Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 24 junho 2008

Foto fantástica

24 de junho de 2008 11

Grêmio e Inter topariam esta foto novamente?/Reprodução

Reproduzo aqui a foto e o e-mail enviados pelo leitor Eduardo Muniz:

“Esta foto aparece no documentário intitulado Porto Alegre: Meu Canto no Mundo, do diretor Cícero Aragon. Bom, como teremos quatro Gre-Nais em três meses, e vemos a violência aumentar cada vez mais entre as torcidas, imagina se esta foto fosse tirada novamente neste domingo! Imagina a repercussão no Brasil todo!

Olha, acho que vale a pena as direções promoverem isto. Seria algo lindo de ver. Não sei como seria a reação das torcidas em campo, mas com certeza seria um momento mágico. Sant`Ana, divulga isso, cara. Seria maravilhoso. Não sei que Gre-Nal foi esse da foto (confira a ficha técnica abaixo).

Grande abraço tricolor!”

O Gre-Nal da foto

Placar: Grêmio 0 x 2 Inter
Data: 05/03/1967
Estádio: Olímpico
Árbitro: José Luis Barreto

Grêmio: Alberto; Altemir, Airton,Áureo e Everaldo; Cléo e Sérgio Lopes; Babá (Paulo Lumumba), Joãozinho, Alcindo e Volmir

Inter: Gainete; Laurício, Scala, Luiz Carlos e Sadi; Lambari e Elton; Carlitos, Bráulio (Vanderlei), David e Dorinho (Carlinhos)

Gols: Bráulio e Carlinhos

Postado por Sant`Ana

Eu elogio o Simon, sim!

24 de junho de 2008 22

Pedro Simon na sessão de sexta-feira no Senado/José Cruz, Agência Senado

Não me atinge a crítica dura e contundente, como sempre, que estão fazendo contra os que na imprensa elogiaram o senador Pedro Simon (PMDB), na sessão de sexta-feira (20) no Senado.

Na coluna inteira que escrevi, inclusive no título, tive o cuidado de elogiar todos os políticos que, em um mutirão impressionante e espetacular, estão tentando salvar este empréstimo.

Citei o nome do senador Paulo Paim (PT), de Sérgio Zambiasi (PTB) e do deputado federal Mendes Ribeiro Filho (PMDB). Devo ter esquecido do nome do deputado federal Henrique Fontana (PT), mas fiz questão de dizer que era um mutirão dos políticos gaúchos.

E elogiei o senador Simon porque acho que em um Senado, onde já nas quintas-feiras se foge para as Festas Juninas, o gesto do senador foi uma advertência àquilo que se chama de vagabundagem do Senado. Ele, durante seis horas, sustentou a peteca. Então, eu me senti no dever de elogiá-lo.

Eu não discordo que seja uma pirotecnia. O Senado é uma ribalta. O senador Simon sempre foi pirotécnico. Sempre foi um homem que queria a renúncia dos presidente, que queria o impeachment. É o estilo dele.

O fato é que esse empréstimo é vital para o Rio Grande do Sul. Nessas horas, nós não somos nem petistas, nem tucanos, nem nada. Nós somos gaúchos e queremos esse empréstimo para aliviar a dívida do Rio Grande do Sul, que nos tira 19% da arrecadação total do Estado, em prestações mensais.

Então, todos nós temos que nos unir, e não sei de que jeito, arrumar uma maneira dos senadores aprovarem o trâmite desse empréstimo lá em Brasília.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje sobre o assunto

Postado por Sant`Ana

Gre-Nal decisivo

24 de junho de 2008 3

Enquanto isso, estamos às vésperas de um Gre-Nal, no meu entender, decisivo.

É decisivo porque se o Grêmio vencer a partida de domingo no Estádio Olímpico, ele dispara na liderança. O Grêmio está jogando contra o seu maior rival. E o Inter precisa ganhar esse jogo, para se regenerar dessa posição incômoda e esquisita que ele está na tabela.

Será um grande Gre-Nal e muito decisivo.

Postado por Sant`Ana

Um fato, duas opiniões

24 de junho de 2008 25

Como falei esses dias, é muito difícil interpretar esse fenômeno chamado opinião pública.

Em princípio, opinião burra é a opinião que manda contra a nossa.

Quase sempre existe um fato e duas opiniões sobre ele. Uma é a favor; outra, contra.

***

Vejam o caso da escritora Cíntia Moscovich, de quem publiquei e-mail reclamando de uma creche do Grêmio Náutico União, no Moinhos de Vento.

Entre várias colocações contra a creche, a escritora se referiu à algazarra que as crianças e os professores da creche fazem diariamente, “não consigo mais trabalhar e meus bichos (cachorros) se tornaram inapetentes e inquietos, os pobrezinhos”.

Foi a conta, choveram sobre a minha mesa e-mails protestativos, um deles o mais contundente: “Não acreditei no que li. Essa senhora Moscovich provavelmente nunca teve filhos, pois sua indignação com o barulho das crianças é demais. E mais descabido é dizer que os POBREZINHOS DOS CACHORROS estão sofrendo com algazarra feita por crianças saudáveis. O que é isto? Em que mundo estamos? Que frieza é essa? Reclamações em detrimento das crianças e a favor dos bichos? Que tal se no lugar das crianças tivesse uma criação de cachorros e gatos, de preferência bem fedidos e latindo noite e dia? Com certeza essa senhora iria adorar, pois estaria de acordo com ela. E eu, graças a Deus, bem longe dela, aqui no Menino Deus. Um grande abraço da leitora (ass.) Cleide Maria Martins (cleidemm@terra.com.br)”.

***

E o médico Renan Rangel Bonamigo (rrbonamigo@gmail.com): “A escola do Grêmio Náutico União está localizada em um dos bairros onde, pasme-se, há outras escolas infantis. Incrível, mas há creches e escolas desse tipo espalhadas por toda a cidade. E quem são seus vizinhos? Outras casas residenciais, edifícios, lojas, parques, igrejas, estádios de futebol, enfim. Parece que estão definitivamente integradas ao meio urbano. E agora? Quem sabe, proponha-se o deslocamento dessas escolas para guetos específicos, nos quais os sons das crianças (choros, risadas, gritos de espanto e alegria, canções, essas anormalidades infantis) não atrapalhem os adultos mais sensíveis e o apetite de seus animais domésticos. Ora, convenhamos…”.

***

E assim se vai, um fato só e duas opiniões. A mesma coisa com a lei de “tolerância zero” para o álcool no trânsito.

Por igual choveram e-mails sobre a minha mesa protestando contra o rigor da lei. Pessoas que não se conformam que não possam mais ir a um restaurante ou churrascaria, a uma festa, aniversário, casamento, com receio de serem pilhadas com uma quantidade mínima de álcool no sangue.

Converso com trabalhadores, profissionais liberais, autônomos, empresários que alegam nunca ter cometido infrações no trânsito e agora são atingidos pela lei, que modifica inteiramente seus hábitos de beber uma cervejinha ou vinho em restaurantes, nos fins de semana, ficando agora impedidos desse prazer honesto.

Todos têm a mesma opinião: é rigorosa demais a lei.

***

Mas há muita gente a favor da lei. Quase sempre são os que não bebem socialmente.

Mas saúdam a lei porque querem evitar mortes no trânsito. Ou seja, como muitas vezes acontece no estamento legal, os justos pagam pelos pecadores.

No entanto, se diminuírem a partir de agora as mortes no trânsito, terá a lei a sua justificativa existencial aprovada.

Afinal, ninguém ficou proibido de beber nos bares, restaurantes, churrascarias, festas em geral.

O que foi proibido é que bebam socialmente e depois voltem para casa dirigindo.

Vai valer a pena que se crie o hábito de quando for beber fora de casa se faça acompanhar de alguém que não beba álcool para dirigir na volta.

Um fato e duas opiniões, mais uma vez.

E quem bebe pouco na rua está furioso, pelas mensagens que me chegam.

* Texto publicado hoje na página 55 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana