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Posts do dia 4 novembro 2008

Todos amavam Meg

04 de novembro de 2008 45

Arquivo Pessoal

Reproduzo abaixo o desabafo do leitor Beto (sano_pm@terra.com.br):

“Ontem faleceu a Meg, um ser que era mais do uma cadela, possuía uma alma humana. Quando você estava triste, ela sabia e vinha ficar sentada com você até melhorar. Quando não tinha ninguém, ela fazia companhia a você. Tinha em torno de 15 anos e algo que nunca a comprometeu: três patas. Perdera uma em um acidente há oito anos, mas corria como se tivesse quatro patas.

Ela foi atingida por um ônibus da empresa Conorte, linha Sarandi, às 13h 55min. Segundo testemunhas e uma veterinária, com estabelecimento no local do “acidente”, o motorista jogou seu ônibus para atropelar a cadela de propósito. Meg estava na outra faixa e a única parte que foi acertada dela foi sua cabeça, o corpo estava intacto. Enquanto todos os carros estavam parando para a cadela de três patas, pois todos no bairro Parque Minuano na zona norte de Porto Alegre conheciam a cadela, o motorista estava em velocidade lenta, não usou o freio ou tentou desviar daquele ser, simplesmente jogou seu ônibus em cima dela. O ônibus estava passando na frente do colégio Presidente Arthur da Costa e Silva, ele deveria estar devagar e a cadelinha estava na pista contrária ao local em que o ônibus trafegava.

O local do acidente foi na esquina da Baden Powell com Dr. João Dahne, onde até o ano passado ficava a antiga 12ª Delegacia de Policia. Os policiais da delegacia vieram até o local fazer uma homenagem à cadela Meg, pois ela almoçava na delegacia às vezes. Todos amavam a cadela, ela era o xodó do bairro. Era convidada para aniversários, churrasco, festas e as crianças sempre traziam comida para ela. Os vizinhos traziam água e comida quente em bandejas, muitas vezes até de carro, demostrando como ela era amada.

Meg ficava o dia inteiro na rua há dez anos, só entrando para dormir na casa de número 38 da João Dahne. Todos do bairro estão com saudades e comovidos. Ela deixou duas filhas, mas a tristeza impera nos corações de todos no bairro e na 12ª delegacia. Um agente da polícia disse que irá abrir sindicância para descobrir qual motorista de ônibus foi responsável pelo acidente. Os contatos com a Conorte estão dando em nada, pois eles querem proteger o motorista e não querem dar os nomes e horários de trabalho dos motoristas.”

Postado por Sant`Ana

Atropelar e fugir é crime hediondo!

04 de novembro de 2008 8

Arquivo pessoal

O carro do motorista que matou um pedestre na Avenida Loureiro da Silva, em Porto Alegre, teve um choque tão violento que a placa foi arrancada e ficou no chão.

Logo que ele atropelou o pedestre, fugiu do local. Isto é, ele poderia ter muito bem socorrido o pedestre e ter se safado dessa ocorrência. Mas não, ele fugiu. E fugindo ele dá lugar a suposições. Todas contra ele. Ele pode ter passado o sinal vermelho, ele podia estar embriagado. Ele fugiu da responsabilidade.

Eu não conheço crime tão hediondo como esse!

A pessoa se envolve num acidente, mesmo que seja apenas danos materiais, ela não pode sair do local. Ela precisa esperar uma verificação de uma autoridade.

Com certeza a sua velocidade não era pequena, porque o adolescente foi morto. Ele era obrigado a parar e esperar socorro.

Ao atropelar um cachorro a pessoa já tem uma certa obrigação moral de parar. Mas atropelar uma pessoa e fugir? A suposição, na minha opinião, é de que ele queria fugir da RESPONSABILIDADE. E só topa com a responsabilidade porque teve o azar da placa ter caído no choque e, a partir daí, ele foi identificado. Supõe-se que se ele não fosse identificado não prestaria contas desse crime.

Então, todas as suposições se voltam contra ele. É inadmissível que uma pessoa atropele a outra na rua e fuja, ainda mais de madrugada, quando o socorro é mais difícil. O socorro tinha que ser prestado por ele. Claro, além do socorro ele tinha que prestar contas do acidente. Ele não podia sair dali. Que coisa.

Como é que uma pessoa que comete um crime não muito grave, porque poderia ser considerado culposo, ou seja, independentemente da vontade do autor, se complica assim gratuitamente?

É impressionante o número de pedestres atropelados na ruas de Porto Alegre e quase sempre pela prepotência dos motoristas que levam a frente o carro para assustar as pessoas. Ora, vou dizer, eu considero isso um crime hediondo. Fugir do local de onde se atropelou uma vitima é um crime hediondo. Não há hipótese moral que desculpe uma pessoa desse crime.

Atropelou, tudo bem. É da vida. O trânsito oferece esse tipo de risco. É uma possibilidade sinistra. Mas fugir do local agrava. E não é só o socorro, tem que prestar contas. Ninguém pode fugir do local do acidente.

O inusitado do fato, é que resta no local uma prova inquestionável de autoria do crime. A placa do carro caiu. Ficou ali a identidade do motorista. Que azar!

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Banco e times fracos - parte 2

04 de novembro de 2008 23

Os gremistas Rekern e Léo Guerchmann, aqui da Redação, são símbolos da torcida do Grêmio. Eles agora acreditam sinceramente que o Grêmio vai entrar no G4, alcançará até a quarta colocação neste campeonato brasileiro e disputará a Libertadores no ano que vem.

Não falam mais em título, embora tivessem acreditado nele durante tantos meses.

Eu ontem chamei os dois e disse-lhes o seguinte: “Eu fico olhando de longe a esperança de vocês. Agora vocês estão sonhando com o G4. Eu não quero arrancar vocês dois do seu sonho, não sou um desconstrutor de ilusões. Se isso os faz felizes, é o que importa. Mas se vocês quiserem saber da verdade, de qual time vai ser campeão, de quais times têm chances de disputar a Libertadores no ano que vem, falem comigo. Sonhem, se iludam, esta é uma boa receita para serem felizes. Mas sinto dizer-lhes que a realidade é outra. O Grêmio não tem time para ganhar sequer uma partida das cinco que lhe faltam. É preciso olhar para o fenômeno tendência. E por esse fenômeno o Grêmio não vai ficar no G4”.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Bancos e times fracos - parte 1

04 de novembro de 2008 5

Arte ZH

Estava no auge da crise econômica internacional quando o governo brasileiro sinalizou: autorizou a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil a socorrer bancos particulares que atravessassem crise de liquidez com seus depósitos e investimentos.

Numa época como esta, de terror financeiro, tenho certeza de que milhares de depositantes transferiram seus depósitos de bancos particulares para a Caixa e o Banco do Brasil. 

Agora, ontem, o Itaú e o Unibanco anunciaram com estardalhaço a sua fusão, vão se tornar um banco só e amealharão um quinto do movimento bancário brasileiro.

Em muito boa hora é anunciada essa fusão. Os depositantes, investidores e clientes dos dois bancos ficam possuídos de serenidade com esta notícia de que estão lidando agora com um banco poderoso.

Essa fusão passa tranqüilidade para o mercado. 

Da minha parte, como depositante, entendo que tem de haver uma relação de confiança entre o cliente e o banco.

Eu só sou cliente de banco que me esfola nas taxas, que me arranca bastante dinheiro para administrar minha conta.

Não vou depositar dinheiro em banco pequeno que fica cheio de dedos para me cobrar as taxas. Um banco que não sabe nem cobrar taxas de seus clientes é um banco que não se dá ao respeito.

Os bancos, na minha visão, têm de me escorchar para que eu os sinta mais fortes.

Ao anunciarem sua fusão, o Itaú e o Unibanco estão mandando dizer aos seus clientes e ao mercado que não estão aí para brincadeira, eles aliaram seus recursos no sentido de se tornarem mais fortes, mais sólidos, mais responsáveis.

E os clientes gostam de se sentir seguros, investindo em bancos mais sólidos, que transmitem sensação de poder.

Eu não simpatizo com bancos que me cobram taxas pequenas.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana