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Posts do dia 5 junho 2008

Torço pelo Renato

05 de junho de 2008 5

Renato, aquele jogador do Grêmio de 1983, incrivelmente tornou-se um grande treinador. Prova disso é a vitória do Fluminense em cima do Boca Juniors, ontem. Confira o meu comentário sobre o assunto no Jornal do Almoço:

Postado por Sant`Ana

Voltei a ser criança

05 de junho de 2008 0

Fui ontem assistir ao espetáculo Alegría, do Cirque du Soleil. Confira meu comentário sobre o assunto no Jornal do Almoço:

 

Postado por Sant`Ana

Eles serão chamados novamente?

05 de junho de 2008 3

Será que ele vai?/Adriana Franciosi

Se os envolvidos com a fraude do Detran tivessem sido confrontados lá na Assembléia com as gravações que foram ouvidas ontem, a CPI teria tomado um rumo completamente diferente.

Certamente os acusados pela Polícia Federal foram confrontados com essas conversas gravadas durante os depoimentos. Agora é que se explica porque foram indiciados e porque o MP também mandou para a Justiça o indiciamento deles e a Justiça aceitou a denuncia.

Os depoimentos na Assembléia foram repletos de negativas, mas lá no reduto da Polícia Federal não podem ter negado nada se eles ouviram essas gravações. Com isso, se tornaram inúteis os depoimentos na CPI.

A pergunta que fica é: eles serão chamados novamente?

Flávio Vaz Neto será chamado, pois tem mais coisas a declarar referente ao primeiro depoimento.

Eu fico impressionado com esse serviço de escutas: são 20 mil horas de gravação. Para fazer esse trabalho deve ter sido necessário um batalhão para ouvir e selecionar as gravações.

O som que a gente ouve é perfeito. Som de FM. É muita perfeição o trabalho feito pela PF.

E agora a CPI virou um barril de pólvora. A situação mudou o quadro político no RS. Ficou transtornado o equilíbrio político partidário na Assembléia Legislativa.

Vários deputados da base governista ficaram estupefatos e se propuseram a chamar o secretário Delson Martini. Será que ele vai?

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje sobre o assunto

Postado por Sant`Ana

Bomba retardada

05 de junho de 2008 13

Daniel Marenco

Havia mesmo um descompasso entre as declarações dos acusados na CPI do Detran e o aceitamento da denúncia pela senhora juíza de Santa Maria.

Com a divulgação, ontem, das gravações realizadas pela Polícia Federal, compreendem-se melhor as investigações, a denúncia e o aceitamento dela.

Se os deputados integrantes da CPI já tivessem em seu poder as gravações ontem divulgadas, quando foram ouvidos muitos acusados, os interrogatórios teriam tomado outro rumo.

Os acusados passaram todo o tempo negando as imputações, mas, se tivessem sido confrontados com as gravações, teriam maior dificuldade para isso.

Na Polícia Federal, deve ter sido assim. Lá os acusados foram confrontados com as acusações. E desse confronto nasceu o indiciamento, floresceu a denúncia e consagrou-se o aceitamento da denúncia.

Após a divulgação, ontem, das gravações constantes do processo que já corre na Vara Federal de Santa Maria, valoriza-se ainda mais o papel do telefone na vida moderna.

Mesmo receando que pudessem estar sendo gravados, os integrantes da trama que assaltou os contribuintes e o Detran não puderam deixar de se telefonar. Na grande maioria dos telefonemas, foram evasivos, sucintos, lacônicos, usaram códigos, mas não puderam renunciar aos telefonemas.

Em muitos telefonemas, eles deixaram bem claro que desconfiavam que pudessem estar sendo gravados, mas tinham de marcar os encontros pessoais urgentes – e por isso telefonavam.

Há telefonemas em que fica nítido que o dinheiro da propina era dividido entre todo o bando.

E há telefonemas em que fica claro que a intentona criminosa espalhou-se pelo círculo concêntrico mais aproximado do poder.

Há um telefonema em que “1 milhão é destinado a tais pessoas e R$ 250 mil é para ti”.

Dinheiro correndo todos os meses e desentendimentos entre os beneficiários, provocando reuniões de acerto para os desacertos.

Por isso é que a CPI parecia não ter eficácia e patinava quando trombava com as negativas dos acusados: é que a polícia sabia muito mais que a CPI, a Polícia Federal tinha muito mais certezas do que a CPI.

É evidente que houve confissão de alguns acusados, que houve delação premiada e com isso na Polícia Federal outros acusados não puderam negar o que negaram na CPI.

Quase todos os depoimentos de acusados na CPI restaram inúteis por eles não terem sido confrontados com as provas que a Polícia Federal possuía.

E, agora, a CPI vira um barril de pólvora político. Ontem, vários deputados do grupo governista foram obrigados a admitir o vulto imenso do escândalo.

O melhor que a CPI tem a fazer é deixar que a responsabilidade penal dos acusados que viraram réus e já foram ouvidos por ela seja lá no âmbito judiciário decidida.

E apure tão-somente a responsabilidade política dos envolvidos, tratando de resguardar a moralidade dos atos públicos no restante do mandato e da legislatura.

Porque chamar novamente os acusados demandaria uma nova CPI.

O fato é que a bomba da divulgação das gravações ontem realizada vai causar danos irreparáveis ao equilíbrio político-partidário gaúcho.

A governadora Yeda Crusius terá de desenvolver esforços hercúleos para administrar as águas revoltas do barco governista contra os rochedos afiados da oposição.

Deus guarde o Rio Grande.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana