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Posts do dia 8 outubro 2007

Avante, Xavante

08 de outubro de 2007 7

Mais de uma vez pediram-me que eu relembrasse o dia em que vesti a camisa do Brasil de Pelotas, no Jornal do Almoço.

Este vídeo é de 1984, ano em que o Xavante venceu o Internacional por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. Aliás, naquele ano, o clube engatou uma campanha vibrante e terminou em terceiro lugar no Brasileirão.

Como afirmei naquela ocasião, repito agora: é contagiante a paixão que move a torcida do Brasil de Pelotas, um dos clubes mais queridos do Rio Grande do Sul.

Postado por Sant`Ana

Minha camisa é vinho

08 de outubro de 2007 7

Ficou preto o olho da gateada para os gaúchos no Brasileirão. Juventude praticamente rebaixado. O Internacional beirando a zona do rebaixamento e o Grêmio está a dois pontos da zona da Libertadores e ameaçado de não ingressar nela no final do campeonato.

Que venham melhores ventos para os times gaúchos.

Confira meu comentário de hoje sobre o assunto no Jornal do Almoço.

Postado por Sant`Ana

Responde secretário

08 de outubro de 2007 7

Entrei no clima do debate realizado hoje no programa Gaúcha Hoje, com o secretário da Fazenda Aod Cunha. Primeiramente, dei a ele os meus pêsames por segurar este déficit de 36 anos.

Eis minha primeira pergunta:

Foi muito aparatoso o esforço dos taxistas para transformar o sistema de abastecimento dos seus veículos da gasolina para o gás. E custou caro essa adaptação na tentativa de diminuir custos. Não é uma insensibilidade do governo taxar o GNV na alíquota de 12% para 25%, deitando por terra todo este sacrifício da classe dos taxistas?

E a segunda:

Por que não tem prazo de vigência este aumento das alíquotas?

As respostas? Confira no áudio abaixo.

Aod Cunha responde ao colunista

Postado por Sant`Ana

Lula, o incontestável

08 de outubro de 2007 11

Lula e Palocci: é dando que se recebe/Marcello Casal Jr, ABR, BD - 29/03/2006
Nada pega no presidente Lula. Ele presta declarações afrontosas ao bom senso com uma coragem ímpar.

Está acima de todos os valores, tornou-se uma figura incontestável. Agora mesmo ele defendeu ardorosamente que o governo arrecade cada vez mais, quando há um clamor na sociedade pela diminuição da carga tributária.

Ele esgrime habilidosamente com os sofismas, afirma simplesmente que os brasileiros estão pagando mais impostos porque estão ganhando mais. Se fosse confrontá-lo também com um sofisma, poderia se dizer que os brasileiros estão ganhando menos exatamente porque estão pagando mais impostos.

Quando todas as vozes clamam para que a máquina estatal diminua seus gastos com pessoal, o presidente Lula pregou no fim de semana que o governo federal tem de contratar mais funcionários do que já largamente o está fazendo, com a finalidade de prestar serviços de excelência.

Ele acrescentou que o governo tem de ter a %22coragem de ser ousado%22. Bota ousadia nisso, defender uma carga tributária como a brasileira, tida como uma das maiores do mundo com relação ao PIB, e pregar que o governo contrate cada vez mais funcionários é a coragem extrema.

Decididamente, Lula se tornou um governante insuscetível a críticas e à oposição.

Ele diz e faz o que bem entende e não o atinge qualquer censura, seja da imprensa, seja da sociedade.

Jamais houve entre nós um governante tão poderoso. Tanto que todo o clima político existente no país informa que Lula deverá indicar o seu sucessor.

Ou seja, o sucesso de Lula no governo não implica somente seu próprio sucesso, transcende-o ao conceder-lhe a faculdade transferir para uma pessoa da sua confiança o poder, através da sua sucessão.

A prorrogação da CPMF, que o governo federal está arrancando com certa facilidade do Congresso, é uma prova de que Lula consegue da Câmara Federal e do Senado o que bem entender, embora a maioria tranqüila que tenha entre os deputados federais não seja assim tão nítida entre os senadores.

Mas Lula tem o PMDB sob seu controle. E assim obtém também no Senado sucesso para todos os seus propósitos governamentais. Formou uma frente de governo que é um rolo-compressor, compreendendo a maioria dos partidos.

E com habilidade envolveu até a própria oposição, arrancando votos preciosos também no reduto que teoricamente deveria atrapalhá-lo, o campo do PSDB e do DEM.

Para quem se elegeu como ele sem a garantia de maioria no Congresso, ter avançado a ponto de não temer qualquer votação em nenhuma das duas Casas legislativas, constitui-se isso sem dúvida num mérito incontestável.

Soube distribuir com maestria as benesses do poder entre os partidos representados no Congresso, construiu um ministério de largo espectro partidário e com invejável habilidade deu preferência às emendas parlamentares no Congresso, de acordo com o interesse do governo nas votações, manejando com destreza as concessões à fome incontível dos mandatos por cargos e vantagens. 

Lula aprendeu magistralmente com Fernando Henrique como se governa no Brasil: nada se arranca do Congresso se não se lhe der algo em troca. E se tem de ser assim, que o seja. Por esse sistema do é dando que se recebe, dá para manter o poder por 40 anos. É a meta do Lula.

Postado por Sant`Ana