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Posts de abril 2008

Princesa vigilante

30 de abril de 2008 9

Arquivo pessoal

Recebi há pouco o curioso e-mail abaixo, do Eduardo Merlo, de Lajeado. Deixo aqui meu beijo nessa menina inteligente que é a Maria Eduarda.


%22Boa noite, Sant%27Ana.

Gostaria de compartilhar com você uma experiência que vivi.

A protagonista desta história chama-se Maria Eduarda e tem apenas quatro anos. Cheguei em casa por volta das 10h45min da noite, após a faculdade, e fui carinhosamente , como de costume, abraçar minha filha.

Fui recebido com um tratamento ríspido e diretamente interpelado: %22Pai você lavou as mãos?%22

Eu, surpreso , questionei o motivo de tal atitude. Ela, do alto de sua experiência, dissertou sobre os riscos da contaminação por bactérias para quem não lava as mãos seguidamente. Me levou até o banheiro, subiu em sua cadeirinha para que atingisse a altura da torneira e então disse: %22Pai, olha bem, foi assim que o Sant%27Ana mandou, com bastante sabonete.%22

Deste dia em diante nossos familiares são rigorosamente policiados por ela. E todos capricham para não ouvir a temida frase %22 Não foi assim que o Santana mandou%22.

Só o que me faltava agora é influenciar a criança a virar gremista, aí o mundo tá perdido.

Abraços! Somos admiradores do teu trabalho.
Eduardo Merlo (dumerlo@bol.com.br)%22

Postado por Sant`Ana

Combustíveis: o bolso do consumidor vai sangrar

30 de abril de 2008 15

Petrobras não vai nos privar do aumento/Emerson Souza, Banco de Dados - 24/08/2006
A notícia é péssima. A Petrobras vai mesmo aumentar os preços dos combustíveis. O anúncio não poderia ser pior num momento em que vivemos com o aumento nos preços dos alimentos. É assustador.

E se o aumento for como o da gasolina, e de outros combustíveis, nós teremos uma inflação muito além da que o governo previa. Há um índice já projetando uma inflação para cerca de 10% ao ano.

Ontem, o presidente Lula segurou, mas ele não poderá segurar por muito tempo. A Petrobras pleiteia um aumento de 10% na refinaria e 5% na bomba para o consumidor final. Uma notícia muito ruim.

Esse aumento vai refletir nos transportes. Nos preços dos ônibus, das lotações, dos táxis. E vai sangrar nos bolsos do consumidor brasileiro.

É verdade que faz três anos que não aumentam os preços dos combustíveis, mas também é verdade que nesse período o dólar baixou violentamente. E mesmo assim a Petrobras não quer se privar do aumento. E se esse aumento for nos níveis que estão anunciando, pode estar certo que a inflação vai devorar os salários, vai aniquilar com a economia popular.

Que notícia ruim.

Vamos ver o que acontece e torcer para que o aumento da gasolina venha em torno de 3%.

A Petrobras tinha que nos beneficiar, pois nós somos auto-suficientes em petróleo. Mas isso não adianta. Nós não temos vantagem nenhuma em ser auto-suficientes.

A paulada vai cair na nossa cabeça!

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Um incesto revoltante

30 de abril de 2008 7

Não se sabe o que é mais brutalmente perplexo neste caso do cativeiro austríaco: se a perversidade do pai ao manter a filha presa num porão durante 24 anos ou se a dor lancinante da filha ao ver-se privada do sol e da sociabilidade por mais de duas décadas.

O que espanta neste caso austríaco e em tantos outros de que temos conhecimento, alguns em nosso meio, é a mais completa ausência de piedade nos corações e mentes dos criminosos.

Não há a mínima concessão à dor e à dignidade dos agredidos. Pelo contrário, os agressores parecem alimentar-se da dor das vítimas. Eles só se sentem realizados quando produzem aflição e ruína físicas ou mentais em suas vítimas.

Estou convencido de que todos esses casos de tortura e crueldade que se cometem contra indivíduos ou coletividades estão ligados umbilicalmente ao prazer sádico dos agressores.

Dessa forma, são atos insanos, cometidos por mentes atingidas por doença mental grave, irreversível.

É a conhecida sentença de que o homem tem um defeito de fabricação.

Se isso é verdade, alguns homens permanecem doentes após o recall e cada vez mais aprofundam sua morbidez, devastando os outros.

Com a colaboração do Olyr Zavaschi, estou publicando a impressionante e horrenda teia de incestos que o austríaco realizou na masmorra de sua casa, interpenetrando todos os parentescos entre si:

1) Ele é ao mesmo tempo pai e avô dos seus filhos.

2) Ele foi ao mesmo tempo marido e pai da filha.

3) Ele é genro de sua mulher.

4) Ele é genro e sogro de si mesmo.

5) A esposa dele é avó e madrasta dos filhos da filha.

6) A esposa dele é também sua sogra.

7) Os filhos nascidos no porão são filhos e netos do pai.

8) Os sete nascidos no porão são filhos e irmãos da mãe.

9) Os sete irmãos nascidos no porão são também tios maternos entre si.

Este caso está chocando o mundo. Tanto pela violência perpetrada contra a filha que gerava os filhos, submetida sexualmente pelo pai, quanto pela extensão de tempo do cativeiro, 24 anos significam uma vida inteira, subtraída pelo pai à filha, dor que ao que tudo indica pode ter-se tornado loucura.

A filha do criminoso sofreu prisão solitária durante 24 anos. Impossibilitada de gritar porque seu pai colocou vedação acústica em todas as paredes (ele é engenheiro), cedo desistiu de tentar avisar os vizinhos, os transeuntes ou a polícia.

O pai criminoso tomou cuidados meticulosos para que seu crime não fosse descoberto durante toda uma vida e para que pudesse se fartar sexualmente de sua filha.

Não há por certo no Código Penal austríaco nem em qualquer diploma legal de nenhum país uma punição adequada para a extensão desse crime.

E se esse delito vai ser muito difícil de ser esquecido pela Áustria, pela Europa e por toda a humanidade, imaginem-se as marcas de trauma que deixará nas vítimas, em todos os membros da infeliz família envolvida.

Há crimes que desafiam o esquecimento.

*Texto publicado na Zero Hora de hoje.

Postado por Sant`Ana

O fundo da alma feminina

29 de abril de 2008 7


Em primeiro lugar, nunca chame uma mulher de eterna. Ocorreu-me ontem de, ao ver uma amiga minha, apresentadora de televisão, no ar, telefonar imediatamente para ela e dizer: %22Como tu estás bem no vídeo, tu és eterna!%22

Que mancada que eu iria dar! Ao chamar uma mulher de eterna, estou concretamente designando-a como uma velha. Insinuar que uma mulher está velha é um dos dois maiores e mais capitais defeitos do homem.

O outro pecado capital do homem é chamar a mulher de gorda. Nunca faça isso, evite sempre a tentação de denunciar gordura numa mulher, mesmo que sua finalidade seja nobre: a de adverti-la de que ela perigosamente está roçando o limite máximo e tolerável de elegância de seu corpo.

Por dois anos ficou de mal comigo, deixou de falar comigo, afetava ódio por mim quando nos cruzávamos, uma colega da televisão que eu tive a infelicidade de cognominar de %22como estás gorda%22. Ela só voltou a falar comigo 24 meses depois da ofensa, assim mesmo porque finalmente tinha emagrecido. Aquela mulher odiava a mim em vez de odiar a sua gordura. Eu era para ela o culpado da sua gordura.

Com mulheres velhas e gordas, convém que sempre abordemos outros assuntos.

Eu tenho uma técnica infalível para agradar às mulheres. Digo assim: %22Como estás magra, não seria o caso de consultar um médico?%22 É de ver a alegria de que fica tomada a mulher que ouve isto. Sabe lá o que é ouvir de um homem que sua elegância é tão alarmante que passa por um problema de saúde?

E quando não vejo uma mulher há muitos anos, evidentemente que ela ressurge diante dos meus olhos bem mais velha, mais desmerecida. Então eu jogo-lhe um dardo de monumental eficiência: %22Poxa, mas há quanto tempo eu não te via! É incrível, tu estás a mesma!%22 Só falta ela se jogar de joelhos a meus pés diante do cavalheiresco elogio. Porque quando me viu e vê outras pessoas depois de alguns anos, ela treme de medo de que vão notar a implacável diferença.

Outro truque infalível que uso para adubar a vaidade feminina: %22Que coisa linda! Finalmente acertaste o teu penteado! Quem foi que fez?%22 Elas ficam possuídas de uma felicidade indizível.

Isso tudo é gentileza, é lhaneza masculina. Só que, de vez em quando, como não posso deixar escapar uma piada, um repente de inspiração, mesmo que ele sacrifique ou destrua o alvo da minha ironia, eu desmunheco e agrido. Foi o caso no ano passado de uma mulher que portava um vestido elegantíssimo, deixando à mostra metade de seus seios por um decote avançadíssimo. Eu não pude entender como uma mulher tão fina expunha assim ao público seios tão flácidos e derrubados.

E me arrependo até hoje da maldade que soltei: %22Espertinha, aderiste ao silicone%22. Para minha estupefação, a mulher explodiu de orgulho e contentamento. É inacreditável, mas aquela mulher nutre amor mórbido por seus seios decadentes.


*Texto publicado em 09/05/2001 em Zero Hora

Postado por Sant`Ana

É possível compreender a maldade humana?

29 de abril de 2008 6

O mundo está chocado com o austríaco que prendeu a filha em uma masmorra por 24 anos. Assista ao meu comentário no Jornal do Almoço de hoje sobre o caso:

Postado por Sant`Ana

Desiludido com a raça humana

29 de abril de 2008 10

Arte ZH
Há 63 anos, o mundo conheceu uma das maiores tragédias da humanidade: o austríaco, Adolf Hitler, horrorizou a todos com a morte de seis milhões de judeus e dezenas de milhões de mortes nos campos de batalha da segunda guerra mundial.

Hitler, horrorizou o mundo. Agora, outro austríaco horroriza o mundo. Este homem, Josef Fritzl, lá de uma cidade no interior da Áustria, prendeu por 24 anos a sua filha. Abusou dela sexualmente e teve com ela sete filhos. A menina, que tinha 18 anos quando foi presa e hoje está com 42 anos, viveu num compartimento, sem sol, apertada, com três filhos, que hoje já estão adultos. Inacreditavelmente filhos do seu avô. Ele é avô e pai das crianças.

É um crime monstruoso. Tanto pela privação da liberdade de sua filha, netos e filhos, quanto pelo incesto que ele obrigou a sua filha cometer. É algo que nós humanos temos a impressão que não pode acontecer com um membro da nossa raça. Não pode acontecer tamanha insanidade. É demais. Choca. Crueldade que durou 24 anos. E que duraria ainda mais se ele não fosse descoberto.

É incomparável e inexplicável a crueldade humana. A maldade humana é incontornável. É uma doença mental. Nunca tinha se visto uma maldade durar tanto tempo. Escabroso. Algo que não se acredita. Um holocausto. Uma animalidade. Cada dia que passa, mais nos desiludido com a nossa própria espécie. Ela é capaz de tudo.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Árduo conjunto probatório

29 de abril de 2008 9

Com o auxílio do GPS, a polícia paulistana constatou a hora certa em que o carro de Alexandre Nardoni estacionou na garagem do edifício London. E, pelo depoimento dos vizinhos do apartamento de Alexandre, o corpo da menina Isabella caiu no chão do jardim 11 minutos depois.

Não havia tempo para surgir um terceiro personagem, intrometer-se entre o que Alexandre e a madrasta da menina estavam fazendo e matar Isabella.

A polícia descarta categoricamente a existência de um terceiro personagem e atribui ao casal ter-se dirigido da garagem até o apartamento com o corpo da menina.

Havia manchas do sangue de Isabella no carro. Havia manchas de sangue no corredor. Havia manchas de sangue na rede de proteção da janela. Havia manchas de sangue no chão do apartamento e no chinelo de Alexandre.

As manchas de sangue no carro são fatais para o casal. Porque não interessava a nenhum provável terceiro personagem qualquer mancha de sangue no carro. Qualquer mancha de sangue no carro importava em presença de Alexandre e/ou sua mulher no carro quando a mancha foi derramada.

O carro está ligado umbilicalmente ao casal, que admite ter chegado ao edifício nele, apenas alega que a menina, que estava no carro com os irmãos, chegou intacta ao edifício, tendo sido morta depois por um mitológico desconhecido.

Como então haver manchas de sangue no carro?

As manchas de sangue no carro são uma das mais pesadas provas contra o casal.

A pegada do chinelo que Alexandre usava estava visível no lençol que cobria o colchão da cama do quarto das crianças, de onde foi atirado o corpo de Isabella.

Depreende a polícia, assim, que Alexandre ergueu o corpo de Isabella de cima da cama, posição mais confortável.

Se não fosse para erguer o corpo de Isabella com menos esforço, que outro motivo teria Alexandre para subir com o pé em cima da cama?

Na camisa de mangas curtas que Alexandre usava quando ocorreu o crime, havia as marcas em quadrados contíguos da rede de proteção da janela do apartamento de onde Isabella foi atirada.

Eram marcas do pó, da sujeira, da fuligem que restavam nos fios da rede e que se transferiram para a camiseta de Alexandre com a pressão que seu corpo fez contra a rede para segurar o peso do corpo de Isabella.

Marcas com o desenho da rede.

Nítidas marcas da rede na camisa, provas indubitáveis da autoria de Alexandre no assassinato.

Um assassinato cometido às pressas, mal deu para limpar com um pano as marcas de sangue por toda a parte, que ainda permaneceram indeléveis em muitas partes.

Muita pressa, muito nervosismo. E pressa também em combinar a versão profundamente ficcional de que alguém tinha entrado no apartamento.

Um crime que começou com maus-tratos a uma criança, um acesso de fúria incontrolável, a tragédia da morte ou da quase morte, o desespero, uma criança martirizada e um consórcio criminoso entre duas pessoas sem saída, que resolveram tentar a sorte em serem julgadas pelo júri, quando poderão ter mais sorte do que a imensidão da sua crueldade.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Jardel quer voltar

28 de abril de 2008 77

Paulo Franken, Banco de Dados
Reproduzo abaixo o e-mail do leitor gremista Mateus Luis da Silva dos Santos:


%22Paulo Sant%27Ana,

O que me traz aqui é a entrevista de Jardel veiculada neste domingo (no programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, quando o jogador revelou que cheirou cocaína e que, agora, deseja voltar ao Grêmio). Não tenho vergonha de admitir que chorei feito criança assistindo à entrevista.

Revendo os gols que consagraram este exímio centroavante, fiquei pensando: será que a direção do nosso clube não seria solidária a este jogador? Será que, com um bom trabalho fisíco e psicológico, não conseguiríamos trazer de volta ao Grêmio aqueles gols que só ele sabia fazer — mesmo com 34 anos, acho que Jardel não desaprendeu.

Sem falar que o custo seria baixo, pois este jogador está sem clube, clamando por uma chance. Por que não concedê-la? Afinal, foi no Grêmio que ele se revelou e, como bem a entrevista mostrou, ele nunca esqueceu do nosso time.

Registo aqui minha indignação, ao ler hoje na Zero Hora desta segunda-feira, que o diretor de futebol (do Grêmio, André Krieger) descartou a possibilidade de trazer Jardel. Sem dúvida, com uma perna só Jardel é bem melhor do que muitos que atuam em nosso time.

Um grande abraço de seu amigo,
Mateus Luis da Silva dos Santos
(mateus.l@sponchiado.com.br)%22

Postado por Sant`Ana

Não há dúvida de quem são os assassinos

28 de abril de 2008 1

Na minha opinião, não há dúvidas da culpa do casal.

Assista ao meu comentário sobre o assunto no Jornal do Almoço.

Postado por Sant`Ana

Monstruosidade sem tamanho

28 de abril de 2008 6

Logo após a reconstituição do crime da menina Isabella Nardoni, ficaram mais evidentes as provas que a polícia tem contra o casal: o pai e a madrasta.

Provas amassantes. Por exemplo, sangue no carro. Diversas manchas de sangue no carro, que foram alastradas para o corredor, para a entrada da porta e para o apartamento. A rede de proteção da janela, que foi rasgada para que fosse atirado o corpo da menina, deixou na camisa do pai, Alexandre Nardoni, marcas nítidas. Certamente por causa da sujeita da rede. Ele não teve como explicar as marcas da fuligem.

Além disso, outra prova: o GPS informou o horário em que o carro foi desligado na garagem. O momento em que Alexandre, a mulher e os filhos saíram do carro. E, onze minutos depois, pela cronometragem dos vizinhos, o corpo era atirado do sexto andar. O que significa que não daria tempo para um terceiro personagem entrar e ser o assassino.

Então, as evidencias são muito fortes contra o casal e dificilmente escaparão de uma condenação. Uma quarta prova é a da mancha do chinelo do pai da menina no lençol da cama. Marca nítida. Onde ele subiu para jogar o corpo da menina.

Parece-me claro que as evidencias depõem contra o casal e que eles estão apenas exercendo a sua defesa por uma mera formalidade.

A polícia reuniu provas muito bem discernidas, competentemente colhidas, destruindo qualquer argumento da defesa. É impossível a defesa ter êxito diante dessas evidências.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Ambígua inviolabilidade

28 de abril de 2008 8

Marlene Bergamo, Folha Imagem
Uma intrigante e horripilante notícia chegou ontem da terra onde nasceram Hitler e Freud, a Áustria: um homem manteve presa num porão de sua casa sua filha durante 24 anos. Dos 18 anos de idade aos 42.

E segundo a polícia suspeitava ontem, no cativeiro, ele produziu sete filhos incestuosos com sua filha.

É um dos fatos mais horrendos acerca da maldade humana de que se tem conhecimento. E talvez não haja notícia em toda a história da humanidade, afora os genocídios de guerra ou políticos, de que a maldade de um só homem tenha durado tanto tempo, longos 24 anos passados na Áustria, um país de ótima civilização e excelente polícia.

As perguntas que logo emergem do caso são instigantes: 1) como pode ter esse homem escondido da vizinhança, dos parentes e das autoridades a sua filha, mesmo tendo declarado 24 anos atrás que ela havia desaparecido?; 2) como pode esse homem ter tido sete filhos incestuosos com sua filha, se obviamente a cada um dos sete nascimentos os bebês tinham de ser declarados pelos hospitais ou por parteiras, havendo a obrigação, além de registrá-los, de nomear o pai e mãe das crianças?; 3)incrivelmente, surge nos despachos que vinham ontem da Áustria a figura da esposa do pai incestuoso, que presumivelmente é mãe da seqüestrada, tornando-se assim sogra de seu próprio marido; e como essa esposa do seqüestrador tolerou esse cárcere privado a que foi submetida sua pretensa filha, aceitando assim que seu marido fosse ao mesmo tempo seu genro?; e se presumivelmente a jovem seqüestrada, que declarou ontem ter sido abusada sexualmente por seu pai desde os 11 anos, tendo sido presa na masmorra do porão da casa da família aos 18 anos, permaneceu sendo abusada pelo pai durante os 24 anos em que esteve presa ou era estuprada pelo pai?; será verdade o que diz a esposa do seqüestrador, que desconhecia o que estava se passando, ou aceitou registrar em seu nome os sete filhos obtidos entre o incesto de pai e filha?

Raciocinando sobre este gigantesco crime na Áustria, fico a cismar nos milhões de crimes que são cometidos no ermo domiciliar.

A lei protege o domicílio, declarando-o inviolável, mas o quanto são numerosos os criminosos que se valem deste salvo-conduto que lhes concede a lei para constranger filhos, esposas, parentes, para torturá-los e matá-los dentro do ambiente domiciliar!

Quantas são as crianças espancadas dentro dos lares por anos inteiros a fio, sob o domínio criminoso de seus pais!

Quantas esposas são maltratadas e ofendidas por seus maridos, são agredidas por seus maridos, são massacradas por seus maridos no recôndito indevassável do lar?

Agora mesmo a menina Isabella Nardoni, em São Paulo, foi massacrada no recinto do seu lar.

E o recinto do seu lar, embora os vizinhos tivessem ouvido forte discussão entre o pai e a madrasta de Isabella, presumivelmente sobre o que fariam com o suposto cadáver da menina, serviu de refúgio para os assassinos, ninguém entre os vizinhos ousou ir até a porta do apartamento, apertar na campainha e perguntar o que estava havendo. Pela simples razão do respeito reverencial que todas as pessoas nutrem pelo domicílio.

Quanto deve ser sagrado e é aconselhável que o seja o recinto do domicílio.

Mas a quantas barbaridades e monstruosidades ele serve e esconde.

Porque a lei também diz que qualquer pessoa pode invadir um domicílio se lá dentro estiver sendo cometido um crime.

Só que os domicílios se constituem em cidadelas fortificadas e é muito difícil para os que estão de fora, como aconteceu no caso Isabella, perceber se é crime ou não o que está acontecendo lá dentro.

Os domicílios são elogiável e condenavelmente invioláveis.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Engarrafamentos em Porto Alegre

25 de abril de 2008 18

Congestionamento na Avenida Ipiranga/Arivaldo Chaves, Banco de Dados - 3/3/2008
Enquanto isso, não existe nada mais preocupante na cidade de Porto Alegre do que os engarrafamentos. São impressionantes.

A Avenida Ipiranga em horário de pico fica completamente intransitável. O mesmo acontece com a Avenida Assis Brasil e com a Goethe. Ou melhor, com todas as grandes avenidas de Porto Alegre.

Estamos caminhando para o caos no trânsito. Porque são licenciados milhares de automóveis por mês, e cada vez mais se engarrafam os carros nas ruas e avenidas de Porto Alegre.

É assustador o engarrafamento na capital gaúcha. E à medida que ele vem crescendo, você fica arrepiado em saber que perderá horas a mais para se deslocar pela cidade, dependendo do trajeto que for feito.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje sobre o assunto

Postado por Sant`Ana

Tolerância zero

25 de abril de 2008 20

Tolerância zero para quem dirigir com mais de 0,6 granjas de álcool no sangue/Emerson Souza, Banco de Dados - 25/10/2004
Que medida rigorosa, que poderá vir a ser adotada pelo Senado e pelo presidente Lula, confirmando o que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Se alguém for flagrado dirigindo um carro com 0,6 gramas de álcool por litro de sangue, o equivalente a duas latinhas de cerveja, será multado em R$ 1,5 mil e não poderá dirigir por um ano. Se for flagrado com mais de 0,6 gramas, irá para a cadeia sem direito a fiança.

Que medida rigorosa!

Será uma das legislações mais rigorosas do mundo para quem dirige alcoolizado, de acordo com a Zero Hora de hoje.

Na minha opinião, é rigorosa demais. Vai ser praticamente proibido beber em território nacional. Se vocês beber duas latinhas de cerveja não poderá dirigir.

Claro, é uma medida aconselhável para acabar com os acidentes em razão da presença do álcool nos sangue das pessoas, mas é muito rigorosa. Qualquer fraçãozinha vai ser passível de multa.

Eu acho que não vai ter cadeira para tanta gente. Começa que não haverá fiscalização para todo mundo.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje sobre o assunto

Postado por Sant`Ana

A banalização do discurso

25 de abril de 2008 5

O médico e cirurgião transplantador José J. Camargo estará lançando em seguida um livro de crônicas, entre as quais figura esta que escolhi para oferecer a meus leitores:

%22A prefeitura de Vacaria fica numa esquina, no canto da praça, em diagonal com a linda catedral de pedra. Numa noite de primavera, uma multidão se acotovelava pelo privilégio de ficar defronte à sacada onde desfilariam os oradores daquele comício. Ainda menino, fui levado pela mão do meu avô para minha primeira experiência de assistir a um discurso em público. Os alto-falantes vibraram, as pessoas aplaudiam e eu assistia a tudo maravilhado com a vista que meu avô me proporcionava, colocando-me sobre seu ombros.

De repente, um frisson tomou conta de todos, quando se anunciou o discurso de um grande orador que encerraria o comício. Ele entrou na sacada da prefeitura, tirou o chapéu, acenou para todos os que o aplaudiam, e a seguir fez um silêncio estratégico como a dizer que depois disso nenhum ruído seria permitido. Todos entenderam e todos se calaram. Quando ele começou a falar, os pernilongos emudeceram. Não lembro uma palavra do que ele disse, mas nunca vou esquecer da irreprimível euforia e do doce encantamento que tomou conta de todos, e dos apertos de mão, e dos abraços afetuosos que foram trocados por alguns quase desconhecidos, que precisavam extravasar a incontida exultação.

Quando fui colocado outra vez no chão, percebi com espanto que meu avô chorava. Lembro que fiquei em pânico, porque naquela idade eu ainda não sabia que se podia, sim, chorar por outra coisa que não fosse dor ou perda. Quando perguntei o que tinha acontecido, ele me respondeu, já meio rindo: Foi pura emoção, meu filho. Vamos embora!.

Devo a Paulo Brossard de Souza Pinto a ventura de ter descoberto, ainda criança, que é possível chorar de emoção. Sempre vou ser grato a ele por esta lição prematura e impagável.

Uma noite dessas, zapeando na TV, parei, como faço muitas vezes, na TV Senado. Que tristeza! A discussão sobre a utilização de células-tronco deveria eletrizar o ambiente, mas ninguém ouvia ninguém. Pequenos grupelhos mantinham discussões paralelas, alguns caminhavam pelo plenário como a alongar as pernas, outros falavam ao celular de costas para o orador, que, aparentemente conformado com o descrédito, se dirigia exclusiva e insistentemente ao senhor presidente. Cada vez que o coitado alteava a voz para dizer: E por isso, Sr. Presidente…!, era como se estivesse reforçando o compromisso tácito de que pelo menos ele se mantivesse acordado, ainda que as sacudidas da cabeça parecessem em franco descompasso com o que estava sendo dito pelo resignado orador de causa nenhuma.

Que alguém continue falando sem se importar que ninguém esteja ouvindo sempre me pareceu uma aberração.

Historicamente, os grandes oradores se caracterizaram pela capacidade de calar as multidões, que, silenciosas e constritas, aguardavam cada palavra como uma revelação definitiva.

Os tempo mudaram, tem mais gente falando do que idéias a serem defendidas, mais falastrões do que doutrinas, mais lobistas do que empreendedores.

E enquanto a palavra for disponibilizada aos oradores sem causa, e enquanto os lugares-comuns substituírem a emoção, estaremos em vigília pela dolorosa agonia do discurso.

Mais triste do que calar é seguir falando, sem ter o que dizer!%22

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Vaga nas quartas-de-final graças à arbitragem

24 de abril de 2008 277

Assisti ao jogo pela RBS TV. Os colorados que estavam ao meu lado gritavam: %22O JUIZ É NOSSO!%22


Vejam as imagens da partida e confiram:

Postado por Sant`Ana