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Posts de fevereiro 2009

Pizza em zona de guerra

28 de fevereiro de 2009 37

Considero que um dos direitos civis básicos é receber em casa pizza por tele-entrega. Uma das maiores invenções da civilização é, além do motoboy, o serviço de delivery, você em casa pode receber a sua pizza ou qualquer outra comida, o remédio da farmácia etc. Pois acreditem se quiserem, inúmeras pizzarias estão se recusando a fazer tele-entregas em bairros de Porto Alegre, alegando falta de segurança para seus entregadores.

Quem mora nos bairros Jardim Leopoldina e Rubem Berta, por exemplo, arrisca-se a não receber pizza em casa, em face de os dois bairros, além de outros bairros adjacentes, serem considerados pelas pizzarias como zonas de alta insegurança. A que ponto chegamos, muitas vezes as pessoas deixam de sair para jantar fora, receando a insegurança das ruas, pedem pela tele-entrega a pizza, que é recusada pelo motivo de que o autor do pretendido pedido mora em zona onde há muitos assaltos, o que poderia colocar em risco o entregador. Dizem-me que o mesmo já acontece em ruas em torno do Morro de Santa Tereza e em alguns locais do Partenon.

Recebi muitas reclamações de pessoas que moram dentro do Jardim Leopoldina e do Rubem Berta ou em zonas vizinhas. E me sensibilizo com seus protestos por entender que dessa forma é agredida sua cidadania. Essas pessoas são discriminadas em seus direitos. Na faixa da negociação, não seria o caso das pizzarias cobrarem uma taxa acessória para fazer entrega nesses locais que julgam perigosos? As pizzarias cobrariam uma “taxa de insegurança” e poderiam assim entregar os produtos. Mas, por outro lado, não seria uma forma de colocar em risco a vida dos entregadores em troca apenas da recompensa através da taxa?

Uma leitora, que não quis se identificar, alegou que defronte à sua casa nunca ocorreu qualquer assalto, como então pode a pizzaria classificar o lugar onde mora como inseguro? Eu calculo que a rua onde mora a leitora não seja insegura, porém o trajeto que o entregador tem de percorrer até chegar à sua residência mostra índices expressivos de assaltos. Fico pensando que na marcha que vai a insegurança das ruas, qualquer dia as pizzarias vão ter de usar carros-fortes para realizar suas tele-entregas.

E o cliente que for receber em casa a pizza por uma fresta do carro-forte, por onde passará também o dinheiro, deverá ter a cautela de usar colete à prova de balas.

A Rudder, por exemplo, uma das melhores empresas de segurança privada, poderia criar o segmento-pizza, que consistiria na tele-entrega do alimento em quaisquer recantos da cidade, mediante um séquito de seguranças e veículos protetores do ato de entrega das pizzas nas residências. Parece que estou vendo aquele batalhão precursor de batedores, seguido do carro-forte, invadindo a vila ao toque de sirenas. E todo o mundo perguntando na vila: “O que houve? Outro assalto?” E a resposta: “Não, a entrega de uma de atum e outra de calabresa.”

Só agora encontro explicação para um anúncio que li estes dias em ZH-Classificados: “Tratar diretamente com o proprietário. Vende-se casa nova, com dois pisos, uma garagem com três vagas, churrasqueira, em rua do bairro onde circula livremente qualquer serviço de tele-entrega”.

 

*Texto publicado na página 39 de Zero Hora dominical

Postado por Paulo Sant`Ana

Estamos sendo roubados!

28 de fevereiro de 2009 64

Eu e todos os meus leitores somos pessoas muito azaradas.

Em primeiro lugar, somos brasileiros e pagamos pela gasolina e pelo óleo diesel os preços mais caros do mundo.

Em dólares, os norte-americanos pagam pela gasolina e pelo diesel preços muito mais baratos que no Brasil. Isso que o salário mínimo nos EUA é dez vezes maior que no Brasil.

 

***

 

É ou não é azarado quem vive no Brasil e paga pela gasolina o que nenhum vivente de outra qualquer parte do mundo paga? Todos os seres do mundo e todas as nações pagam mais barato pelos combustíveis do que nós, os consumidores brasileiros, pagamos todos os dias para fazer andar nossos carros, ônibus e caminhões.

Consequentemente – e pode algum desavisado não perceber – pagamos mais caro pelas passagens de ônibus e por todos os 90 mil itens que compõem o consumo nacional.

Tudo fica mais caro por causa dos preços dos combustíveis. Tudo.

Por isso é que causa alarma que o governo não reduza o preço dos combustíveis e deixe assim, neste momento de grave crise econômico-financeira mundial, de aquecer a economia, criando mais empregos e riquezas mediante queda nos preços dos combustíveis, altamente propícia no momento em que o preço internacional do barril de petróleo caiu em 70% nos últimos meses.

***

Bom, então está provado o nosso azar, meus caros leitores e leitoras: nós somos brasileiros.

Mas não para por aí o nosso azar: acontece que somos gaúchos. E pagamos aqui na Grande Porto Alegre, em média, R$ 2,58 pelo litro de gasolina.

Há lugares do interior gaúcho em que a gasolina é cobrada em torno de R$ 3.

Mas aqui na Grande Porto Alegre está em torno de R$ 2,58.

Mas vejam o nosso azar: na Grande Curitiba, o preço médio do litro de gasolina é de R$ 2,38.

Pasmem, mas a diferença entre os que nós gaúchos pagamos pelo preço da gasolina e o que pagam os paranaenses é de exatos R$ 0,20.

Ou seja, os paranaenses pagam por um tanque de gasolina de 60 litros menos R$ 12 do que nós gaúchos.

***

Isso é caso de polícia. Nós pagamos R$ 12 a mais por tanque de gasolina do que se cobra no Paraná.

É um roubo! E ninguém explica a razão. Não tem explicação. Nós temos refinaria aqui na Grande Porto Alegre, então por que somos espoliados dessa forma?

Se fosse o caso do álcool, ainda teria uma justificativa, ele também é muito mais barato no Paraná que aqui no RS.

Mas aí se diz que é por causa do transporte, o álcool vem de São Paulo e o Paraná é mais próximo da origem que o Rio Grande.

Mas e a gasolina, que não tem transporte mais distante, que sai da refinaria aqui em Canoas, por que a gasolina é R$ 0,30 mais barata por litro em Curitiba? Por quê?! Por quê?!

***

Não estou nomeando os autores deste roubo tonitroante. Mas estou afirmando que somos roubados numa proporção colossal.

Por isto é que anos sobre anos a cesta básica mais cara do Brasil é a gaúcha.

É ou não azar nosso, meu, dos meus leitores, dos gaúchos, pagar mais caro, infinitamente mais caro pela gasolina do que os paranaenses?

Que azar, além de sermos brasileiros, somos gaúchos. Como brasileiros, pagamos mais caro pela gasolina do que pagam todos os outros povos do planeta, inclusive os norte-americanos, em dólar.

E como gaúchos pagamos por um tanque de gasolina, só por um tanque, de R$ 10 a R$ 12 a mais que os paranaenses.

Isto é um roubo inominável?

Protesto em nome dos gaúchos!

Postado por Paulo Sant`Ana

Desemprego e inadimplêndia

27 de fevereiro de 2009 7

Pensava-se que um dos efeitos mais nefastos da crise econômica fosse o desemprego, mas vê-se agora que um outro se equipara a ele e talvez até o supere: a inadimplência.

No Brasil, desemprego e inadimplência andam de mãos dadas. Em matéria de inadimplência nos empréstimos para carros, estamos em um nível de 4,7% – um númeronível inédito no Brasil e que, de acordo com estudos, tende a crescer.

Esse é o tema de hoje de meu comentário no Gaúcha Hoje. Confira-o na íntegra.

Ouça meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Paulo Sant´Ana

Alarma falso

27 de fevereiro de 2009 5

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os réus têm direito de permanecer em liberdade enquanto a decisão condenatória não se tornar definitiva.

Houve um clamor nacional, compreendendo a opinião pública e o mundo jurídico, contra a decisão do Supremo.

Todos alegavam que os presídios ficariam vazios, que os homicidas violentos, os estupradores e autores de outros crimes hediondos seriam libertados e que a decisão só beneficiaria réus que pudessem pagar bons advogados que procrastinariam os processos indefinidamente.

***

O alarma geral, sem que quase todos percebessem, era falso. As cadeias não vão ficar vazias nem a maioria dos criminosos será libertada.

O que o STF fez foi simplesmente afirmar o princípio da presunção da inocência, consagrado na Constituição, mediante o qual uma pessoa é considerada inocente até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

Ou seja, enquanto houver recurso às sentenças preliminares (geralmente de primeira e segunda instâncias), o réu terá direito à liberdade, até que cessem todos os recursos e se cristalize em definitivo a condenação.

***

O Supremo apenas quis gizar que, se houver a hipótese de que a sentença condenatória poderá ser reduzida ou modificada de qualquer modo por instância superior, inclusive pela absolvição, não é lícito manter-se preso um réu, não se pode iniciar ou fazer prosseguir a execução da prisão.

Em outras palavras, para rebater o argumento de que as sentenças finais e irrecorríveis demandam muito tempo e urge que sejam punidos com a prisão os culpados, se a polícia for lenta nas suas investigações, se os juízes são lentos no exame dos feitos, se os tribunais se tornam lentos nas apreciações dos recursos, o réu, ainda sem sentença definitiva, tem de expiar essa culpa alheia sendo mantido na prisão?

***

Por outra parte, enganaram-se os que pensaram que todos os réus atingidos por sentenças recorríveis iriam ser postos em liberdade: a lei garante ao juiz o direito de examinar caso por caso, mantendo preso o réu quando houver necessidade para tal.

Se o réu for perigoso e tudo indique que ele voltará a delinquir, se ele oferece risco à integridade das pessoas, se ele pode em liberdade prejudicar a produção de provas, se demonstra por alguma forma a intenção de fugir, o juiz o manterá preso até a sentença definitiva.

