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Posts de junho 2009

A graça de Pink

30 de junho de 2009 66

Arquivo Pessoal

Semana passada, comentei aqui no blog e no Jornal do Almoço sobre a ternura que tenho pela minha cadelinha poodle chamada Pink, de 13 anos, que tem labirintite. O mais triste é que ela está derrubada. Não pode caminhar, não late e come com dificuldade.

Me perguntei se labirintite é contagiosa, já que também tenho essa doença. Hoje, na minha casa, há dois seres ziguezagueando entre os móveis, tontos de equilíbrio físico e completamente tontos de amor um pelo outro.

Muitos leitores me pediram para publicar uma foto da minha cadelinha. Por isso, coloco aqui no blog uma imagem dela que, mesmo velhinha, continua uma graça.

Postado por Sant`Ana

Dá para vencer o crack

30 de junho de 2009 13

Diego Vara

Fui ontem ao Painel que a RBS promoveu no BarraShoppingSul sobre a campanha Crack, Nem Pensar.

Tocou-me, entre outros comunicadores nossos, entrevistar um ex-usuário de crack.

Foi tão emocionante a entrevista que fiz com ele, que, em dado momento, nós dois, ao mesmo tempo, irrompemos num pranto convulso, as lágrimas emoldurando a narrativa que ele fez de como abandonou um vício depois de cinco anos.

Contou que, em determinado dia, foi despedido de seu emprego de pedreiro de obras civis. Recebeu R$ 1.800 por seus direitos trabalhistas e nem foi para casa, onde tinha uma mulher e um filho pequeno a esperá-lo na expectativa do sustento deles.

Ficou 15 dias fora de casa, na rua, no três primeiros dias ele gastou toda a sua indenização em pedras de crack, ou seja, 360 pedras da droga a R$ 5 cada uma. Fumou todas elas em 72 horas. Viajou pela fantasia mental que provoca a droga, esmagando a sua resistência psíquica, moral e física.

Voltou para casa 15 dias depois como um farrapo humano, após ter furtado e roubado em vários locais, tudo para comprar crack.

Em casa, segundo ele, usando de dois fatores fundamentais, a força de vontade e a esperança de que, se largasse o vício, poderia voltar a tratar da sobrevivência de seu filho e de seu casamento, deixou a droga, estando há meses sem dopar-se.

Foi então que, com aquele depoimento do ex-viciado diante das câmeras da TVCOM e do microfone da Rádio Gaúcha, eu e todo o auditório ficamos sabendo de uma grande novidade: é possível largar a droga, há gente que a larga, essa campanha da RBS é ainda mais sublime, é possível a um viciado em crack abandonar o vício, deixar de ser um drogado e reintegrar-se à família e ao meio social.

Portanto, a esperança pode ser a marca da nossa campanha. E, além da esperança, eu me muni também da fé de que a campanha é útil, é necessária e imprescindível.

Nós podemos derrotar as drogas, este é o grande horizonte que se oferece ao povo gaúcho.

*Texto publicado hoje na página 47 de Zero Hora.

Postado por Paulo Sant`Ana

O casaco cor camelo

30 de junho de 2009 1

Vesti ontem um casaco que causou sensação na Rua Padre Chagas e aqui na Redação.

Era um casaco de veludo, que lástima, veludo cotelê. E os frisos do casaco eram como manda a moda atual: estreitos.

Calhei muito bem dentro deste casaco que alguns setores salientes e entendidos de moda em Porto Alegre afirmaram que a cor (camelo) era apropriada para fim de outono ou início de inverno. E também afirmaram que meu passeio pela Padre Chagas com aquele casaco foi histórico.

Aliás, aquele casaco me inspirou a cantar o seguinte, tendo em vista os meus próximos dias:

 

Eu vou voltar aos velhos tempos de mim

Vestir de novo o meu casaco marrom

Tomar a mão da alegria e sair

Bye bye, Cecy “nous allons”.

Copacabana está dizendo que sim

Botou a brisa à minha disposição

 

Está bem, eu não sou o dono do mundo.

Eu sou o filho do dono.

 

Ontem, aqui na Redação, chamei o David Coimbra de invejoso, claro que brincando com ele para provocá-lo.

Ele respondeu seriamente: “Nunca te invejei. Ao contrário, eu te admiro com veneração. Desde quando eu era guri no IAPI, eu te assistia obcecadamente no Jornal do Almoço. Eu não te invejo, ao contrário, eu te admiro profundamente: tudo que eu desejo e sempre vou aspirar na vida é ser algum dia igual a ti”.

É a segunda vez este ano que Salieri endeusa Mozart.

*Texto publicado hoje na página 47 de Zero Hora.

Postado por Paulo Sant`Ana

Mágoa de gremista

29 de junho de 2009 17

O Grêmio é 14º colocado no Campeonato Brasileiro e o Inter é o segundo, mas em pontos está empatado com o líder Atlético-MG. Então, só me resta cantar para afogar as mágoas. Mágoa de gremista. Mas um dia Deus olhará para baixo e choverá aqui na Granja do Torto.

Será que Ele não irá me atender neste jogo que o Grêmio tem contra o Cruzeiro? Ai Grêmio como eu precisaria que te desse a louca, que te desembestasse e com essa torcida, extraordinária, fazendo a avalanche, chegasse a um 3 a 0. Mesmo resultado que o Inter fez ontem contra o Coritiba. Agora fazer 3 a 0 contra o gigantesco Cruzeiro, no Estádio Olímpico, é tudo o que eu penso na minha vida. Eu não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.

>> Assista ao meu comentário no Jornal do Almoço

Postado por Paulo Sant`Ana

A música que Tite cantou para Nilmar

29 de junho de 2009 5

Sant`Ana (D) ao lado de Kenny Braga (D) durant o Sala de Redação de hoje
Paulo Sant`Ana pediu um espaço durante o Sala de Redação, desta segunda-feira, para interpretar a música que Tite teria cantado a Nilmar ontem por telefone (Como vai você, de Antônio Marcos e Mario Marcos).

O jogador do Inter, depois da conquista desde domingo na Copa das Confederações pela Seleção Brasileira, desembarcou por volta do meio-dia de hoje em Porto Alegre.

Na sequência, Sant`Ana interpretou um trecho da música que Nilmar deveria cantar para Tite assim que se encontrassem (O Portão, de Roberto Carlos).

Ouça a interpretação de Sant`Ana no Sala de Redação

Postado por Vanessa Girardi

Hoje é o dia da telefonista

29 de junho de 2009 5


Hoje é o dia da telefonista, mas do telefonista também porque há muitos casos em que os homens operam essa máquina extraordinária que é o telefone. Para se ter uma ideia, só para o Gaúcha Hoje, onde faço meu comentário praticamente todos os dias, já telefonei umas 12 mil vezes. Acredito que tenha telefonado muito mais de 100 mil vezes na RBS, nesses quase 38 anos que tenho de empresa. Quanto telefonar!

Não me surpreende que eu já esteja meio surdo, pois já devo ter ouvido mais de 40 bilhões de palavras ao telefone ou as pronunciei talvez. O telefone celular, por exemplo, que invenção extraordinária! Você fala de onde quiser.

Eu estava me lembrando que o primeiro samba gravado no Brasil foi pelo telefone. Que invenção! O problema é que esqueço sempre onde coloco o meu telefone, esqueço ele cerca de oito vezes por dia.

Futebol

Falando sobre futebol, o Grêmio está em 14º lugar e o Inter, em segundo lugar no Campeonato Brasileiro, que é o que interessa. Embora, o Grêmio esteja perseguindo a Libertadores e o Inter a Copa do Brasil. Mas o tricolor em 14º — o que é que é isso? Foi muito mal ontem contra o Sport e perdeu. Com um time descaracterizado, errou muitos gols.

Ouça meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Paulo Sant´Ana

Quatro nádegas

29 de junho de 2009 5

A maior frase de Shakespeare não é “o covarde morre mil vezes antes de morrer”.

A maior frase de Shakespeare é: “Não cabem quatro nádegas no mesmo trono”.

Esta frase de Shakespeare cabe perfeitamente na ânsia de afirmação com que se atiram os meus interinos nesta coluna, quando têm a oportunidade de escrever em meu lugar (querendo para sempre o meu lugar).

Esta frase de Shakespeare, de que quatro nádegas não cabem no mesmo trono, serve para mil situações.

Serve, por exemplo, para configurar a dualidade de poder existente no Internacional, onde Vitorio Piffero e Fernando Carvalho pretendem se eternizar no mando total do clube, exercendo-o simultaneamente, fingindo alternância no poder.

Só quero avisar que este estratagema de Piffero e Carvalho não vai dar certo, vai estourar, porque foi Shakespeare, um dos três maiores gênios da humanidade, que disse que não cabem quatro nádegas no mesmo trono.

Vai estourar.

Se o Lula está planejando eleger Dilma Rousseff para exercer concomitantemente com ela os dois mandatos presidenciais próximos, vai acabar trombando com o gênio Shakespeare.

Para que os leitores tenham ideia da minha isenção, já que escrevi que no Internacional estão sentadas no trono há vários anos quatro nádegas, vou me ocupar também do Grêmio.

No Grêmio, o trono é ocupado por quatro nádegas há seis mandatos presidenciais, compreendendo quatro presidentes, dois deles reeleitos.

Em todos os seis mandatos com os últimos quatro presidentes, quem erigiu e/ou indicou os seus quatro sucessores foi Fábio Koff.

Ou seja, Fábio Koff exerceu conjuntamente o poder, por sua influência e vulto de maior presidente da história do Grêmio, dividindo assim o trono, veladamente, com Cacalo, Guerreiro, Obino e Odone, os quatro que sucederam a ele (Duda Kroeff não vale porque não se sabe ainda no que vai dar, desejo seu máximo sucesso).

E, como Shakespeare tinha previsto em sua frase colossal, o Grêmio deu no que deu nesses quatro mandatos citados, já foi uma vez para a segunda divisão (na primeira vez foi com Rafael Bandeira) e, apesar de ter sido vice-campeão da Libertadores com Odone na presidência, quando também voltou à primeira divisão, e tricampeão invicto em 1997 da Copa do Brasil, com Cacalo na presidência, jamais nesse período de quatro presidentes associados no poder com Fábio Koff, sempre portanto nesses quatro mandatos com quatro nádegas no poder, chegou perto ou encostou na glória máxima de Tóquio, advinda com Koff na presidência, vindo neste período também a falir financeiramente, penando até hoje com times baratos e sem qualidade.

Não há dúvida de que, quando foi campeão mundial de clubes em 1983, só duas nádegas sentaram no trono, as de Fábio Koff.

Enfim, num plano rigoroso, quando sentaram quatro nádegas no trono presidencial gremista, o resultado, repito, no aspecto geral dos seis mandatos, foi trágico e desastroso.

Antes que me respondam com autoridade lá do Beira-Rio, adianto-me: não vale me mandar dizer que o poder exercido por quatro nádegas no trono do Inter deu-lhe o título mundial.

Não é verdade: em 2006, quando o Inter foi campeão mundial, só as duas nádegas de Fernando Carvalho sentaram no trono, Piffero era mero vice-presidente e, embora tenha todo o mérito, não dividia o poder presidencial com Carvalho, era apenas um aspirante à presidência.

Tenho outros mil exemplos de que, quando quatro nádegas sentam no mesmo trono, instala-se a tragédia no reino.

Por essa lucidez monumental do dramaturgo inglês, elejo finalmente William Shakespeare como o maior gênio de toda a história da humanidade.

No meu entender, neste trono de maior gênio do planeta em todos os tempos, ocupado por Shakespeare , não couberam nem cabem as duas nádegas de Sigmund Freud, sequer as duas nádegas de Leonardo Da Vinci.

*Texto publicado hoje na página 43 de Zero Hora.

Postado por Paulo Sant`Ana

O abraço de Dilma

27 de junho de 2009 8

Fui sexta-feira à inauguração do monumental Parque Gráfico Jayme Sirotsky, da RBS, nas imediações do aeroporto.

Eu não poderia ir porque tinha de escrever a coluna de sábado e esta que estão lendo, mas me senti realizado durante os 90 minutos da cerimônia.

É que eu testemunhei o drama do Nelson Sirotsky, que até quinta-feira estava enfermo, totalmente gripado, com febre de 40 graus e o pior para quem tinha de fazer o discurso de inauguração diante do presidente Lula: estava totalmente sem voz.

Pois com o auxílio de médico e de medicamentos, o Nelson acabou se curando parcialmente e pronunciando o discurso, com excelência de conteúdo e dicção.

* * *

Alguns detalhes à margem da cerimônia: quando as autoridades foram chamadas ao palco, a ministra Dilma Rousseff sentou na fila da frente das autoridades, na poltrona que lhe cabia.

Mal sentou, levantou-se, desceu três lances de escada e se dirigiu a mim, que estava sentado em um poleiro. Disse-me a ministra Dilma: “Rale-se o protocolo, Sant’Ana, eu quero te abraçar”.

E eu respondi a ela num entusiasmo temerário: “Que Deus lhe dê saúde para este e outros dois governos”.

* * *

O presidente Lula ouvia atentamente os discursos que antecediam o dele.

Batia tremulamente com o pé direito no chão, impulso que me pareceu de nervosismo.

Além disso, por vezes Lula cofiava com dois dedos seu bigode.

E sete poltronas além da dele refulgia a beleza do rosto de Dilma Rousseff, restaurado belamente por uma plástica. Se a ministra tiver a gentileza de me dizer quem foi seu cirurgião, mande-me o nome, que eu também vou restaurar minha lataria com o mesmo dono do bisturi.

E, no fim da cerimônia, o presidente Lula, entre os homenageados, avistou-me e disse: “Sant’Ana, dá cá um abraço”.

Eu juro que não sabia que ele me conhecia.

* * *

Foi uma notável cerimônia, organizadíssima, acho que só por ela os atos anuais de jubilação dos funcionários da RBS foram levemente superados.

* * *

Desculpem, mas não posso deixar de incorrer em nepotismo afetivo: acontece que no Caderno Kzuka de ZH, sexta-feira, foi publicado um texto do meu neto Gabriel Sant’Ana Wainer, que tem apenas 17 anos de idade. Vou transcrevê-lo a seguir. Como conheço a capacidade de meu neto, posso afiançar que este texto faz terceiro lugar na lista dos seus mais notáveis.

Ei-lo: “Gosto muito desta teoria. Aquelas pessoas que são sempre simpáticas com todo mundo, pra mim, têm algum problema que não querem mostrar. Claro, não sejamos hipócritas, não é possível alguém gostar de todo mundo. E não me venham com essa de que ser simpático com todos é uma questão de educação. Até porque sinceridade e transparência também o são.

Há pessoas com as quais simplesmente não se vai com a cara, e não tem nada de errado nisso. Não gostar de alguém é um direito. Imaginem se nós todos gostássemos de todo mundo, que mundo insuportavelmente agradável e gracioso seria esse. Ninguém falando mal de ninguém, as pessoas todas de caras boas e sorridentes, todo mundo se cumprimentando gentil e educadamente. Que inferno! Se não existisse a antipatia, não haveria a simpatia.

Assim como, se não houvesse o barulho, não haveria o silêncio; sem o escuro não teríamos o claro; sem o salgado não existiria o doce e sem o feio não haveria o bonito. Tudo na vida tem suas compensações, e a simpatia não é exceção à regra. Simpatia seletiva, porque não dá pra ser legal com todo mundo, não é?” Assinado: Gabriel Sant’Ana Wainer, 17 anos, aluno do 2º ano do Colégio Lourenço Castanho, de São Paulo. Leia mais textos do Gabriel no www.kzuka.com.br/andeipensando.

