Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts do dia 18 novembro 2008

O futebol de luto

18 de novembro de 2008 7

Exemplo de educação e duçura, Arthur Dallegrave nos deixou na tarde de ontem. Não bastasse esta tragédia no caminho do futebol gaúcho, torcedores do Grêmio resolveram se enfrentar a tiros no domingo, após o jogo contra o Coritiba. Dois torcedores foram feridos — um, gravemente — e estão hospitalizados.

Por favor, o esporte precisa ser sinônimo de celebração e união! Às vezes, até de solidariedade, como fez o Grêmio ao erguer a bandeira do clube a meio mastro, no Olímpico, em razão do falecimento do tradicional dirigente do Internacional Arthur Dallegrave. Isto é o futebol, este é o espírito do esporte.

É preciso que a sociedade, os clubes e as autoridades se conscientizem de que as pessoas envolvidas nesse caso tenebroso — e em qualquer outro que afronte a camaradagem esportiva — sejam inteiramente afastadas do meio esportivo.

Assista ao meu comentário no Jornal do Almoço:

Postado por Sant`Ana

Nacionalidades

18 de novembro de 2008 5

Depois de Gardel, Julio Sosa (foto) foi o maior intérprete do tango. Ambos não eram argentinos./Reprodução

Ainda no Gaúcha Hoje desta manhã, o Macedo botou no ar o hino dos tangos, La Cumparsita, recitado por Julio Sosa.

Depois de Carlos Gardel, Julio Sosa foi o maior intérprete do tango argentino. Por incrível que pareça, ambos não eram argentinos. Gardel era francês, embora alguns uruguaios teimem em afirmar que ele nasceu em Tacuarembó, no Uruguai. E Julio Sosa, este sim, era uruguaio.

La Cumparsita é o tango-símbolo, o maior de todos os tangos. Seu autor é Gerardo Matos Rodríguez, que também era uruguaio. Interessante, isto. Os argentinos têm uruguaios e franceses a coroar-lhes a celebridade do tango.

Quando digo aos argentinos que Julio Sosa era uruguaio, que Gardel era francês, que Matos Rodríguez era uruguaio, eles me respondem que a maior sambista brasileira de todos os tempos não era brasileira. Era a portuguesa Carmen Miranda.

Postado por Sant`Ana

Quando o governo merece elogios

18 de novembro de 2008 11

Pouco antes de eu entrar ao vivo no programa Gaúcha Hoje, esta manhã, chamou-me a atenção a mensagem de uma ouvinte. Ela dizia que o governo do Estado não faz mais que a obrigação ao pagar o 13º salário dos servidores em dia.

Acho impressionante como as pessoas têm dificuldades para elogiar. Evidente que é uma obrigação do empregador pagar o 13º salário em dia. Apenas está se fazendo uma comparação com os anos anteriores, em que havia dificuldades de caixa para pagar o 13º salário e o governo era obrigado a apelar para empréstimos do Banrisul.

Eram finais de ano em que os funcionários públicos conviviam com uma apreensão desgastante: “Será que vou receber o 13º? Será que o governo terá dinheiro para me pagar?

Ora, depois de tantas dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo Yeda Crusius, o anúncio de que o 13º será pago antecipadamente, no dia 5 de dezembro, é uma notícia saudável e que deve, sim, ser comemorada.

O que se está saudando não é o pagamento do 13º em dia. O que se está saudando é o saneamento das finanças do Estado, algo conquistado de forma muito competente nesses dois anos. O déficit foi zerado.

Analisando-se a pindaíba em que o Estado se encontrava, esta é uma notícia alvissareira. Que coisa boa saber que o governo poderá se movimentar com maior facilidade na área financeira.

Nesse aspecto, o governo do Estado e o secretário Aod Cunha merecem elogios.

Ouça meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Grêmio de olho na taça

18 de novembro de 2008 27

Editoria de Arte

Durante muito tempo, o Grêmio namorou a taça deste Campeonato Brasileiro de 2008.

Foi tanto tempo de namoro, que o Grêmio noivou com a taça quando chegou a ficar seis pontos à frente do segundo colocado, que lhe fazia encalço.

Veio o São Paulo e, meio na marra, meio na técnica, roubou a noiva dos braços do Grêmio e enche-a agora de beijos e promessas, quase à beira do altar.

Será que a noiva não terá a última hora uma recaída que a faça voltar a seu primeiro noivo?

Nesses assuntos de amor são muito comuns as traições e as reconciliações.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora

Postado por Sant`Ana

O sorriso do Dallegrave

18 de novembro de 2008 4

Ricardo Duarte, Banco de Dados - 29/10/2007

Faleceu ontem Arthur Dallegrave. É impossível referir-se a ele sem ligá-lo ao S.C. Internacional.

Esta paixão pelo Grêmio ou pelo Internacional é muito marcante entre nós. Mas, em última análise, esta rivalidade futebolística divide a nós, gaúchos. Nós, gremistas, se formos muito gremistas, sempre vemos com um pé atrás quem é colorado. E quem é colorado muito ativo enxerga os gremistas com sobrolhos.

Por isso foi muito bom que o Grêmio tivesse decretado ontem que a bandeira gremista, sempre hasteada no Estádio Olímpico, ficasse a meio pau.

Uma homenagem a um colorado fanático no símbolo do Grêmio é um convite à desportividade, a que as pessoas convivam harmonicamente numa mesma cidade, num mesmo Estado, numa mesma rua, num mesmo edifício, torcendo por clubes diferentes.

Eu escrevo isso porque, fora do futebol, na face, digamos assim, social que o Arthur Dallegrave tinha, tratava-se de uma pessoa educada, fina, mas acima de tudo doce. Era afável e atencioso com todos o Arthur Dallegrave. Ele formou dupla de extrema cordialidade com Frederico Arnaldo Ballvé. Eram irmãos siameses de bom humor e elegância.

Posso chamar de relação de amizade o que mantivemos. Seu jeito manso de falar, seu modo pausado de falar e explicar as coisas, seu apurado gosto pelo bem vestir, o que nele resultou como um dos comerciantes mais destacados de moda masculina em nossa cidade, fizeram dele um tipo da cidade, uma pessoa interessantíssima para bater um papo, tomar um vinho e comer uma massa com cabrito assado na Cantina do Geovani, ali na Rua Miguel Tostes, onde hoje está estabelecido um dos dois sócios do restaurante Copacabana.

Dalllegrave foi grande amigo do Geovani, era impossível separar a trattoria da presença quase diária dele.

Nós sempre teremos de guardar como um dos nossos tesouros os sorrisos que nos foram brindados pelos amigos durante a nossa existência. E ficará para nós inesquecível o sorriso do Dallegrave.

A prontidão do sorriso do Dallegrave.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora

Postado por Sant`Ana