Ninguém sabe como será a final do Brasileirão. Isso me empolga.
Assista abaixo ao meu comentário no Jornal do Almoço:
Postado por Sant`Ana
Ninguém sabe como será a final do Brasileirão. Isso me empolga.
Assista abaixo ao meu comentário no Jornal do Almoço:
Postado por Sant`Ana
É evidente que os gremistas ficaram frustados com o empate frente ao Palmeiras, porque a grande vitória, a célebre vitória contra o Figueirense, inspirava a todos que o Grêmio fosse ganhar no Olímpico.
Na chuva, duas bolas na trave pelo ataque do Grêmio e o adversário muito respeitadíssimo aplacaram um pouco da frustração tricolor. No entanto, a melhor notícia veio depois do jogo. O Flamengo não ganhou. O Vitória também perdeu. O Grêmio restou como líder. Com isso tudo, o empate deixou de ser um pouco frustrante.
Resta-nos o consolo que a ponta de cima está embolado e o Grêmio está nessa embolação. O que não deixa de ser um milagre.
A questão maior da rodada é a surpreendente derrota do Inter para o Ipatinga. Perder para o lanterna? Que milagre.
É impressionante como o Inter do Tite repete o Grêmio de Mano Menezes. Ganha todas em casa e perde fora dela.
O Internacional tem 96% de aproveitamento no Beira-Rio, mas é péssima a sua atuação fora de casa. O Grêmio é quase o contrário. Já têm três ou quatro vitórias fora de casa. Essa é a diferença entre Grêmio e Inter. além dos sete pontos do campeonato.
Chega a ser milagroso. A folha de pagamento colorado deve ser cinco vezes maior que a do Grêmio. Isso é um fenômeno que está persistindo no futebol gaúcho.
Eu não acredito nestes cálculos que fazem de que o Inter precisa de 70% para chegar a liderança, por causa da antropofagia. Eles vão se comendo lá em cima. No G4. E é aí que o Inter pode crescer. Ninguém sabe como é que vai ser o final. Sou obrigado a confessar que o Brasileirão está emocionante.
O que me dói é que o Gre-Nal será no Beira-Rio. Isso é que me dói. O Inter não perde no Beira-Rio. Se fosse no Olímpico, eu tinha mais esperança no Grêmio.
Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje
Postado por Sant`Ana
Com dois textos meus da época, trago de volta as emoções de 1983, ano em que o Grêmio se tornou o primeiro de todos os reis.
Não deixe de conferir o especial de zerohora.com: "Planeta Azul"
Postado por Sant`Ana
Vez por outra, em ciclos de erupção, emergem as lavas da paixão gremista, inundando todos os corações tricolores de um exacerbado sentimento de orgulho.
Foi assim na Batalha dos Aflitos, foi assim novamente na quinta-feira passada, quando os gremistas de todos os quadrantes do planeta se encheram de júbilo pela goleada surpreendente e merecida do Grêmio sobre o Figueirense.
Havia gremistas que telefonavam do Oriente Médio para congratular-se com os gremistas daqui, ansiosos por uma confraternização à distância que lhes matasse a saudade.
Havia gremistas em várias outras partes do mundo que, assim que conheceram a goleada pela internet, foram tomados de um desvario cívico tanto pela goleada quanto pela assunção do time de Celso Roth à liderança do campeonato.
Foi mais uma noite iluminada pelas labaredas da paixão gremista.
A goleada do Grêmio seria apenas o primeiro resultado fenomenal da semana passada.
O segundo viria com a espantosa derrota do Internacional sob o Ipatinga, uma bomba arrasa-quarteirão sobre o futebol gaúcho.
Uma vitória colorada sobre o lanterna do campeonato era o resultado óbvio, o mais esperado por todos os observadores.
E veio a derrota do Internacional, gelando os torcedores colorados.
Eu já vi este filme na Libertadores do ano passado e na campanha do Grêmio em 2007: o time de Mano Menezes ganhava todas no Olímpico e não vencia nenhuma fora de casa.
O Internacional tem 96% de aproveitamento nos jogos do Beira-Rio e péssima campanha nos jogos fora de casa.
Isso se dá quando a torcida é melhor que o time. Cria-se um ambiente no Beira-Rio, como se criava no Olímpico no ano passado, em que tudo fica propício na atmosfera do estádio para uma ótima produção do time local, que no entanto murcha quando se distancia de sua torcida.
Um dia, os psicólogos ainda vão explicar esse fenômeno, embora ele se enquadre na lógica de que a grande maioria de pontos obtidos em qualquer campeonato se verifica nos jogos dos clubes mandantes.
O Grêmio surpreende, mas já não surpreende tanto. É que estão decorridos 40% do campeonato até agora.
Ou seja, esta liderança do Grêmio não pode ser encarada como uma sazonalidade. É verdade que a ponta de cima está embolada, que ainda faltam 60% do campeonato a serem disputados. Mas o Grêmio se inscreve como um dos candidatos ao título, basta que ele venha a manter a regularidade de até agora e que nenhum dos seus escudeiros revele melhora fulminante nas próximas 10 rodadas.
Mas o Grêmio mostra solidez na sua liderança. E acima de tudo, com as vitórias sobre o São Paulo no Morumbi e sobre o Figueirense no Estreito, demonstra que preenche um dos pressupostos básicos para chegar ao título: ganhar fora de casa.
O Internacional gasta cinco ou seis vezes mais que o Grêmio para sustentar o seu time. ncrivelmente, o Grêmio tem sete pontos de diferença sobre o Internacional no campeonato. Já no ano passado, quando o Internacional ostentava o título de campeão mundial, o Grêmio, para surpresa geral, chegou na frente do Inter no Brasileirão.
Não será isso um detalhe revelador de que, até mesmo pela superioridade amassante do Inter sobre o Grêmio no aspecto financeiro, os dirigentes gremistas são mais capazes que os dos tradicional rival?
*Texto publicado hoje em Zero Hora.
Postado por Sant`Ana
Comentários