Sendo assim é muito largo o espectro de circunstâncias desfavoráveis para o réu ver-se solto, o juiz poderá apoiar-se nele para não conceder a liberdade, decretando ou mantendo a prisão cautelar, o que deverá acontecer na maioria dos casos em que a soltura dos réus foi considerada provável e maciça pelos que se alarmaram contra a decisão do Supremo e voltaram-se contra ela.

***

É bom repetir que o Supremo quis apenas resguardar o princípio da presunção da inocência, o que não significa a soltura geral dos presos provisórios.

Em suma, a decisão do Supremo só quis asseverar que não se justifica manter-se preso réu condenado que ainda depende de instância recursal no exame de mérito de sua culpabilidade ou inocência, quando não houver necessidade justificada de sua prisão.

Nada foi alterado na lei ou na jurisprudência. O Supremo só fez resguardar o direito de réus que podem vir a ser absolvidos em instância superior de solicitar que respondam ao processo criminal em liberdade, se preencherem todos os inúmeros requisitos de falta de fundamento de suas prisões.

Os presídios vão continuar superlotados.

*Texto publicado na página 55 da Zero Hora desta sexta-feira

Postado por Paulo Sant´Ana

O sentimento é de tristeza!

26 de fevereiro de 2009 87

Revér e Souza não acreditaram nas oportunidades perdidas de gol/Valdir Friolin

Depois de um jogo como o de ontem, eu fico pensando que a goleira foi feita para que a bola não passe por ela! Ela tem que passar por todos os locais da linha de fundo, menos por ela.

Foi uma partida impressionante, que deixou todos os analistas perplexos. Como pode o Grêmio ter tido 13 oportunidades de gols e não ter feito nenhum?

Não pode. É inacreditável. Não há como criticar um time que tenha tido a garra, a técnica que o Grêmio teve e não ter feito nenhum gol sobre o Universidad de Chile.

A palavra que eu mais ouvi no vestiário gremista ontem foi: triste. “Estou triste”. “Não estou decepcionado, estou triste”.

Foi de tristeza o sentimento da torcida gremista com o que aconteceu ontem, no Olímpico. A estreia na Libertadores, um título tão esperado, dentro de casa, e nada de gol.

Um time perfeito, um time bem em todos os seus setores, meia-cancha, ataque, defesa. E a bola não entrava. Não dá para criticar. Estava tudo certo. Os jogadores estavam bem, mas no futebol é assim.

Eu sou muito antigo, então, eu me lembro de partidas como essa, em que se martela durante 90 min e não se ganha. Eu me lembro até de jogo parecido com esse, em que o time martelou como o Grêmio, perdeu muitas oportunidades de gols e ainda perdeu. Pelo menos, não aconteceu a tragédia da derrota ontem.

Mas a palavra que define o sentimento da torcida gremista é essa: tristeza. Mas lembrem-se: isso é do futebol.

Postado por Sant`Ana

Os carros devolvidos

26 de fevereiro de 2009 24

Uma das piores notícias dos últimos dias mostra a face horrenda da crise econômico-financeira que o mundo vive e já se reflete no Brasil: os bancos e financeiras nacionais estão guardando já um estoque de 100 mil carros recuperados de clientes por falta de pagamento.

Estes 100 mil carros de clientes brasileiros inadimplentes significam número equivalente à metade das vendas de veículos novos no país, só para dar uma ideia da gravidade do dado.

***

E informam os observadores que a inadimplência no setor vem num crescendo.

Basta dizer que, de cada quatro carros de clientes inadimplentes, um apenas é recuperado pelos bancos, os outros três são alvos de negociações dos financiadores com os tomadores do empréstimo.

Os pátios dos bancos e das financeiras estão repletos de carros, o que ocasiona uma pressão inédita no mercado de veículos usados, que redunda em queda nos preços nunca antes verificada.

***

Essa notícia é duplamente assustadora: tanto porque reflete a brutal crise no poder aquisitivo dos adquirentes de carros, amassados pelo desemprego e outras variantes da recessão, quanto porque acarreta danos preocupantes para o sistema financeiro.

Além de influir diretamente na queda violenta da venda de carros novos, o que se sabe pode vir a ser fatal para o equilíbrio econômico brasileiro, que depende vitalmente da saúde industrial das montadoras.

***

Verifica-se assim no Brasil o que originou a crise mundial nos EUA: lá a população foi obrigada a entregar para as seguradoras os seus imóveis. Aqui os brasileiros estão sendo obrigados a devolver para os bancos os carros financiados por não terem as mínimas condições de adimplência.

***

A gente vê as ruas das cidades apinhadas de carros, engarrafamentos por todos os lados. E calculava-se que esse era um dado revelador da pujança econômica do povo.

Qual o quê! As multidões brasileiras valiam-se apenas dessa prodigiosa invenção do capitalismo, o crédito, mediante o qual se gasta, se usa ou se consome um bem antes mesmo de ter-se ganho o dinheiro equivalente a ele.

E então sobrevém a crise, o titular do financiamento perde o emprego, ou alguém de sua família perde o emprego, ou então cessam seus ganhos nos negócios ou outra atividade informal – e se topa então com a pior de todas as situações: ter de devolver o carro para o banco por falta de recursos para o pagamento das prestações.

É muito duro, é cruel, mas faz parte do sistema.

***

Quantas vezes se perguntou aqui e em outras partes da imprensa: onde é que está crise?

Noticiava-se sobre a crise, mas não se notava nas ruas nenhum dos seus efeitos.

Não se sabia que a crise vinha a caminho e por essa inadimplência no financiamento dos carros se vê o que já tem de gente sofrendo.

***

Tenho um amigo que esteve na semana passada em Nova Iorque e me disse que ficou impressionado com os aspectos visíveis da crise: lojas e restaurantes vazios em toda a cidade.

Por aqui, ainda não se verifica isso, oxalá não venha a verificar-se, mas paira a ameaça de que a crise possa vir a tornar-se aterradora.

O Banco Mundial está declarando que Brasil e Chile são os países sul-americanos menos vulneráveis à crise.

Mas estes primeiros 100 mil carros recuperados pelos bancos dos seus clientes nos dizem que não somos tão invulneráveis assim.

* Texto publicado na página 55 de Zero Hora desta quinta-feira

Postado por Paulo Sant´Ana

Esperança é maior do que recursos financeiros

25 de fevereiro de 2009 15

Depois da Imperadores do Samba ter se sagrado campeã do Carnaval de Porto Alegre, homenageando o centenário do Internacional, e o próprio cinqüentenário da escola, temos hoje a nossa atenção voltada para a estreia do Grêmio na Libertadores da América, em pleno Olímpico, contra o Universidad de Chile.

As esperanças da torcida são muito grandes. Os recursos humanos e financeiros do clube são honestos. No entanto, as esperanças são muito mais largas do que os recursos. E sabe se lá se o Grêmio não conseguirá a façanha do terceiro título de campeão da América?

É isso que nos leva ao Olímpico hoje a noite.

Vamos reiniciar a vida apesar da crise aterradora!

Postado por Sant`Ana

Vem aí os engarrafamentos!

25 de fevereiro de 2009 5

Ronaldo Bernardi, Banco de Dados - 05/01/2009

Estava ouvindo a música que o Antônio Carlos Macedo colocou hoje de manhã no Gaúcha Hoje: Acabou nosso Carnaval.

Me recordei de uma valsa celebre feita pelo poeta Aldo Cabral e que foi musicada pelo grande maestro Benedito Lacerda, lá pelos anos 45, 50:

“Quarta feira de cinzas amanhece
Na cidade um silêncio que parece
Que o próprio mundo despovoou
Só resto de serpentina jogada fora
Mostrando que a alegria já foi embora
Nos laços perdidos da ilusão
Um toque de clarim, além, distante
vai levando consigo, agonizante,
os sons do carnaval que já passou…”

Poema extraordinário de Aldo Cabral sobre a Quarta-feira de Cinzas. Parece que o mundo se despovoou, uma das frases dizia isso. Foi a sensação que eu tive ontem, quando nestes 69 anos de existência, pela primeira vez, notei minha cidade, Porto Alegre, vazia.

Não tinha nenhum carro no trajeto das avenidas Erico Verissimo, José de Alencar e Ipiranga. A cidade estava deserta. Vazia. Parecia a capitalzinha provinciana de1950. Incrível.

Logo depois, ela começou encher, porque 60 mil carros voltaram da praia e hoje ela já recomeça o seu ritmo normal. Recomeçam as aulas e vem aí os engarrafamentos!

Postado por Sant`Ana

Terça-feira gorda

24 de fevereiro de 2009 8

Eu avalio bem esses foliões brasileiros e gaúchos que se lançam incansavelmente às folias dos quatro dias de carnaval: durante minha juventude e até parte da maturidade mergulhei de ponta-cabeça nos festejos de Momo.

E guardo dos meus bailes e desfiles as recordações de um tempo mais feliz da minha vida.

Quanto riso, quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
O arlequim está chorando
Pelo amor da colombina
No meio da multidão.

Guardo ainda bem guardada a serpentina
Que ela jogou
Ela era uma linda colombina
E eu um pobre pierrô.

Que saudade daquela alegria e daquela energia de quatro dias consecutivos de saúde eufórica, musical e romântica.

Mas durante esse tempo todo me intrigou a definição do dia de hoje: terça-feira gorda.

Nunca atinei pela razão de que a terça-feira de carnaval seria gorda.

Como curiosidade para os leitores, publico a pesquisa que fez o meu colega Válter Gonçalves dos Santos. Ela explica tudo:

Durante muito tempo, a Igreja Católica apenas tolerou os cultos pagãos. Mas, entre os séculos 3º e 7º, passou a aceitá-los, considerando-as manifestações folclóricas. A terça-feira gorda se tornou o dia em que os cristãos se despediam da carne, pois, nos 40 dias seguintes, tinham de jejuar, fazer penitência e não podiam botar nem uma lasquinha de carne na boca. Tudo isso em preparação à Páscoa, a maior de todas as festas cristãs.

Por volta do século 11 surgiu a expressão latina carnem levare. Quer dizer: adeus à carne! Os cristãos criaram essa palavra para nomear a véspera da Quarta-feira de Cinzas. O tempo foi passando e carnem levare virou Carnaval.

A festa carnavalesca surge a partir da implantação, no século 11, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por 40 dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de “afastamento” dos prazeres da carne marcado pela expressão “carnevale”, que, acabou por formar a palavra “carnaval”.

Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira (Terça-feira Gorda também conhecida pelo nome francês Mardi Gras), último dia antes da Quaresma. Nos Estados Unidos, o termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.

No período do Renascimento, as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram o baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada, juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo “adeus à carne” ou “carne vale” dando origem ao termo “Carnaval”. Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do Século 19. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas, sendo o Carnaval do Rio de Janeiro considerado o mais importante do mundo.”

*Texto publicado hoje na página 39 de Zero Hora

Postado por Paulo Sant´Ana

Os ângulos de visão

23 de fevereiro de 2009 23

Ainda a repercussão entre os leitores da carta que me enviou a governadora Yeda Crusius:

“Caro Paulo Sant’Ana. Eu tomo a liberdade de te escrever, pela primeira vez, não sei te dizer há quanto tempo eu acompanho tua carreira nos meios de comunicação, mas eu era pequeno e assistia teus comentários, nos tempos que você tinha aquele cabelo crespo e fumava muito. Ficava torcendo contra o Grêmio, como até hoje, mas minha alegria era acompanhar tua reação no dia seguinte…

Li na tua coluna hoje, 17/02/09, e pude notar que você e a governadora possuem um bom relacionamento. Abusando, eu precisava que você numa oportunidade lembrasse à governadora da necessidade de recuperar a dignidade dos funcionários da Segurança Pública. São muitos anos sem correção, quem sabe ela pode fazer alguma coisa, já que ela se sensibiliza com filmes, quem sabe com a nossa realidade?

Não estou dizendo que a culpa é dela, é um problema de longa data, mas o valor do meu aluguel (corrigido anualmente) já esta encostando ao salário. Um grande abraço, (ass.) Adair Mendes de Paula (adair-paula@igp.rs.gov.br)”. 

“Olá Paulo, acabei de ler tua coluna de hoje, a carta de nossa governadora Yeda me fez tomar coragem para escrever, coisa que nunca fiz antes. Não voto desde que o Collor foi eleito presidente, me revoltei com o resultado, tantos candidatos verdadeiros e mais preparados, e este povinho elege um golpista? Desisti. Já agora, com tudo o que se tem dito e feito contra nossa governadora, decidi retomar meu direito ao voto, só para votar na Yeda, caso ela concorra novamente, pois acredito no seu projeto, na sua coerência. Como trabalho com informação em uma biblioteca, sou técnica em Biblioteconomia, tenho o hábito (vício?) de ler tudo o que me cai nas mãos, mas sei discernir o falso do verdadeiro. Nosso país passa pela maior crise política de todos os tempos, ninguém faz nada, pois não sabe como fazer, para quem iremos reclamar? Ou não se vota mais em ninguém, para que todos os que estão lá (na lixeira)caiam, e não retornem, ou se aprende a votar, escolhendo o candidato pelo preparo, conhecimento e história de vida. Espero, sinceramente, que a Yeda, mulher, mãe e profissional competente como tantas mulheres gaúchas, vença mais esta batalha e ensine a esta gente politiqueirazinha o que é respeito, verdade e coragem. Gostaria muito que nossa governadora soubesse disto. Se não tem com quem…vai comigo mesma! (ass.)Mara Weber (roesil50@gmail.com)” 

“Querido Paulo Sant’Ana. Que este lhe encontre gozando de paz e saúde.

Acompanho os escritos de sua coluna, embora algumas vezes não concorde com algumas afirmações, mas, como todo ser humano, não somos perfeitos.

Lendo a matéria de sua coluna do dia 17 do corrente, que tem como título ‘A solidão do poder’, na qual a nossa exmª governadora relata situações que a deixam entristecida e com sentimento de solidão. Respeitosamente, tomo a liberdade de lembrá-la que tal sentimento não deve povoar o seu coração, pois ela não está só, o Deus todo-poderoso está com ela e os rumos do governo que estão sob seus cuidados, lhe foram conferidos pelo próprio Deus, conforme nos diz as escrituras sagradas, em Provérbios, capítulo 8, verso de número 16: “Por mim governam os príncipes e os nobres, sim, todos os juizes da terra”. O desejo do meu coração é que nossa governadora continue firme em suas decisões, enquanto líder maior do nosso Estado. Que o Deus todo-poderoso a abençoe e lhe dê discernimento vindo dos céus para fazer cumprir todo o desejo do seu coração. Na paz de Cristo, (ass.)Sérgio Grion, pastor batista em Santo Antônio da Patrulha-RS”.

“Caro amigo e companheiro de todas as manhãs, Pablo. Como de costume li tua coluna de hoje (17.02), só que dessa vez acho que ficou incompleta…

Não vi dentre os filmes da perseguida senhora governadora o Ali Babá e os 40 ladrões (do Detran) ou seria ‘Ali Babá e os 40 milhões’… Deve ter sido alguma falha de impressão, esse filme não pode faltar no rol da governadora. Ainda fiquei comovido com a carta do marido da senhora governadora, que amizade sincera, só acho estranho que no episódio da carta-denúncia que o finado Marcelo recebeu, este não tenha comentado nada com seu amigo do peito Carlos Crusius. Na verdade foi deixado com uma bomba na mão, e por amizade, ainda acenderam o pavio…Muito triste um episódio trágico desse suicídio ter sido levado pro lado político, quase como uma mea-culpa (que revelador! Forte abraço tricolor, (ass.) Marcelo Staub Oliveira (marcelooliveiraaa@hotmail.com”.

*Texto publicado hoje na página 39 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

A carta da governadora

21 de fevereiro de 2009 14

Foi muito grande a repercussão da publicação da carta de Yeda Crusius a este colunista. Tão grande que é impossível deixar de publicar muitos e-mails que recebi:

“Indescritível Paulo Sant’Ana.

Ao começar a ler a carta da governadora em sua coluna, por instantes me vi lendo um pedido de renúncia. O desabafo, a descrição da jornada, o lamento pelas coisas que não deram certo…Podemos avaliar o ato de nossa governadora de ter endereçado uma carta ao genial colunista de duas maneiras: um ato de coragem e transparência perante a sociedade gaúcha ou como um ato, um pedido de renúncia. Nossa governadora se mostra cansada, esgotada, como se estivesse surpresa com tudo o que acarreta ser governadora do Estado. Saudações. (ass.) Leonel Zemiacki (leonel.consenso@terra.com.br).”

***

“Parabéns por tua coluna….Achei muito legal tu publicares a carta da governadora…eta mulher corajosa.

Meu voto não foi jogado fora…rsrsrs.

Aparecida Maria Vargas (mcidavargas@hotmail.com).”

***

“Admiro muito teu trabalho e, provavelmente, sou das muitas que leem o jornal de trás pra frente. Mas… se eu tivesse escrito uma carta pessoal, manuscrita, envelopada e selada e a visse publicada, ficaria furiosa! Acho que ‘pisaste na bola’. (ass.)Zaíra da Costa (zairawest@yahoo.com.br).”

***

“Sr. Paulo Sant’Ana. Inicialmente meus parabéns pela publicação da carta-desabafo da nossa governadora Yeda Crusius, a qual li com atenção e emocionado. Não consigo entender o motivo dessa campanha insidiosa movida contra a governadora Yeda. Será preconceito pelo fato dela ser mulher? Como ela diz: “Por que tudo isso?”. Por que lhe batem tanto?

A meu ver é pura inveja pelo fato da mesma estar governando muito bem, com honestidade, competência e, sobretudo, com amor ao nosso Estado, quer queiram ou não os arautos do ‘quanto pior melhor’. A governadora Yeda deve saber que a grande maioria do povo gaúcho está solidário com ela e a apoia em todos os sentidos e repudia essa campanha movida por pessoas mal-intencionadas. É o que penso. Cordialmente. (ass.)Candido Telmo Gil (cgil@terra.com.br).”

***

“Querido Paulo.

Fiquei devastada ao ler tua coluna sobre a MULHER Ieda…

Abraço. Tua grande fã. (ass.) Angelita Meirelles (angelita.meirelles@gmail.com).”

***

“ Sr. Paulo Sant’Ana. A carta que a senhora governadora lhe enviou seria realidade ou devaneio? ‘Déficit zero’, a que custo? Com os salários e o sucateamento da educação, saúde e segurança? Tripé de qualquer sociedade! Era o momento de aumentar somente seu salário e dos seus de confiança (secretários)?

O que o sr. me diz, então, da compra do avião?

O escândalo do Detran não era do seu conhecimento?

Então, que administração é esta que não conhece a própria casa?

Para encerrar, que triste a manifestação do Sr. Crusius sobre a morte do Sr. Marcelo Cavalcante. Atenciosamente. (ass.)Carlos Augusto Wolf Motta(couto.roberta@gmail.com).”t

“ Sr. Paulo Sant’Ana. Com todo o respeito, não vejo outra palavra para definir a tua coluna de ontem que não essa: patética…

Publicando uma carta da governadora Yeda, ocupando, aliás, quase que a página inteira…Sem mais. (ass.)Ricardo G.Steno, advogado, POA.”

* Texto publicado na Zero Hora deste domingo

Postado por Sant`Ana

Exames serão inteiros

21 de fevereiro de 2009 9

Eu gosto muito de trabalhar em jornalismo de proteção ao consumidor. Além disso, a repercussão dele entre o público é imensa.

