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Posts de março 2009

Hospedar a Seleção é uma grande honra!

31 de março de 2009 8

Sou da época em que nós gaúchos torcíamos contra a Seleção Brasileira. Já houve duas ou três vezes que a Seleção veio jogar aqui e nós fazíamos um time de Grêmio e Inter para enfrentar o time brasileiro. Dentro do estádio, no Beira-Rio, se via um espetáculo incrível: se aparecesse alguém torcendo pela seleção do Brasil e não pela equipe do Estado era linchado.

Nós não gostávamos da Seleção, porque ela não convocava os jogadores gaúchos então nós nos voltamos contra a Seleção.

Depois disso, acabou a discriminação, os gaúchos foram convocados e hoje estamos recebendo a Seleção. E espero que o Brasil faça uma grande partida contra o Peru amanhã.

Assista o meu comentário no Jornal do Almoço:

Postado por Sant`Ana

Torcida tem que ir vestida de Seleção!

31 de março de 2009 84

Paulo Franken

Ontem, no Sala de Redação feito no hotel Deville, onde está hospedada a Seleção brasileira, eu fiz um pedido à torcida gremista para que comparecesse com as camisas do Grêmio no Beira-Rio, no jogo de amanhã entre Brasil e Peru e hoje eu desfaço esse pedido!

Retiro esse pedido porque se a torcida do Grêmio comparecer com camisas do Grêmio e a do Internacional comparecer com a camisa do Internacional haverá uma discriminação e poderá haver atrito no Beira-Rio.

Então, peço que a torcida vá com alguma vestimenta neutra ou de amarelo, que é a cor da Seleção, para evitar qualquer clima de conflito no estádio. Retiro meu pedido de que os gremistas vão vestidos com as camisetas do Grêmio porque o ambiente tem de ser de absoluta cordialidade, sem qualquer rivalidade entre os torcedores nas gerais e nas arquibancadas do Beira-Rio!

Como você vai vestido ao jogo da Seleção?

Postado por Sant`Ana

Exemplo de presídio atual

31 de março de 2009 11

Quando escrevo sobre segurança pública, posso transmitir a ideia de que se trata de uma crítica às autoridades policiais e seus agentes, mas não é.

Sei do esforço que os policiais travam nesta quadra dramática da segurança pública, sem recursos humanos e materiais.

Mas é impossível deixar de registrar a pontualidade das ocorrências policiais que encerram assaltos, com uma frequência extraordinária.

Não há atividade humana que não seja atacada pelos assaltantes em nosso meio.

Eles roubam creches e escolas, asilos, até mesmo hospitais.

A cada dia que passa, se especializam mais os assaltantes em roubar locais excêntricos.

A última aconteceu na semana passada na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, lá onde chega a famosa procissão.

Estavam os fiéis rezando no recinto da igreja, o sagrado recinto da igreja, quando entraram os assaltantes e anunciaram a que vieram: obrigaram os fiéis a se deitar no piso da igreja e fizeram a limpa em todos os pertences.

Quem estava de pé teve de se deitar, quem estava ajoelhado teve de se deitar. Rezou, tem que deitar.

Os assaltantes do culto fugiram a pé e foram presos por populares ou seguranças quadras depois da igreja.

Um dos assaltantes declarou que estava vagando pela cidade, à procura de pessoas para assaltar. A primeira concentração de pessoas que encontrou foi na igreja: assaltou-a, disse ele, demonstrando indícios de que estava drogado.

É assim, legiões de assaltantes saem pelas ruas à procura de vítimas para seus assaltos.

Não há polícia que baste. Os criminosos cresceram em 10.000% nas ruas. As forças policiais diminuíram em 500%: a Polícia Civil tem hoje o efetivo de pouco mais de 5 mil homens, o mesmo número de 50 anos atrás. Um absurdo!

De lá para cá, a população cresceu pelo menos em 200%.

É desigual.

Da mesma forma, quando escrevo sobre o caos prisional, ultimamente pregando a parceria público-privada nos presídios, não estou de forma alguma criticando os agentes penitenciários e as autoridades carcerárias. Eles dão tudo de si para levar adiante a sua missão.

Mas o sistema entrou em colapso.

Para dar uma ideia dos grandes serviços que prestam os agentes penitenciários, escreveu-me o administrador do Presídio Estadual de Novo Hamburgo, logo aqui, às margens da Capital.

Foram construídas no presídio de Novo Hamburgo várias melhorias, entre elas um salão multiuso, com 150 metros quadrados, que serve para a ressocialização dos presos, na qualificação de mão-de-obra prisional, educação, ensino religioso, informática etc.

Foi firmado um convênio entre o presídio e a Associação de Assistência ao Menor em Oncologia, com os apenados realizando a digitação das notas fiscais, dentro do programa estadual “A Nota é Minha”, auxiliando assim as crianças com câncer.

Além disso, todo o presídio foi cercado com tela e erigido um passeio público em torno dele, antes inexistente.

Nos fundos do presídio de Novo Hamburgo há uma horta comunitária.

Foi firmado também um convênio com a prefeitura, pelo qual se ampliou a mão-de-obra dos presos, que são agora 70 a ter atividade laboral, quando eram apenas 50.

No Presídio Estadual de Novo Hamburgo, 100% dos presidiários desenvolvem trabalho, tanto interna quanto externamente.

E o presídio de Novo Hamburgo, com todas essas exemplares realizações, é dirigido por um agente penitenciário, o sr. Ivan Carlos da Silva.

Viram como não é questão de o presídio ser público ou privado? Qualquer um dos dois sistemas pode ser exitoso. O que se precisa urgentemente é da construção de vários, inúmeros presídios.

E, importante: todos têm de ter pequena capacidade. Têm de ser muitos os presídios e poucos os detentos dentro deles, essas são a solução e a lógica penitenciária.

E o agente que dirige o presídio de Novo Hamburgo não precisa mais agora ficar aflito porque todos só falam no caos e não exaltam os bons exemplos carcerários. Foi com justiça que a Câmara Municipal esses dias concedeu-lhe homenagem por estes serviços prestados.

Parabéns.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Imposto menor, economia ativada

30 de março de 2009 9

Dilma Rousseff antecipou a prorrogação da redução do IPI em inauguração da Ceitec/Fernando Gomes

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros novos está ativando a economia. Em média, a queda do imposto é de 50%. Por exemplo: se não houvesse o declínio, o país venderia 50 mil carros novos por mês. Como o imposto foi reduzido, o país está vendendo 100 mil carros. Isto quer dizer que o governo está arrecadando o mesmo se não houvesse a redução. Com isso, a economia está sendo ativada pelo dobro de carros vendidos por mês.

Esta é uma medida inteligente do governo, pois garante a cadeia de empregos. É um exemplo claro de que, quanto mais os impostos forem reduzidos, mais se venderá e mais aquecida será a economia.

Reduzir o preço dos combustíveis é uma carta que o governo tem na manga e que poderia suavizar ainda mais crise econômica. Se isso fosse feito, a economia seria ativada tremendamente e novos postos de trabalho seriam criados. Mas o governo teima em não reduzir o preço da gasolina.

De qualquer forma, eu acho que o ensinamento é muito claro: quanto menor é o imposto, mais se vende e mais a economia é aquecida.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Violência feminina nas escolas

30 de março de 2009 4

Na onda de criminalidade que infesta o país, 99% dos personagens são masculinos. São os homens que cometem assaltos, estupros e outros atentados que perturbam a vida nacional. Porém, no caso da violência escolar, existem homens e mulheres envolvidos. Mas, principalmente, são as garotas que cometem agressões contra os professores e contra os próprios alunos.

É preciso coibir, depressa, essa violência inaceitável nas escolas do Rio Grande do Sul, Estado que hospeda nesta segunda-feira, na nossa Porto Alegre, a Seleção Brasileira. Todos os olhos da imprensa nacional e internacional estão voltados para a Capital. A Seleção que, por sinal, levou um banho de bola do Equador. O time brasileiro fez uma atuação desanimadora na tarde deste domingo!

Enquanto isso, o governo anunciou que, uma das medidas contra crise, é o aumento de 30% no preço dos cigarros. O maço que eu fumo vai custar R$ 7,20.

Dessa vez, se eu não criar vergonha na cara e largar o cigarro, é porque eu sou mesmo um irresponsável!

Confira o meu comentário no JA:

Postado por Sant`Ana

A aviãoterapia

30 de março de 2009 10

Um dos mais respeitados médicos gaúchos analisa a ambulancioterapia. A palavra com o doutor Fernando Lucchese:

“Como sei que aprecias a verdade e o contraponto, resolvi escrever-te sobre a ambulancioterapia. Ao ler as matérias de ZH, imaginei que estariam muito apropriadas se tivessem sido publicadas há 10 anos, quando até pneumonias ou doenças de pele vinham desorganizadamente pelas ambulâncias a Porto Alegre. Hoje, não.

Conheço a situação da Santa Casa. As consultas agora são pré-agendadas pelo município de Porto Alegre e são geralmente especializadas. Se chegam a Porto Alegre diariamente 4 mil pessoas do Interior através de ambulâncias e micro-ônibus, e sendo uma parte deste número constituída de acompanhantes, não me parece inadequado ou surpreendente diante das 27 mil consultas especializadas realizadas no Interior.

As placas de ambulâncias que chegam à Santa Casa também mudaram ao longo do tempo. Antes, tínhamos o mapa do Rio Grande. Hoje, a maioria vem dos municípios mais próximos, para os quais Porto Alegre é a referência. Existem vários motivos para isso. Primeiro, a excelência e a concentração dos serviços médicos em Porto Alegre sempre atrairão casos mais complexos e sem solução em locais com menos recursos. Segundo, nos últimos 10 anos, os prefeitos se organizaram. Hoje, 100% dos municípios gaúchos têm suas próprias redes de atendimento, com seus postos de saúde e suas equipes de saúde da família que atendem milhões de gaúchos.

Mas é evidente que 400 dos 496 municípios gaúchos, tendo menos de 20 mil habitantes, não podem sustentar estruturas complexas de atendimento. Por isso se conectam aos polos regionais, municípios mais desenvolvidos que lhes dão suporte a consultas especializadas e internações. E uma pequena parte, geralmente constituída de casos direcionados a especialidades, terminam na Capital. Por outro lado, a heterogeneidade na distribuição dos médicos e dos serviços vem se reduzindo. Hoje, por exemplo, todo município gaúcho de 20 mil ou mais habitantes dispõe de pelo menos um cardiologista bem treinado.

A heterogeneidade de distribuição e qualidade dos serviços médicos, além de outros serviços como rede de estradas, comunicação, é um problema nacional, sendo esta a característica dos países em desenvolvimento. Aqui, no Hospital Santo Antônio da Santa Casa, operamos crianças com defeitos de coração provenientes do norte e nordeste do Brasil, trazidas de avião pelo SUS, pois lá ainda não existem centros especializados para este tipo de cirurgia. Seria a aviãoterapia?

Na minha opinião, Sant`Ana, eu, que era descrente no princípio, agora, 20 anos depois, acho que o SUS praticou um verdadeiro milagre no Brasil. Sempre limitada em seus recursos financeiros, a organização do sistema permitiu melhorar o atendimento à população brasileira, o que se comprova pela impressionante redução da mortalidade infantil e o aumento da longevidade brasileira nos últimos anos. No Rio Grande, chegamos em janeiro deste ano a um dígito, ou seja, a menos de 10 mortes por mil nascimentos vivos, muito semelhante aos países do Primeiro Mundo.

Outros indicadores de sucesso: em 1987, 1,1 milhão de gaúchos foram hospitalizados; em 2008, apenas 715 mil. Em 1987, 60% dos leitos clínicos eram ocupados por crianças aqui no Rio Grande. Agora, são menos de 3%. Isto explica em parte a grande crise que assola alguns hospitais do Interior. Melhoramos muito, mas é claro que ainda não estamos perfeitos. Mas para quem, como eu, achava que o SUS seria um caos, surpreende o fato de termos construído um dos melhores sistemas de transplantes do mundo e sermos um dos cinco países líderes em cirurgias cardíacas, com cerca de 100 mil procedimentos anuais.

O grande problema e o grande risco é o financiamento insuficiente do sistema de saúde, hoje próximo de R$ 50 bilhões, quando, segundo Adib Jatene, deveria ser mais do que o dobro para compensar o aumento da população e das exigências tecnológicas. A prioridade sempre se afastou da saúde. Mas o dinheiro também não foi para as nossas estradas, inseguras e precárias. Por isso acontecem acidentes horríveis com ambulâncias repletas de pacientes, o que motivou a série muito apropriada de reportagens da Zero Hora. Um abraço do teu amigo,

(ass.) Dr. Fernando Lucchese, diretor médico do Hospital São Francisco de Cardiologia da Santa Casa”.

* Texto publicado hoje em Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Luz no fim do túnel

28 de março de 2009 9

Ninguém mais tem tanta autoridade para opinar sobre a ideia de privatizar alguns presídios que os juízes responsáveis pela fiscalização dos presídios gaúchos.

E eles, sexta-feira, por unanimidade dos 15 membros presentes, apoiaram a privatização dos presídios, isto é, a construção de presídios privados no Rio Grande do Sul.

Por unanimidade.

***

Mas é evidente que tinham de apoiar a ideia de privatizar serviços carcerários.

O sistema público se tornou inoperante, levou a política carcerária ao caos e não demonstra sinais nem de regeneração do sistema nem de atenuação dos males terríveis que ele encerra.

***

Os 15 juízes da fiscalização dos presídios, os que exercitam a execução das penas, são os que mais sofrem com o caos do sistema prisional.

Já sofrem também os juízes penais, os que prolatam as sentenças, ao perceberem que suas condenações vão bater nos rochedos rudes do caos penitenciário.

Mas os das execuções penais, os 15 juízes que votaram unanimemente a favor da construção de presídios privados em nosso meio, são os que veem agredidas suas consciências por saberem ser de sua competência a administração penal dos presídios e nada poderem fazer para equacionar uma superlotação dos presídios que afunda na barbárie.

***

Por isso, os 15 juízes da fiscalização dos presídios gaúchos votaram, sem nenhuma exceção, por unanimidade, por encaminhar ao governo do Estado a sua forte e importante opinião de que algo precisa ser feito para pôr fim à desordem reinante. E se a possibilidade da privatização dos presídios surge como alternativa ao caos, que se a busque como primeiro e fundamental passo para a restauração da dignidade no sistema prisional.

***

O repórter Daniel Scola, da Rádio Gaúcha, em trabalho estafante nos presídios, entrevistou um gerente de galeria no Presídio Central. Não pensem que o gerente era um funcionário público, um agente penitenciário, alguém designado pelo serviço público para gerenciar a galeria.

Nada disso, o gerente da galeria era um preso. Ele é que mandava ali. Ele é que administrava a imensa galeria.

E, na frente de um promotor, o preso informou ao repórter que todo o sistema de fiação elétrica da galeria tinha sido custeado por ele, gerente daquele espaço.

Ou seja, os R$ 1,8 mil que custou a fiação elétrica em toda a galeria saíram dos bolsos do preso-gerente.

Perguntado pelo repórter por que custeara de seu bolso (provavelmente do bolso da facção criminosa a que pertence) a fiação elétrica, o preso respondeu: “É que se não fosse instalada a nova fiação elétrica na galeria, continuaríamos mergulhados na escuridão. E, sabe como é, doutor, na escuridão, aqui na galeria, morre gente”.

***

Este é um símbolo do descaso total que envolve e encerra o caos nos presídios. Os fios de luz de uma galeria são custeados pelos presos. E nas galerias em que os presos não podem custear a fiação elétrica ou não têm a iniciativa de custeá-la?

Nessas galerias, permanecerá a escuridão.

***

A escuridão de todo o sistema penitenciário. Porém, quando surge uma réstia de luz para essa escuridão, a possibilidade de uma revolução no sistema, a privatização dos presídios, os 15 juízes das execuções penais aderem brilhantemente a ela, votando a favor da privatização.

Mas o que dói, o que punge e o que devora é saber-se que, quando essa solução é aventada, quando talvez a única solução para o caos é alvitrada, tristes espectros de reacionarismo se levantam contra ela, lutando para que tudo permaneça como está.

* Coluna publicada na página 47 de ZH dominical

Postado por Paulo Sant`Ana

Só mesmo ironizando

28 de março de 2009 30

* Da página 55 de Zero Hora

Com a autoridade de ter sido o único que se preocupou com a problemática carcerária nos últimos 37 anos, vou meter minha colher na discussão sobre a conveniência da administração privada no interior dos presídios.

E vou opinar junto com os novos penitenciaristas: sou contra a privatização dos presídios.

Como é que posso ser a favor da privatização, se é proibido fumar nos presídios privados?

Isso é um atentado à liberdade dos presos. O certo é o que acontece atualmente: os presos têm liberdade para fumar tabaco, para fumar crack e maconha, para cheirar cocaína e heroína. Isso é o que é certo.

Além disso, como posso ser a favor da privatização dos presídios, se com ela os presos são obrigados a estudar? Isso é um absurdo. Preso não foi feito para estudar.

Além disso, os presídios privados carregam a tremenda desvantagem de que os presos são obrigados a trabalhar.

Está errado. O preso tem direito ao ócio. Como disse ontem em Zero Hora um dos novos penitenciaristas, preso trabalhando é semiescravidão. É irrazoável obrigar o preso a trabalhar.

Além do que, por cada dia trabalhado, o preso cumpre a pena de dois dias. Esse é um privilégio monstruoso. O preso acabará, quando trabalha, cumprindo, assim, somente a metade da pena.

Sou contra os presídios privados, sou contra preso estudando dentro das cadeias, sou contra preso trabalhando em minifábricas dentro das cadeias.

Sou a favor do sistema atual, em que os presídios são fábricas, mas fábricas de aperfeiçoamento dos criminosos no crime.

O desaforo dos presídios privados: obrigam os presos a trabalhar e a estudar. De onde é que tiraram esta loucura?

Ontem, um dos novos penitenciaristas saiu-se com esta: ele é contra os presídios privados porque eles trazem consigo uma limitação, não pode exceder em um preso sequer a capacidade do presídio.

Se a capacidade do presídio privado é de 400 presos, diz o adventista, e se quiser colocar lá mais um preso, ou seja, 401, não pode. Está errado, escreveu o novo penitenciarista. O certo é colocar lá 401, 402, 601, 602, 3 mil presos.

Estão certos os novos penitenciaristas, a regra para os presídios privados tem de ser a mesma dos presídios públicos, tem de superlotar, tem de abarrotar, tem de sair preso pelo ladrão, tem de haver igualdade entre os dois sistemas. Que magnífica sacada!

Ou seja, os novos penitenciaristas pregam o que é certo: a superlotação dos presídios.

Também sou contra a privatização dos presídios.

Outra coisa: nas cadeias públicas, o índice de reincidência criminal dos presos que são soltos é de 75%. Ou seja, três quartos dos presos que são libertados voltam a delinquir.

Enquanto que nos presídios privados o índice de reincidência é de apenas 7%. Dez vezes menos presos dos presídios privados voltam a cometer crimes.

Sou contra os presídios privados, onde já se viu, desse jeito, com os presos dos presídios privados se regenerando, daqui uns tempos não haverá mais presos. E o que se vai fazer com as verbas carcerárias, desaparecerão?

E o que vai ser dos concursados do serviço penitenciário público, únicos que podem tocar nos presos, segundo os novos penitenciaristas?

Sou contra. É preciso manter os presos delinquindo depois de soltos, é necessário que os presos se entreguem ao ócio e à vagabundagem, nada de trabalhar dentro dos presídios, têm só de estuprar os outros presos, matar os outros presos, aterrorizar os outros presos, como acontece atualmente no regime público de administração do interior dos presídios.

Sou contra os presídios privados. Essa ideia de presídios privados só cabe em cérebros de tolos.

Postado por Sant`Ana

Encontro de histórias

27 de março de 2009 10

Jefferson Botega

Ontem participei do projeto Encontros com o Professor, em que fui entrevistado pelo meu colega Ruy Carlos Ostermann. Foi entusiasmante ver a plateia lotar o Studio Clio e se divertir com as minhas histórias e confissões.

Confira, no vídeo abaixo, trechos da minha participação:

Postado por Sant`Ana

Privatização dos presídios

27 de março de 2009 18

Na Penitenciária de Joinville, os presos são estimulados a trabalhar para reduzir a pena/Rogério da Silva, Divulgação

Discute-se intensamente no Rio Grande do Sul a privatização da administração interna dos presídios. O fato é que chegamos ao caos com a administração pública das prisões. Não há nenhuma maneira de recuperar os presídios pela via pública.

Sairá mais caro enfrentar a privatização. Mas o barato sai caro. Aliás, eu acho que os presídios estão neste caos porque é barato para o Estado assim. Custa R$ 680 para manter um detento no Presídio Central. Os presos são completamente abandonados a sua sorte dentro das galerias. As prisões superlotam e ninguém faz nada.

Eu acho que a privatização seria uma solução porque iria disciplinar a questão carcerária. Não é possível que se coloque um preso a mais do que o presídio suporta. No Presídio Central e no Madre Pelletier, penitenciária feminina, as celas com capacidade para duas pessoas estão abrigando, hoje, 18 presos. Isso é demais! Alguma coisa precisa ser feita.

Pode ser mais caro optar por um presídio privado, mas se analisarmos a relação dos presos que saem e reincidem, nos presídios públicos é muito maior que nos privados.

Um exemplo disso é a penitenciária privada que existe na cidade de Joinville, em Santa Catarina, com capacidade para 366 presos. Lá, a taxa de reincidência dos presos que são soltos é de apenas 7%. Enquanto que no Presídio Central, 70% dos presos reincidem no crime.

Ora, esses dados mostram como seria favorável a adoção da privatização dos presídios no Rio Grande do Sul.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana

Polêmica

27 de março de 2009 22

Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, meteu os pés pelas mãos ao declarar que morreram muito mais católicos que judeus no Holocausto, mas que isto não aparece porque os judeus detêm a propaganda no mundo.

O que parece desconhecer por ausência de intelecção o arcebispo é que nenhum dos milhões de católicos que morreram na II Guerra Mundial morreu por ser católico.

E que todos os judeus que morreram foram sacrificados exclusivamente por serem judeus.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Água muito mais barata

27 de março de 2009 11

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, saiu-se com uma muito boa: “O litro da gasolina que sai das refinarias é mais barato que o litro de água engarrafada. O que encarece para o consumidor é a margem de lucro das distribuidoras e os altos tributos”.

De um lado, espertamente, o presidente da Petrobras faz surgir um terceiro componente para fixação do preço da gasolina: antes era só o preço do dólar e o preço do barril de petróleo.

Agora o presidente lança um terceiro fator causal para o preço da gasolina: o preço da água.

Isso é para confundir.

Porque ele disse que o preço da gasolina é mais baixo que o da água engarrafada.

Mas escondeu maliciosamente que o preço que pagamos pela água que jorra na torneira das nossas casas é mais de mil vezes inferior ao preço da gasolina.

E a Corsan e o Dmae industrializam a água como a Petrobras industrializa a gasolina. Ambas são riquezas minerais que o homem capta gratuitamente e consome.

E o preço da água é mil vezes inferior ao preço da gasolina.

O preço da água engarrafada, este sim é superior ao preço da gasolina.

Mas a Petrobras não vende a gasolina engarrafada. Vende-a por entrega das refinarias aos caminhões.

Tem o mesmo trabalho que a Corsan e o Dmae têm para entregar a água a nós, consumidores.

Portanto, a água que interessa, a que consumimos em nossa casa, é mil vezes mais barata que a gasolina.

O presidente da Petrobras usou apenas de um truque retórico para driblar a opinião pública brasileira e tentar justificar que vendemos a gasolina mais cara do mundo no Brasil, em dólares.

Não tem justificativa.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Uma homenagem para Porto Alegre

26 de março de 2009 2

Hoje é o aniversário de 237 anos da nossa querida Porto Alegre.

Confira a minha homenagem no vídeo abaixo:

Postado por Sant`Ana

Muda, Grêmio!

26 de março de 2009 22

Sofri demais ontem.

O sofrimento que o Grêmio nos impôs foi cruciante. Mesmo jogando contra um time absolutamente medíocre, o Aurora, o time gremista foi mal, foi pobre. O Grêmio terá que melhorar muito nesta Libertadores da América.

Mas não são perdas de gol que estão afligindo o Grêmio. É a sua ruindade!

Muda, Grêmio! Assim é de matar!

Confira o meu comentário no JA:

Postado por Sant`Ana

O Grêmio foi medíocre

26 de março de 2009 40

Jorge Abrego, EFE

Que sofrimento foi o jogo desta quarta-feira. Como sofrem os gremistas.

Foi um jogo dramático contra uma equipe fraca que, em três jogos, levou oito gols e só fez um. E esse gol feito em três partidas foi, justamente, contra o Grêmio. O Grêmio perdeu gols e estava desorganizado como clube.

O time gremista entrou em campo quatro minutos atrasado, podendo ser multado. O adversário, que já estava há tempo no campo, usava uma camisa azul. E o Grêmio, mesmo assim, entrou em campo com a camisa com predominância azul. Por que não entrou com a camisa branca?

No momento que o time gremista mais precisava dos seus 11 jogadores, o Jonas agride o adversário e, assim, é expulso. E dramatiza um jogo que era para ser fácil.

Que desorganização tática, que indefinição nas suas linhas, que pobreza de futebol apresentou o Grêmio ontem à noite. O time só ganhou a partida porque um dos maiores frangos que já se viu nos últimos tempos foi protagonizado pelo goleiro do Aurora. O time adversário atacou o jogo inteiro para, no final, levar aquele frangaço monumental.

O Grêmio foi medíocre ontem à noite. Não deu nenhuma esperança ao seu torcedor. O time gremista só é líder por causa daquele gol esdrúxulo. O Grêmio amassou os seus torcedores pela sua ruindade. Não há outra palavra para definir.

Que triste foi a partida de ontem na Bolívia, apesar da vitória, do bom resultado e da liderança.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Sant`Ana