que estará ao lado deles também no próximo ano. Portanto, ganhem o Mundial agora, que estaremos abraçados colhendo as glórias por pelo menos mais alguns meses, quando, aliás, estará em disputa outra grande competição internacional, a Libertadores da América.

Experiente, homem que sabe explorar o lado emocional da boleirada, Carvalho da um passo importante na caminhada do bi.

Mohammed no Bate Bola

12 de dezembro de 2010 1

Não percam hoje no Bate Bola, da TV COM, Pedro Ernesto Denardin dando uma de "Mohammed".