Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 11 fevereiro 2009

Eu prevejo sofrimento para os gremistas

11 de fevereiro de 2009 41

Fernando Gomes, Banco de Dados - 29/01/2009

Eu acho que esse ano vai ser de sofrimento para a torcida do Grêmio. Hoje, em Zero Hora, está assentado pelo técnico Celso Roth que o Grêmio jogará com apenas um avante na Libertadores, como jogou o Gre-Nal apenas com Alex Mineiro. Esse esquema desequilibra o time.

O Grêmio dominou o Gre-Nal, mas perdeu. E o Celso Roth está dizendo, ou insinuando, que o Grêmio teve dez chances de gol com este esquema. Eu não vi dez chances de gol do time gremista no último domingo. Eu vi apenas um lance perdido, que foi aquele chute do lateral esquerdo no poste. No mais eu vi os jogadores chutando de longe e o goleiro do Internacional fazendo boas defesas. Então, eu imagino que o Grêmio, com esses seis homens na meia-cancha, dominará todos os adversários como dominou o Inter, mas não fará gols.

Esse esquema é muito precavido, muito retrancado. Seis homens na meia-cancha e só o Alex Mineiro lá na frente. Com isso, eu prevejo, se Roth não colocar pelo menos dois avantes, muito sofrimento para a torcida do Grêmio em 2009.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Presídios de brinquedo

11 de fevereiro de 2009 9

Miro de Souza

Curiosa a fuga do apenado Gilmar dos Santos, o Nenê, 40 anos, do presídio de Taquara, domingo passado.

Segundo fontes da Brigada Militar, elas alertaram a direção do presídio para a possibilidade iminente da fuga.

No entanto, nenhuma providência especial foi tomada.

Já mais intrigante se torna a fuga porque o preso não tinha nada de estar recluso naquele estabelecimento. Ele foi transferido da Penitenciária Estadual do Jacuí, de maior e máxima segurança, sob o pretexto de que tinha familiares em Taquara.

E foi-se ver que não tinha familiar algum em Taquara.

Já depois, o ato da fuga mais pareceu uma encenação. Aproveitando-se do dia de visitas, um homem, não se sabe por que detalhe, rendeu um agente, que foi abrir a cela de onde fugiram Nenê e outros detentos, em três carros que os esperavam na frente do presídio.

A vigilância externa do presídio, também inexplicavelmente, era precária e ofereceu incipiente resistência.

Uma facilidade inexplicável, uma fuga com roteiro, com script.

Uma fuga esperada. Esperada e com preso certo e escalado para fugir.

Impressiona a vulnerabilidade dos presídios gaúchos, exceção ao complexo do Jacuí e ao Presídio Central.

As autoridades judiciárias já tinham alertado para a precariedade e segurança mínima deste presídio de Taquara.

A impressão que dão dezenas de cadeias gaúchas é de que delas não fogem os presos que não querem fugir ou não têm condições econômicas ou de periculosidade para fugir.

Como é então que um presidiário do vulto criminal de Nenê foi dar com os costados num presídio com 165 presos e que apresenta, é incrível, apenas um policial militar em apenas uma guarita externa?

Isto é um presídio de brinquedo, de anedota.

E acabou risível a fuga, sem qualquer reação da guarda interna e tímida reação do guarda da guarita, solitário e sem poder de fogo para reprimir a fuga organizada puerilmente.

Esse tipo de fuga ainda mais deve servir para amedrontar a sociedade.

O que se pensa aqui fora dos muros das cadeias é que há uma supremacia tácita dos atores criminais sobre o sistema de segurança.

Sem recursos humanos para deter a avalancha de delitos que se derrubou sobre o Estado, a polícia e os agentes penitenciários se deixam levar por um desânimo e um abandono que os faz restar entregues praticamente à própria sorte.

E todo o colapso do sistema penal se localiza na superpopulação dos presídios.

Já se chegou ao cúmulo, em diversas regiões do Estado, de juízes, adequadamente, não permitirem mais o ingresso de criminosos nas cadeias, obrigando as autoridades policiais a soltá-los.

Tanto eu já disse, mas nunca é demais repetir: sem cadeias seguras e de tratamento digno aos presos, compatíveis com o castigo penal a que se destinam, não se terá segurança nas ruas.

Mas isso terá de ser repetido à exaustão para que finalmente o governo se convença de que o principal passo para a segurança das pessoas em suas comunidades é a segurança e habitabilidade dos presídios.

A incúria dos governos na questão carcerária até agora fez um casamento exitoso com a opinião pública, que despreza e detesta os presídios, chegando ao cúmulo de as comunidades não permitirem que eles se instalem em seus territórios.

A opinião pública exige que se prendam os bandidos, mas não se esforça um milímetro para construir lugares em que se os prenda.

Aos que não viveram o tempo de Garrincha, Robinho fez ontem um gol contra a Itália que resume toda a malícia e a molecagem do futebol brasileiro.

Os zagueiros italianos foram feitos de bobos por Robinho, que dançou para um lado e para o outro, driblando todos que lhe vinham ao encalço.

Um hino à individualidade.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana