Reproduzo abaixo o e-mail do leitor Rodrigo Viero Robe (rodrigorobe@hotmail.com):
"Olá, Sant`Ana.
Você deve ter lido o texto da página 37 da Zero Hora de hoje (10/09), que conta a história da pequena Jenifer dos Santos, 11 anos, que precisou vender seus cabelos negros que iam até a cintura por míseros R$ 200, para pagar os exames e o deslocamento do seu irmão mais novo, Gregory, de apenas três anos, que sofre de uma doença nos rins.
O relato é tocante desde o início, mas ao fim se torna emocionante, uma vez que, no final do texto, a pequena Jenifer diz que em quatro anos seu cabelo estará novamente comprido. Pode parecer conformismo, à primeira vista, mas a sua atitude é nobre e sutilmente dá um puxão de orelhas no Estado, além de mostrar que ela tem esperança no futuro, esperança no que vai vir e convicção de que seus cabelos crescerão.
A menina é uma heroína, essa sim merece esse título, essa honra. Uma menina que, no auge de sua pré-adolescência, para salvar a vida de seu irmão mais novo, corta, ou melhor, raspa seu cabelo, só pode ser chamada de heroína.
Onde está o Estado? Onde está o dinheiro pago por impostos que seriam remetidos à saúde? Onde? Onde?
É uma pena que isto aconteça. O que me resta de consolo é que, por mais que com 11 anos uma pré-adolescente pense em batons e "chapinhas", hoje vi que uma heroína chamada Jenifer pensa em compaixão, amor ao próximo e solidariedade. Três palavras otimistas e animadoras, mas que só poderiam vir de uma mente pura, de uma heroína, de uma criança.
Quantas outras Jenifers precisarão sacrificar seus cabelos por um Estado mais solidário?"
Postado por Sant`Ana



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