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Posts de março 2008

Seqüência absurda

31 de março de 2008 13

Reprodução
Aconteceu sábado um fato inédito e incrível no sorteio da Mega Sena. Inacreditável.

Como se sabe, a Mega Sena conta com 60 números que podem ser sorteados. Surpreendentemente, o número mais baixo dos seis que foram sorteados foi o 46!

O jogo vencedor foi este: 46, 47, 51, 54, 57 e 59. Significa que nenhum número foi sorteado de 1 a 45 — é lógico, mas espantoso. Isso é praticamente impossível de ocorrer na dança dos números. E o mais inacreditável é que apareceu um acertador dessa seqüência absurda.

Se alguém soubesse que apenas os últimos 14 números concorriam ao prêmio, faria combinações com chances muito maiores.

Postado por Sant`Ana

A decadência da Polícia Civil

31 de março de 2008 14

Em 1963, quando entrei para a Polícia Civil como inspetor, a corporação contava com 5 mil funcionários no Rio Grande do Sul.

Mais de 40 anos depois, com o crescimento significativo da população, com o crescimento astronômico da criminalidade, a Polícia Civil segue com míseros 5 mil funcionários. Onde é que nós estamos? É muito triste, é inconcebível.


Assista ao meu comentário sobre o assunto:

Postado por Sant`Ana

Dengue?

31 de março de 2008 3

Só no Internacional são mais de 10 jogadores e funcionários atingidos por essa estranha virose que paira sobre Porto Alegre. Há quem pense que seja a dengue. Não sei se creio nisso.


Assista ao meu comentário no Jornal do Almoço:

Postado por Sant`Ana

A sétima vitima

31 de março de 2008 15

Bruna, cujo corpo foi achado ontem, era próxima do garoto que confessou crimes e foi vista com ele e seus comparsas/Miro de Souza
Apareceu a sétima vítima do garoto de 16 anos. Eu tive a oportunidade de me referir a este crime dizendo que este menino é muito cruel. Aquela sexta vítima dele, pela qual foi preso, ele matou com um tiro na cabeça e depois deferiu mais 19 tiros, o que revela um ódio e uma ferocidade intensa.

Na sétima vítima, ele demonstra toda essa gama de crueldade que domina a sua cabeça. Ele desferiu um profundo corte na vítima, que apareceu boiando num rio mostrando os órgãos internos. É inacreditável. Ele também cortou com alicate os dedos da vítima. E ainda pegou um cordão, um fio de carregador de celular, passou em volta do pescoço da vítima e apertou. Esse menino é um monstro. Como é que pode?

Dentro do perímetro em que ele agia em Novo Hamburgo, haviam pessoas aterrorizadas que até fugiram porque achavam que elas estavam na lista. Ele é autor inquestionável. Não há dúvida que a crueldade dele é constatável de forma inédita. Nunca uma pessoa, de tão tenra idade, foi tão selvagem e feroz como esse menino. É algo impressionante.

As pessoas que se dedicam a área da criminalidade tem nesse menino um objeto de estudo. Um ser inocente e desprotegido. No entanto, com uma ferocidade invulgar.

É, o RS se choca cada vez mais.

Postado por Sant`Ana

Fazer falta

31 de março de 2008 6

Estava me dizendo ontem no fumódromo, onde se dizem e se sentem todas as coisas, a minha amiga Grazielle Badke, que chorou no dia em que ouviu no rádio a notícia da morte de George Harrison, o guitarrista dos Beatles, tão penetrante era em sua pele e em seus aurículos a melodia e a letra da sua célebre Something.

O que minha amiga queria me dizer é que, quando ouviu aquela notícia da morte de Harrison, teve a certeza de que sentiria para sempre falta dele em sua vida.

Uma vez escrevi aqui que o único dever que temos na vida é fazermos com que os outros sintam falta de nós.

Quando corro para tomar o café da manhã com um amigo, isto quer dizer que sinto falta dele. E se corro várias vezes para tomar o café da manhã com esse amigo, então mais do que necessário, esse amigo é-me imprescindível.

Quando morrem as pessoas que nos são imprescindíveis, sentimos ainda mais falta delas.

Mas o lindo é quando temos ao nosso redor, em contato todos os dias conosco, uma pessoa que amamos – e temos nítida noção de que sentimos profunda falta dela sempre que ela se afasta de nós, por dias, quando ela viaja ou nós viajamos, por minutos, quando ela sai da sala por qualquer motivo e já nos deixa repletos de saudade.

Noção da falta que eventualmente nos causa em vida. 

Isto é que é ser útil! E, mais que útil, transcendental: é incutir nos outros a nossa falta.

Se me quiserem fazer um elogio inesquecível – e se dele eu for merecedor – , quereria que me dissessem que faço falta para os que o dizem.

E se quiserem me fazer um elogio para além da minha vida, um elogio póstero de valor incalculável, escrevam na minha lápide: %22Aqui jaz alguém que está nos fazendo falta%22.

Um simples, mas colossal elogio.

Eu só peço a Deus que nunca me dê susto ou pesadelo que consista em afastamento, distanciamento ou perda de pessoas que me fazem falta. Nunca. Nunca mais, tanto já me fez sofrer por isso.

Pelo contrário, peço a Deus que sempre me dote de mais e mais pessoas a meu redor que me façam falta. Os tais imprescindíveis.

Eu sei que os imprescindíveis são raros, mas por assim o serem é que quero encontrá-los em minha bateia, os que ainda não achei – e mantê-los em meu relicário, os que já possuo.

Nunca me afaste Deus de todos os que me dão ainda força para continuar vivendo. Nunca me afaste Deus dos que me entendem, dos que me toleram, dos que me perdoam, dos que me dizem coisas incentivadoras, dos que juram com sinceridade que me querem sempre a seu lado, dos que me garantem que para mim não falta pouco e a nossa vida em comum será, como por vezes tem sido, cheia de felicidade.

Esses são os que me fazem falta e o meu sonho e a minha utopia é que eu lhes faça falta. 

Enquanto houver os que me fazem falta e enquanto porventura eu fizer falta a alguém, esta é a garantia de que fiz e estou fazendo jus à vida.

E que Deus me torne cada vez mais forte e talvez inquebrantável para continuar talvez fazendo falta a alguém, tomando para isso a providência permanente e perpétua de não afastar de mim os que me fazem falta.

Postado por Sant`Ana

Não confio mais em ninguém

28 de março de 2008 22

Ontem à tarde, a rádio Guaíba transmitiu cinco vezes a seguinte frase de Giovanni Luigi, vice-presidente de futebol do Internacional:

— Eu não aposto nenhuma ficha no Juventude contra o Grêmio.

Exatamente a frase que eu critiquei pela amanhã no programa Gaúcha Hoje e depois no Sala de Redação. Ontem, ele disse no Sala de Redação que não tinha dito a frase, e eu tive que me retratar.

Por incrível que pareça, ele disse a frase.

Luigi negou, mas disse a frase. Telefonei para os colegas Lauro Quadros e Wianey Carlet relatando o acontecido. Ambos me disseram que era um fato espantoso, e Wianey prometeu que tentaria repará-lo no programa de hoje. Não o fez.

Telefonei para Giovanni Luigi e ele disse que iria telefonar para o Sala de Redação dizendo-se arrependido e pedindo desculpas a mim. Não o fez. Pois então quero dizer que não confio mais em ninguém. A autoridade toda ela é falsa. Não é possível que eu tenha sido obrigado a me retratar por uma coisa justa que eu fiz e ninguém reparou.

Ninguém reparou, e não quero mais que o seja.

Ouça este meu comentário no Sala de Redação e a resposta de Giovanni Luigi

Postado por Michele Iracet

Não consigo entender

28 de março de 2008 62

Menino de 16 anos matou 12 pessoas por motivos banais/Carla Dutra
Esse menino de 16 anos, de Novo Hamburgo, que matou 12 pessoas, matou-as por rusgas, por desentendimentos, por motivos banais.

O último homem que ele matou foi com 20 tiros. Ou seja, era banal para ele matar.

Eu nunca entendi só uma coisa na vida, além dos desígnios das mulheres, a fúria assassina.

E cada vez mais me brutalizo porque me atiro à tese de que uma fera dessas não pode continuar viva.

Uma fera dessas não tem recuperação. É preciso exterminá-la do meio social. É certo que este menino vai matar outro tanto ou um triplo mais de pessoas.

Há que matá-lo. Há que modificar a lei para poder matá-lo. Matá-lo sem dor, mas matá-lo.

Quase me envergonho por ter recuado nos últimos anos da minha convicção contra a pena de morte.

Mas tem de eliminar um lobo enlouquecido desses.

Com uma injeção, ou pela forca. Mas urge modificar a lei.

E, quando for assim grave a imputação, tem de se chegar ao pescoço da fera.

Postado por Sant`Ana

A força do elogio

28 de março de 2008 8

Está em Porto Alegre uma equipe da TV Globo, em intercâmbio com a RBS TV, constituída de diretores e jornalistas.

Entre eles, o diretor coordenador de jornalismo entre a Globo e suas afiliadas, Marco Antônio Rodrigues.

Diante de jornalistas da Globo e da RBS, no prédio da nossa televisão, ontem, Marco Antônio fez o seguinte pronunciamento: %22A televisão brasileira é muitas vezes dominada por uma mesmice. Todos ou quase todos fazem tudo igual. É muito saudável que se tenha encontrado aqui em Porto Alegre um comentarista, de televisão, Paulo SantAna, que se distancia da mesmice e apresenta no Jornal do Almoço um comentário original e criativo%22. 

Este parecer me calou profundamente. Não só porque seu autor é uma pessoa conhecedora do metiê, um diretor prestigiado da TV Globo, mas também porque foi um elogio nascido no meio de televisão, onde são raros os elogios.

Cheguei a dizer ontem no meu quadro do Jornal do Almoço que nunca se deve sonegar um elogio, que o elogio é o maior de todos os salários. Salário é dinheiro, dinheiro na mão é vendaval, enquanto que elogio é tesouro precioso na arca das minas do Rei Salomão.

Eu disse ainda mais: por falar em salário, deve-se reajustar o elogio, deve-se pagar 13º de elogio, deve-se descontar Fundo de Garantia em elogio, todos os direitos trabalhistas devem ser pagos em elogios. 

E disse eu mais ainda: nós devemos sempre tributar elogios às pessoas que nos cercam, claro que quando considerarmos que elas os merecem. Temos de elogiar os nossos filhos, os nossos pais, os nossos parentes, os nossos amigos, os nossos superiores, os nossos subalternos. Temos de elogiar sempre quem tenha de ser elogiado, para incutir-lhes entusiasmo de viver, coragem, para estimulá-los. Não há forma de mais atirar as pessoas ao progresso pessoal, ao desenvolvimento profissional, à solidariedade, à afetividade, que com o elogio.

E disse que nunca temos de ter pudor de elogiar alguém, nunca pode o elogio ficar trancado na nossa laringe ou esbarrar %22no molambo da nossa língua paralítica%22, tem de jorrar pelos nossos lábios e iluminar os corações, as mentes, os espíritos das pessoas que merecem nossos elogios.

O elogio é a moeda corrente da vida.

Postado por Sant`Ana

Um elogio vale mais do que mil salários

27 de março de 2008 4

Quer saber por quê? Assista ao vídeo.

Postado por Sant`Ana

Comentário lamentável

27 de março de 2008 31

Luigi não foi feliz com o comentário/Fernando Gomes, Banco de Dados - 04/08/2005
Ontem, certifiquei-me de uma declaração de um dirigente e fiquei abismado. O senhor Giovanni Luigi, vice-presidente de futebol do Internacional, disse que não aposta uma ficha no Juventude contra o Grêmio nesta nova fase do Gauchão que vai se iniciar.

Parecia um homem tão sensato, tão digno, tão correto. E disse isso.

Colocou em dúvida a moral dos jogadores do Juventude, porque o time de Caxias ganha sempre do Inter e às vezes não ganha do Grêmio. Que decepção eu tive com esse dirigente.

Uma pessoa tão bem vista pela imprensa, até pelos cronistas chamados gremistas, como eu. E disse uma coisa dessas. Ele manchou a carreira dele dizendo isso. Uma lástima.

Eu posso garantir, ele está arrependido do que disse. Eu tenho certeza. Se for uma pessoa correta e sensata, ele vai desmentir o que disse.

É a mesma coisa se estivesse jogando Grêmio e Internacional, na semifinal, e um dirigente que estivesse interessado na vitória do Internacional dissesse que não aposta nenhuma ficha na vitória do Inter, porque ele perdeu os dois últimos campeonatos gaúchos para o Grêmio e não ganha há vários Gre-Nais. Seria a mesma coisa. Seria uma difamatória para o Internacional.

Postado por Sant`Ana

Traição necessária

27 de março de 2008 5

Há homens que não vivem, não respiram sem o orgasmo fingido de uma mulher.

Em suma, a um homem traído o que menos importa é a traição que lhe impõe uma mulher.

O homem traído não se interessa incrivelmente pelo que sente a mulher que o trai, interessa-lhe somente o amor intenso que ele dedica a esta mulher.

Uma agência de averiguações sigilosas sobre traições conjugais trouxe a um amigo meu outro dia, depois de 90 dias de investigações feitas a pedido dele, um maço de fotografias que comprovavam que sua mulher o traía.

Fotos da mulher com o amante, beijando-se num parque, beijando-se depois numa loja de conveniência. Ardentes beijos da mulher de meu amigo com seu amante. Os investigadores da agência fotografaram tudo.

Meu amigo pegou aquelas fotos, olhou-as uma por uma, teve uma crise de choro, não foi trabalhar naquele dia, parecia que tinha levado um soco no estômago.

De posse das fotografias, meu amigo marcou um jantar fora com sua mulher. No restaurante, mostrou as fotos à sua mulher e passou a xingá-la. Chamou-a de todos os adjetivos. O mais suave deles foi %22vagabunda%22.

A mulher desculpou-se amavelmente, depois de confessar o adultério. Não tinha mesmo como escapar das fotos tão claras e eloqüentes. Confessou até que traía meu amigo havia três anos com um amante habitual.

Meu amigo terminou o jantar alinhavando com palavras magoadas os primeiros preparativos para a separação.

Chegaram em casa meu amigo e sua mulher culpada. Tudo indicava seria a última noite que iriam dormir juntos, na mesma casa, no mesmo quarto, talvez na mesma cama.

A mulher vestiu sua camisola e foi para a cama, o meu amigo fez o mesmo com seu pijama.

Cada um virou para um lado da cama. Antes de apagar a luz do criado-mudo, meu amigo ainda teve tempo de perguntar para a mulher se ela estava satisfeita com o nível de frio do ar condicionado. Ela respondeu amavelmente que sim.

E logo em seguida atirou-se para cima de sua mulher gritando %22eu te amo, eu te amo, eu te amo%22, cobriu-a de beijos, encheu-a de carinhos, fizeram amor durante duas horas.

Meu amigo me disse que foi o mais delicioso encontro sexual que teve com sua mulher nos nove anos em que estão casados. %22Não me pergunta nada, nem me chama de culpado%22, disse-me ele há quatro dias.

Eu entendo meu amigo e sei disso que se passa com ele mais do que o Eclesiastes.

Há pessoas que só se sentem realizadas quando estão diante de um grande desafio.

E o desafio dos traídos no amor é tentar superar os que os venceram na conquista de uma mulher.

E até vivem com tédio se não forem superados por ninguém na conquista de uma mulher.

E o mais formidável é que há mulheres que percebem isso e traem seus homens para tê-los mais amorosos e calorosos e entregues no leito do amor.

Em matéria de sexo, sem nenhuma dúvida, tudo pode acontecer abaixo do Equador.

Postado por Sant`Ana

Lágrimas alegres

26 de março de 2008 7

Recebi às catadupas e-mails pedindo a publicação, aqui no blog, do meu comentário de hoje no Jornal do Almoço. Isto porque me emocionei e chorei ao falar da minha cidade, que hoje completa 236 anos.


Postado por Sant`Ana

Lembranças de uma Porto Alegre que não volta mais

26 de março de 2008 8

Uma belíssima foto a do Cinema Castelo/Reprodução
Falo muito na minha coluna, mas hoje vou falar de uma coluna vizinha da minha chamada Almanaque Gaúcho, que é organizada pelo companheiro Olyr Zavaschi, uma das grandes figuras da redação da ZH.

Uma pessoa que me valho todos os dias para fazer a minha coluna, no que se refere a consultas sobre vocabulário, significado de palavras e dados históricos. Essa coluna é de uma valia extraordinária, principalmente sentimental.

Hoje, a coluna publica uma fotografia de uma clareza impressionante. Do Cinema Central. Esquina da Rua da Praia com a General Câmara. Eu me lembro que, na primeira metade do século passado, eu assisti a um filme no Cinema Central. Eu era um rapazinho, um garotinho. O filme foi %22Sansão e Dalila%22, com Victor Mature e Hedy Lamarr.

Essa fotografia do Almanaque Gaúcho joga com as minhas reminiscências, mexe com as minhas recordações, remove a minha infância. É emocionante recordar os cinemas de Porto Alegre.

Eu me lembro do cinema Apolo, lá na Voluntários da Pátria, perto da praça Rui Barbosa, tinha até camarote. Eu também me lembro do cinema Castelo, maior cinema da Capital, e do cinema Avenida, aqui na João Pessoa. Eu fui baleiro desses dois cinemas.

Quando a escola de samba Acadêmicos da Orgia me homenageou, o Alexandre, compositor que fez o samba enredo, falava: balas, baleiros, balas, começou a traçar minha biografia, dizendo que eu tinha sido baleiro quando garoto.

Esses cinemas todos, o Imperial e o Guarani na Rua da Praia. Cinemas são parte da minha vida e de tantas outras. Essa fotografia é espetacular. É verdade o que diz o texto do Olyr, cinemas tinham matinês diárias, principalmente no Centro.

E lá ia eu, claro, quando sobrava um dinheirinho. Uma época áurea do cinema.

Recordar é viver.

Postado por Sant`Ana

Uma droga espetacular

26 de março de 2008 1

Uma droga espetacular!/Adriana Franciosi, Banco de Dados - 01/08/2005
Amanhã, 27 de março, se comemorarão em todo o mundo os 10 anos de lançamento de um dos mais miraculosos medicamentos da indústria farmacêutica: o comprimido Viagra.

Talvez só a anestesia e o antibiótico possam ter superado o Viagra como milagre farmacêutico.

Por este remédio espetacular, o homem sustentou o desejo, foi sacudido pela libido e incendiado pela potência.

E, como eu prometia há 10 anos, quando do lançamento do produto, o Viagra também nasceu para fazer a felicidade das mulheres. Mercê do Viagra, as mulheres puderam se beneficiar da aptidão dos homens para o amor, sem mais os fracassos desiludidos da impotência, sem mais as sessões sacrificadas e humilhantes das tentativas em vão e descoroçoadas, sem mais as depressões profundas e cicatrizadas dos retumbantes malogros masculinos, quase sempre acompanhados das constrangidas compaixões das parceiras femininas.

Mas o efeito colateral moral mais ecoante do Viagra é que, com seu advento, maridos que tinham sido condenados por suas mulheres por impotência foram reabilitados.

Para simplificar: esposas que abandonaram o sexo com seus maridos pela impotência destes e foram arranjar amantes com quem pudessem exercitar essa necessidade fisiológica, com o Viagra, recuperada a virilidade de seus esposos, voltaram para eles e conseqüentemente para a fidelidade conjugal. Um fato espantoso e devido ao prodigioso comprimidinho azul.

Ou seja, houvera a ruptura conjugal não por falta de amor, mas pelo desaparecimento dele, em face da impotência do marido.

Quando voltou a potência, voltou o amor.

E outros tantos fatos curiosos começaram a rondar o sexo e a sensualidade com o Viagra agindo entre as pessoas.

Há jovens, por exemplo, no auge da virilidade, que ingerem o Viagra com freqüência e intensidade, com o fim das maratonas sexuais. Extenuados pela prática constante do sexo, recuperam a saúde sexual ingerindo Viagra.

Com o Viagra, os velhos voltam a ser moços e os moços se tornam mais moços ainda.

Além das mulheres que se tornaram ou aptas ao amor pela provocação constante de seus maridos, ou então saciadas de sexo pelo permanente desejo de seus esposos.

O Viagra cometeu a revolução de incendiar o apetite sexual dos homens e portanto estimular o das mulheres.

Virou uma lenda, dizem dele que é capaz de extinguir a maior fraqueza física do homem, a mais amassadora fraqueza física do homem, além de eliminar um dos maiores, senão o maior, trauma masculino de todos os tempos, a impotência.

Gerações e gerações, povos e mais povos antigos lamentam a memória de seus ancestrais por não terem tido eles o privilégio de conhecerem o Viagra e terem assim perdido a oportunidade de serem felizes.

É uma droga espetacular.

Postado por Sant`Ana

A Polícia Federal foi leviana?

25 de março de 2008 11

Vaz Netto acusou a PF de leviandade. Será?/Genaro Joner
Ontem, na CPI do Detran, houve um momento no depoimento do ex-presidente do órgão, Flávio Vaz Netto, que me causou profunda reflexão. Foi quando ele acusou veementemente a Polícia Federal de tê-lo injustiçado ao ter colecionado algumas gravações telefônicas em que ele participou e ter pedido a sua prisão temporária. Ele acusou a PF de leviandade nesse ato. Eu penso comigo: a Polícia Federal foi leviana?

Eu pensei muito sobre isso, porque a PF tem feito muitas prisões baseadas em escutas telefônicas.

Todos são obrigados a considerar uma pessoa, inclusive o doutor Vaz Neto, de inocente antes que uma sentença condenatória tenha sido julgada.

Nós jornalistas temos o dever de considerar inocentes qualquer pessoa antes de uma sentença condenatória. No caso do Detran, é preciso considerar que a PF pediu a prisão preventiva de muito acusados e um juiz ou uma juíza decretou a prisão temporária dessas pessoas. Então foram duas leviandades. Talvez três, porque o Ministério Público Federal acompanhou todo o trabalho e ratificou estes pedidos.

Estas autoridades são todas levianas e cometem injustiças? A Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça? Não havia necessidade das acusações?

Há um dos acusados que confessou que carregava propina das fundações para os políticos dirigentes do Detran e de outros órgãos. Confessou. E que o dinheiro era cobrado em excesso. E isso é o que me revolta: o excesso. O dinheiro cobrado pelas as carteiras de motoristas. Roubaram dos motoristas uma fortuna e a dividiram.

Fundações foram contratadas sem licitação. Então, eu não posso acreditar na leviandade da Polícia Federal e da Justiça. É dinheiro cobrado a mais por todos os lados. É extorsão em cima de milhões de motoristas do RS. Foram 3 milhões e 512 mil motoristas roubados por uma gangue.

É demais acreditar na leviandade das autoridades. Não estou dizendo que Vaz Netto é culpado, mas havia culpados, tanto que há indiciados confessos. Como haver leviandade?

A Justiça vai determinar o grau de culpa de cada um. Vou me colocar no lugar da Justiça. Na pele de um juiz ou de uma juíza, que decreta a prisão de várias pessoas. Eles sabem que a prisão temporária de uma pessoa, que até aquele momento era respeitável, estraçalha com a sua reputação. Então um juiz ou uma juíza se recolhe ao seu aposento e estraçalha com a reputação daquela pessoa irresponsavelmente?

Quando um juiz decreta a prisão há uma densidade na acusação. Tem que haver. Não pode arruinar com a reputação de uma pessoa, mandando-a para a cadeira, sem que haja um indício forte de sua culpa.

Tudo bem, ninguém é culpado antes de uma sentença condenatória. Nós jornalistas, mais do que ninguém, temos que respeitar esse princípio constitucional do direito penal. Agora, quando há indícios veemente de crime, a PF, o MP e a Justiça tem que tomar providências. E foram tomadas. Foram estraçalhadas as reputações. mas havia alguma coisa que justificava que isso ocorresse.

É, eu sou obrigado a concluir, porque senão está tudo errado!

Postado por Sant`Ana