E neste caso dos exames autorizados por convênio para apenas um de dois órgãos, considero-me vitorioso: tanto a Unimed-Porto Alegre como a Unimed-Ijuí prometeram-me cordial e atenciosamente, nos contatos que tive com suas diretorias, que nem por equívoco, que aconteceu, nem por orientação futura, esse fato vai se repetir.

Foi uma vitória desta coluna e foi uma ação prestimosa do convênio, que declarou não admitir de forma alguma a discriminação.

No caso de Panambi, mesmo que a paciente faça parte de um plano de autogestão, garantiu-me o presidente da Unimed-Ijuí que daqui por diante até mesmo esse tipo de associado terá sempre ofertados exames para ambos os órgãos, jamais para um só como se verificou em vários exemplos.

Vitória.

 

***

 

Eis a resposta da Unimed-Ijuí sobre aquela autorização para exame em apenas uma perna, acontecida em Panambi:

“Senhor Paulo Sant’Ana. Em sua coluna veiculada no Jornal Zero Hora do último sábado, dia 14/02/2009, o colunista refere situação de pseudo abusividade por parte do plano de saúde, mencionando que o mesmo teria autorizado a uma usuária residente no município de Panambi um ecodoppler vascular para apenas uma de suas pernas, quando se fazia necessária a realização do exame em ambos os membros. Refere, ainda, que tal cobertura seria própria para um ‘Plano Saci’.

Tendo em vista o referido, bem como a repercussão causada pela reportagem, não apenas em decorrência de se tratar de matéria de interesse geral, mas também pela expressão deste colunista, consideramos fundamental esclarecer os fatos relacionados a tal negativa.

No caso da paciente que teve a autorização do ecodoppler vascular para apenas uma de suas pernas, cabe elucidar que a mesma é usuária de um plano de saúde de autogestão, plano este que é gerido pela totalidade de seus usuários, os quais, através de associação, com regimento próprio, estipulam e delimitam quais as coberturas querem contratar. Cabe à contratante, no caso a Unimed, apenas a função de fornecer os serviços objeto de opção pela totalidade de usuários, não tendo qualquer ingerência quanto a quais coberturas serão ou não incluídas no rol disponibilizado ao grupo de beneficiários. Fato este que a usuária, assim como os demais beneficiários do plano de autogestão, tomam ciência quando da opção por tal modelo de contratação.

Diante de tal fato, resta evidente que não se trata de uma negativa por parte da prestadora do plano de saúde, mas sim da fiel observância dos termos delimitados pelo contrato firmado, conforme opção realizada pelo contratante através dos seus associados. Não há, portanto, uma negativa indevida por parte da Unimed ou qualquer outro ato atentatório ao direito do consumidor, sendo inclusive de interesse desta operadora que se ampliasse o rol dos serviços disponibilizados aos usuários, hipótese na qual aumentaria a contraprestação pelos serviços prestados, o que resta, entretanto, conforme já referido, condicionada à decisão exclusiva do plano de autogestão.

Ressaltamos que, mediante contato com o referido plano de autogestão, já se encontra solucionada a questão da referida usuária, restando a mesma devidamente atendida em sua solicitação. Esta iniciativa reforça a postura da Unimed de sempre buscar a pronta atuação no sentido de melhor atender os seus beneficiários, o que é reflexo da sua forma de atuação e também respalda a marca consolidada há mais de 40 anos como líder no mercado de saúde suplementar. Atenciosamente.

(ass.)dr. Leandro Roberto Oss Zambon

Presidente da Unimed Ijuí”.

* Texto publicado na página 39 da Zero Hora deste Sábado

Postado por Paulo Sant`ana

Injustificável: preço dos combustíveis não cai

20 de fevereiro de 2009 51

Ronaldo Bernardi, Banco de Dados - 11/12/2008

O ministro Edson Lobão, das Minas e Energia, está dizendo que o preço da gasolina e do diesel pode aumentar no segundo semestre. Impressionante: o governo não baixou o preço dos combustível mesmo o barril de petróleo tendo descido verticalmente nos últimos meses.

Não teria melhor oportunidade e medida mais ecoante para ajudar a conter a crise econômica internacional do que baixar o preço da gasolina. Seria um bálsamo para toda a economia, para as empresas, para aumentar o número de empregos. A economia se sentiria acesa. Mas o governo não diminui.

Ontem foi dada uma notícia sobre uma estatística de que a gasolina no Brasil é 30% mais cara do que nos USA. E o diesel é 60% mais caro. E isso em dólar.

Então é espantosamente incrível e injustificável que esse cobre esse preços do povo brasileiro há anos quando o preço do barril internacional desceu de forma espantosa nos últimos meses.

Que oportunidade de ouro para tomar uma medida profunda contra a crise que o governo está perdendo. É injustificável de que não haja queda nos preços dos combustíveis no Brasil.

Ouça o meu comentário sobre o assunto no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Resposta da Unimed*

20 de fevereiro de 2009 14

Recebi finalmente da Unimed Porto Alegre a resposta sobre as duas colunas em que associados dos planos reclamavam de só terem atendidos um só segmento corporal para exames (pés, mãos, braços, pernas).

O que me interessa na resposta da Unimed-Poa é que taxativamente o convênio afirma que não há hipótese de não autorização para exames de dois pés, dois braços, duas pernas, sempre serão incluídos os segmentos bilaterais, jamais um só deles, se o médico prescreveu os dois.

Falta apenas a resposta da Unimed que compreende o município de Panambi, onde teria sido autorizado exame para uma perna só, com prescrição médica para as duas.

No caso do casal de procuradores, não houve culpa do convênio para a autorização de apenas um lado dos maxilares. Foi culpa do atendente do hospital, que fez confusão.

A resposta da Unimed:

“Sr. Paulo Sant’Ana. Lamentamos imensamente o conteúdo publicado nas suas últimas colunas, divulgando informações sem que tenham sido checadas e comprovadas pela outra parte, no caso a Unimed Porto Alegre. Além disso, não aceitamos a forma jocosa como foi tratado um tema de tamanha relevância como a saúde da população.

A Unimed Porto Alegre esclarece os casos em que é citada.

Fato Procuradora da República

Os exames e procedimentos são codificados pela Associação Médica Brasileira (AMB) e as coberturas definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), sendo que o exame Ressonância Nuclear Magnética de Articulação Temporo-Mandibular (ATM) contempla SEMPRE as duas articulações. O que ocorreu foi um equívoco por parte de um funcionário do hospital credenciado, fato reconhecido pelo próprio hospital, que tentou, inadvertidamente, autorizar duas vezes um exame que já é bilateral. E isso sim não é possível. Quando o exame foi solicitado corretamente, a Unimed POA prontamente autorizou.

Fato Fernanda Moraes

Quanto à solicitação de exame de Ressonância Nuclear Magnética de membros ou segmentos, a Unimed POA autoriza tanto exames para um ou para os dois, seguindo a solicitação médica, sem qualquer restrição. Neste caso específico, a Unimed POA localizou 23 registros de clientes com o nome Fernanda Moraes, não havendo solicitação do exame no Hospital Moinhos de Vento nos últimos 90 dias. No entanto, identificamos uma solicitação do Hospital Mãe de Deus deste exame, para UM membro, para uma cliente de mesmo nome, o qual foi autorizado e realizado em 5/12/2008. Em outras palavras: o plano autoriza SIM os exames nos dois pés, assim como em qualquer outro segmento do corpo que seja bilateral, seguindo solicitação de seus médicos cooperados e de acordo com a codificação dos órgãos regulatórios.

Quanto ao exame de Ecodoppler Vascular, por se tratar de um cliente de outra Unimed, esta deverá esclarecer.

Mais uma vez, ressalto a importância de se tratar temas que envolvam a saúde, como foi abordado neste espaço, buscando informar a população com exatidão e ouvindo todas as partes envolvidas. Em nenhum momento a Unimed POA foi consultada para esclarecer quaisquer dados sobre os episódios apresentados. O Sistema Unimed Brasil envolve mais de 15,2 milhões de clientes, 106 mil médicos, 377 cooperativas independentes e realiza milhares de atendimentos diariamente. Por isso, é praticamente impossível que não ocorram casos isolados como estes num universo desta abrangência. No entanto, destaco que estamos SEMPRE dispostos a sanar dificuldades encontradas por nossos clientes e cooperados. Para facilitar a comunicação temos inúmeros canais, presenciais e via web, disponíveis aos nossos clientes. O Sistema Unimed é a maior experiência cooperativista de trabalho médico do mundo e temos como um dos princípios fundamentais atuar com a máxima transparência.

Cordialmente, (ass.) Dr. Márcio Pizzato, presidente do Conselho de Administração da Unimed Porto Alegre”.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Não meto a mão em cumbuca

19 de fevereiro de 2009 32

O jornalismo de opinião é muito complicado. Na maioria das vezes, evito me referir a assuntos que estão na pauta do noticiário internacional e, até mesmo, locais.

Como opinar se não tenho acesso a todas informações do caso?

Muitos leitores me perguntam porque não dou minha opinião sobre determinados assuntos, como o da brasileira que teria sido flagelada na Suíça por skinheads.

Segundo agora se informa, ela forjou a situação.

Eu havia achado meio estranho a história e fiquei atrás da moita.

No fim, me dei bem por omissão.

Enquanto isso, os observadores do futebol brasileiro tem toda razão em afirmar que o Internacional é o favorito para ser campeão da Copa do Brasil.

Mas e não é que o clube gaúcho perdeu um jogo imperdível para seu poderio?

O futebol é fascinante porque um time sem nenhuma pretensão como o União-MT ganha daquele que é indicado pela maioria para ser campeão.

Dá para entender o futebol?

É perigoso e temerário fazer vaticínios sobre o esporte.

Ouça meu comentário na Rádio Gaúcha sobre o assunto

Postado por Sant`Ana