* Texto publicado na página 47 da ZH dominical

Postado por Paulo Sant`Ana

Michael Jackson

27 de junho de 2009 24

Obrigado pelo pai até com tortura, fez sua primeira gravação como cantor aos cinco anos.

Mas, além de cantor, a vida o faria exímio dançarino.

Foi o único dos negros em todas as épocas no orbe terrestre que conseguiu a façanha de tornar-se branco.

Tornou-se inexoravelmente adulto quando nunca deveria ter deixado de ser criança.

 

***

Maquiava-se e sofria cirurgias como se fosse mulher.

Nunca houve no palco um tão intenso e completo transexual.

Ombreou-se inicialmente com Elvis Presley, para mim o maior cantor que já surgiu no Universo. Ficarão tombadas no canal semicircular lateral da beira do meu labirinto, lá dentro do meu ouvido entre médio e interno, as suas baladas enternecedoras. Depois, Michael bateu espetacularmente Elvis porque os trejeitos tímidos e hesitantes de Elvis no palco pareciam macaquices comparados com os malabarismos excitantes de Jackson.

***

Vendeu quase 1 bilhão de discos. Os levantamentos são confusos, mas há certeza de que Michael Jackson vendeu 850 milhões de discos, sabe-se lá quantos milhões ou bilhões de DVDs vendeu (desculpem os leitores, mas não sou dado a esse tipo de estatística, mas este negro que virou branco estabeleceu confusão em todos os itens de suas conquistas).

O que importa é que Michael Jackson atingiu façanhas que ninguém conseguiu, equiparou-se a Frank Sinatra, a Elvis Presley, a Madonna, aos Beatles, equiparou-se ou bateu a estes e a Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Kobain etc.

***

Enfim, ele foi uma lenda viva que teve a mais lenta morte que qualquer outro artista. Nem o próprio Elvis Presley foi se desfigurando tanto fisicamente e tão aos poucos quanto ele.

Agora se estabelece uma corrida gigantesca aos seus discos, deve-se erguer um memorial e um mausoléu a ele, mais magnificentes do que os que foram erguidos para Elvis, para Lennon ou para Sinatra.

***

As televisões e as rádios de todo o mundo estão mostrando os sucessos e o sucesso de Jackson a todo o instante desde anteontem.

Isso comprova mais uma vez a máxima batida de que os grandes vultos da humanidade, de Van Gogh a Michael Jackson, só são realmente reconhecidos ou mais intensamente reconhecidos depois da morte.

Já pensaram no dia que eu morrer? O trânsito vai ficar paralisado de Caxias do Sul até Florianópolis.

Vão ter de chamar o Exército para auxiliar a Polícia Militar na organização do meu enterro.

Isso é o que sempre mais sonhei na minha megalomania: o Exército intervindo finalmente na segurança pública do meu enterro.

E o desfile das massas populares na fila para ver o meu féretro vai durar uns 15 dias.

Que morte!

*Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora

Postado por Paulo Sant`Ana

Me faz pensar a morte de Michael Jackson

26 de junho de 2009 27

Jamais haverá outro como Michael Jackson/Amanda Edwards/Pool, EFE
Me faz pensar a morte de Michael Jackson. Ele foi um homem fenomenal, um cantor, desde os cinco anos de idade, e não se contentou em só ser cantor. Ele se tornou durante a vida, na medida em que ia ficando adulto, um exímio bailarino. O jornal Zero Hora de hoje o chama como rei da música pop de todos os tempos. Olha que para bater o meu ídolo, o ícone Elvis Presley, precisa ser muito bom, precisa ser genial.

Eu me identifico até hoje com as baladas do Elvis. Do rock eu não gosto muito, mas as baladas sim. Pois Michael Jackson bate Elvis Presley, segundo os críticos afirmam em Zero Hora. O jornalista Eliziário Goulart Rocha diz na publicação que jamais haverá outro como Michael Jackson. É como o Pelé. Não é que tenha sido o maior, nunca mais haverá um maior que ele. Incrível!

Ele conseguiu ser bailarino quando deveria ser apenas cantor. Michael conseguiu outro milagre extraordinário: era negro e virou branco. Que milagre!

Eu fiquei sabendo só ontem que Michael Jackson não era só cantor e bailarino, ele também era compositor e produtor. Por isso não houve ninguém igual a ele e nunca haverá. É demais! Teve um disco que ele vendeu R$ 120 milhões, o Thriller. E morre dessa forma inesperada, justamente quando se preparava para uma turnê até o ano que vem, quando faria 50 apresentações em Londres. Morre um grande vulto da música popular.

Ouça meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Paulo Sant`Ana

A nossa labirintite

26 de junho de 2009 7

 

os meus leitores e os meus amigos tão cheios assim daqueles cuidados com que velam minha saúde, como por exemplo esta: “Estimado amigo. Tenho te achado muito abatido, por favor melhore, cuide-se, se eu estivesse por perto, na tua cidade, eu iria te fazer um chá de esperança, me parece que é do que precisas ultimamente. Mas, por favor, tome ao menos um chá de canela com leite, isto te ajudará a melhorar. É uma glória ter 70 anos, a labirintite vai passar e tua amiguinha canina também vai melhorar, confie em Deus, tenha mais fé. Um carinhoso abraço, (ass.) Rosane Vontobel (rosane@urisantiago.br).

 

***

Interessante, foi a minha frase aquela (estou cheio de esperança e sem nenhuma fé) que decretou estes conselhos de muitos leitores para que eu permaneça estimulando a minha esperança, mas que, para equilibrar meu estado físico-emocional-psíquico, me muna também de muita fé.

Se eu tivesse ao mesmo tempo fé e esperança, seria um titã, um homem imbatível, um hércules a quem o meu pessimismo congênito e essa tristeza quase que permanente não abateriam.

Já me dou por satisfeito por ter esperança, a fé é um estado psíquico que não me domina por estar muito remoto de mim.

Cheio de esperança, vazio de fé, é assim que me encontro.

E é assim que vou me preparando para o melhor e para o pior.

***

E os que chegam até a rezar para que eu pare de fumar e ainda viva muitos anos! Caso do meu colega: “Esta deve ser a milésima mensagem sobre estímulo para parar de fumar. Mas, depoimento de quem fumou 28 anos sem parar um só dia: o sofrimento de quem para é tão grande que não pode ser desperdiçado com a reincidência. Abraço e boa sorte do teu fã, (ass.) Marcelo Rech (diretor de Produto da RBS)”.

***

Como eu sou multimídia, a alguns leitores escapa o que digo no Jornal do Almoço.

Esta semana, no JA, eu falei da ternura que tenho pela minha cadelinha poodle chamada Pink.

Vocês não vão acreditar, ela ficou doente há cinco dias e tombou no chão, não podendo se levantar.

Os veterinários deitaram-se a procurar o diagnóstico. Inicialmente parecia ser AVC, mas depois chegaram a um acordo: o que minha adorada cadelinha tem é LABIRINTITE.

Exatamente a doença mais grave que tenho entre as nove doenças que se abateram sobre mim nos últimos 60 dias.

Pergunto: labirintite é contagiosa? Como pode a coincidência de uma cadela e seu dono terem ao mesmo tempo a mesma doença?

Eu sei mais do que ninguém que os animais, principalmente os cães, são iguais aos homens. Têm as mesmas reações e as mesmas iniciativas afetivas.

Mas daí à minha cadela ter ao mesmo tempo, no mesmo período de tempo que eu, a mesma doença que tenho, bem, isso é no mínimo intrigante: na minha casa atualmente há dois seres com labirintinte, ziguezagueando entre os móveis, hesitantes para andar, tontos de equilíbrio físico e magistralmente tontos de amor um pelo outro.

Deus cure depressa a mim e à minha adorada cadelinha. Deus não tire ela de mim nem eu dela, é o que imploro.

* Texto publicado hoje na página 79 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Os times da dupla Gre-Nal são incompetentes

25 de junho de 2009 26

Uma coisa é certa: os times do Internacional e do Grêmio são incompetentes. O primeiro perdeu por 2 a 0 para o Corinthians e o segundo, por 3 a 1 para o Cruzeiro. Os clubes são constituídos de times e torcidas e a questão agora é saber se a torcida do Internacional será incompetente no Beira-Rio e quanto a do Grêmio no Olímpico.

Preteou o olho da gateada colorada, porque se o Internacional ganhar por 2 a 0 do Corinthians e o Grêmio vencer pelo menos placar o Cruzeiro, quem estará classificado? O Inter teria que ir para os pênaltis para matar a torcida do coração e o Grêmio passaria à finalíssima da Libertadores. Preteou o olho das duas gateadas!

O Grêmio perdeu ontem porque não tem dinheiro, o Grêmio está falido e não tem os mesmos recursos do Internacional para fazer um time. Então, o Grêmio compra centroavantes e meias que fazem o seguinte: o jogador está com a bola, sem o goleiro e ele chuta na trave, claro jogador que custou pouco. Em outra situação, novamente sem o goleiro, o jogador manda a bola para fora. Isso significa falta de dinheiro. O lugar de botar a bola não é na trave e sim naqueles sete metros e tanto que tem entre uma trave e outra. Falta recurso ao Grêmio, mas resta a esperança.

O que eu disse nesta semana no Jornal no Almoço? Que estava cheio de esperança e vazio de fé, não tinha fé nenhuma. Apesar de que o olho da gateada preteou, continuo com muita esperança.

>>> Clique aqui e assista ao meu comentário no Jornal do Almoço de hoje

Postado por Paulo Sant`Ana

Gol da esperança

25 de junho de 2009 65

EEFE e Vipcomm, Divulgação

O gol forasteiro, como eu chamo, ou o gol feito na casa do adversário me deixa meio tonto. Enquanto o Cruzeiro ganhava de 3 a 0, a situação gremista era pior que a do Inter. Na primeira partida, o time colorado perdeu de 2 a 0 para o Corinthians. Portanto, se o Cruzeiro tivesse ganho de 3 a 0, o Grêmio teria que fazer o mesmo placar contra o time mineiro no Olímpico para levar a decisão para o pênaltis.

Porém, como o Souza fez aquele gol que pode ser salvador, a situação gremista ficou melhor que a colorada. Aliás, melhor não. Apenas “menos pior“. Se o Grêmio ganhar de 2 a 0 do Cruzeiro, o tricolor se classifica para a final da Libertadores pois tem um gol marcado no Mineirão.

A grande diferença é que o Grêmio fez um gol na casa do adversário. Mas o tricolor perdeu muitos gols e eu já estou calejado disso. Quando um jogador é bom, ele tem mais chances de colocar a bola dentro do gol adversário do que aquele que é ruim. Por isso, aquele atacante que chuta muitas bolas na trave não é um bom jogador. Tem um espaço enorme entre as duas traves. É doloroso ver um time perder tantos gols como o Grêmio perdeu. Como diz aquele jargão: “Quem não faz, leva. E foi o que aconteceu.

Agora, vamos para dois jogos dramáticos em Porto Alegre: Inter x Corinthians e Grêmio x Cruzeiro. Quarta e quinta-feira serão duas noites de decisões para o futebol gaúcho. O Grêmio querendo ir para a finalíssima da Libertadores e o Inter desejando se consagrar campeão da Copa do Brasil. Será muito nervosismo e tensão. A virada ficará a cargo das torcidas. O ambiente nos estádios é o único fator que pode decidir o jogo a favor do Inter ou do Grêmio.

Ontem de noite, eu estava em um lugar público da Capital assistindo o jogo. A vibração dos torcedores gremistas quando o Souza fez o gol foi a única alegria do tricolor em toda a partida. Foi o gol da esperança. Mesmo eu preferindo o gol da fé. Se o Grêmio tivesse ganho de 1 a 0, eu teria esperança e fé. Porém, o Grêmio perdeu. Então, só me resta a esperança.

E, agora, fica aquela história: será melhor jogar a primeira partida fora do seu estádio ou em casa? Essa discussão vai incendiar a retórica da rivalidade Gre-Nal.

Ouça o meu comentário no Gaúcha Hoje

Postado por Wianey

Azul e vermelho

25 de junho de 2009 1

Há dois tipos de homens que agradam profundamente às mulheres: os recatados e os inofensivos.

Há dois tipos de mulheres que agradam profundamente aos homens: as que afetam que traem mas não traem e as que detestam shopping center.

O bom mesmo da nossa relação é quando ela desembesta.

O momento mais negativo e ao mesmo tempo culminante da festa foi quando o homenageado, no meio do discurso de improviso, esqueceu do texto que decorara.

E arrematou: “Sabem de uma coisa, estou tão emocionado que vou ficar por aqui. Muito obrigado”.

Os convidados ficaram indecisos entre bater palmas ou vaiar.

Atenção, publicitários, jornalistas e empresários: no jantar espetacular que 30 amigos ofereceram a este colunista esta semana, pela passagem dos 70 anos, na Agência Competence, de João Satt, ficou praticamente acertado que será desfechada logo em seguida campanha publicitária, em multimídia, que terá como ator Pablo.

Esses dias publiquei aqui uma nota em que citei o nome de Sérgio Jockymann, recordando-o como o grande nome da crônica em jornal e na televisão.

Jockymann, por muitos anos, fez tabela comigo no Jornal do Almoço. Ele foi contratado pelo programa para fazer frente, como colorado, a mim, que surgira como um bólido defendendo o Grêmio na imprensa.

Na Folha da Tarde, meses depois, ainda nos anos 70, Jockymann escreveu assim sobre meu surgimento na imprensa: “O Sant’Ana é gremista por desaforo. Em realidade, ele é o maior colorado da Coreia. O Sant’Ana fala em azul e a gente ouve em vermelho”.

Naquele tempo, eu não era o cronista moderado que sou hoje em matéria de rivalidade Gre-Nal, tenho sido sempre obsequioso e respeitoso com o Internacional. Eu batia duro.

Então respondi ao Jockymann assim, em Zero Hora: “Os colorados dizem que eu tenho tudo para ser colorado porque tenho cara de bagaceiro”.

E todos os dias eu me defrontava, nos anos que foram passando, com os colorados que se apresentavam de plantão: Ibsen Pinheiro, Cid Pinheiro Cabral, Hugo Amorim, Pilla Vares, Kenny Braga e Guerrinha. Ajudei sempre a criar estes empregos todos na RBS, claro que levando em conta o talento dos meus oponentes no microfone.

“Ah, que saudades que eu tenho/ da aurora da minha vida/ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais”.

Escrevo antes do jogo Cruzeiro x Grêmio. Mas qualquer que tenha sido o resultado, ele se adapta à frase que pronunciei ontem no Jornal do Almoço, de Canoas: “Sobre este Gre-Cruz e as chances do Grêmio na Libertadores, lanço meu palpite à interpretação dos teólogos: tenho muita esperança e nenhuma fé”.

* Texto publicado hoje na página 63 de Zero Hora.

Postado por Sant`Ana

Beleza inebriante

24 de junho de 2009 6

Divulgação, Fernando Gomes, Cynthia Vanzella

O Rio Grande do Sul é famoso pela beleza das mulheres. Mas a cidade de Canoas está se superando!

Entrevistei no Jornal do Almoço desta quarta-feira três beldades monumentais oriundas do município aniversariante.

São elas:

Bruna Jaroceski, Miss Rio Grande do Sul 2010
• Juliana Mueller, Garota Verão 2009
• Regina Janostiac, Musa do Gauchão 2009

Estou com labirintite e fiquei ainda mais tonto com tanta formosura. Só que uma delas me decepcionou.

>> Saiba por que clicando no vídeo aqui.

Postado por Sant`Ana