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Posts de maio 2008

Os desistentes

31 de maio de 2008 13

Vejam bem os leitores o desespero e o desengano de que são tomados os que necessitam de serviços médicos urgentes e percorrem os hospitais, são mandados de um lado para outro, se quedam apatetados e impotentes em macas pelos corredores e enfermarias, levam 10, 15, 20, 30, 40 horas para receber a acolhida médica ou o mínimo atendimento.

Diante do apocalipse de se sentirem enjeitados pelo sistema, sem qualquer atenção, desistem completamente e vão se entregar à doença em casa, apodrecer vivos ante a indiferença e a frieza do establishment único dominante. Desistem e não sabem mais para onde ir. Vão morrer em casa, com sofrimentos atrozes, como os elefantes. Eis uns desses relatos:

“Prezado Paulo SantAna,

Contarei aqui o que me aconteceu neste feriado de Corpus Christi. Enfatizo que esta narrativa é a mais pura verdade, sendo que pensei até em ir a uma delegacia de polícia, porém achei que seria uma perda de tempo. Minha esposa operou de emergência a veia safena da perna esquerda, em junho do ano passado, pelo SUS, na Santa Casa. Agora, depois de muitos exames, pela Unimed, com três médicos diferentes e tomando praticamente durante um ano um remédio anticoagulante (Marcoumar 3mg), fez trombo na perna direita. Como o plano de minha empresa não inclui hospitalização, fomos até o Hospital de Clínicas com uma requisição para baixa, assinada por um médico da Unimed. Qual não foi nossa surpresa ao sermos informados de que somente poderiam baixá-la após passar por um posto de saúde. Diante disso, nos dirigimos até a emergência do SUS na Santa Casa, tipo às 9h do dia seguinte ao feriado, ou seja, na sexta-feira, onde ela ficou esperando para ser atendida até mais ou menos as 14h, quando fui levar-lhe algo para comer. Até as 21h, ainda não tinha sido atendida pelo especialista (hematologista), por isto fomos para casa, com o acordo de voltarmos na manhã seguinte, para então o médico atendê-la. Sábado pela manhã, lá estávamos nós. Depois de ser atendida pelo mesmo médico que a operou, foi encaminhada para a sala de observação, onde ficou no corredor, isto mesmo que eu disse, no corredor, junto com mais cinco ou seis pessoas, até o domingo às 14h, em cima de uma maca. Não recebeu alimentação, tampouco medicação, exceto o que lhe levei, pois estava num vácuo, intervalo ou coisa que se equipare, esperando por um leito para a bendita baixa. Note que numa sala logo em seguida após uma porta dupla de vaivém, como as de faroeste, havia várias camas com pessoas esperando pelo mesmo motivo, a falta de leito. Depois de aproximadamente umas 40 horas de espera, ela, vendo o sofrimento daqueles seres humanos ali jogados como indigentes e ouvindo que havia gente com uma semana de espera, se desesperou e resolveu ir para casa. Se era para morrer, que fosse numa cama macia e após um bom banho quente, pois até isto lhe foi negado, visto que no banheiro, comum para homem e mulher, existia chuveiro, mas era aberto, isso mesmo, sem chave na porta, sem privacidade. Nesse local, peço a Deus jamais cair, pois me pareceu só faltar o bicho feio para ser o verdadeiro inferno. Restou a indignação e revolta em ver nos meios de comunicação nossos governantes apregoarem que a saúde vai bem. Lá no Hospital Mãe de Deus, quando consulta pela Unimed, minha esposa é baixada sempre, devido à gravidade de sua enfermidade, mas como o plano não tem hospitalização, isso não acontece. Solicitei sua inclusão no plano M1, onde tem direito a 15 dias de internação, após uma carência de um mês. Talvez se houvesse alguém com poder suficiente para mandar prender os responsáveis por aquela espelunca, chegasse até lá e visse o que ali ocorre, poderiam as pessoas mais humildes e necessitadas terem um alento para suas dores. Meu nome é Carlos Roberto Stahl, (carlosstahl@terra.com) e autorizo a divulgação deste episódio que espero não mais presenciar. Um abraço de um seu admirador pelo poder de indignação com as injustiças cometidas por aqueles que deveriam justamente, senão evitá-las, amenizá-las”.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Plágio póstumo

30 de maio de 2008 7

Tempos atrás fiquei sabendo que circula em todo o Brasil, pela internet, um célebre poema de Vinicius de Moraes, intitulado Amigos. No mês de julho, quando se comemora o Dia do Amigo, o poema é enviado por milhares de pessoas aos seus amigos.

Pois ainda vou acionar na Justiça por usurpação de direitos autorais as nove viúvas de Vinicius de Moraes. O texto, que reproduzo abaixo, é meu, foi publicado há anos no jornal Zero Hora sob o título Meus Secretos Amigos e faz parte do meu primeiro livro, O Gênio Idiota.


Foto: Banco de Dados

Meus secretos amigos

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles… Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos.

A gente não faz amigos, reconhece-os.

*Texto publicado em 15/04/1994 em Zero Hora

Postado por Sant`Ana

Em defesa do SUS

30 de maio de 2008 12

Os dados que o Conselho Regional de Medicina (Cremers) me passa sobre o SUS são ao mesmo tempo entusiasmantes e decepcionantes.

A obra do SUS é colossal em cada ano:

1) 100 milhões de consultas médicas;

2) 11,5 milhões de internações;

3) 350 milhões de exames laboratoriais;

4) 2 milhões de partos.

Sem falar em inúmeros outros itens, entre eles os atendimentos ambulatoriais e os caríssimos transplantes.

Mas esses números já dão uma idéia da importância do SUS e da sua imprescindibilidade social.

No entanto, o que o SUS deixa de fazer é também gigantesco, atestando a falta de atendimento para milhões de pessoas:

1) 10 milhões de hipertensos sem assistência;

2) 4,5 milhões de portadores de diabetes desatendidos;

3) 4 milhões de infectados pelo vírus da hepatite C desassistidos;

4) 90 mil portadores de doenças cancerígenas sem rádio/ quimioterapia;

5) 3,7 milhões de portadores de obesidade mórbida sem assistência;

6) 3.550 mortes de pacientes por falta de hemodiálise;

7) 50% das gestantes sem pré-natal completo;

8) 70% das mulheres sem acesso a exames mamográficos.

Sem falar naquela antiga reivindicação desta coluna, clamando pelo atendimento de cerca de 1 milhão de pessoas nas filas de cirurgia no Brasil, morrendo muitas delas por não serem atendidas antes de meses e anos.

E outros tantos números e itens não atendidos, que caracterizam a tragédia do SUS.

Se o 0,1% que o governo federal está pretendendo de alíquota para essa nova CPMF, agora com o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS), que alguns adversários dela chamam de Contribuição Sem Sentido, fosse destinado ao desaparecimento desse abandono que sofrem milhões de brasileiros no seu atendimento de saúde, se compreenderia e saudaria o novo tributo.

Mas tem-se a certeza de que o imposto pode vir a ser cobrado e essas necessidades veementes de prestação de saúde continuarão a não ser prestadas.

Também por isso, o Cremers estará coordenando hoje à tarde, das 12h às 16h, uma grande manifestação popular a ser realizada no Largo Glênio Peres, com a presença de inúmeras categorias profissionais, entidades médicas, sindicais e sociais.

Esta coluna vê com muitos bons olhos essa manifestação, até mesmo porque ela não é contra o SUS, pelo contrário, é a favor.

A favor de que o governo federal venha a garantir recursos necessários, suficientes e permanentes para a Saúde e promova o acesso de todos os brasileiros que não possuam seguro-saúde ao sistema, com o que a universalização do atendimento de saúde, inscrita na Constituição, venha finalmente a se cumprir.

Ao núcleo central do movimento e da manifestação de hoje, agregaram-se a Ajuris, o Simers, a Amrigs, o Sindicato dos Hospitais Beneficentes e Filantrópicos, a Federação das Santas Casas, o Sindisaúde, a Associação Brasileira dos Usuários do SUS e Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do RS.

Houve também a adesão da OAB-RS, Famurs, Assedia, Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, Conselho Regional de Saúde, Conselho Municipal de Saúde POA, associações de portadores de doenças crônicas e dezenas de outras entidades interessadas em que o SUS avance em suas conquistas e alargue seu atendimento.

Dá para ver pela relação das entidades que a luta que esta coluna tem desempenhado através do tempo em favor dos necessitados em atendimento de saúde é abrangente na sociedade.

Mais atendimento do SUS, com melhor remuneração dos hospitais e médicos, é um grito que se espalhará hoje do Largo Glênio Peres por todo o Brasil.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora.

Postado por Sant`ana

O rádio e eu

29 de maio de 2008 3

Agora que a Rádio Gaúcha passa a ter sinal FM, uma série de lembranças se agitam em minha mente. Vocês não fazem idéia do quanto este meio de comunicação é importante na minha vida.

Assista ao meu comentário no Jornal do Almoço de hoje:

Postado por Sant`Ana

Eles protegerão o Salgado Filho

29 de maio de 2008 5

Falcões: os novos protetores do Slagado Filho/Ricardo Duarte

Eu fico impressionado com a capacidade humana de adestrar animais. E fico ainda mais surpreso quando os animais são aves.

Quando eu era criança, existia o famoso realejo, uma instrumento, uma pequena máquina de tocar música que passava pela rua e encantava os moradores. Dentro daquela caixa, de onde saía a música, a poética música do realejo, havia um periquito e uma caixa de mensagens. As pessoas pagavam alguns trocados para receber as mensagens. O responsável pela entrega era o periquito, que pegava os bilhetes pelo bico e entregava.

Periquito e papagaio são adestrados. Mas eu nunca tinha visto adestramento de falcões. 

O aeroporto Salgado Filho adquiriu onze falcões, vindos do Peru, para proteger a área. Eles evitarão que outras aves se choquem com os aviões ou entrem nas turbinas e provoquem acidentes graves. Sete são falcões-peregrinos, que terão a missão de afastar aves maiores, como garças, socós, biguás e maçaricos. Já os falcões-de-coleira coibirão o sobrevôo de quero-queros, perdizes e pombos.

Uma noticia estonteante. Afastar aves de um aeroporto. Eles serão largados quando houver intervalo de 15 minutos entre uma aterrissagem e outra.

Não é algo extraordinário?

Falcões protegerão o Salgado Filho. Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje.

Postado por Sant`Ana

Prender onde?

29 de maio de 2008 20

A medida legal decretada esta semana pela Câmara dos Deputados, faltando apenas para que entre em vigência a sanção presidencial, vai modificar profundamente alguns hábitos brasileiros.

Por ela, quem for apanhado no trânsito com qualquer quantidade de álcool no sangue, uma taça de vinho ou um copo grande de cerveja, uma gota de álcool no sangue, pagará séria multa e pode perder a carteira por até um ano.

Se, no entanto, alguém for flagrado no trânsito com 0,6 grama de álcool no sangue, o condutor estará sujeito a prisão de seis meses a três anos.

Rigor máximo.

Pela medida, se algum condutor se envolver em acidente de trânsito com morte, isso será considerado crime doloso – e não mais culposo, como era antigamente – , e a pena, que era antes de até seis anos de prisão, passará para de seis anos a 20 anos de prisão.

Dificilmente haverá em outro lugar do mundo um rigor igual.

Antes, a lei penal, nos crimes de trânsito, punia somente os bêbados. Agora quer punir os libadores, os que bebem socialmente, os que ingerem dois copos de cerveja, uma taça de vinho ou champanha.

Poderá ser considerado delito grave ir ao restaurante para almoçar ou jantar, beber cerveja ou vinho, voltar para casa dirigindo. Se for apanhado e consentir em assoprar um bafômetro ou que lhe tirem sangue, estará sujeito a prisão e a não mais poder dirigir.

Se não consentir no exame o condutor, a autoridade policial poderá, se constatar embriaguez em sua postura, cassar-lhe a carteira por um ano.

Como ficará o hábito brasileiro de ir jantar fora ou ir a uma festa e beber álcool? Como ficará?

Até os brasileiros adquirirem o hábito de apenas se dirigirem a um restaurante e, depois de lá ingerir álcool, entregar o volante do carro a um familiar ou amigo que tenha bebido refrigerante ou suco, no retorno para casa – isso vai demorar 50 anos.

É arraigado o hábito de comer fora e beber vinho ou cerveja e voltar dirigindo para casa.

Se essa lei viger como parece que vigerá, as prisões serão em massa.

Aliás, por ano, os congressistas fabricam cerca de 10 leis que ou aumentam as penas para delitos já existentes, ou criam novos delitos com penas de prisão.

É prisão, prisão e mais prisão, vindas do Congresso Nacional legiferante.

Há uma moda atual na política, principalmente entre as hostes governistas, que dita ser indispensável que os deputados e senadores, quando criarem legislação que redunde em despesa para o erário, indiquem simultaneamente a fonte de recursos para custear a norma aprovada.

E como é que os dignos legisladores, quando a todo momento editam leis que mandam botar na prisão os novos criminosos que as transgredirem, ou até pretendem botar na cadeia pessoas com idade superior a 16 anos, não percebem que é inócuo querer prender centenas de milhares de criminosos novos por crimes novos, sem nenhuma vaga na prisão?

É todo mundo querendo prender, prender, prender, como se houvesse onde prender.

Será que a sociedade, os Legislativos e os governos não entendem que só diminuirão os crimes no dia em que houver prisões decentes?

Que enquanto as prisões forem calabouços de miséria, tortura e morte, não há Justiça do mundo, feita de homens conscientes, que consiga manter por algum tempo todos os criminosos presos, sendo obrigada a soltá-los?

Em toda a minha carreira de jornalista, esta foi a verdade transmitida por mim mais difícil de ser compreendida pelo público.

Mas, se eu desistir dela, não poderei me olhar mais no espelho.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Fingimento obsessivo

28 de maio de 2008 3

Ilustração: Rodrigo Rosa

Em uma das minhas crônicas escrevi que é muito melhor para um homem a mulher fingida que a mulher sincera. A mulher fingida afeta que tudo está bem, a mulher sincera só repassa para seus gestos e palavras a dura, desgastante e desagradável realidade da vida. 

Agora me chega ao conhecimento um caso que sob certo aspecto confirma inteiramente aquela minha opinião. Vou dar nomes fictícios aos dois personagens por motivos óbvios.

Ana Paula e Ramiro casaram-se e viveram cinco longos anos de felicidade aparente. Só aparente. Porque um segredo guardado fielmente por Ana Paula servia de garantia a esta felicidade: durante estes cinco extensos anos, Ana Paula não tivera sequer um orgasmo nas relações sexuais freqüentes e constantes com seu marido.

Mas em todos os conúbios, em todas as noites de entrega e solicitude de seu corpo a Ramiro, Ana Paula fingia que tinha orgasmos. E Ramiro quase explodia de realização existencial pela felicidade que encontrava na relação sexual com Ana Paula.

Mas o segredo de Ana Paula a consumia, foi-lhe desgastando o espírito dilacerando-lhe o corpo, embora nunca cessasse de afetar os orgasmos nos congressos carnais com Ramiro. De tal sorte amassou-a esta pressão que Ana Paula decidiu analisar-se. E durante dois anos Ana Paula submeteu-se a duas sessões por semana de psicanálise.

Foi tal a catarse desenvolvida por Ana Paula na análise que, como por um milagre, ao cabo dos mais de 700 dias de terapêutica, ela estava saboreando os mais intensos e deliciosos orgasmos nos jogos de amor com Ramiro, tinha descoberto o prazer, o êxtase, a realização.

Só que, desde o primeiro orgasmo até o último, por centenas deles, todos, Ana Paula fingiu, fingia, finge e teve certeza de que sempre fingirá que não tem orgasmos.

Por um desses estranhos desvios do cérebro, essa indecifrável engenhoca humana, Ana Paula se reprimiu ao fingimento contrário: agora, a par dos orgasmos que convulsionam os seus centros de lascívia e se espalham afrodisiacamente por todo seu corpo, algo lhe impede de exteriorizá-los e ela se finca resolutamente na dissimulação de que não sente qualquer prazer.

Fingia antes e finge também agora. E como todas as mulheres, os únicos seres que Freud não decifrou e para tal se declarou impotente em seus escritos, queda-se no leito conjugal como uma esfinge fria, distante e insondável, apegada firmemente ao seu novo segredo.

Parece cômico, mas é a verdade: tudo estourou em Ramiro, que agora decidiu que ele é que vai analisar-se por dois anos.

No que a meu ver fez muito bem. Porque pode residir nele a solução para este espetacular mistério. Vá lá alguém querer atrever-se a explicar as causas dos intrigantes meandros das fenomenalidades conjugais!

*Texto publicado em 25/03/2001 em Zero Hora

Postado por Sant`Ana

Quer beber? Só em casa!

28 de maio de 2008 29

O rigor será maior para os motoristas alcoolizados/Arivaldo Chaves, Banco de Dados - 20/03/2008

Eu acredito que a legislação penal brasileira que trata da questão de dirigir no trânsito com embriaguez passou a ser a mais dura e enérgica do mundo.

A Câmara dos Deputados aprovou uma medida que prevê multa e o risco de perda da carteira até um ano aos motoristas flagrados com mais de seis decigramas de álcool por litro de sangue. Esse índice determinará a punição do motorista por uma prisão de seis meses a três anos.

E mais endurecimento ainda. O condutor que se envolver em acidente com morte correrá o risco de responder por homicídio doloso, com pena de seis a 20 anos de prisão. Atualmente, essa pena não excedia aos seis anos.

A medida é de uma severidade nunca vista, pois ela praticamente proíbe todo motorista de beber em território nacional e não apenas nas zonas rurais, como a outra Lei afirma, mas também, nas cidades.

Qualquer gotinha de álcool no sangue poderá causar pena de prisão ou de suspensão.

Você não poderá mais ir a uma churrascaria ou restaurante e beber vinho. Vai ter que entregar a chave do carro para alguém que só tenha bebido refrigerante ou suco. Isso vai prejudicar tremendamente os estabelecimentos comerciais de todo o país, pois as pessoas estarão avisadas que se forem surpreendidas com álcool no sangue sofrerão medidas severas.

E os condutores que se recusarem ao teste de bafômetro poderão, a critério da autoridade, ser multados e perder a habilitação por um período de até um ano.

Claro, estamos vivenciando um verdadeiro morticínio nas ruas e nas avenidas brasileiras, o que acabou provocando esse rigor demasiado. No entanto, não da para lamentar, a situação está grave demais.

A cada final de semana, são dezenas de mortes.

Eu não bebo mais chope e vinho nos restaurantes, pois estou sujeito a uma pena perversa.

Que coisa. Que rigor draconiano!

Atenção motoristas, ninguém pode beber fora de casa!

Se for colocar o pé para fora de casa, não beba!

Se quiser beber, fique no aconchego do seu lar!

Mais rigor para motoristas alcoolizados. Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje!

Postado por Sant`Ana

Holocausto permanente

28 de maio de 2008 21

O Jornal da Globo começou a mostrar anteontem uma série de reportagens sobre a falência do sistema carcerário brasileiro.

Em inúmeros presídios nacionais, em celas que cabem seis homens, são colocados mais de 30.

Em alguns presídios, a ração de comida aos presos é distribuída em sacos plásticos, sem talheres.

Tem de haver uma cuidadosa seleção de presos por parte dos carcereiros. Um deles que cair na cela da facção rival será estraçalhado.

Por isso morreram em 2007, só num ano, 1.250 presos. Ou seja, são assassinados por dia três presos nas cadeias brasileiras.

As imagens da Globo são horripilantes. Quem não morre por assassínio morre dali a pouco por doença. Doença que é adquirida ou agravada no recinto carcerário.

De alguma sorte e sem critério, está criada a pena de morte no Brasil.

Todas as vozes de presos que foram entrevistados entre as grades gritavam uma só palavra: inferno.

Não há solução para o problema penitenciário. Por dois motivos: os governos encaram-no com indiferença e a opinião pública brasileira, em sua quase totalidade, é a favor desse estado de coisas, inteiramente dominada pelo terror que os bandidos impõem nas ruas.

Aqui mesmo, no Presídio Central porto-alegrense, há 4,2 mil presos, onde só deveriam caber mil.

Todos os dias são recolhidos ao Presídio Central dezenas de presos. Evidentemente que, se permanecessem lá todos os presos, em breve eles seriam 10 mil.

Como a matemática é ciência exata e o número de moradores do presídio excede a qualquer pouco razoável lotação, o mesmo número que é recolhido diariamente tem de ser solto.

Nos presídios não há qualquer método de educação profissional, imperando somente o ócio. O que fazem os que são soltos – poucas horas ou dias depois da soltura?

São presos novamente. É uma roda-viva, engrossada pelos criminosos estreantes.

Quem pensa que só os que vivem o inferno são os presos está redondamente enganado.

Quem lida com eles também sofre barbaramente. Quem? Os carcereiros. Ninguém é de ferro para policiar presídios dominados pela selvageria e barbárie. E ninguém que cuide dos presos e se aproxime deles nesse ambiente de fúria e miséria pode deixar de tombar psicologicamente.

Quem mais sofre com esta realidade estontantemente brutal dos presídios? Os promotores. São os que têm a obrigação de acusar os réus, sabendo que sua eficiência profissional vai redundar no extermínio da pessoa humana no interior dos presídios.

E como pode dormir à noite com tranqüilidade um juiz que condenou os presos ou o juiz das execuções criminais, que tem o encargo de administrar a pena?

Mas administrar de que jeito?

E os familiares dos presos? Quanto sofrem, sem nada terem feito para ser assim bestialmente castigados!

Há toda uma coletividade que cerca os presos que tem a ver com eles, desde os policiais até os encarregados de sua custódia e penalização, que se comovem até quase a revolta com a degradação do sistema penitenciário brasileiro.

Não tem solução este talvez mais grave problema brasileiro. Porque o povo brada por providências contra os criminosos, ignorando que sem presídios decentes as ruas continuarão cada vez mais perigosas.

