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Filosofia do amor

16 de janeiro de 2008 6

Ilustração: Bebel
Enquanto não me vem o lombinho assado, vou filosofando no guardanapo da mesa da churrascaria.


O amor não resiste a distância nem à proximidade.

A distância gela-o, a proximidade torra-o.

O amor só sobrevive ao frio temperado ou ao fogo lento.

A certeza é avessa ao amor. A certeza só é apanágio da amizade.

A essência do amor é a dúvida.

A segurança é inimiga do amor.

Para que o amor cresça e se incendeie é preciso que ele corra perigo.

No amor, a consciência da posse tem de estar sempre acompanhada do medo da perda.

Só o medo da perda pode levar ao cultivo cuidadoso da posse.

Só o %22eu te amo%22 não basta como lema do amor. É imprescindível o %22eu te amo cada vez mais%22.

Porque o amor é uma sucessão de degraus, é uma escalada incessante.

A estabilidade da paixão redunda em cansaço e fastio, é o fim do amor.

O amor é um rali, uma gincana, um kerb.

Só um Indiana Jones pode enfrentar as sucessivas armadilhas do amor.

Só os fortes amam, os fracos vão sucumbindo.

Exatamente como no vôo persecutório dos zangões na corrida altista da abelha rainha.

Aquele que cansa do amor, desaba das alturas.

Quem não quiser arriscar-se no jogo perigoso que leva às inefáveis delícias do amor, que permaneça no insosso do chão vegetativo.

E os que se verem tentados a amar, saibam que se atiram à glória ou à desgraça.

À felicidade ou ao abismo.

Se houve impacto especial no beijo ou no olhar, não tem mais volta.

Postado por Sant`Ana

Comentários (6)

  • ricardo chaves diz: 16 de janeiro de 2008

    A máxima do amor é: ama a teu próximo como a ti mesmo. Mesmo na dor, o Amor será a ultima lágrima. Mesmo na alegria o amor será a primeira lágrima.Pois o amor não está nas circunstâncias , nem nos outros, o Amor é essência, e como diria Gibran o Amor é paciente. Sempre será dificil definir o Amor assim como definir Deus. Ambos lutam incessantemente contra os desgostos da vida.

  • ary da Silva Martini diz: 16 de janeiro de 2008

    Se o senhor tivesse amor pela vida, em toda a sua diversidade, não estaria esperando um lombinho e sim uma boa salada (com arroz, feijão, batata frita…). Além do mais, tendo diabetes, não poderia estar comendo lombinho, né? Desse jeito, logo mais você estará pedindo para o Pablo cantar antes da cirurgia. Dê uma chance à vida. Ainda é tempo.

  • Juliana Cardoso diz: 18 de janeiro de 2008

    Achei muito bom mesmo. Tenho 19 anos, e passo por um momento difícil no meu namoro de quatro anos. Sei que sou muito nova para entender ou pelo menos tentar, então questiono os mais “experientes”… então o que fazer? ou não fazer? Pelo o que pude entender ou é uma coisa ou é outra!? oito ou oitenta! Mas qual é o segredo? Qual é a medida? Até onde ir? Como não perder a noção de raciocínio, diante do coração a mil, das pernas bambas. Me digam como manter o equilíbrio e ao mesmo tempo o amor…

  • silvana basualdo diz: 17 de janeiro de 2008

    É verdade, o “eu te amo” não basta como lema do amor!! Mas o “eu te amo cada vez mais”, esse sim, é o real cultivo desse sentimento..
    As vezes não podemos contar com a presença diária e física de um amor..
    Mas podemos sim, contar com esse sentimento dentro de nós, com nossos sonhos e especialmente, com nossa imaginação..
    Por que no final das contas o que importa mesmo além da intensidade do amor.. é a sua qualidade, pois todos sabemos que quantidade não preenche o vazio da alma..

  • Marcos A. da Luz diz: 17 de janeiro de 2008

    O “eu te amo” esta tao batido,que se tornou inocuo para sustentar uma relacao.
    Um olhar muitas vezes diz muito mais que isso e faz muito mais efeito no dia-a-dia dos enamorados.

  • Elisabete Dockhorn Grünspan diz: 16 de janeiro de 2008

    Imensamentee verdadeiro!!! Não havia lido ainda nada sobre o amor tão claro e preciso! Parabéns Santana.
    Eu sei o que tu estavas pensando quando escreveu….. Com certeza você está em desamor e precisa encontrar outras emoções!

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