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Posts de julho 2008

O gol do Santos foi feito com a mão

31 de julho de 2008 32

O gol foi irregular. Veja as imagens com exclusividade:

Postado por Sant`Ana

Tem coisa pior?

31 de julho de 2008 12

Marcelo Piu, CPDOC JB, Folha Imagem

Cinco médicos, do Rio de Janeiro, furavam a fila do transplante de fígado com intuito de desviar órgãos para outros transplantados e assim conseguir de R$ 200 a R$ 250 mil dos beneficiados. Que notícia estarrecedora!

Eles inseriam no topo da fila pacientes que tinham incompatibilidade física definitiva com o órgão disponível e, assim, sabiam que os pacientes não receberiam o órgão. Como tinham propriedade para escolher o paciente a seguir, que estava na fila, mas fora da ordem, eles ganhavam esse valor dos pacientes que eram transplantados. Com isso, morriam crianças por causa dessa ação escabrosa dos médicos. Tem coisa pior?

No Rio de Janeiro onde a criminalidade é atuante na favela, nota-se que fora dela também o é.

Eram médicos, não funcionários. Entre eles, o ex-coordenador do programa estadual de transplante do RJ. Não era um médico qualquer. Médicos que juraram salvar vidas, mas, ao invés disso, estavam matando crianças na fila do transplante.

Eu acho que tem como enquadrá-los por homicídio, pois de alguma forma eles colaboraram para a morte de crianças que estavam na fila.

O outro lado ruim disso tudo é o descrédito que pode ser lançado contra uma instituição como a dos transplantes que deveria ser sagrada.

Ainda bem que isso não ocorre aqui.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Uma contradição

31 de julho de 2008 31

Pelo que tenho sabido, diminuíram as mortes no trânsito depois da implantação da Lei Seca.

Seja pelo rigor da lei ou pelo rigor na fiscalização que a acompanhou, o que se sabe pela imprensa é que não só diminuíram as mortes no trânsito como também os acidentes de trânsito sem mortes.

Este colunista, que tinha considerado muito rigorosa a nova lei, voltou atrás em face de que o importante é poupar vidas. E se a nova lei tem poupado vidas, repito, seja pelo seu rigor, seja porque as autoridades se sentiram mais prestigiadas e intensificaram a fiscalização, penso deva ser apoiada a nova situação.

Mas há um parlamentar que quer abrandar a lei, o deputado federal Pompeo de Mattos.

Ele me mandou uma mensagem em que estranhamente mostra dados brasileiros e franceses em que o álcool foi encontrado em grande quantidade no sangue de pessoas que foram mortas em acidentes de trânsito em que dirigiam os carros.

Pois se o próprio parlamentar admite isso, como ele quer abrandar a lei? Intrigante. Por que o deputado apresenta na justificativa de seu projeto dados estatísticos contrários visceralmente à sua proposição?

Mas deixo que os leitores façam essa avaliação. 

“Prezado Paulo Sant`Ana. Acompanhei com atenção teus textos e comentários sobre a chamada Lei Seca, que tem causado tanta polêmica e provocado debates acalorados. Entendo, Sant`Ana, que excesso de rigor nunca foi sinônimo de justiça. E, exatamente por considerar exagerada a lei que proíbe o motorista de ingerir qualquer quantidade de álcool, apresentei na Câmara dos Deputados o projeto n° 3.716/2008, que pretende elevar os níveis tolerados da substância no sangue do condutor. Pela proposta, só passará a ser enquadrado pela lei o motorista que apresentar a partir de seis decigramas de álcool por litro (dg/l) de sangue. Até 12 dg/l, o infrator receberá apenas multa. De 13 a 15 dg/l, o condutor será multado, perderá a carteira de habilitação e terá o veículo apreendido. Caso o índice de concentração de álcool por litro de sangue for igual ou superior a 16 dg/l, ele será preso, além de sofrer outras punições.

Não se trata de fazer apologia da bebida, muito pelo contrário. Quem dirige embriagado e, portanto, põe em risco a sua vida e a de outros, deve ser severamente punido. Mas, ainda que sejamos contrários ao consumo de álcool pelos condutores de veículos, não é razoável concordar com os termos radicais em que foi colocada a proibição, estabelecendo uma impossível “tolerância zero”, que colide com os costumes arraigados de nosso povo, e até com os próprios ensinamentos da medicina legal, que admitem como inócua a ingestão de pequenas quantidades de bebida de álcool, salvo em circunstâncias excepcionais de interação com soníferos ou tranqüilizantes.

Ressalvas precisam ser consideradas. Os romanos, que tinham grande faro para as questões jurídicas, esmaltaram um brocardo sábio e incontestável: `Summum jus, summa injuria`. Ou seja: o excesso de dureza do direito determina a injustiça. Não é aceitável que com a dureza da lei se queira inverter os costumes nacionais e transformar todos os cidadãos em abstêmios, consumidores de suco de fruta e refrigerantes.

Levantamento feito pela toxicologista Vilma Leyton, professora da Faculdade de Medicina da USP, no Instituto Médico Legal de São Paulo em 2005, mostrava que 44% dos 3.042 mortos em acidentes de trânsito no Estado de São Paulo ingeriram álcool antes e tinham entre 17 e 24 decigramas de álcool por litro de sangue. Na França, a aplicação da tolerância zero ao álcool no trânsito foi debatida no ano passado pelos 42 integrantes do Conselho Nacional de Segurança nas Estradas, órgão independente do governo. A medida foi rejeitada com base em estudos que demonstram que os acidentes mortais são originados por condutores com taxas de álcool muito elevada, entre 16 decigramas e 30 decigramas.

Quanto ao argumento de que a rigidez da nova lei é fator determinante para os supostos índices de redução de acidente, é fundamental atentar para a realidade. O que reduzirá e já está reduzindo a perda de vidas é a fiscalização intensa imposta desde a entrada em vigor da nova lei. Se a fiscalização tivesse a mesma intensidade de agora durante a vigência da legislação anterior, o resultado seria o mesmo, ou seja, o flagrante contra motoristas embriagados, com a aplicação de multas, apreensão de carteiras de habilitação e prisão de muitos.

Obrigado pela atenção. (ass.) Pompeo de Mattos, deputado federal e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Corrupção e futebol

30 de julho de 2008 19

Leitor fica irritado quando jogador do seu time tenta cavar falta/Jefferson Botega

Reproduzo aqui a análise do leitor Vinicius Marques Rosa Emygdio (viniciusemygdio@hotmail.com). Quem concorda?

“Prezado jornalista, 

Diante do contexto histórico que estamos vivendo no Brasil, onde diuturnamente vemos, através da imprensa, notícias de corrupção e de graves prejuízos ao erário público decorrentes das condutas ilegais e imorais de quem detém o poder político (e de seus “amigos”), gostaria de apontar um outro gesto, que também aparece a todo instante na televisão, e que, apesar de parecer uma “bobagem”, acredito que reflita o pensamento do povo brasileiro como um todo.

Refiro-me às simulações ocorridas em jogos de futebol.

Sou um torcedor fanático do Internacional e fico profundamente constrangido e irritado quando um jogador do meu time tenta cavar uma falta, inclusive quando ele consegue. É inadmissível que uma atitude desonesta, a fim de levar vantagem em um jogo, seja encarada como natural, ou como a famosa “malandragem brasileira”.

É malandragem sim, mas deveria ser repudiada tanto quanto a corrupção é. É muito fácil apontar o dedo para alguém e acusá-lo de corrupto, desonesto; por que então não fazemos esta autocrítica e deixamos de considerar banais essas atitudes? Vou ainda mais longe: que valor tem uma vitória quando a conseguimos mediante uma “rasteira” desleal em nosso adversário? De que forma ensinaremos as crianças que ludibriar outrem para auferir vantagem pessoal é lícito apenas no futebol? Isso não existe.

O futebol é apenas um exemplo. É comum ver pessoas criticando (e muito indignadas) os políticos e, ao mesmo tempo, apoiando um candidato nas eleições municipais para ver se consegue uma “boquinha” em alguma secretaria, sem ao menos pensar em algum trabalho social que poderia fazer se ocupasse um cargo público.

É uma situação bastante delicada e, ao meu sentir, tratada de maneira muito tímida pela imprensa. A cultura de “levar vantagem” está incutida de maneira muito severa na nossa população; é um tema, portanto, de fundamental importância e que merece um debate público mais aprofundado.

Finalizo esta mensagem, na qual expresso minha humilde (mas sincera) opinião, enfatizando o respeito e consideração pelo teu trabalho.”

Postado por Sant`Ana

Inter: se não vencer, minha previsão cai por terra

30 de julho de 2008 30

Além da bolsas de valores, o Inter foi tema do meu comentário de hoje no Jornal do Almoço. Confira! 

Postado por Sant`Ana

Resposta

30 de julho de 2008 4

Agora veio lá da prefeitura uma resposta civilizada a esta coluna sobre a questão das ciclovias. Ei-la:

“Caro SantAna. Porto Alegre espera há mais de um século por uma rede de ciclovias e ciclofaixas. É com imensa alegria que concluímos recentemente o primeiro Plano Diretor Cicloviário da cidade. Foram identificados quase 500 quilômetros com potencial de comportarem ciclovias, entre eles a Avenida Ipiranga, trecho entre o Guaíba e a PUC.

A grande notícia é que ainda neste ano estará concluído o primeiro trecho de ciclovia, já dentro das propostas do plano, localizado na Avenida Diário de Notícias. Esta obra estará sendo realizada em parceria com o Barrashopping, como medida de compensação ambiental. A aprovação geral do plano depende da Câmara dos Vereadores.

A respeito de tua coluna de ontem, garanto que não existe nenhum tipo de animosidade da Comunicação da prefeitura em relação e este colunista que tanto tem contribuído para a qualidade de vida de nossa população.

O crescimento de todos passa por mais serenidade, coragem para mudar as coisas que podemos e sabedoria para perceber a diferença.

Um grande abraço, do (ass.) Luiz Afonso dos Santos Senna, secretário municipal de Mobilidade Urbana”.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Sexo entre primos

30 de julho de 2008 9

Surpreendente dado da pesquisa de comportamento que Zero Hora publica hoje na página 35, cotejando o desempenho sexual de porto-alegrenses e curitibanos: é que 8% dos masculinos de Curitiba e 7,1% de Porto Alegre iniciaram-se no sexo com suas primas.

Eu não sabia disso, acho que ninguém sabia. É certo que a percentagem é maior, os pesquisados em grande número devem ter omitido esse detalhe, julgando-o desonroso.

Acredito que com primos não se verifica o incesto, no entanto impressiona que a convivência com parentes estimule a iniciação sexual.

Tanto é verdade que por pejo os pesquisados omitiram terem-se iniciado no sexo com seus primos, que no elemento feminino, tanto em Curitiba quanto em Porto Alegre, caem para 10 vezes menos que no masculino as declarações de que começaram com seus primos como parceiros.

Aí tem constrangimento em declarar a verdade para a pesquisa. 

Também chama a atenção na pesquisa que, tanto em mulheres como em homens, metade das mulheres porto-alegrenses exige camisinha dos seus parceiros, enquanto no item de número de vezes que os masculinos usam a camisinha, o volume cai assustadoramente, os homens vão ao sexo sem camisinha em cerca de dois terços deles.

Outro dado impressionante é que, tanto entre os homens quanto entre as mulheres, em Curitiba e Porto Alegre, apenas metade das relações sexuais desejadas são levadas a termo.

Ou seja, acontece por uma ou várias razões que o apetite sexual tanto de homens quanto de mulheres, em Curitiba e Porto Alegre, é reprimido, a vontade é maior que a satisfação.

Outro dado que apenas me impressiona porque pertenço a outra geração é o de que, entre os homens, apenas 14% deles se iniciaram no sexo com as prostitutas, quando 50 anos atrás esta percentagem deveria beirar os 100%.

De lá para cá a mulher foi se libertando a tal ponto, que os prostíbulos passaram a sofrer redução na sua atração. Os jovens masculinos deixaram de se iniciar no sexo nos lupanares e foram à luta no próprio meio social regular. 

De todos estes dados, que revelam uma tendência praticamente igual em todos os itens do confronto entre curitibanos e porto-alegrenses, o que legitima a pesquisa, o que mais me espantou foi o de que os primos entre si detêm grande fatia do mercado de iniciação sexual.

Daqui por diante, sempre que eu assistir a primos de sexos opostos muito ligados na afetividade, vou exclamar para mim próprio: “Aí tem coisa…”.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Eu sabia que ia me incomodar!

29 de julho de 2008 19

Taison disputa a bola com jogador do Ipatinga/Wolmer Ezequiel, Lancepress

Eu sabia que ia me incomodar com essa previsão. Eu sabia.

Previ que o Inter será o campeão brasileiro de 2008. Eu sabia que ia me incomodar.

Expliquei: o que quero é que o Grêmio seja o campeão. É o que deseja o meu coração. Mas o meu cérebro, infelizmente, aponta o Inter como vencedor.

É a velha luta que o filósofo traça entre a vontade e a inteligência; ou seja, o que quer e o que entende, o cérebro e o coração.

O coração dispara a lágrima e o cérebro, um revólver.

Eu quero o Grêmio campeão. No entanto, tive a sensação de que o Inter conquistará o campeonato depois de analisar os times, os elencos e suas qualificações, lá no início do campeonato. Mas sigo torcendo para que o Grêmio seja o campeão.

Não durmo direito por causa desse jogo contra o Coritiba, na quinta-feira. Porque, se o Grêmio passar pelo time paranaense, avançará na liderança desesperadamente. Estamos todos estupefatos. O Grêmio consegue se manter numa situação sólida. Que coisa boa esta liderança!

Convenhamos, até parece que terminou o campeonato, pois estão cobrando a minha previsão só porque o Inter perdeu para o lanterna. Esse foi um resultado arrasa-quarteirão. Não tem explicação o Inter perder para o lanterna.

Postado por Sant`Ana

Os call-centers vão ser disciplinados

29 de julho de 2008 1

Assista ao meu comentário sobre o assunto no Jornal do Almoço:

Postado por Sant`Ana

Agressiva resposta

29 de julho de 2008 24

Recebi uma mensagem do coordenador da Assessoria de Imprensa da prefeitura de Porto Alegre, Luiz Fernando Aquino, contestando a minha crônica do último sábado, na qual critiquei a ausência de ciclovias na capital dos gaúchos.

Foi uma mensagem insolente, agressiva, autoritária. Ora, um coordenador de imprensa de uma administração tinha de ser uma pessoa de bons modos, cordial, jeitosa. Pois para cima de mim – imagine o que ele não faz com os outros – , para cima de mim ele veio tentando me desconstituir como crítico.

E qual o crime que cometi? O de ter escrito que não há ciclovias em Porto Alegre. Ao que eu saiba, nenhuma foi construída pela administração a que ele pertence. E Porto Alegre é uma cidade plana. E os combustíveis estão pela hora da morte. E os porto-alegrenses necessitam de ciclovias para exercitar-se.

E, na defesa da administração, o coordenador bélico me escreveu que já está projetado o Plano Cicloviário, pelo qual deverão ser construídas, não se sabe quando, ciclovias e ciclofaixas na Avenida Ipiranga, na Avenida Sertório, na Restinga, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), na Diário de Notícias e na Vicente Monteggia.

O virulento coordenador de imprensa afirma que essas ciclovias, constantes do plano, serão consolidadas “ao longo dos anos”.

Uma promessa, envolvendo talvez vários governos do futuro.

Mas já tinham me dito que o gabinete de imprensa da prefeitura odeia a imprensa. 

Ou seja, eu reclamo contra a mais completa ausência de ciclovias em Porto Alegre e o ofensivo coordenador de imprensa da prefeitura me responde com um plano. Eu não queria plano, eu queria construção de ciclovias, em quatro anos de gestão com nenhuma ciclovia, e sou defrontado com o coordenador de imprensa da prefeitura blasonando um plano.

Se eu fosse ressentido e vingativo, já de plano me colocaria contra a administração que o coordenador representa.

Mas ele não devia estar num bom dia, acordou de mau humor e está perdoado.

Mas se ele recebeu ordem superior para me agredir, é diferente. Acho que não, foi da sua própria competência e estilo a agressão.

Para ilustrar veementemente a procedência da minha crítica sobre a mais completa ausência de ciclovias na cidade, publico um e-mail de uma munícipe imensamente prejudicada com a lacuna:

“Prezado SantAna. Hoje pela manhã li o seu artigo na página 55 de Zero Hora (Urgentes ciclovias) e agora, ao final do dia, tenho mais um argumento para reforçar a sua bandeira.

Hoje à tarde, por volta de 17h, fui aproveitar a linda tarde de sol para praticar atividade física na beira do Guaíba. Estava correndo nas proximidades da Usina do Gasômetro, quando meu lazer foi interrompido por um ciclista apressado que transitava pela calçada… (isso mesmo, na calçada, não foi na rua!)

Fui atropelada por um ciclista!!!!

Com o impacto da batida, caí com o queixo no chão. Resultado: quebrei um dente, cortei o lábio superior, estou com um hematoma no queixo (que mais parece um segundo queixo) e outro no cotovelo esquerdo. O resultado não foi pior porque, por instinto, eu utilizei as mãos para segurar a bicicleta (por isso, acabei amortecendo a queda com o queixo…).

Amanhã (domingo) vou primeiro ao dentista, que vai trabalhar em regime de plantão para me atender e consertar o meu dente quebrado, depois (que eu estiver com meu dente inteiro) ao plantão médico da Santa Casa, onde pretendo tirar radiografia do queixo e do cotovelo esquerdo para verificar se não houve fratura. Não sei ainda o valor do prejuízo. Por enquanto, foram R$ 32 com antiinflamatório e um final de semana encurtado pela incomodação…

Ciclista transitando pela calçada? Numa tarde de sábado, quando a orla do Guaíba é repleta de pedestres? URGENTES CICLOVIAS!!!! (ass.) Rúbia Leviski (rubia – leviski@yahoo.com.br), fone 9317-5962″.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

O campeonato está empolgante

28 de julho de 2008 7

Ninguém sabe como será a final do Brasileirão. Isso me empolga.

Assista abaixo ao meu comentário no Jornal do Almoço:

Postado por Sant`Ana

Gre-Nal no Beira-Rio. Isso me dói!

28 de julho de 2008 6

Mauro Vieira

É evidente que os gremistas ficaram frustados com o empate frente ao Palmeiras, porque a grande vitória, a célebre vitória contra o Figueirense, inspirava a todos que o Grêmio fosse ganhar no Olímpico.

Na chuva, duas bolas na trave pelo ataque do Grêmio e o adversário muito respeitadíssimo aplacaram um pouco da frustração tricolor. No entanto, a melhor notícia veio depois do jogo. O Flamengo não ganhou. O Vitória também perdeu. O Grêmio restou como líder. Com isso tudo, o empate deixou de ser um pouco frustrante.

Resta-nos o consolo que a ponta de cima está embolado e o Grêmio está nessa embolação. O que não deixa de ser um milagre.

A questão maior da rodada é a surpreendente derrota do Inter para o Ipatinga. Perder para o lanterna? Que milagre.

É impressionante como o Inter do Tite repete o Grêmio de Mano Menezes. Ganha todas em casa e perde fora dela.

O Internacional tem 96% de aproveitamento no Beira-Rio, mas é péssima a sua atuação fora de casa. O Grêmio é quase o contrário. Já têm três ou quatro vitórias fora de casa. Essa é a diferença entre Grêmio e Inter. além dos sete pontos do campeonato.

Chega a ser milagroso. A folha de pagamento colorado deve ser cinco vezes maior que a do Grêmio. Isso é um fenômeno que está persistindo no futebol gaúcho.

Eu não acredito nestes cálculos que fazem de que o Inter precisa de 70% para chegar a liderança, por causa da antropofagia. Eles vão se comendo lá em cima. No G4. E é aí que o Inter pode crescer. Ninguém sabe como é que vai ser o final. Sou obrigado a confessar que o Brasileirão está emocionante.

O que me dói é que o Gre-Nal será no Beira-Rio. Isso é que me dói. O Inter não perde no Beira-Rio. Se fosse no Olímpico, eu tinha mais esperança no Grêmio.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Grêmio: o primeiro de todos os reis!

28 de julho de 2008 17

Com dois textos meus da época, trago de volta as emoções de 1983, ano em que o Grêmio se tornou o primeiro de todos os reis.

Não deixe de conferir o especial de zerohora.com: “Planeta Azul” 

Postado por Sant`Ana

Rivalidade Gre-Nal em ebulição

28 de julho de 2008 17

Vez por outra, em ciclos de erupção, emergem as lavas da paixão gremista, inundando todos os corações tricolores de um exacerbado sentimento de orgulho.

Foi assim na Batalha dos Aflitos, foi assim novamente na quinta-feira passada, quando os gremistas de todos os quadrantes do planeta se encheram de júbilo pela goleada surpreendente e merecida do Grêmio sobre o Figueirense.

Havia gremistas que telefonavam do Oriente Médio para congratular-se com os gremistas daqui, ansiosos por uma confraternização à distância que lhes matasse a saudade.

Havia gremistas em várias outras partes do mundo que, assim que conheceram a goleada pela internet, foram tomados de um desvario cívico tanto pela goleada quanto pela assunção do time de Celso Roth à liderança do campeonato.

Foi mais uma noite iluminada pelas labaredas da paixão gremista. 

A goleada do Grêmio seria apenas o primeiro resultado fenomenal da semana passada.

O segundo viria com a espantosa derrota do Internacional sob o Ipatinga, uma bomba arrasa-quarteirão sobre o futebol gaúcho.

Uma vitória colorada sobre o lanterna do campeonato era o resultado óbvio, o mais esperado por todos os observadores.

E veio a derrota do Internacional, gelando os torcedores colorados.

Eu já vi este filme na Libertadores do ano passado e na campanha do Grêmio em 2007: o time de Mano Menezes ganhava todas no Olímpico e não vencia nenhuma fora de casa.

O Internacional tem 96% de aproveitamento nos jogos do Beira-Rio e péssima campanha nos jogos fora de casa.

Isso se dá quando a torcida é melhor que o time. Cria-se um ambiente no Beira-Rio, como se criava no Olímpico no ano passado, em que tudo fica propício na atmosfera do estádio para uma ótima produção do time local, que no entanto murcha quando se distancia de sua torcida.

Um dia, os psicólogos ainda vão explicar esse fenômeno, embora ele se enquadre na lógica de que a grande maioria de pontos obtidos em qualquer campeonato se verifica nos jogos dos clubes mandantes. 

O Grêmio surpreende, mas já não surpreende tanto. É que estão decorridos 40% do campeonato até agora.

Ou seja, esta liderança do Grêmio não pode ser encarada como uma sazonalidade. É verdade que a ponta de cima está embolada, que ainda faltam 60% do campeonato a serem disputados. Mas o Grêmio se inscreve como um dos candidatos ao título, basta que ele venha a manter a regularidade de até agora e que nenhum dos seus escudeiros revele melhora fulminante nas próximas 10 rodadas.

Mas o Grêmio mostra solidez na sua liderança. E acima de tudo, com as vitórias sobre o São Paulo no Morumbi e sobre o Figueirense no Estreito, demonstra que preenche um dos pressupostos básicos para chegar ao título: ganhar fora de casa. 

O Internacional gasta cinco ou seis vezes mais que o Grêmio para sustentar o seu time. ncrivelmente, o Grêmio tem sete pontos de diferença sobre o Internacional no campeonato. Já no ano passado, quando o Internacional ostentava o título de campeão mundial, o Grêmio, para surpresa geral, chegou na frente do Inter no Brasileirão.

Não será isso um detalhe revelador de que, até mesmo pela superioridade amassante do Inter sobre o Grêmio no aspecto financeiro, os dirigentes gremistas são mais capazes que os dos tradicional rival?

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Já saiu a Mega Sena

26 de julho de 2008 16

Neste momento em que o leitor está pondo os olhos nesta coluna pode já ter corrido a extração da Mega Sena que vai pagar R$ 52 milhões ao seu infeliz ganhador.

Devo dizer que sofri um grande abalo emocional nas duas últimas extrações. Os meus companheiros aqui da minha sala em Zero Hora são testemunhas de que na penúltima extração acertei três dezenas, 08, 46 e 60. O prêmio era de cerca de R$ 30 milhões.

Incrivelmente, coloquei outras seis dezenas em seqüência: 27, 28, 29, 30, 31 e 32. No meu plano, era impossível que em seis dezenas seguidas não fosse ser sorteada alguma, ou duas, talvez três.

Pois além das três que acertei, não foi escolhida nenhuma das seis dezenas seqüenciais que assinalei.

***

O pior estava ainda por vir na última extração, a que pagaria R$ 42 milhões.

Repeti meu jogo de nove dezenas da penúltima extração. Estavam ali no meu boleto novamente as dezenas 08, 46 e 60, as três que tinham sido sorteadas no sábado.

A extração então seria na quarta-feira passada. Tudo indicava que não se repetiriam os meus três acertos. Mas eu os repeti para não ter remorso.

E sabem os leitores o que aconteceu? Pois não se repetiram os três acertos, mas da seqüência de seis dezenas que também repeti na aposta foram sorteadas três dezenas: 27, 29 e 32.

Ou seja, um fato insólito se deu comigo: acertei três dezenas no penúltimo teste e mais três dezenas no último teste, somando as seis dezenas exigidas, mas é claro que não há prêmio nenhum para quem acerta as seis dezenas em dois testes.

***

Saí demolido desses dois testes. Se o destino tivesse escolhido as seis dezenas que saíram para um só teste, uma vez que repeti a mesma aposta nos dois testes, eu estaria hoje milionário.

Estou falando tudo isso porque continuou acumulada a Mega Sena e tudo se decide entre sábado e domingo, sem mais prorrogação, uma ou duas pessoas acertarão no Brasil o grande e quase incomparável prêmio de R$ 52 milhões. À hora em que o leitor está lendo esta coluna já devem ter sido sorteados os números.

***

Por que hoje é certo que sai o prêmio? Pelo alvoroço, pela azáfama nervosa que havia nas extensas filas das lotéricas desde quinta-feira, todo mundo comentando sobre o grande prêmio, dobrando ou triplicando as suas apostas, podendo o prêmio chegar até a R$ 60 milhões, em vista da ânsia dos apostadores em vitoriarem-se.

***

Se me acontecesse a tragédia de vir a ser o ganhador, minha providência seria internar-me imediatamente em um hospital, antes mesmo de receber o prêmio.

Sabe como é, se não sabem vou adiantar-lhes: quando a gente fica rico, fica também hipocondríaco: “Não pode tudo estar dando certo, algo deve estar errado”. E o errado só pode ser a saúde.

Por que pensam assim os novos milionários: “Quando eu era chinelão, não tinha importância nenhuma a minha saúde. Mas agora, milionário, não existe nada mais importante que minha saúde. Só faltava esta, agora que sou rico, ter um problema grave de saúde”.

Então, eu me internaria num hospital e faria todos os exames médicos possíveis e imagináveis. E depois que as várias baterias de exames fossem realizadas e tudo estivesse relativamente bem comigo, mandaria repetir todos os testes.

Até que a junta médica me desse um atestado, com firma reconhecida, garantindo que eu estava daquele momento em diante apto para ser feliz.

Ou infeliz.

Postado por Paulo Sant`Ana