Construir presídios não dá votos. Os R$ 539 bilhões do PAC não contemplam novos presídios.

E o que acontece nos presídios brasileiros é um holocausto de tortura e morte que envergonha a nação.

E a opinião pública aplaude. Se a opinião pública aplaude, os governos atendem-na.

É uma barbárie maior que o holocausto judeu e os 40 milhões de russos eliminados e torturados por Stalin.

A dos presídios brasileiros é maior porque atravessa os séculos.

Em silêncio.

Sacia a sociedade.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Agressão a uma colorada no Olímpico

27 de maio de 2008 119

Reprodução

Recebi o e-mail abaixo da leitora Lucia Custodio (lucia-dlu@hotmail.com):

“Caro Sr. Paulo Sant`Ana,

O motivo pelo qual venho relatar o seguinte acontecimento é um tanto constrangedor e lastimável. Em um dia de feriado (22/05/2008), que tinha tudo para ser perfeito, parei parar pensar: “Em que mundo nós estamos?”

Saímos eu, minha filha Letícia e nossas duas cadelas, Billu e Lullu, para passear no Parque Marinha do Brasil quando, em meio a nossa conversa, Letícia pediu-me para conhecer o estádio do Internacional, nosso time do coração, o Beira-Rio. Ela, uma menina de 13 anos, estava irradiante com a possibilidade. Pois fomos ao estádio, visitamos cada setor, o campo, tiramos muitas fotos, enfim, foi uma festa.

Na saída, Letícia pediu-me para que fôssemos conhecer o estádio Olímpico, do Grêmio, afinal de contas somos todos gaúchos. Falei-lhe que considerava a idéia inviável, pois ela estava vestida como uma legítima colorada. Mas, como ela fez muita questão, disse-lhe que falaria com um algum fincionário do estádio Olímpico sobre a possibilidade. Achei que, de repente, não haveria problemas, pois no Beira-Rio havia alguns gremistas à caráter.

O rapaz da recepção, por sinal muito simpático, disse-me que não teria problema algum, desde que eu deixasse um documento na entrada. Então, entreguei-lhe minha CNH e entramos. Letícia quis passear por todos os setores permitidos, tirou fotos dos troféus, das pegadas dos jogadores e do campo. Quando já estávamos de saída, a coisa não prestou.

Um rapaz muito, mas muito mal educado, nos abordou, empurrou minha filha, que, já aos prantos, se afastou. Disse-lhe que ela não poderia estar ali, que o seu único propósito era o de humilhar o Tricolor. Eu pedi que parasse, disse que tinhamos permissão para estar ali. Não falei agressivamente, não gritei nem nada, simplesmente pedi-lhe que não se alterasse, que ela era uma menina e queria conhecer um pouco da histório do Grêmio.

Ele continuou gritando, empurrando e xingando. Outras pessoas encontravam-se no local, somente servindo de platéia para tamanha ignorância, sem manifestarem-se. A namorada desse rapaz, encorajada por ele, disse-nos palavras de ofensa, porém não nos tocou em nenhum momento. Letícia não parava de chorar, e ele não parava de gritar. Pedi-lhe, mais uma vez, que parasse. Inútil, ele veio até mim, empurrou-me, e disse-me que iria chutar as minhas cadelinhas.

Foi então que explodi: “Pois então você chute! Vá ali e chute que eu quero ver!!!” Ele então recuou, e a namorada pediu-lhe que se acalmasse e que não fizesse nada contra os bichinhos. Acredito eu que tenha recebido um lampejo de bom senso, sei lá.

Saímos do Olímpico profundamente ofendidas. Contei ao moço da portaria o que havia ocorrido, e ele me pediu para não nos impressionarmos, que aquilo era coisa da minoria. Mas, cá entre nós, eu nunca imaginei que, por maior que fosse essa rivalidade Grêmio x Internacional, veria minha filha, minha única filha, em uma situação como aquela.

Enfim, sinto muito em estar usando o senhor como porta-voz de uma infamidade como esta, mas não tive como não lhe enviar este fato por escrito. Espero que mostre em sua coluna esse acontecimento para que outras pessoas não passem pelo que nós passamos. Desde já agradeço sua atenção.”

Postado por Sant`Ana

A selvageria domina os presídios nacionais

27 de maio de 2008 9

No meu comentário de hoje no Jornal do Almoço, falei a respeito da série especial que será transmitida na Rede Globo, sobre a falência do sistema carcerário nacional.

Assista aqui:

Postado por Sant`Ana

Falência nas prisões brasileiras

27 de maio de 2008 7

Na noite de ontem, o jornal da Globo deu início a uma série de reportagem sobre a falência total do sistema carcerário brasileiro. Foram três meses de atividades da equipe de jornalistas para construir essa série. Neste período, os profissionais visitaram os principais presídios do Brasil, além de algumas cidades do interior.

As cenas apresentadas na primeira matéria são simplesmente escabrosas.

Mais de 30 presos depositados em celas onde cabem somente seis. Na maioria das imagens, os presidiários estavam de pé e não podiam se mexer. Eles dormem em revezamento. Enquanto uns descansam, outros ficam de pé.

A alimentação de alguns encarcerados é distribuída em sacos plásticos. Incrível. Imaginem se algum preso for doente, ou não possa ficar de pé, o que acontece com ele?

Em 2007, morreram assassinados nas prisões brasileiras mais de 1,2 mil presos. Ou seja, três mortes por assassinato ocorrem diariamente nas cadeias brasileiras. A reportagem mostrou que há 422 mil presos no Brasil e, segundo um estudo divulgado pela emissora, estão faltando 185 mil vagas nos cárceres do país. Mas eu acredito que pelo que se viu ontem são muito mais.

A matéria diz claramente que um dos maiores fatores da criminalidade brasileira é a ausência de presídios dignos, pois o crime próspera porque dentro dos presídios.

Ouça mais sobre o assunto, clicando abaixo no meu comentário de hoje no gaúcha Hoje.

Falência nas prisões brasileiras

Postado por Sant`Ana

Incesto entre público e privado

27 de maio de 2008 6

Lair concedeu entrevista ao Gaúcha Atualidade ontem/Robinson Estrádulas

Às vezes, eu penso que determinadas pessoas envolvidas em escândalo não têm idéia de que sua conduta negocial implica crime, melhor dito, ilícito penal.

Há pessoas que se mantêm na política, até como militantes, com o único fim de entrelaçar o seu negócio privado com os cofres públicos. Embora antiético, só isso não se constitui em crime.

Mas quando a iniciativa privada realiza alguma obra ou serviço para um governo e o efeito financeiro dessa relação transcende os dois pólos, indo parar parte das verbas destinadas para o negócio nos bolsos dos servidores públicos que o intermediaram, entre eles governantes, então fica claro o ilícito penal, configurado no superfaturamento da obra ou do serviço, caracterizando corrupção ativa ou passiva entre outros delitos.

No caso do Detran, que provocou a Operação Rodin e a CPI, visivelmente houve o superfaturamento.

E foi por favorecimento político, facilitado pela ausência de licitações, que fundações e sistemistas se locupletaram. Até aí tudo bem. Mas houve um fato que determinou o escândalo: a propina aos agentes públicos e/ou políticos.

Aí se deu o delito, ou seja, o superfaturamento verificou-se objetivamente para que alguns atores públicos ou políticos viessem a se locupletar.

Por duas vezes, o acusado Lair Ferst disse ontem, no programa Atualidade e no depoimento na CPI, que a atividade privada não interessa ao poder público, insinuando que as fundações e os sistemas do Detran poderiam fazer o que bem entendiam com o dinheiro que arrecadavam. Isso é verdade.

Só não podiam pagar propina. Porque então o negócio passou a ser indecoroso.

Na entrevista para Zero Hora, Lair disse: “Essa alegação (a de que foi classificado pela Polícia Federal de lobista) é completamente dissociada da realidade, até porque as minhas relações nesses dois episódios (contratos da Fatec com a Anatel e com o Detran) são legais”.

Seriam legais se não houvesse propina, porque malditamente a lei permite contratos do governo com fundações sem licitação.

E como houve propina confessa e paralelo favorecimento de pessoas ligadas ao Detran e ao governo, o episódio todo sai do plano negocial e ingressa inevitavelmente na esfera penal.

No caso de Lair Ferst, esse entrelaçamento incestuoso entre a empresa privada (no nome de suas irmãs, que fizeram a ele doações) e o governo restou escancarado.

Ele é membro do diretório do PSDB, sempre foi político, no sentido de que exerceu atividades políticas e até funções administrativas no passado e no presente, como poderia então estar intermediando contratos entre a Anatel e a Fatec com o governo (Detran)? Não podia. Isso é o mesmo que bater o escanteio e ir cabecear a bola na área.

Ontem, no depoimento, Lair Ferst disse que “uma empresa privada pode pagar o que ela quiser, desde que se valha do lucro presumido”. Portanto, ele insistiu pela terceira vez nessa tese de autonomia financeira da empresa com relação ao Estado.

Parece que ele não entende que uma empresa privada que tenha relação contratual com o governo pode, sim, fazer o que quiser com seu lucro, menos pagar propina. Porque aí fica claro que o dinheiro que pertence aos cofres públicos ou aos contribuintes taxados para sustentar o contrato foi desviado ilegalmente para os bolsos dos agentes públicos ou políticos.

Isso é crime. Ainda mais quando alguém que pertence a um partido político que apóia um governo vem intermediar contratos de empresas privadas com o mesmo governo.

Ou Lair é sincero revelando sua ignorância da lei penal, ou ele está fingindo que não sabe que isto é crime.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Grêmio na frente

26 de maio de 2008 24

Jefferson Botega

Quem abrir os jornais nesta segunda-feira para ler o noticiário esportivo ficará espantado com o quadro em que se encontra a dupla Gre-Nal no Campeonato Brasileiro. O Grêmio em terceiro lugar, e o Inter em 13º.

Pode isso, sabendo-se que o time do Internacional é infinitamente mais caro que o do Grêmio?

No ano passado, apesar da inferioridade técnica, o Grêmio chegou à frente do Internacional no Campeonato Brasileiro. Pois este ano está na frente de novo.

É bem verdade que o Grêmio jogou duas partidas em casa e apenas uma fora. O Internacional jogou duas fora e uma em casa. Mas os três pontos que o Grêmio ganhou na estréia, sobre o São Paulo, no Morumbi, são valiosos para esta diferença alarmante na tabela.

Estamos recém no início do campeonato. Tudo leva a crer que o Internacional chegará à frente do Grêmio, ao fim do Brasileirão. Mas, de qualquer sorte, para quem desconfiava do Celso Roth — como eu —, a campanha do Grêmio é alentadora. O time parece bem organizado.

No próximo sábado, é provável que o Sport venha ao Beira-Rio enfrentar o Inter bastante descaracterizado, para poupar titulares para a decisão da Copa do Brasil, se ele passar pelo Vasco. Parece um prato cheio para o Internacional.

Aliás, não sei por que marcam os jogos do Grêmio e do Inter no mesmo dia. Foi assim no sábado passado, e assim será no próximo. Não acho certo.

Deveriam marcar um jogo em cada dia do fim de semana, pois há um interesse de rivalidade tão grande aqui, que as pessoas gostariam de acompanhar ambos os jogos.

Ouça meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Frases de caminhão

26 de maio de 2008 17

Raquel Heidrich, Banco de Dados - 01/06/2006

Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama.

* * *

Todo homem tem a fantasia de fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo. As mulheres deveriam gostar da idéia. Pelo menos teriam com quem conversar depois que ele pegasse no sono.

* * *

Se dentista é especialista em dente, paulista é especialista em quê?

* * *

Sabe o que é a meia-idade? É a altura da vida em que o trabalho já não dá prazer e o prazer começa a dar trabalho.

* * *

Sempre que possível, converse com um saco de cimento. Nessa vida, só devemos acreditar no que é concreto!

* * *

Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?

* * *

As nuvens são como os chefes… quando desaparecem, o dia fica lindo!!!

* * *

Alguns homens amam tanto suas mulheres, que para não gastá-las preferem usar as dos outros.

* * *

Por maior que seja o buraco em que você se encontra, sorria, porque, por enquanto, ainda não há terra em cima.

* * *

Homem é igual a caixa de isopor, é só encher de cerveja que você leva para qualquer lugar.

* * *

A vida é para quem topa qualquer parada, e não para quem pára em qualquer topada.

* * *

Se você está se sentindo sozinho, abandonado, achando que ninguém liga pra você… atrase um pagamento.

* * *

Se não puder ajudar, atrapalhe. Afinal, o importante é participar.

* * *

Errar é humano. Colocar a culpa em alguém é estratégico.

* * *

Cabelo ruim é que nem assaltante… ou tá armado ou tá preso.

* * *

Não beba dirigindo! Você pode derrubar a cerveja.

* * *

Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas.

* * *

Carioca é assim, já nem liga mais para bala perdida. Entra por um ouvido e sai pelo outro.

* * *

Bebo porque sou egocêntrico… gosto quando o mundo gira ao meu redor.

* * *

Aquele que, ao longo de todo o dia, é ativo como uma abelha, forte com um touro, trabalha que nem um cavalo e, ao fim da tarde, se sente cansado que nem um cão… deveria consultar um veterinário. É bem provável que seja um grande burro.

Postado por Sant`Ana