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Posts do dia 16 março 2009

Mais uma escândalo no Senado

16 de março de 2009 32

A cada semana explode um novo escândalo no Senado brasileiro. Agora, é um escândalo altamente sofisticado.

Uma lei não permite a contratação de cargos comissionados no Senado de pessoas que têm parentes no quadro funcional. Pois agora inventou-se uma estratégia muito sofisticada.

Segundo se estima, dos funcionários das empresas terceirizadas, que prestam serviço ao Senado, 90% são parentes. Isto é, só contratam a empresa terceirizada que for empregar os parentes dos funcionários do Senado.

Foi a maneira que encontraram para empregar seus parentes. É inacreditável que se faça isso no serviço público brasileiro. As pessoas se adonando como um feudo familiar, privativo dos seus parentes. E tudo é feito com a anuência da mesa do Senado e dos senadores. Só se descobre quando a imprensa denuncia.

É alarmante. Os serviços terceirizados não têm o poder de escolher os seus funcionários. Isso é um escândalo. É de jogar a toalha. É de desistir.

Postado por Sant`Ana

Grêmio não deveria jogar com reservas no Gauchão

16 de março de 2009 18

Três assuntos me chamaram a atenção no Jornal do Almoço de hoje.

O primeiro foi o transtorno causado pelo engarrafamento na Avenida Mauá, em Porto Alegre. A população foi avisada tardiamente, só depois que saíram de casa. É impressionante como a interrupção do trânsito em apenas uma avenida da Capital transtorna toda a cidade. Porto Alegre ficou completamente engarrafada no dia de hoje.

O segundo assunto foi a reportagem da Fernanda Zaffari sobre o Multipalco do Theatro São Pedro. É maravilhoso a dedicação de Eva Sopher à cultura da cidade!

E, para finalizar, comentei a escalação do Grêmio no Gauchão. Eu não sou favorável que o Grêmio jogue com reservas no Campeonato Gaúcho. O clube deve dar ao Gauchão a importância que ele tem. O Grêmio está entregando o título de campeão gaúcho ao Inter de bandeja.

Confira o vídeo:

Postado por Sant`Ana

A criação de albergues

16 de março de 2009 10

O que me chamou a atenção na ótima reportagem que Zero Hora ofereceu a seus leitores na edição de ontem foi que as 4 mil pessoas que são despejadas nos hospitais e clínicas de Porto Alegre em apenas três horas de uma manhã, vindas do Interior, em procissões rodoviárias estafantes, vêm para cá por sua vontade própria.

Muitos dos pacientes poderiam ir buscar consultas e outros tipos de atendimento em outros centros regionais, como Pelotas, segundo disse a reportagem, mas preferem vir para Porto Alegre por considerarem que aqui há maior eficiência e rapidez nos serviços médicos.

Prestem bem atenção os meus leitores. Pela reportagem de ZH, não são as prefeituras do Interior que encaminham os pacientes para os hospitais e clínicas de Porto Alegre: são eles, pacientes, que elegem os hospitais de Porto Alegre como preferidos para seu atendimento.

E o resultado disso é que, em cada um dos cinco dias úteis da semana, são despejadas em Porto Alegre mais de 4 mil pessoas, cerca de 80 mil a 100 mil por mês, alarmando a todos o cortejo maciço de camionetas, micro-ônibus, ônibus etc., que nos fins das madrugadas afluem aos hospitais da Capital.

Resulta daí, inquestionavelmente, em face de que a acorrência em massa dos pacientes do Interior se dirige para Porto Alegre, sendo seletiva a escolha pelo atendimento na Capital, isto é, são os pacientes que preferem os hospitais daqui, que Porto Alegre paga este tributo por causa da excelência dos seus hospitais.

Logo, o estrangulamento, o que se chama de ambulancioterapia, se dá não por um defeito do atendimento médico em Porto Alegre, mas por sua virtude.

Se eu fosse prefeito do Interior, faria o mesmo: se meus munícipes se sentissem melhor em ser atendidos na Capital, iria mandá-los para cá, atenderia às suas vontades, até mesmo porque cabe à prefeitura apoiar o melhor atendimento aos pacientes que lhes são incumbidos.

Evidentemente que o correto será que se criem centros regionais de excelência em atendimento médico que visem à não-concentração dos serviços do Interior na Capital.

Mas, enquanto isso não se verifica, a criação de outros polos de atendimento em cidades mais importantes do Interior, é justo que se reconheça que os pacientes do Interior estão sendo bem atendidos aqui. Se não o fossem, não escolheriam ser atendidos aqui.

O problema maior agora não é médico, é de trânsito. Correm perigo no trânsito os pacientes que se deslocam para cá.

Teriam de ser construídos albergues em Porto Alegre, pelos próprios municípios do Interior ou pelo SUS, que evitassem a pressa e a vigília dos pacientes em suas travessias pelo Estado no rumo daqui, o que precipita os acidentes.

Isso precisa ser feito urgentemente.

Responda:

Qual a solução na sua opinião?

* Texto publicado na página 47, hoje, em Zero Hora

Postado por Sant`Ana