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Posts do dia 28 abril 2008

Jardel quer voltar

28 de abril de 2008 77

Paulo Franken, Banco de Dados
Reproduzo abaixo o e-mail do leitor gremista Mateus Luis da Silva dos Santos:


%22Paulo Sant%27Ana,

O que me traz aqui é a entrevista de Jardel veiculada neste domingo (no programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, quando o jogador revelou que cheirou cocaína e que, agora, deseja voltar ao Grêmio). Não tenho vergonha de admitir que chorei feito criança assistindo à entrevista.

Revendo os gols que consagraram este exímio centroavante, fiquei pensando: será que a direção do nosso clube não seria solidária a este jogador? Será que, com um bom trabalho fisíco e psicológico, não conseguiríamos trazer de volta ao Grêmio aqueles gols que só ele sabia fazer — mesmo com 34 anos, acho que Jardel não desaprendeu.

Sem falar que o custo seria baixo, pois este jogador está sem clube, clamando por uma chance. Por que não concedê-la? Afinal, foi no Grêmio que ele se revelou e, como bem a entrevista mostrou, ele nunca esqueceu do nosso time.

Registo aqui minha indignação, ao ler hoje na Zero Hora desta segunda-feira, que o diretor de futebol (do Grêmio, André Krieger) descartou a possibilidade de trazer Jardel. Sem dúvida, com uma perna só Jardel é bem melhor do que muitos que atuam em nosso time.

Um grande abraço de seu amigo,
Mateus Luis da Silva dos Santos
(mateus.l@sponchiado.com.br)%22

Postado por Sant`Ana

Não há dúvida de quem são os assassinos

28 de abril de 2008 1

Na minha opinião, não há dúvidas da culpa do casal.

Assista ao meu comentário sobre o assunto no Jornal do Almoço.

Postado por Sant`Ana

Monstruosidade sem tamanho

28 de abril de 2008 6

Logo após a reconstituição do crime da menina Isabella Nardoni, ficaram mais evidentes as provas que a polícia tem contra o casal: o pai e a madrasta.

Provas amassantes. Por exemplo, sangue no carro. Diversas manchas de sangue no carro, que foram alastradas para o corredor, para a entrada da porta e para o apartamento. A rede de proteção da janela, que foi rasgada para que fosse atirado o corpo da menina, deixou na camisa do pai, Alexandre Nardoni, marcas nítidas. Certamente por causa da sujeita da rede. Ele não teve como explicar as marcas da fuligem.

Além disso, outra prova: o GPS informou o horário em que o carro foi desligado na garagem. O momento em que Alexandre, a mulher e os filhos saíram do carro. E, onze minutos depois, pela cronometragem dos vizinhos, o corpo era atirado do sexto andar. O que significa que não daria tempo para um terceiro personagem entrar e ser o assassino.

Então, as evidencias são muito fortes contra o casal e dificilmente escaparão de uma condenação. Uma quarta prova é a da mancha do chinelo do pai da menina no lençol da cama. Marca nítida. Onde ele subiu para jogar o corpo da menina.

Parece-me claro que as evidencias depõem contra o casal e que eles estão apenas exercendo a sua defesa por uma mera formalidade.

A polícia reuniu provas muito bem discernidas, competentemente colhidas, destruindo qualquer argumento da defesa. É impossível a defesa ter êxito diante dessas evidências.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Ambígua inviolabilidade

28 de abril de 2008 8

Marlene Bergamo, Folha Imagem
Uma intrigante e horripilante notícia chegou ontem da terra onde nasceram Hitler e Freud, a Áustria: um homem manteve presa num porão de sua casa sua filha durante 24 anos. Dos 18 anos de idade aos 42.

E segundo a polícia suspeitava ontem, no cativeiro, ele produziu sete filhos incestuosos com sua filha.

É um dos fatos mais horrendos acerca da maldade humana de que se tem conhecimento. E talvez não haja notícia em toda a história da humanidade, afora os genocídios de guerra ou políticos, de que a maldade de um só homem tenha durado tanto tempo, longos 24 anos passados na Áustria, um país de ótima civilização e excelente polícia.

As perguntas que logo emergem do caso são instigantes: 1) como pode ter esse homem escondido da vizinhança, dos parentes e das autoridades a sua filha, mesmo tendo declarado 24 anos atrás que ela havia desaparecido?; 2) como pode esse homem ter tido sete filhos incestuosos com sua filha, se obviamente a cada um dos sete nascimentos os bebês tinham de ser declarados pelos hospitais ou por parteiras, havendo a obrigação, além de registrá-los, de nomear o pai e mãe das crianças?; 3)incrivelmente, surge nos despachos que vinham ontem da Áustria a figura da esposa do pai incestuoso, que presumivelmente é mãe da seqüestrada, tornando-se assim sogra de seu próprio marido; e como essa esposa do seqüestrador tolerou esse cárcere privado a que foi submetida sua pretensa filha, aceitando assim que seu marido fosse ao mesmo tempo seu genro?; e se presumivelmente a jovem seqüestrada, que declarou ontem ter sido abusada sexualmente por seu pai desde os 11 anos, tendo sido presa na masmorra do porão da casa da família aos 18 anos, permaneceu sendo abusada pelo pai durante os 24 anos em que esteve presa ou era estuprada pelo pai?; será verdade o que diz a esposa do seqüestrador, que desconhecia o que estava se passando, ou aceitou registrar em seu nome os sete filhos obtidos entre o incesto de pai e filha?

Raciocinando sobre este gigantesco crime na Áustria, fico a cismar nos milhões de crimes que são cometidos no ermo domiciliar.

A lei protege o domicílio, declarando-o inviolável, mas o quanto são numerosos os criminosos que se valem deste salvo-conduto que lhes concede a lei para constranger filhos, esposas, parentes, para torturá-los e matá-los dentro do ambiente domiciliar!

Quantas são as crianças espancadas dentro dos lares por anos inteiros a fio, sob o domínio criminoso de seus pais!

Quantas esposas são maltratadas e ofendidas por seus maridos, são agredidas por seus maridos, são massacradas por seus maridos no recôndito indevassável do lar?

Agora mesmo a menina Isabella Nardoni, em São Paulo, foi massacrada no recinto do seu lar.

E o recinto do seu lar, embora os vizinhos tivessem ouvido forte discussão entre o pai e a madrasta de Isabella, presumivelmente sobre o que fariam com o suposto cadáver da menina, serviu de refúgio para os assassinos, ninguém entre os vizinhos ousou ir até a porta do apartamento, apertar na campainha e perguntar o que estava havendo. Pela simples razão do respeito reverencial que todas as pessoas nutrem pelo domicílio.

Quanto deve ser sagrado e é aconselhável que o seja o recinto do domicílio.

Mas a quantas barbaridades e monstruosidades ele serve e esconde.

Porque a lei também diz que qualquer pessoa pode invadir um domicílio se lá dentro estiver sendo cometido um crime.

Só que os domicílios se constituem em cidadelas fortificadas e é muito difícil para os que estão de fora, como aconteceu no caso Isabella, perceber se é crime ou não o que está acontecendo lá dentro.

Os domicílios são elogiável e condenavelmente invioláveis.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana