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Posts do dia 11 março 2009

Crescimento zero

11 de março de 2009 15

José Cruz, Agência Brasil

Assisti ontem até tarde a TV Senado. Percebi que emanava, de quase todos os senadores, uma grave preocupação com a crise econômica. Paralelamente, eu ouvia os telejornais, que mostravam o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mergulhados em uma grande preocupação com a crise brasileira.

É certo que os tempos que virão serão muito ruins para a economia do nosso país e para o povo. É uma crise extraordinária e gigantesca. As opiniões de políticos e economistas é de que o Brasil crescerá zero em 2009. Diferente de todas as previsões otimistas do governo, que mostravam um crescimento na ordem de 4%.

Agora, já se vê que não haverá crescimento nenhum.

Postado por Sant`Ana

Que música, que voz!

11 de março de 2009 2

Que voz tem o cantor Altemar Dutra!/Reprodução

O programa Gaúcha Hoje reproduziu nesta manhã as músicas da dupla de compositores Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Eles são tidos como bregas, mas deixaram canções belíssimas, quase todas interpretadas pelo cantor Altemar Dutra. São dois grandes poetas, grandes compositores.

Pode ser uma figura de linguagem mas, de vez em quando, eu derramo uma lágrima por Altemar Dutra. Que cantor! Junto de Agostinho dos Santos era um dos mais afinados cantores da música popular brasileira de todos os tempos.

Que voz, que ternura! Era uma coisa fantástica a maneira como ele se expressava!

Postado por Sant`Ana

Estou torcendo por Celso Roth

11 de março de 2009 49

Mauro Vieira, Banco de Dados - 3/2/2009

Hoje é uma quarta-feira especial. Hoje se decide a sorte do treinador gremista. Eu vou dizer: eu estou torcendo pelo Celso Roth. Por que? Porque se decide também a sorte do Grêmio na Libertadores.

Se o Grêmio perder, o Celso Roth cai e o Grêmio sai fora da classificação. Nós temos que torcer pelo técnico e pelo Grêmio. Não dá pra secar o Celso Roth. Tem gremista tão obstinado pela queda dele, que quer que ele perca hoje. Mas o que é isso? Um absurdo.

Foi tão sonhada essa participação do Grêmio na Taça Libertadores da América. Foi o grande feito do Grêmio ter se classificado para a Libertadores no ano passado. Então, o time precisa ganhar hoje a noite. Nós todos estamos enfileirados em uma corrente de torcida em favor do Grêmio contra o Boyacá Chicó, lá na Colômbia.

Que jogo e que nervosismo!

Decide-se a Libertadores para o Grêmio hoje à noite, e não somente o destino de Celso Roth.

Postado por Sant`Ana

Duas Justiças

11 de março de 2009 41

Ainda martelam o meu espírito os motivos por que a Igreja Católica não aceita o aborto legal, isto é, nas hipóteses em que a vida da gestante esteja em perigo e no caso de estupro.

No caso de estupro, me surge uma luz por um e-mail que recebi do professor Waldomiro Minella, de Caxias do Sul (wminella@hotmail. com).

Ele manda me dizer a respeito do aborto por estupro:

A mãe não aceita um filho resultante do estupro? O problema é que ela não tem poder sobre a vida do bebê. A doutrina cristã pede que não se amem apenas os amigos, mas também os inimigos”.

Faz sentido. É a lógica cristã confrontando-se com a lógica da lei escolhida pelo Estado.

A figura de amar o inimigo também faz sentido. Eis que o filho resultante de um estupro vira um “inimigo” da mãe, que sempre o considerará um símbolo da violência de que foi vítima quando do estupro.

No caso, a Igreja não permite o aborto de feto resultante de aborto porque impõe à gestante que o ame e o acolha. Ou seja, mesmo que o feto ou bebê traga sempre à memória da mãe um fato ultrajante, cabe à mãe superar o trauma e amar o seu filho, que não teve nenhuma culpa na violência de que sua mãe foi vítima e deu lugar à sua concepção.

Faz sentido.

E faz sentido porque a Igreja se lança sempre à proteção da vida do bebê, considerando este valor superior à rejeição que a mãe possa ter ao bebê malvindo.

Mas aí eu me pergunto: se a Igreja preza tanto a proteção da vida, por que ela também não permite que se realize o aborto quando ele vier salvar a vida da mãe, em perigo na gestação ou no parto?

É o mesmo leitor que me manda a resposta para a questão:

“Para a doutrina cristã, a vida da mãe é tão importante quanto a vida do bebê, a partir de sua concepção. O crime de homicídio é idêntico, tanto na hipótese de se tirar a vida da mãe para salvar o bebê, como vice-versa. Inadmissível é o ato voluntário de matar uma vida para salvar a outra, pois têm igual valor. No caso específico da menina de nove anos grávida, a equipe cirúrgica interrompeu voluntariamente a vida do bebê para salvar a mãe. O ato seria igualmente criminoso se fosse o contrário, matar a mãe para salvar o bebê. Quem concede esse direito? Só Deus pode tirar a vida”.

Faz algum sentido.

Mas se o leitor tão lucidamente defende o pensamento da Igreja, eu lhe jogaria um bola nas costas: e quando, com a gestação e o parto, correm mais que risco, perigo, simultaneamente, a vida do bebê e a da gestante, não é lógico que se faça o aborto e assim se salve pelo menos uma das duas vidas?

O leitor é tão aferrado ao pensamento da Igreja, que já adivinho como ele responderá: “Deve-se dar curso normal à gestação e talvez ao parto e permitir lugar a que Deus, somente ele, decida em tirar a vida dos dois”.

Foi contra esse pragmatismo inarredável da Igreja que o Estado brasileiro permitiu duas hipóteses para o aborto legal.

*Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana